quinta-feira, 16 de junho de 2011

STEVEN SPIELBERG | OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA

 A AVENTURA GANHA UM NOME


Um arqueólogo aventureiro chamado INDIANA JONES, é contratado pelo governo americano para encontrar a lendária Arca da Aliança (artefato bíblico), antes dos Nazistas.


O que nós, cinéfilos de plantão que adoramos comer muita pipoca, podemos dizer deste filme realizado por dois cineastas idealizadores do produto na década de 70-80. SPIELBERG ( E.T.) e LUCAS ( STAR WARS)? Raiders of the lost ark contêm os elementos clássicos dos mais gostosos filmes e seriados antigos das matinês dos anos dourados.
A aventura ganhou um nome, INDIANA JONES, com esta fita de 1981 quando em 1936, um professor que estuda arqueologia chamado Indiana, ou Indy (para sempre HARRISON FORD), está se aventurando nas selvas da América do sul em busca de uma estátua de ouro (na sequência de abertura mais fantástica que já assisti). Porém, infelizmente, ele deflagra uma armadilha mortal, ou melhor, várias delas: aranhas, túneis escuros, buracos, lanças mortais, inimigos disfarçados de amigos, espinhos venenosos e até pedras gigantes! Mas, com o seu fiel chicote, ele escapa milagrosamente, sempre, e, mesmo quando tem que fugir de cobras e índios! Em seguida, o filme ganha uma segunda parte quando Indiana é interceptado pelo governo americano, indicado pelo amigo de seu pai, o professor Marcus Brody (DENHOLM ELLIOTT) para ajudar a encontrar um artefato bíblico e misterioso: “A Arca Da Aliança” que continha as escritas mais sagradas de Deus, os dez mandamentos protegido por Moisés, etc, e que, pode conter a chave para a existência humana.
Uma vez que este tesouro estiver nas mãos erradas, estes poderiam dominar o mundo, claro. Assim sendo, Jones tem que se aventurar em lugares áridos como o Egito (onde está enterrada a Arca num lugar chamado: Poço Das Almas) e nas gélidas montanhas do Nepal. No entanto, ele terá que lutar contra seu inimigo, outro arqueólogo, Belloq (PAUL FREEMAN) e um bando de nazistas (Hitler aqui não aparece), a fim de alcançá-lo. Mas, Indiana conta também com amigos: o engraçado Sallah , papel que seria feito por DANNY DeVito, mas acabou ficando com o ótimo JOHN RHYS-DAVIES, fiel amigo de Jones, de longa data e uma paixão juvenil do herói, a bela Marion Ravenwood (nome da sogra do roteirista LAWRENCE KASDAN que lhe prestou uma homenagem) – interpretada pela sensacional girl Indy, KAREN ALLEN (de O CLUBE DOS CAFAJESTES). Allen é intrépida, como a personagem e sabe balançar o coração do arqueólogo e luta lindamente (principalmente quando recebe o mocinho lhe dando um soco bárbaro).

O filme é pipoca pura! Impossível não comer pipoca assistindo a Caçadores... pelo menos eu não consigo. A cada revisão o filme melhora, não envelhecerá jamais. JOHN WILLIAMS compõe uma das melhores melodias musicais do cinema com o tema do herói, um sujeito de chapéu, chicote e vestimenta simples, suja. FORD substituiu o ator TOM SELLECK que tinha compromisso agendado e contrato com a série MAGNUM. Ele era a escolha de Spielberg e Harrison nem passou pela cabeça de Lucas, porque não queria um rosto familiar. Mas era para acontecer, era o destino de Selleck fazer a série Magnum que alavancou a sua carreira e Ford vestir o personagem que saí pelo mundo em busca de uma boa aventura.Indiana era o nome de um cachorro de Lucas, mas isso não pode definir tanto o personagem. Um professor nas horas vagas, um homem gentil, galanteador, que parece mesmo um James Bond da selva (aliás, a série do herói foi inspirada nos filmes do agente secreto). Todos conhecem a história de que Spielberg estava relaxando na praia com o amigo Lucas, ambos desfrutando dos milhões que Star Wars e Tubarão tinham feito como filmes blockbusters, e de que Steven queria muito dirigir um filme do 007. Daí, Lucas disse ao amigo que tinha escrito uma história melhor e mais original, sobre um certo aventureiro que sai por aí profanando tumbas pela boa causa. Um script que tinha sido colaborado pelo diretor PHILIP KAUFMAN (do premiado filme OS ELEITOS) e que primeiramente seria o diretor. Depois que Kaufman recusou, e como Lucas provou nunca gostar do métier de dirigir filmes, passou o projeto à pessoa mais ideal.

O roteirista Kasdan, que Lucas ajudou na estréia na direção com o badalado cult CORPOS ARDENTES (do mesmo ano), entrou na brincadeira depois de ter feito um excelente trabalho no roteiro de O IMPÉRIO CONTRA ATACA. Kasdan não era um datilógrafo, e como na época não existiam microprocessadores, ele fez todo o roteiro do filme à mão! O trabalho não poderia ter ficado mais magnífico e dedicado. Os três: Lucas, Spielberg e Kasdan, bolaram todo o enredo e estilo do filme, que definiu a série. Rápidas gags, timing rápido e sem preocupações técnicas. Seria como entrar e sair correndo de uma locação barroca. O herói andaria a cavalo e daria vários saltos em carros em movimentos. Toda a sequência de Indy perseguindo os nazistas com a Arca em um dos caminhões é vibrante, planejado por Spielberg em storyboard magistralmente.

O que mais impressiona é o cenário do Poço Das Almas, repleto de cobras (e a participação de C3PO e R2D2 em um detalhe do cenário), e quase não dá para ver o vidro que separa os atores de uma naja assustadora refletindo pela câmera! Momentos gracinha de um típico filme estilo REPUBLIC PICTURES. Uma mistura de Faroeste B com seriados fantásticos antigos como ALÉM DA IMAGINAÇÃO (TWILIGHT ZONE série de TV clássica criada por Rod Serling).


Foi exigência de Spileberg que o logo da Paramount fosse apresentado com o design antigo, que se dissolve em uma montanha da selva peruana onde foi filmado (e não na Amazônia como na trama).


ALFRED MOLINA (HOMEM-ARANHA 2) em início de carreira faz Satipo, um nativo que tenta roubar Indy logo no começo. Minha cena predileta é quando o macaquinho perverso acena para cima, mas há momentos antológicos como do cara que ameaça Jones com uma espada, e o mesmo com total desdém dá um tiro sem fazer muita força. (Risos). Como dizem os produtores, Harrison estava muito cansado de tanto fazer proezas neste dia de filmagem e queria voltar logo para o Hotel.


Simplesmente gostoso rever e rever Os Caçadores... nada como duas mentes cinematográficas em plena forma criativa para fazer nascer um herói perfeito. O nosso herói, Indiana.

"Heróis, bandidos, aqueles que são bons e aqueles que são maus, todos eles são Os Caçadores Da Arca Perdida".




EUA- 1981
AVENTURA
115 min.
COR
WIDESCREEN
LIVRE
PARAMOUNT ✩✩✩✩✩ EXCELENTE






PARAMOUNT PICTURES APRESENTA
a LUCASFILM Ltd. production
UM FILME DE STEVEN SPIELBERG
ESTRELANDO 
HARRISON FORD 
KAREN ALLEN. PAUL FREEMAN. RONALD LACEY
JOHN RHYS-DAVIES & DENHOLM ELLIOT
Co-estrelando ALFRED MOLINA
Música de JOHN WILLIAMS
Produção Executiva GEORGE LUCAS. HOWARD KAZANJIAN
Roteiro LAWRENCE KASDAN
Argumento GEORGE LUCAS. PHILIP KAUFMAN
Figurinos por DEBORAH NADOOLMAN Cenografia NORMAN REYNOLDS
Direção de Arte LESLIE DILLEY Cenário MICHAEL FORD
Montagem MICHAEL KAHN. GEORGE LUCAS
Diretor de Fotografia DOUGLAS SLOCOMBE Stunt  VIC ARMSTRONG
Produtor Associado ROBERT WATTS Produzido por FRANK MARSHALL
Dirigido por 
STEVEN SPIELBERG
™ & © 1981 Lucas Film Ltd. UM FILME PARAMOUNT


Confiram este trailer fantástico!

13 comentários:

Amanda Aouad disse...

Disse tudo, um clássico pipoca que não pode faltar em nossa memória. Adoro Idiana Jones. E Os Caçadores da Arca perdida é mesmo o mais charmoso de todos, tudo está na medida certa.

Belo texto, Rodrigo.

bjs

Rodrigo Mendes disse...

Obrigado NANDA. Que bom que vc tbm ama este clássico. Tbm né, impossível não adorar e se divertir com Indy, sobretudo neste episódio de estréia. Spielberg disse uma vez a uma platéia anos depois (perguntando sobre Caçadores) "Eu sinto o hálito de pipoca em todos vocês daqui" Rs!
Beijos.

! Marcelo Cândido ! disse...

Ah um dia já souberam fazer um filme de puro entretenimento bom!!!
Super...

Alan Raspante disse...

A melhor "aventura" de todos os tempos!!! Já é clássico!

Bacana saber sobre alguns detalhes técnicos. Muita coisa eu não sabia...

Guilherme Z. disse...

Parabéns pelo belo texto Rodrigo. Realmente Indiana Jones é um clássico do gênero filme-pipoca e um marco na vida de muita gente. Podem trazer este herói em novas aventuras como ocorreu em 2008 e ainda há pretensões de um novo episódio, mas acho que a magia dos três primeiros jamais será alcançada novemente porque a simplicidade para atingir o realismo necessário hoje em dia perdeu espaço para o show de efeitos especiais explícitos.

http://acervodocinema.blogspot.com
http://memoriadasetimaarte.blogspot.com

Anônimo disse...

Filme fantástico, assim como toda trilogia. O quarto filme é divertido, mas o final é fraco demais. Dentre todos os filmes, meu favorito é o 3º!

http://filme-do-dia.blogspot.com/

renatocinema disse...

Você disse tudo sobre esse clássico "Pipoca".

Possui todos os elementos que nos fez apaixonar pelo Indiana.

Nós cinéfilos de paixão podemos colocar mais pipoca na bandeja e nos deliciar.

Tudo o que falarmos será pouco para demonstrar a importância da obra de Steven Spielberg.

Existem filmes que não podem ser descritos, precisam ser sentidos e curtidos.

Os Caçadores da Arca Perdida, a meu ver, é um desses filmes.

Adecio Moreira Jr. disse...

Putz que saudades da trilogia. Agora vou ficar com vontade de ver os filmes.

Culpa sua!

heheheh =P

Elton Telles disse...

Não poderia concordar mais. Clássico do cinema de entretenimento que não envelhecerá jamais. Com exceção do último capítulo, acho as sequências muito bem realizadas também e a música de John Williams é icônica. Esses dias eu e uma amiga estávamos tentando lembrar trilhas do compositor e tal, mas só conseguimos "ET" e "Indiana Jones" porque essas, digamos, "ofusca" as demais rs. Não por serem as melhores, mas por, porráánnn, ser muito marcantes.

Desafio: cantarole as trilhas de "ET", "Indy" e "Jurassic Park". GO! rs


abraço!

Britto disse...

Magnífico!
Sou fã assumido de Indiana Jones e meu filme favorito é o terceiro. Mas Caçadores foi o primeiro que vi (pena que não foi no cinema) e fica em segundo lugar no ranking.
Um filme com a marca de Steven Spielberg e a inesquecível trilha sonora de John Williams (que até pouco tempo era o toque do meu celular).
Enfim, fantástico! Excelente trabalho, Rodrigo!

Rodrigo Mendes disse...

MARCELO: Um dia...mas hoje existem tbm alguns exemplares raros. Abs.

ALAN: É bacana o making of da trilogia, eu gosto muito. Abs.

Obrigado GUILHERME pelos elogios. E faço coro ao seu comentário: "a simplicidade para atingir o realismo necessário hoje em dia perdeu espaço para o show de efeitos especiais explícitos". Disse tudo! Abraços.

KAHLIL: Eu não acho o quarto filme com um final ruim. Tudo bem que o hiato prejudicou uma continuação que há muitos anos nem se passava pela cabeça do Spielberg.
Tbm escrevi um post do Caveira de Cristal!
O terceiro tbm me impressiona, a trama e principalmente o final lindo a cavalo em direção ao sol!
Abs.

RENATO: Exatamente, mais sentimento, pipoca e Indiana Jones. O que mais podemos dizer não é? Abs.

ADECIO: Sorry. Rs! Abs.

ELTON: Tubarão é mais fácil de cantar: "Tan..tan..tan..tan... Rs! John Williams é genial. Meus favoritos dele, mais marcantes por serem ainda mais operísticos são: Star Wars, Superman e ET. Claro que os temas do Indy são exemplares primorosos. Abraços.

BRITTO: HAHA! Gostaria de ouvir este toque do celular! No meu ranking Indiana eu coloco Caçadores mesmo, seguido pela ordem de gosto e sequências: Templo, Cruzada e a Caveira de Cristal.
Obrigadoooo! Seu texto sobre os 30 anos do filme tbm ficou magnífico.
Abraços.

Rodrigo

Reinaldo Glioche disse...

Excelente texto Rodrigo. Pura nostalgia. Me lembro de ter adorado tb o que vc publicou sobre "O reino d acaveira de cristal". Agora a viagem foi mais profunda e a pipoca mais gostosa.

Fico aqui pensando na sorte que foi Tom Selleck não poder assumir a série... assim como o Dougray Scott ter se machucado e ficado fora de X-men...

Abs

Rodrigo Mendes disse...

Obrigado grande REINALDO! Caçadores é mais pipoca do que Caveira de Cristal, mesmo eu gostando do Indy 2008 tbm!

Sortudos mesmo o Selleck e o Dougray, rs! Esta do Dougray eu não sabia, mas certo de que Magnum foi importante para Selleck.
Abs.

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