Um jovem alpinista chamado Aron Ralston sofre um acidente ficando preso embaixo de uma pedra, enquanto escalava sozinho perto de Moab, Utah e recorre a medidas desesperadas para continuar vivo.
127 HORAS é um filme jovem. O mais jovem entre os velhos indicados este ano, até mesmo TOY STORY 3 já cresceu ha muito tempo. Um filme nada oscarizável como um CISNE NEGRO ou uma REDE SOCIAL. E, quem sabe se o padroeiro dos gagos der uma chance ao Discurso do Rei Firth? Mas neste caso, DANNY BOYLE após uma vigorosa energia ao realizar o premiado QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO? (em breve aqui) faz um filme imaturo e irresponsável à maneira do personagem protagonista. JAMES FRANCO acentua uma bela atuação e mostra que é capaz de falar com uma mini câmera digital HD praticamente metade da fita. Tudo isso para registrar o grave acidente que, inspirado numa história real de sobrevivência, mostra videoclipticamente as 127 horas em que o rapaz, Aron (Franco), um notável e preparado alpinista, fica preso depois que uma pedra caiu sobre o seu braço o deixando imóvel nesta garganta isolada nas montanhas do deserto americano de Utah. Assim, nos próximos cinco dias Ralston examina a sua vida e sobrevive a dor, solidão e loucura na eminente situação para finalmente descobrir que ele tem a coragem e os meios para livrar-se da morte.
Ele fica na vertical conseguindo apenas se afastar um pouco com a perna a fim de poder pegar a luz do sol, evita beber o pouco de água que lhe resta, bebe a própria urina para matar a sede, ingeri as lentes de contato para saciar a fome, lasca a pedra e depois começa no braço, pausa, relembra a vida e como ela foi vibrante, energética e irresponsável, e obviamente, perde um pouco a razão. Imagina-se em um programa de TV, um Talk Show, criticando a si mesmo. Enfim, tudo nesta fenda escura e no meio de um aterrador silêncio da natureza, é que James Franco apresenta a melhor atuação de sua tão curta carreira. Foi mesmo real e emocionante a maneira que Franco encara o filme, sem nenhum atalho. Boyle também não evita em fazer o seu filme da sua maneira, ainda mais alucinógena que irrita a platéia,através de seu olhar imagético e criativo na edição e captação de imagens.
O que torna o filme acima do esperado é que Aron é muito bem conduzido na história. É mais sobre ele e não a situação, que poderia virar um dramalhol estilo VIVOS! (de Frank Marshall). Muito pelo contrário, assistimos um rapaz que gosta de ficar sozinho, não presta muita atenção nas pessoas a sua volta, pais, namorada, irmã e quando tem a oportunidade de conhecer duas garotas que aparecem perdidas caminhando no deserto rochoso, ele as abandona. Egoísmo?

Ele abandona as pessoas de um jeito sutil, mas não abandona a chance de sair do buraco vivo. Por mais que se apresente derrotado e desesperado, o que é natural, arrisca lascar o próprio braço e amputar, na verdade aquele vazio que sempre o atormentou, lá no fundo. Sim, creio que é possível enxergamos essas nuances em um filme tão movimentado que mergulha e passa por diversos lugares numa tela várias vezes subdividida como Boyle imprime. A tendência aqui foi criar uma semelhança com a fita do Milionário com a eletrizante música de AR RAHMAN e colaboração no script assinado por SIMON BEAUFOY (do Cult OU TUDO, OU NADA) as mentes criativas por trás do filme Britânico/Indiano.
A edição de JON HARRIS (de KICK –ASS, STARDUST e SNATCH) é realmente salva pela grandeza da música, já que montar ao modo videoclipe não é mais uma novidade. E, claro que a fotografia é maravilhosamente caprichada. Limpa, árida e que de um jeito ou de outro, antes das cenas chocantes, encanta ao mostrar em um natural fotogênico toda a beleza da natureza das montanhas rochosas.É notável a pequena participação do ator TREAT WILLIAMS, do musical HAIR (Milos Forman, 1979) como o pai de Aron em breves segundos de imagens entre pai e filho, que resulta na minha cena favorita quando ambos observam a beleza natural do Canyon (o verdadeiro Aron também faz uma ponta no final).
O filme teve uma estimativa de 18 milhões de dólares. Para fazer um longo clipe? O verdadeiro Aron de fato fez um vídeo contento a angustiante situação enquanto estava preso na garganta. Todavia, as imagens só foram mostradas a familiares e amigos próximos, tanto que a família mantém as fitas em um cofre de banco para a segurança. Antes do início das filmagens tanto Franco como Boyle foram os únicos autorizados a ver as filmagens, a fim de retratar fielmente os acontecimentos gravados. Portanto não há maneirismos no roteiro que pode ficar a impressão que Franco estava sendo mais romântico e representando como um belo ator. Não. De fato, tudo que ele fala nesta intercalação entre filme e imagem amadora, é como o sobrevivente se comportou. Mesmo assim as gravações reais estão em sigilo.
127 HORAS, diferente de um filme parecido como ENTERRADO VIVO com o também ótimo e já esquecido RYAN REYNOLDS, não pretende ser apenas claustrofóbico, afinal, ele te transporta um pouco para outros ares como é marca registrada da inquietude do diretor Boyle que faz todos os seus filmes literalmente dançarem em digressões líricas.
Acaba que não sendo um forte candidato ao Oscar, apesar do meu excelente como filme, direção e atuação. O seu ritmo frenético representa uma imaturidade da juventude, o filme é como foi Aron um dia, mas depois de 127 horas tudo mudou. Viva intensamente, mas favor deixar um bilhete avisando onde você foi viver um pouco.
____
EUA/INGLATERRA-2010
AVENTURA/DRAMA
94min.
COR
CINEMA
FOX/PATHÉ
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
____


O filme teve uma estimativa de 18 milhões de dólares. Para fazer um longo clipe? O verdadeiro Aron de fato fez um vídeo contento a angustiante situação enquanto estava preso na garganta. Todavia, as imagens só foram mostradas a familiares e amigos próximos, tanto que a família mantém as fitas em um cofre de banco para a segurança. Antes do início das filmagens tanto Franco como Boyle foram os únicos autorizados a ver as filmagens, a fim de retratar fielmente os acontecimentos gravados. Portanto não há maneirismos no roteiro que pode ficar a impressão que Franco estava sendo mais romântico e representando como um belo ator. Não. De fato, tudo que ele fala nesta intercalação entre filme e imagem amadora, é como o sobrevivente se comportou. Mesmo assim as gravações reais estão em sigilo.
127 HORAS, diferente de um filme parecido como ENTERRADO VIVO com o também ótimo e já esquecido RYAN REYNOLDS, não pretende ser apenas claustrofóbico, afinal, ele te transporta um pouco para outros ares como é marca registrada da inquietude do diretor Boyle que faz todos os seus filmes literalmente dançarem em digressões líricas.Acaba que não sendo um forte candidato ao Oscar, apesar do meu excelente como filme, direção e atuação. O seu ritmo frenético representa uma imaturidade da juventude, o filme é como foi Aron um dia, mas depois de 127 horas tudo mudou. Viva intensamente, mas favor deixar um bilhete avisando onde você foi viver um pouco.
____EUA/INGLATERRA-2010
AVENTURA/DRAMA
94min.
COR
CINEMA
FOX/PATHÉ
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
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FOX SEARCHLIGHT PICTURES / PATHÉ
FILM4/ CLOUD OITO FILMS
APRESENTAM
UM FILME DE DANNY BOYLE
UMA PRODUÇÃO EVEREST ENTERTAINMENT/
SMITHSON PRODUCTIONS DARLOW
EM ASSOCIAÇÃO COM DUNE ENTERTAINMENT
FILM4/ CLOUD OITO FILMS
APRESENTAM
UM FILME DE DANNY BOYLE
UMA PRODUÇÃO EVEREST ENTERTAINMENT/
SMITHSON PRODUCTIONS DARLOW
EM ASSOCIAÇÃO COM DUNE ENTERTAINMENT
JAMES FRANCO
1 2 7
HOURS
KATE MARA. AMBER TAMBLYN. SEAN BOTT
TREAT WILLIAMS. KATE BURTON. CLÉMENCE POÉSY
Música de A.R. RAHMAN Edição JON HARRIS
Fotografia por ENRIQUE CHEDIAK. ANTHONY DOD MANTLE
Direção de Arte CHRISTOPHER R. DeMURI Figurinos LARLAB SUTTIRAT
Produção Executiva BERNARD BELLEW. LISA MARIE FALCONE
FRANÇOIS IVERNEL. JOHN J. KELLY. CAMERON McCRACKEN. TESSA ROSS
Produtor Associado DIARMUID McKEOWN
Co-produção TOM HELLER. GARETH SMITH
Produzido por DANNY BOYLE. CHRISTIAN COLSON. JOHN SMITHSON
Escrito por DANNY BOYLE. SIMON BEAUFOY
Baseado no Livro:
"ENTRE UMA ROCHA E UM LUGAR DURO" De ARON RALSTON
Dirigido por
DANNY BOYLE
1 2 7
HOURS
KATE MARA. AMBER TAMBLYN. SEAN BOTT
TREAT WILLIAMS. KATE BURTON. CLÉMENCE POÉSY
Música de A.R. RAHMAN Edição JON HARRIS
Fotografia por ENRIQUE CHEDIAK. ANTHONY DOD MANTLE
Direção de Arte CHRISTOPHER R. DeMURI Figurinos LARLAB SUTTIRAT
Produção Executiva BERNARD BELLEW. LISA MARIE FALCONE
FRANÇOIS IVERNEL. JOHN J. KELLY. CAMERON McCRACKEN. TESSA ROSS
Produtor Associado DIARMUID McKEOWN
Co-produção TOM HELLER. GARETH SMITH
Produzido por DANNY BOYLE. CHRISTIAN COLSON. JOHN SMITHSON
Escrito por DANNY BOYLE. SIMON BEAUFOY
Baseado no Livro:
"ENTRE UMA ROCHA E UM LUGAR DURO" De ARON RALSTON
Dirigido por
DANNY BOYLE


10 comentários:
Quero muito assistir esse filme. Não sei dizer o motivo mas, ele me da uma sensação de ser semelhante em alguns potos ao filme Natureza Selvagem do Sean Penn.
Depois que for ao cinema poderei confirmar as semelhanças e diferenças.
Natureza Selvagem é um dos meus prediletos.
Eu lembro da notícia deste alpinista na televisão e, confesso, me tocou muito. Fiquei feliz que a história transformou-se em filme. Não sei se leva o Oscar.
Francos no premiou com uma grande atuação. Em minha crítica comparei este filme a Enterrado Vivo e a Por um Fio e de todos estes o melhor trabalho é o de James e Boyle!
Gosto muito do resultado do filme, também, Rodrigo. James Franco está mesmo fantástico.
bjs
RENATO: Não vejo tantas semelhanças com o filme do Sean Penn (tb gostei deste filme), mas assista e me diga depois o que achou. Fiquei tão empolgado com o resultado de 127 Horas que postei assim que cheguei da sessão. Rs! Abs.
MARCIA: Olá Márcia! E aí viu o filme? Não creio que leve Oscar, embora tudo nele seja perfeito e bem articulado. Bjs.
TIAGO: Ótimas comparações que vc ressaltou, tb é parecido com a narrativa do filme 'Koyaanisqatsi' (1983) do Godfrey Reggio, pela edição e tudo o mais. Não acho o melhor trabalho de Boyle, mas sem dúvida é de Franco. Abs.
AMANDA: Adorei tb Amanda! Gosto de emoções fortes no cinema. Puro choque! Bjs.
RODRIGO
rsrs. Bilhetes são bem vindos né? rsrs. Ótimo encerramento. Mas a mais brilhante afirmação sua no texto foi quando disse que 127 horas é sobre Aron e não sobre a situação. O brilhantismo do filme está aí. Assim como todo o impacto de sua mensagem.
Abs
REINALDO: HAHA! Eu ainda estou descobrindo o filme. Fiz um post muito cedo. Eu achei o filme o Aron Ralston todinho. Nem conhecia a figura, e Boyle o apresentou com seu brilhante filme.
Grande abraço!
RODRIGO
Sem dúvida é a melhor atuação do James Franco, muito bom e bem dirigido esse filme, no meu blog tem meu comentário!
Abs! Diego!
Franco, talvez, mereça o Oscar. Eu que não sou grande fã dele apreciei seu trabalho em 127 horas.
Gostei muito do filme.
Tem um pouco do estilo do filme Enterrado Vivo. Mas, com Danny Boyle na direção, entendo, que o resultado final normalmente é fantástico.
Dou nota 7,5 ao filme.
DIEGO, RENATO: Além deste filme, Franco também esteve ótimo em um telefilme sobre o James Dean. Procurem. Aliás, a semelhança com a lendária estrela transviada é perfeita. E sim, 127 Horas mostrou que James é um ótimo ator. Pelo menos agora irão descobrí-lo melhor.
Abs.
RODRIGO
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