Nostalgia
anos dourados
Allen recorda sua infância e os bons tempos do rádio.
Em A Era do Rádio, o diretor Woody Allen recorda sua infância e os bons tempos do rádio, uma espécie de Amarcord (um filme de Fellini), homenageando àquela obra-prima do diretor italiano, em que ele aparece apenas como o narrador em voz off.

Indicado aos Oscars de roteiro e direção de arte, premiado com o Bafta de figurinos e cenografia. Este filme é um dos mais tocantes e nostálgicos e que infelizmente foi um fracasso de bilheteria nos Estados Unidos e aqui no Brasil se tornou cultuado por estudantes de comunicação.
Bastante autobiográfico, mas também permitindo delírios de fantasia. Com uma delicada construção apresentando as músicas antigas, Allen faz aos poucos o universo da família, as confusões, os problemas amorosos de uma tia, que encontra sempre a pessoa errada. É todo feito de momentos: a inesquecível visita ao Radio City Music Hall, o submarino que teria sido visto, o voyerismo das crianças, a repercussão da Guerra dos Mundos no show de rádio de Orson Welles, mas o forte mesmo é a importância que tinha o rádio naquela época, onde os atores de rádio-novela e seriados ou mesmo de orquestras e cantoras, eram deuses e que logo depois seriam esquecidos, como a citação de Carmen Miranda numa cena em que a tia escuta pelo rádio. Este é o único filme onde aparecem as duas musas de Allen, Mia Farrow – que faz uma vendedora de cigarros e que deseja ser estrela de rádio – e Diane Keaton – que canta uma canção bonita intitulada: “You´d be so Nice to Come Home”.
Também a homenagem à Carmen é imitada duas vezes, uma pela atriz brasileira Denise Dummont. O hoje famoso ator Seth Green faz o Allen criança.

O filme é feito de pequenos episódios e citações, conclui uma visão de Times Square da época, onde realmente tinha aquele camelo fumante. Assistir a Era do Rádio é ver a história desta grande mídia através do olhar de Allen e das personagens e personalidades que fizeram parte de sua juventude e da era de ouro deste veículo de comunicação que nunca morre.
EUA-1987
ROMANCE
WIDESCREEN
88min.
COR
FOX/METRO
LIVRE
ROMANCE
WIDESCREEN
88min.
COR
FOX/METRO
LIVRE
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
Uma produção
JOFFE/ROLLINS
Radio Days
Estrelando:
DENISE DUMMONT. MIA FARROW. DIANE KEATON
JULIE KAVNER. SETH GREEN. DIANNE WIEST
JOSH MOSTEL. LARRY DAVID. TITO PUENTE
DANNY AIELLO. JEFF DANIELS. KITTY CARLISLE
MERCEDES RUEHL. TONY ROBERTS. WILLIAM H. MACY
Narração: WOODY ALLEN
Co-estrelando Mike Starr. Paul Herman. Don Pardo
Elenco por JULIET TAYLOR edição SUSAN E. MORSE
Diretor de fotografia CARLO DI PALMA cenografia SANTO LOQUASTO
Figurinos por JEFFREY KURLAND Produzido por ROBERT GREENHUT
Produtores associados GAIL SICILIA. EZRA SWERDLOW
Produtores executivos CHARLES H. JOFFE. JACK ROLLINS
Escrito e dirigido por
DENISE DUMMONT. MIA FARROW. DIANE KEATON
JULIE KAVNER. SETH GREEN. DIANNE WIEST
JOSH MOSTEL. LARRY DAVID. TITO PUENTE
DANNY AIELLO. JEFF DANIELS. KITTY CARLISLE
MERCEDES RUEHL. TONY ROBERTS. WILLIAM H. MACY
Narração: WOODY ALLEN
Co-estrelando Mike Starr. Paul Herman. Don Pardo
Elenco por JULIET TAYLOR edição SUSAN E. MORSE
Diretor de fotografia CARLO DI PALMA cenografia SANTO LOQUASTO
Figurinos por JEFFREY KURLAND Produzido por ROBERT GREENHUT
Produtores associados GAIL SICILIA. EZRA SWERDLOW
Produtores executivos CHARLES H. JOFFE. JACK ROLLINS
Escrito e dirigido por
Woody Allen


5 comentários:
Sou grande fã de Woody Allen e este é um dos filmes que não me canso de rever. É nostálgico, engraçado, delicado e repleto de bons momentos.
Um filme injustamente deixado de lado pelo Oscar, pra variar.
Abraços
Clênio
www.lennysmind.blogspot.com
www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com
Bela e mais-do-que-justa lembrança de um excelente filme de... Comédia! Que classificação é essa de "Romance", cara-pálida?! Isso me fez lembrar aquelas classificações esdrúxulas dos tempos que era rato de locadora e me ria com classificações como "Comédia" para "Faça a coisa certa" e para "Segredos e Mentiras" (!)...
Também gosto muito de "Always": filme simples, porém tão leve e bonito, que a gente assiste inteiro sem nem perceber... E Barry Lindon é talvez a mais bela e contundente fotografia já feita para o Cinema: em algumas cenas, parece que estão sendo filmada telas impressionistas...
Dúvida: aquelas ótimas telas com personagens famosos do Cinema lá embaixo do seu 'lay': foi você quem as fez?!
Abração e sempre boas as suas "sessões"!
Rodrigo, mas um que preciso conferir!
...
É isso mesmo, esse fime é uma delícia de assistir, nostálgico, mas muito divertido e bem organizado. Aquela cena inicial dos ladrões é um clássico.
bjs
CLENIO: Pra variar não foi indicado a Melhor Filme do Ano. A Academia não se relaciona muito bem com Woody Allen, e nem ele com a Academia. Preferi ir tocar Jazz ao ir na cerimônia. Rs!
Abs. Tb sou fã do diretor.
DILBERTO: Mas eu sempre achei Allen romântico. E aqui é um romance nostágico que mergulha nas lembranças e, que sim, tem momentos gostosos e muito engraçados. Mas o cinema de Allen é puro romance, sempre achei.
ALWAYS é lindo também, falando em romance. LOL! E Lyndon é realmente um filme impressionante. Me marcou desde a primeira vez que assisti.
E não sou eu quem fez os desenhos caricatos. Foi um amigo meu que gosta de cinema e me indicou as telas. Abs. E obrigado. Cumps.
ALAN: Faça uma lista de todos os filmes que você ainda precisa conferir. Estou curioso! Abs.
AMANDA: O filme mostra Allen na melhor forma artística.
Um filme fundamental para a área de comunicação e um deleite para os cinéfilos. Beijos!
RODRIGO
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