Não entendi até agora como a crítica americana tenha desprezado esta adaptação de um best-seller escrito por JOHN BOYNE. É, sem dúvida, uma linda e comovente nova história do HOLOCAUSTO, só que dentro do espírito de A VIDA É BELA de Benigni.
Ou seja, não é uma história realista, mas uma fábula, realizada com orçamento muito baixo, em locações na Hungria, com um elenco pouco conhecido (alguns atores até são irregulares), mas que nem por isso deixa de ter grande impacto emocional, provocando lágrimas, sem evitar uma contundente mensagem não realista. Talvez parte do problema seja o fato incontestável de que o crítico tenha preconceito com histórias sentimentais e que façam o público reagir emocionalmente. Uma estupidez de muitas décadas, que só aumenta a distância entre crítica e público.
Este filme de MARK HERMAN (o mesmo de BRASSED OFF, LITTLE VOICE, A VOZ DA ESTRELA) definitivamente tem alguns problemas quando opta por representar todos os alemães por atores britânicos, menos a mãe do menino, que é feita pela americana, a ótima VERA FARMIGA (de AMOR SEM FRONTEIRAS e OS INFILTRADOS). O ruim é que DAVID THEWLIS, no papel do pai, militar nazista que é nomeado chefe de um campo de concentração,é mais apropriado para personagens naturalistas, atuais. Não convence muito, particularmente nas cenas finais, que caem no melodrama, e que na minha opinião, não precisava de trilha musical tão intensa acompanhada ainda por cima de uma tempestade! (choro).
O roteiro tem muitas falhas, como a absurda história do tenente nazista que sem mais nem menos revela que tem um pai que emigrou. Certamente ele jamais faria isso porque sabia do destino que o aguardaria, teriam que descobrir de alguma outra maneira. O resto pode se desculpar pela fábula (como a irmã mais velha que, de uma hora para outra, vira fanática nazista só que esquecem disso, tornando-a simpática novamente). Também sugerem, mas não desenvolvem o romance dela com o tenente. Apesar disso, é curioso como nos fazem envolver com o herói, um menino solitário chamado BRUNO ( o carismático ASA BUTTERFIELD), que é carente de amigos e sonha em ser explorador e aventureiro. Quando se muda para o interior, provavelmente AUSCHWITZ, que era o único campo com quatro crematórios (o filme é vago em datas e locações), procura novas amizades, mas não desconfia que a construção vizinha seja um campo de concentração para matar judeus. Nem de onde vem aquele cheiro ruim na fumaça. Acaba conhecendo um menino judeu também solitário, que usa justamente o pijama listrado do título.
O resto da história é pura tragédia, com o público adivinhando o que vai acontecer e nada podendo fazer para evitar isso. E só dessa maneira é que teria o verdadeiro impacto pretendido pelo autor. Depois de A LISTA DE SCHINDLER, ficou difícil fazer outro filme semelhante força (STANLEY KUBRICK até chegou a cancelar um projeto sobre o período). Este nem pretende chegar lá. Fica no seu quadrado como um conto de fadas às avessas, onde o sonho e aventura são esmigalhados pela dura realidade.
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INGLATERRA- 2008Ou seja, não é uma história realista, mas uma fábula, realizada com orçamento muito baixo, em locações na Hungria, com um elenco pouco conhecido (alguns atores até são irregulares), mas que nem por isso deixa de ter grande impacto emocional, provocando lágrimas, sem evitar uma contundente mensagem não realista. Talvez parte do problema seja o fato incontestável de que o crítico tenha preconceito com histórias sentimentais e que façam o público reagir emocionalmente. Uma estupidez de muitas décadas, que só aumenta a distância entre crítica e público.
Este filme de MARK HERMAN (o mesmo de BRASSED OFF, LITTLE VOICE, A VOZ DA ESTRELA) definitivamente tem alguns problemas quando opta por representar todos os alemães por atores britânicos, menos a mãe do menino, que é feita pela americana, a ótima VERA FARMIGA (de AMOR SEM FRONTEIRAS e OS INFILTRADOS). O ruim é que DAVID THEWLIS, no papel do pai, militar nazista que é nomeado chefe de um campo de concentração,é mais apropriado para personagens naturalistas, atuais. Não convence muito, particularmente nas cenas finais, que caem no melodrama, e que na minha opinião, não precisava de trilha musical tão intensa acompanhada ainda por cima de uma tempestade! (choro).
O roteiro tem muitas falhas, como a absurda história do tenente nazista que sem mais nem menos revela que tem um pai que emigrou. Certamente ele jamais faria isso porque sabia do destino que o aguardaria, teriam que descobrir de alguma outra maneira. O resto pode se desculpar pela fábula (como a irmã mais velha que, de uma hora para outra, vira fanática nazista só que esquecem disso, tornando-a simpática novamente). Também sugerem, mas não desenvolvem o romance dela com o tenente. Apesar disso, é curioso como nos fazem envolver com o herói, um menino solitário chamado BRUNO ( o carismático ASA BUTTERFIELD), que é carente de amigos e sonha em ser explorador e aventureiro. Quando se muda para o interior, provavelmente AUSCHWITZ, que era o único campo com quatro crematórios (o filme é vago em datas e locações), procura novas amizades, mas não desconfia que a construção vizinha seja um campo de concentração para matar judeus. Nem de onde vem aquele cheiro ruim na fumaça. Acaba conhecendo um menino judeu também solitário, que usa justamente o pijama listrado do título.
O resto da história é pura tragédia, com o público adivinhando o que vai acontecer e nada podendo fazer para evitar isso. E só dessa maneira é que teria o verdadeiro impacto pretendido pelo autor. Depois de A LISTA DE SCHINDLER, ficou difícil fazer outro filme semelhante força (STANLEY KUBRICK até chegou a cancelar um projeto sobre o período). Este nem pretende chegar lá. Fica no seu quadrado como um conto de fadas às avessas, onde o sonho e aventura são esmigalhados pela dura realidade.
____DRAMA
WIDESCREEN
94 min.
COR
DISNEY
12 ANOS
✩✩✩ BOM
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EM ASSOCIAÇÃO COM BBC FILMS
UMA PRODUÇÃO HEYDAY FILMS
UM FILME DE MARK HERMAN
*THE BOY WITH THE STRIPED PIJAMAS*
ESTRELANDO: DAVID THEWLIS. VERA FARMIGA. ASA BUTTERFIELD
RICHARD JOHNSON. HENRY KINGSMILL. ZAC O´BRIEN. AMBER BEATTIE
Música composta por JAMES HORNER fotografado por BENOÎTE DELHOMME
Edição MICHAEL ELLIS Cenografia MARTIN CHILDS Figurinos NATALIE WARD
Co-produção ROSIE ALISON produtor de linha MARY RICHARDS
Produção Executiva MARK HERMAN. CHRISTINE LANGAN
Produzido por DAVID HEYMAN
Baseado no livro escrito por JOHN BOYNE
DIREÇÃO E ROTEIRO MARK HERMAN
MIRAMAX FILMS/BBC FILMS ©2008
UMA PRODUÇÃO HEYDAY FILMS
UM FILME DE MARK HERMAN
*THE BOY WITH THE STRIPED PIJAMAS*
ESTRELANDO: DAVID THEWLIS. VERA FARMIGA. ASA BUTTERFIELD
RICHARD JOHNSON. HENRY KINGSMILL. ZAC O´BRIEN. AMBER BEATTIE
Música composta por JAMES HORNER fotografado por BENOÎTE DELHOMME
Edição MICHAEL ELLIS Cenografia MARTIN CHILDS Figurinos NATALIE WARD
Co-produção ROSIE ALISON produtor de linha MARY RICHARDS
Produção Executiva MARK HERMAN. CHRISTINE LANGAN
Produzido por DAVID HEYMAN
Baseado no livro escrito por JOHN BOYNE
DIREÇÃO E ROTEIRO MARK HERMAN
MIRAMAX FILMS/BBC FILMS ©2008



7 comentários:
Acho que o filme possui algumas falhas. Mas, emociona ao grande público e isso faz com que o filme cumpra seu papel de agradar.
Eu gosto. Mas, não é espetacular.
Tenho qe revê-lo. Me lembro pouco do filme em si, na época nem havia detectado suas falhas... Agora, me lembro que tinha ficado em 'choque' com a cena final, rs, muito triste!
Rodriiiiiiiiiiiiiiigo,
você postou no meu blog, que felicidade ter alguem tão chic assim fazendo comentários no meu humilde espaço.
bjo
É um filme emocionante, principalmente, pela ironia do destino final. Aquela cena dos pais na cerca é forte. Tem mesmo algumas coisas mal explicadas, mas acho que funciona bem no todo.
bjs
Como disse no comentário anterior, curto filmes que tenham como pano de fundo a Segunda Guerra. É uma época triste, injusta e vergonhosa, o que quase sempre acaba rendendo boas histórias - não só para o cinema.
Mas este é apenas "bom"? Pensei que "O Menino do Pijama Listrado" fosse uma grande obra... Tenho que vê-lo para tirar minhas conclusões, rs.
Também acho a Vera Farmiga ótima.
Até a próxima sessão!
Abrs!
Gosto muito desse também, acho que é até mais emocionante que filmes que tratam o Holocausto. Ah, considero o filme superior até ao proprio livro original que ele se baseia - por sinal, so comentando uma linha tua: no livro, não ha romance e nem maior desenvolvimento da irmã de Bruno com o oficial. Entao, o filme não poderia mudar isso, ne? é extremamente bem adaptado, mas o roteiro do filme se preocupa em retirar a 'aura' menos realista e até expressa um pequeno tom de veracidade a trama de fábula. E Asa Buttefield é magnifico, assim como Vera.
abs
RENATO: Tbm acho a mesma coisa!Abs.
ALAN: Apesar das falhas, o filme consegue extrair sentimentos mútuos. Abs.
JÚNIA: Que isso? Chique eu? Rs! BEIJOS querida!
AMANDA: O filme sabe fazer a platéia ficar presa na poltrona. Mesmo! Nem gosto de lembrar muito da cena...enfim. Bjs!
AUGUSTO: Tbm sou fascinado por este período histórico. Já viu A Lista De Schindler? Abs.
Te espero na próxima sessão!
CRISTIANO: Pois é..ainda nao tive a oportunidade de ler a obra literária. O farei. Mas acho a fita do Spielberg um clássico e até mais emocional que este filme. Claro, comparações que ficam ali no páreo. Asa foi uma revelação!
Abs.
RODRIGO
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