Uma casa é assombrada por uma série de fantasmas perturbando a vida de uma família tipicamente americana.
“Eles estão aqui.” Esta frase antológica virou o testamento da garotinha HEATHER O´ROURKE (1975-1988) que é a primeira pessoa a perceber que há fantasmas assombrados numa casa de um bairro suburbano nos Estados Unidos. A guria vê pela primeira vez uma presença maléfica através do aparelho de TV que culmina numa série de fenômenos arrepiantes.
No começo é tudo uma brincadeira, que impressiona uma jovem família: a mãe, JOBETH WILLIAMS, o pai, CRAIG T. NELSON, o garoto do meio OLIVER ROBINS (com dentes de coelhinho) e a mais velha DOMINIQUE DUNNE (1959-1982 - que foi brutalmente assassinada pelo ex-namorado na época do lançamento, causando um escândalo e maldições relacionadas a fita). A garotinha Heather (Carol Anne) é o pivô da história, e quando ela desaparece misteriosamente, levada para outra dimensão, a família começa a viver um pesadelo fantasmagórico. Eles contratam uma psicóloga paranormal BEATRICE STRAIGHT (1914-2001) que leva com ela mais dois estudantes do assunto para ajudá-los a compreender o fenômeno e tentar “resgatar” a menina. A senhora explica que há uma diferença entre Poltergeist e assombração. O Poltergeist é uma presença “além túmulo” que aparece em um ambiente por pouco tempo, limitado e sem prévio aviso de entrada e saída. Já uma assombração é algo que permanece na estrutura física (de uma casa, etc) eternamente.
No caso deles era mesmo um Poltergeist,o fenômeno mais perigoso, com espíritos mais irritados, alguns que não aceitam “entrar na luz”, ou seja, que não aceitam a própria morte e outros fantasmas que nem sequer sabem que estão mortos e vagam pela casa totalmente perdidos. Esse tipo de acontecimento causa dor. Imaginem se fosse verdade, sua residência habitada por seres que não foram convidados. É como quando um parente chega na sua casa sem notificá-lo. Isso é Poltergeist!(Risos).
Bom, o problema é que a "psicóloga do paranormal" não consegue resolver o caso e pede ajuda a uma senhora baixinha, com voz de criança e que era uma das maiores paranormais na Terra. Falo da simpática ZELDA RUBINSTEIN (1933-2010) como Tangina. Ela foi marcada por este papel e volta nos outros filmes da trilogia: POLTERGEIST II – O OUTRO LADO (1986) e POLTERGEIST III (1988). Zelda é uma figura exêntrica, cômica e espirituosa. Sua participação no filme acaba sendo importante. Diferente de um exorcista, Tangina sente a presença de espíritos e tem vários dons. Ouvi os pensamentos das pessoas e prevê o futuro. Ou seja, uma “iluminada”.
O filme tem várias cenas que ficaram famosas, e que foram copiadas e parodiadas. A mais conhecida é quando o menino é engolido por uma árvore assustadora que ficava ao lado da janela de seu quarto. A cena em que o palhaço agarra o pobre guri para baixo da cama, também e é assustadora, quando se é uma criança. Não me digam que um adulto tem medo? Apesar de ter sido realizada pelo artesão de filmes de terror e autor de uma única fita do gênero TOBE HOOPER (O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA), o filme tem a marca registrada de STEVEN SPIELBERG, aqui como co-produtor e roteirista (o argumento também é dele).
Na época ele quase iria dirigir a fita, mas preferiu realizar E.T que foi lançado no mesmo ano. Se notarmos bem, Poltergeist é um filme a moda de Spielberg (certinho do seu jeito), e que disse ter escrito a premissa por lembrar de seus medos. Na sua época de infância, e como toda criança, olhava para os objetos inanimados e deixava a imaginação surtar. Quem aqui aos oito, nove ou dez anos nunca olhou para uma cômoda ou para algum brinquedo na prateleira e imaginou que algo iria te atacar? Qual criança que nunca ficou sem ar dormindo debaixo dos cobertores com medo de botar a cabeça para fora? A história segue este padrão, de fazer da casa e dos objetos do local, ameaças perigosas.
POLTERGEIST é na verdade o filme de terror mais infantil que já assisti (e que já existiu nos últimos tempos), e isso é um elogio. Com a trademark de Spielberg não poderia ser diferente. Reza a lenda que ele nunca mais foi amigo do diretor Tobe Hooper por ter apresentado uma versão mais violenta da fita, o que não acredito, justamente porque Spielberg foi um dos montadores do filme e não recebeu créditos.
![]() |
| O Ritmo da família Freeling, no filme, é marca registrada de Steven Spielberg |
Muitas das cenas com a família Freeling tem lá os seus momentos realmente de dar medo, sobretudo com Jobeth Williams que é estuprada por um fantasma e acaba parando dentro do buraco da piscina no quintal, em meio a uma tempestade típica com vários cadáveres que vão aparecendo na água, lama e tudo o mais! O melhor mesmo é a música do mestre JERRY GOLDSMITH que musicalmente consegue dar fôlego a premissa que não é lá tão genial assim. Não que o resultado seja irregular, em minha opinião, é apenas um divertimento clássico passageiro. Não sei quantas vezes eu já assisti a este estrondoso sucesso de bilheteria, mas de todas as sessões não há nenhuma vez sequer que eu não sinto um medinho gostoso.
![]() |
| A Estrela mirim a la James Dean HEATHER no papel da sua vida. Seu legado. |
A morte prematura da jovem estrela Heather (assim como Dominique) criou lendas e boatos que rondaram a produção da série. Como se a morte delas tivessem ligadas a trama apresentada na fita. Aconteceu a mesma coisa com O EXORCISTA (vide abaixo) que trazia uma temática ainda mais polêmica (aquela história que não sei se é verdade dos sets de filmagem terem pegado fogo. Ou mesmo com relação à carreira de Linda Blair e blá, blá, blá). Mas no fim não passam de cultos que fez crescer este tipo de filme. As continuações são bem irregulares, o primeiro filme que é maravilhosamente fantasmagórico, só que no fundo, Poltergeist é uma criação de Spielberg, um pesadelo divertido com regrinhas básicas levadas a sério. É um filme de terror para caxias.
EUA- 1982
TERROR
WIDESCREEN
114 min.
COR
WARNER – EDIÇÃO COMEMORATIVA – 25 ANOS
14 ANOS
✩✩✩ BOM
METRO-GOLDWYN-MAYER APRESENTA
UMA PRODUÇÃO DE STEVEN SPIELBERG
UM FILME DE TOBE HOOPER
POLTERGEIST
ESTRELANDO
JOBETH WILLIAMS CRAIG T. NELSON
BEATRICE STRAIGHT
COM
JAMES KAREN ZELDA RUBINSTEIN
MARTY CASELLA RICHARD LAWSON
AS CRIANÇAS
DOMINIQUE DUNNE
OLIVER ROBINS
HEATHER O´ROURKE
MÚSICA COMPOSTA POR JERRY GOLDSMITH
DIRETOR DE FOTOGRAFIA MATHEW F.
LIONETTI, A.S.C.
EFEITOS ESPECIAIS VISUAIS CRIADOS NA INDUSTRIAL LIGHT & MAGIC
UMA DIVISÃO DE LUCASFILM LTD.
MONTAGEM MICHAEL KAHN DIREÇÃO DE ARTE JAMES H. SPENCER
ARGUMENTO DE STEVEN SPIELBERG
ESCRITO POR
STEVEN SPIELBERG MICHAEL GRAIS & MARK
VICTOR
PRODUÇÃO ASSOCIADA KATHLEEN KENNEDY
PRODUZIDO POR
STEVEN SPIELBERG
e
FRANK MARSHALL
DIRIGIDO POR
TOBE HOOPER
Poltergeist © 1982
M-G-M / Turner Entertainment/ SLM Production Group.














7 comentários:
Esse filme é um marco.
Adoro a força dessa produção.
mais um pra minha (BIG) listinha! hehe
RENATO: Não tem como não dizer que marcou a vida de platéias de todo o mundo e que a fita é um clássico, mesmo sendo caxias para um filme de terror.
Abraços.
ALAN: Essa lista só cresce...rs
Este filme é tão Spielberg que é quase impossível pensar que ele foi dirigido por Tobe Hooper.
Acho que o que faz este filme ser um clássico, é a sutil mistura de terror e comédia. É quase impossível não pensar na parte que eles brincam na cozinha, e na que a mãe da garota meio que pede autorização para entrar em uma parte da casa, e recebe uma resposta, vamos dizer, negativa. As partes de terror você retratou muito bem então não há necessidade de comentá-las. ^^
EVERTON: Sim, o filme tem o DNA de Spielberg. Mas há cenas que são mais típicas do Tobe eu acho pq não tem muito a ver com o Steven. Por exemplo, a cena de estupro no teto!
É, a fita tem comédia (e drama tb), sobretudo na primeira parte quando Craig T. Nelson e os vizinhos estão assistindo ao jogo na TV e o outro vizinho muda de canal...e a molecada zoando com o tiozinho na rua que deixa cair umas latas de cerveja. Ritmo a la Spielberg.
Abraços.
A cena das cadeiras é uma das minhas preferidas. Gosto muito de como todo o filme se conduz, mas meio que o final acho sem a mesma força e muito gosmento! hehehhe
Adoro quando se cria lendas sobre filmes sobrenaturais... Dá uma pitada de interesse a mais.
Com certeza uma ótima pedida!
;D
KARLA: Sim o final é bem gosmento. HA! Mas eu até curto a Jobeth no meio dos cadáveres berrando, rs!
Agora, o final do Craig colocando a TV para fora do quarto de Hotel é hilária!
Em matéria de lendas é o que ainda há neste tipo de filme. Poltergeist tem um coleção, algumas posso nem conhecer.
Beijos;)
Postar um comentário