OS DINOSSAUROS ESTÃO SEMPRE COM FOME
Durante um passeio/turnê de pré-visualização, um parque temático jurássico sofre um atentado de roubo por um de seus funcionários, o que culmina num colapso na energia que permite que suas exposições, dinossauros clonados, comecem a atacar.

Nem sei ao certo quantas vezes eu já assisti a esta aventura que levou 65 milhões de anos para ser feita por STEVEN SPIELBERG que inicialmente estava interessando em dirigir um drama de hospital chamado E.R. (PLANTÃO MÉDICO com Richard Dreyfuss) e que depois virou série de TV com George Clooney. Assim, ele resolve adaptar o livro JURASSIC PARK do mesmo autor, MICHAEL CRICHTON.
A premissa explicava: DNA e Dinossauros! Isso ainda não convenceu Spielberg que sempre perguntava: “Então, eles vão voltar?”. E como fazer dinossauros em pleno século XX? A primeira decisão de Spielberg era fazer com que os dinossauros fossem apresentados como animais e não apenas monstros que saem por aí querendo comer as pessoas. E, o tratamento deveria trazer a mesma essência, na concepção artística que ele impôs no ET (exemplo: as respirações, os bafos) e certo suspense antes de apresentar os bichos (como em TUBARÃO –embora aqui, ficamos mais deslumbrados de início ao ver um pescoçudo gigantesco se alimentando de folhas numa imensa árvore num lindo grande plano).
Na trama, até aquele momento, já existia um grande avanço na tecnologia científica que era capaz de criar um parque temático numa ilha cheia de dinossauros vivos. Esses cientistas extraiam o sangue de Dino a partir de um mosquito que picava o ser pré-histórico e ficava fossilizado na seiva de um tronco. E para preencher a cadeia genética, eles usavam o DNA de rãs africanas que podem mudar de sexo em um ambiente de sexos iguais. A explicação pode parecer lógica para leigos, mas isso não importa!JOHN HAMMOND (Richard Attenborough) é um bilionário, que convida quatro pessoas (cientistas da área de paleontologia), além de seus dois netos, para uma visitação. Mas depois que o gordo DENNIS NEDRY (Wayne Knight) rouba embriões da criogenia que continham os DNA´s dos dinossauros, Hammond perde o controle de seu parque. O cara desliga o sistema operacional de energia (que eventualmente desliga as cercas eletrificadas de 10 mil volts que protegiam as pessoas dos bichos) para poder ter algum tempo e poder roubar as amostras genéticas sem ser visto. Posteriormente, ele iria vender para o mercado negro. Assim sendo, as coisas começam a cair por terra no Parque. Um enorme T-REX sai do cerco e ataca as crianças e ALAN GRANT (SAM NEILL- famoso mais neste filme do que qualquer outro).

O filme é diversão-pipoca, mas que também fala do abuso do homem perante a natureza. O poder da criação e um sonho que começou num circo de pulgas. E nenhum outro diretor poderia captar a essência desta aventura jurássica como Steven Spielberg. Vejo que Spielberg, sempre foi o mais qualificado para o cinema pipoca, mais ainda de que os seus colegas George Lucas e James Cameron. Steven sabe fazer as platéias torcerem pelo mocinho e vaiar o bandido, ou como diria o americano: “Have a good time.”
O papel do Dr. Alan Grant foi antes oferecido ao ator WILLIAM HURT que o recusou, assim como HARRISON FORD. Antes de Spielberg entrar no projeto, o autor Crichton (que também escrevia Plantão Médico) tinha circulado com o material literário em alguns estúdios: na Warner (ofereceram para Tim Burton) e na Columbia Pictures (Richard Donner estava cotado para dirigir). A Fox até se interessou pelo projeto, e estava escalando Joe Dante na direção. Mas, graças ao bom senso, o livro foi levado para a Universal, e obviamente só um homem lá poderia fazer o filme: SPIELBERG.
O filme consegue ser um híbrido entre ficção-científica, aventura e terror. A atmosfera que Spielberg cria neste parque é mágica (algo que não se repetiu no corriqueiro O MUNDO PERDIDO – 97). Spielberg estava extremamente preocupado com a computação gráfica, mesmo com conselhos otimistas do amigo Lucas. Antes o animador PHIL TIPPETT havia planejado toda a animação em Stop Motion (como era feito nos antigos KING KONG e THE LOST WORLD), mas ficaria ridículo a concepção e muito falso, assim a Industrial Light E Magic, apresentou uma animação em CGI do Tiranossauro Rex caminhando, o que animou Spielberg.
É realmente impressionante ver estes efeitos, como a cena clássica em que uma manada de Galliminus corre em direção aos atores. Mas o filme não é 100% grafismo computacional. O falecido artista STAN WINSTON que fez a robótica de O Exterminador do Futuro (de Cameron) e as tesouras de EDWARD (de Burton), além de muitos outros filmes, criou toda a parafernália de robôs eletrônicos para as cenas em live action. Foi uma dificuldade trabalhar com o robô T- Rex na cena em que ele ataca o carro das crianças em plena chuva. E, às vezes os movimentos dos Velociraptors não eram lá perfeitos, e só foram solucionados pela criatividade de Spielberg (mostrar as patas e as garras), assim funcionava muito melhor e aguçava a imaginação. Mas nas grandes cenas e planos abertos dos bichos saltando e tudo mais, fora usado o CGI.
A fita foi o primeiro filme a usar o DTS Digital Sound System. Todo o trabalho sonoro é extraordinário, já que não se sabe como os dinossauros emitiam sons pelo fato de estarem fossilizados e não restar nenhuma evidência das cordas vocais.Um triceratop bebê foi construído para uma cena, nesta ocasião um dos técnicos de efeitos especiais havia trabalhado no animal durante um ano. Porém Spielberg cortou esta sequência porque deixava o filme lento. E como Spielberg pensa em ritmo, criou alternativa: a cena de um triceratop adulto doente e de um raptor bebê quebrando a casca do ovo, foram mais eficazes. Embora arrojado hoje em dia, ao vermos as cenas com computadores e seus respectivos programas é algo curioso, tudo foi criado originalmente para o filme. Cada logomarca é ficcional, esta era uma das prioridades da história.
Assistir ao making of deste filme é sempre divertido. É engraçado saber que os animadores, para criar a sequência dos Galliminus correndo do T- REX tiveram que, obrigatoriamente, saltar em obstáculos e tentar imitar movimentos do zero para animar as criaturas. Outra curiosidade que mostra a grandeza e façanha da tecnologia já naquela época, é numa cena em que a dublê da atriz ARIANA RICHARDS que faz a garota, esta pendurada no assoalho e o raptor cai e tenta comer a perna dela. Acidentalmente a dublê olhou para a câmera e Spielberg não viu e não pode refazer na filmagem. Assim, na pós-produção, eles colocaram o rosto da própria Ariana em outra ocasião para cobrir a face da dublê. Eis a mágica da computação gráfica.
JURASSIC é um dos maiores sucessos de bilheteria de Spielberg e é um filme inventivo e original. Uma diversão maravilhosa cheia de sustos e correria. (correr faz parte dos filmes de Steven). Enquanto Spielberg trabalhava no seu premiado A LISTA DE SCHINDLER, George Lucas dirigiu toda a pós-produção do filme na Califórnia, enquanto Spielberg dava o aval por telefone. Ocasionalmente nos dois Jurassic Park, Steven trabalhava em filmes de adultos simultaneamente: Schindler (1993), AMISTAD e O RESGATE DO SOLDADO RYAN (1997-98). Obviamente ele foi mais feliz e criativo no primeiro Jurassic Park, depois que virou série (o terceiro feito por JOE JOHNSTON, 2001) a trama de Crichton ficou meio ultrapassada (até foi um problema para Peter Jackson conseguir maior êxito na refilmagem de KING KONG-2005). O ambiente criado por Spielberg neste primeiro é uma experiência nova de um cinema moderno e ávido por buscar desenvolver-se na tecnologia. Jurassic pode ter sido precursor em algumas coisas (embora O EXTEMINADOR DO FUTURO 2 [1991] e O SEGREDO DO ABISMO [1989] , ambos de Cameron , já haviam demonstrado a capacidade do computador).
EUA-1993
AVENTURA
FULLSCREEN
126min.
COR
UNIVERSAL
LIVRE
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
AVENTURA
FULLSCREEN
126min.
COR
UNIVERSAL
LIVRE
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
UNIVERSAL
PICTURES
APRESENTA
AN
AMBLIN
ENTERTAINMENT
PRODUCTION
UM
FILME DE STEVEN SPIELBERG
Estrelando:
SAM
NEILL LAURA DERN JEFF GOLDBLUM
E RICHARD
ATTENBOROUGH
como John Hammond
cOM:
BOB
PECK MARTIN FERRERO B.D.WONG
SAMUEL L. JACKSON WAYNE KNIGHT
JOSEPH MAZZELLO ARIANA RICHARDS
SAMUEL L. JACKSON WAYNE KNIGHT
JOSEPH MAZZELLO ARIANA RICHARDS
MUSIC
BY
JOHN
WILLIAMS
MONTAGEM
MICHAEL
KAHN
Diretor
de fotografia
DEAN
CUNDEY
cenografia
RICK
CARTER
Consultor
de efeitos especiais PHIL TIPPETT
Dinossauros
criados por STAN WINSTON
Movimento
dos dinossauros por
DENNIS
MUREN
Efeitos
especiais dos dinossauros por
MICHAEL
LANTIERI
Produtores
associados
LATA
RYAN COLIN WILSON
Produzido
por
KATHLEEN
KENNEDY
GERALD
R. MOLEN
Roteiro
de
MICHAEL
CRICHTON
DAVID
KOEPP
Baseado
no livro de MICHAEL CRICHTON
Dirigido por
STEVEN SPIELBERG
STEVEN SPIELBERG





7 comentários:
caraca!
quanto tempo não vejo o jurassic park...
excelente dica para matar a saudade e mostrar a função dos efeitos especiais... a verdadeira função. recriar o que não existe mais... sem abusos ou firulas.
obrigado pelas dicas de filmes cowboys!
2T: Cara, ultimamente nos meus intervalos estou revendo os filmes-pipocas e terá mais alguns aqui do Spielberg. Rs!
Acredito que você vai gostar e muito dos filmes que indiquei, sobretudo Leone. Fodásticos!
Abs.
Rodrigo
Olá Rodrigo!
Que beleza de post, adoro o cinema do Spielberg, e gosto muito da trilogia Jurassik Park, excelente o texto com muita informação, parabéns!
Ahh, vc gostaria de participar de um grupo de cinema do yahoogrupos na qual sou moderador?
Se sim, me diga lá no meu blog, indicando um email, pra eu lhe mando o convite!
Abs! Diego!
DEWONNY: Olá meu caro, que bom que está de volta! É sempre um prazer rever estes filmes antigos so Steven Spielberg.
Abração!!
Rodrigo
"Jurassic Park" é cinema-entretenimento em sua melhor forma. É sentar na poltrona, pegar a pipoca e o refrigerante e deixar a realidade do lado de fora.
Efeitos especiais perfeitos, uma trilha inesquecível de John Williams e cenas antológicas de apavorar qualquer vivente.
Saudade do Spielberg comercial...
Abraços
Clênio
www.lennysmind.blogspot.com
www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com
CLENIO: Disse tudo: "Jurassic Park" é cinema-entretenimento em sua melhor forma. É sentar na poltrona, pegar a pipoca e o refrigerante e deixar a realidade do lado de fora".
Este Spielberg irá voltar com AS AVENTURAS DE TINTIM Vamos aguardar!
Abs.
Rodrigo
Este filme está tão bom! Nunca me canso dele. É um clássico inegável.
Gosto muito do teu blog, vou adicioná-lo à minha lista de blogues ;)
Sarah
http://depoisdocinema.blogspot.com
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