domingo, 18 de dezembro de 2011

STEVEN SPIELBERG | CONTATOS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU

UFOS E A INOCÊNCIA DE UMA ÉPOCA

Após um encontro imediato de terceiro grau com uma nave alienígena, um trabalhador comum resolve seguir as pistas e o significado deste mistério nem que para isso tenha que abandonar mulher e filhos.



Embu das Artes ficou conhecido recentemente não pelas populares feiras da cidade, mas por aparecer nos principais noticiários de TV quando moradores de um bairro vizinho aqui da minha cidade, registraram e postaram no Youtube um objeto voador não identificado (era um balão)! Hoje a ufologia é muito questionável. Claro que seria arrogância de nossa parte pensar que não exista vida no infinito cosmos. A própria vida é um mistério, olhe para o céu. Portanto é difícil imaginar as guerras, a fome, a violência urbana e todos os problemas causados por pessoas cheias de vida e estupidez neste planetinha e não pensar numa civilização tão evoluída ou “Neandertal” no universo afora que é tão vasto e cheio de estrelas e galáxias como a nossa. O filme, ao menos, passa sem modéstia os valores que seres de outro mundo tem e o que nós não temos. Não digo apenas da sua tecnologia avançada que comprova o fato deles terem a capacidade de pousar em solo terreno de um planeta anos luz de sua raça, mas, sobretudo, transmitir uma mensagem de paz e amor num mundo hostil. SPIELBERG faz de seu quarto longa metragem um filme misterioso, até meio de terror em seu prólogo, com as visitas assustadoras de seres intergalácticos para depois levar a sua premissa para uma espetacular descoberta científica, teológica, dramática, emocional e musical em uma das mais bonitas cenas de encerramento.

É certo de que CONTATOS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU, realizado em 1977 hoje seja um filme extremamente datado e ingênuo, mas ainda assim sobrevive como um ótimo filme que ganhou status de clássico e que ainda encanta e impressiona com os efeitos especiais.

 O primeiro contato começa com um menininho (CARY GUFFEY – um dos afilhados de Spielberg) que vive com sua mãe em uma casa de campo. A mulher é a ótima MELINDA DILLON, que como muitas outras pessoas, não compreende o fenômeno depois que seu filho é abduzido por ETS. Mas, o filme se concentra mais em um homem de família, Roy Neary, feito pelo ator-fetiche de Spielberg por algum tempo e que melhor representa o “homem comum” – RICHARD DREYFUSS (Tubarão, Além da Eternidade), que se propõe a investigar uma queda de energia em sua cidade e acaba no meio da estrada deserta e escura à noite tendo um contato de terceiro grau no momento em que sua caminhonete é cercada por uma forte luz que lhe queima a pele fazendo com que depois, loucamente, procure respostas para o significado trazido por esta entidade espacial. Nesse ponto a fita de Spielberg é muito levada a sério, provando a crença do cineasta quando ainda era um jovem diretor de cinema, solteiro e irresponsável. O que faz o herói vivido por Dreyfuss a se comportar com irresponsabilidade, abandonando a família para ir em busca de uma inexplicável visão que consistia numa imagem como a de uma montanha que o perturba constantemente.
Para o desespero de sua família, ele fica obcecado em descobrir o que aquela visão representa, chegando ao cúmulo de perder o emprego e desenhar a montanha em um purê de batatas. O que será que se passa na mente de Neary? Como muitos, ele experimentou o contato imediato de terceiro grau que deixou sua mente balançada.

Truffaut e Spielberg conversam no set.
O filme é até um épico para a época. Enquanto Neary e sua família vivem uma terrível crise (e Spielberg deixa o filme no mais puro festival de lágrimas), estranhos e bizarros acontecimentos estão ocorrendo ao redor do mundo. O filme também vira um âmbito científico e militar, quando cientistas de todo o lugar – destacando o ufólogo francês Claude Lacombe, interpretado pelo cineasta FRANÇOIS TRUFFAUT (ainda me pergunto como Spielberg conseguiu convencer esta lenda da Nouvelle Vague a participar de seu filme. O papel do herói até foi oferecido a Steve McQueen. Sim, depois da fama, Spielberg queria estrelas em terra firme para povoar a sua fita) e agentes do governo passam a ter contatos de segundo grau descobrindo evidências físicas de visitas extra-terrestres. Por exemplo, como Spielberg é apaixonado por aviões antigos, uma aeronave da segunda guerra mundial é encontrada após anos desaparecida, mas sem o seu piloto que foi abduzido enquanto fazia uma das várias missões aéreas, assim como um imenso navio da marinha, também desaparecido há décadas, são localizados em diferentes pontos dos Estados Unidos. Também era preciso explicar ao leigo público o termo ufólogo para contatos imediatos. O contato de zero grau é a observação de OVNIs à distância, foi o que teria acontecido com a farsa recente de Embu Das artes e dentre inúmeras outras (algumas ainda sem explicação) de registros amadores noturnos que mostram luzes estranhas que apareceram no céu. Não entendo porque só à noite, enfim. O contato de primeiro grau é quando você vê um o fenômeno em curta distância, o que permite captar alguns detalhes do objeto, como janelas, pontos específicos de luz (cores), anexos e quem sabe o próprio ET. Como se você estivesse estacionado a poucos metros de distância do transporte alien. O contato de segundo grau (o indivíduo já pode começar a defecar nas calças de medo) ocorre quando o tal OVNI pousa ou sobrevoa lindamente em um determinado local (agora é ele que resolve estacionar), deixando indícios físicos de sua passagem. Um exemplo são as marcas no milharal de Mel Gibson em Sinais. O que, além de deixar uma vegetação queimada, com marcas no solo, fragmentos, etc, provoca perturbações nos animais e pessoas. O de terceiro grau já é possível observar tripulantes claramente (não são mais vultos) do OVNI (dentro ou fora dele), sem que haja, no entanto, qualquer tipo de comunicação com eles. E, duvido muito que um indivíduo o queira fazer. Opa! Tem mais duas escalas de contatos: o de quarto grau ocorre quando - além da observação nítida de tripulantes - existe um tipo de comunicação: palavras, gestos, telepatia, com os seres. Pode ser um contato musical como se viu aqui em Contatos nas cenas finais e a maior afeição por um alienígena como no próprio ET (1982) do Spielberg. O último contato é o quinto. Aqui o humano e o ser alienígena são bem íntimos. O observador chega a entrar na espaçonave, voluntariamente ou não. Se for à força, fica caracterizado um sequestro, chamado pelos ufólogos de abdução. Obviamente que o marketing do filme evitou explicar todos os quintos passos dos contatos imediatos, e o filme se concentrou apenas nos três primeiros, visto que, ao longo da história acontecem todos os tipos de contatos, mas nunca é explicado de maneira mastigada. O filme tem vida própria, depois de Tubarão, um enorme sucesso blockbuster, Spielberg ganhou carta branca e inaugurou o “filme pipoca”, mas mesmo assim, resolveu realizar um filme baseado em autoria própria. Foi difícil vender o seu roteiro. O assunto era muito estranho e não interessava a muitos produtores e chefes de estúdios. A universal recusou, desacreditando no sucesso e apelo popular ao tema, mas a Columbia e os PHILLIPS (JULIA e MICHAEL PHILLIPS produtores de outros clássicos como TAXI DRIVER de Scorsese) atenderam ao projeto suntuoso do jovem diretor e produziram um filme que deu origem ao tipo de abordagem que estamos cançados de assistir hoje em dia. Pouco provável não existiria INDEPENDENCE DAY e outras fitinhas do gênero B sem antes desta experiência imediata de primeiro grau Spielberguiano. 

Certamente o filme mudou os padrões da ficção- científica datada à época. Fitas dos anos 50 como O DIA EM QUE A TERRA PAROU ainda era tradicional a filmes B de monstros de ficção-científica com trucagens baratas e pouca reverberação a respeito da ufologia. Foi “Contatos” que trouxe o conhecimento – até religioso, desta entidade terrestre científica que estuda com seriedade e dedicação a existência de vida fora da Terra. Só isso vale o ingresso, a curiosidade e o filme tem todo o interesse juvenil do cineasta

Spielberg queria levar o assunto seriamente no que realmente acreditava da mesma maneira que Kubrick teve o interesse de fazer “2001” e mudar os rumos do gênero. Claro, que hoje “Contatos” não resiste tanto como a obra de 1968 (que sem dúvida é mais do que filosófica). Mesmo tratando o assunto sem paranóia (como eram os filmes do tipo na época da guerra fria e no início da corrida espacial), o filme de Spielberg caiu nas armadilhas do tempo, envelheceu e hoje, o “crescido” Spielberg, homem de família, marido, avô e dono de estúdios, jamais faria um filme igual. 

Na edição de Colecionador do DVD que comemora os 30 anos do filme, Spielberg da uma excelente entrevista em três partes (contidas cada parte em um disco da coleção) contando sua aventura ao realizar o filme na época, todas as demais curiosidades da produção e como ele era ingênuo e irresponsável, como o personagem de Dreyfuss. Hoje, depois por ter passado por tanta coisa, de ter realizado os “filmes de adulto” – principalmente após a experiência em filmar ‘Schindler´s List’ , e de ter constituído família (com sua estrela do Indiana Jones 2 - Kate Capshaw), o cineasta confessa que jamais entraria em uma nave-mãe para descobrir um novo mundo, e deixando para trás as sementes que plantou. “Contatos” era o filme mais pessoal de Steven Spielberg. Ele é diferente de ET, este sim, sobreviveu e ainda é o filme mais especial do cara. O caso desta fita é que ela é apenas uma prova curiosa de  um jovem moço que ainda estava  começando a germinar na sétima arte. O filme é tão estranho para Steven que ele teve que vê-lo e apresentá-lo ao mundo de três maneiras diferentes. Dentro de sua obra é o filme que ele mais interferiu e revisitou. A versão original de 77 tem os seus belos 135 minutos. Insatisfeito, em 1980 ele bancou do próprio bolso uma Edição Especial do filme com minutos a mais, tirando algumas cenas e outras inéditas (começando a moda de diretores e produtores de fazer mais dinheiro relançando o filme. Eis James Cameron que seguiu a trilha). Pois é, Spielberg adicionou novas nuances em seu filme chegando ao ponto de quase fazer um reboot com Dreyfuss. Mas, ele preferiu apenas lustrar mais o seu filme (a produção entrou em ação novamente) em uma nova sequência final que mostra Neary no interior da nave-mãe. É interessante. Não parando por aí, o filme foi renovado em 2005 e lançando em vídeo a “Edição do Diretor” com 137 minutos! Mesmo assim, “Contatos” não mudou de forma, continuou sendo esse filme “luminário” com efeitos bacanas e modestos e com o famoso “tan-tan-tan-tan-tan” musical de JOHN WILLIAMS. Aliás, o maestro é mesmo um gênio para conseguir escrever um “olá” em forma de música já que na verdade, nem era a intenção de Spielberg e Williams de criar uma saudação musical orquestrada e sim rápidas notas musicais. A dupla acerta novamente (continuou ao logo da filmografia do diretor), depois de darem um papel importante para a música que anunciava um Tubarão que não funcionava. É por isso que “Contatos” ainda é irresistível de se assistir, mesmo com a sua idade, porque é um filme com elementos cênicos que sempre chamaram atenção e por mais que a tecnologia tenha evoluído.

Acho que não existe um filme tão questionável, com uma aura datada fantástica e musicalmente envolvente como Contatos Imediatos. Mesmo que o seu diretor hoje desconfie um pouco desta crença, nunca outro clássico de Steven foi e voltou para Terra tantas vezes.

- Vencedor do Oscar (melhor fotografia) e prêmio especial da Academia pelos efeitos sonoros e edição.

- Nada como esta fita para celebrar o aniversário do mago cineasta americano.

EUA – 1977
FICÇÃO-CIENTÍFICA/SUSPENSE/DRAMA
WIDESCREEN
135 min. VERSÃO ORIGINAL
132 min. EDIÇÃO ESPECIAL
137 min. EDIÇÃO DO DIRETOR
COR
SONY
LIVRE
✩✩✩ ÓTIMO



UMA APRESENTAÇÃO DA COLUMBIA PICTURES/EMI
UMA PRODUÇÃO PHILLIPS
UM FILME DE STEVEN SPIELBERG
ESTRELANDO: 
RICHARD DREYFUSS E: FRANÇOIS TRUFFAUT como LACOMBE
Também estrelando:
TERI GARR. MELINDA DILLON. CARY GUFFEY. BOB BALADAN
Co-estrelando:
Lance Henriksen. Roberts Blossoom.
Shawn Bishop. Adrienne Campbell
Música de JOHN WILLIAMS 
Fotografado por VILMOS ZSIGMOND
Montagem MICHAEL KAHN Direção de Arte JOE ALVES
Efeitos Especiais Fotografados e criados
por DOUGLAS TRUMBULL
Produzido por 
JULIA PHILLIPS e MICHAEL PHILLIPS
  Escrito e Dirigido por 
STEVEN SPIELBERG
Close Encounters of the Third Kind © 1977 Columbia/EMI

8 comentários:

renatocinema disse...

Assisti a esse clássico anos atrás e adorei.

Apreciei muito seu estilo diferente para o gênero. Ousado e denso. Não sou fã número 1 do diretor. Mas, inegável que aqui ele acertou a mão.

Amanda Aouad disse...

Pois é, datado, mas ainda assim um clássico. Adorava o menino e a musiquinha que virou aqui em Salvador o som da Brasil Gás. hehe.

bjs

Alan Raspante disse...

Mais que eu ainda não vi, e acho que nem preciso falar que quero muito conferir, né?

ANTONIO NAHUD disse...

Um dos melhores e mais poéticos filmes de Spielberg.
Rodrigo,O Falcão Maltês entra de férias amanhã. Desejo um Feliz Natal e um ano de 2012 bastante proveitoso.

Até Janeiro!

O Falcão Maltês

Reinaldo Glioche disse...

Um excelente happy birthday para o Spielberg aqui no CineRodrigo. Realmente a participação do Truffaut é um dos maiores easter eggs da história do cinema. Acho que a admiração que o francês nutria pelo americano ainda é o grande catalisador dessa parceria. Não vejo outra razão a destacar-se.
Bem, concordo com sua divagação a respeito de vida no universo e concordo que "Contatos..." proporcionou um realinhamento estelar (?) na produção cinematográfica da época.

Aquele abraço!

Lumi 7 disse...

Eis, pra mim, a época de ouro do Spielberg. Os anos 70, quando ele uma moleque louco por cinema e não, necessariamente, por dineiro. Foi daí que saiu a obra-prima Tubarão. E adoro Contatos Imediatos de Terceiro Grau, acho interessante como ele passa praticamente o filme todo sem mostrar os ET's, focando mais nos personagens - diferente do pavoroso Guerra dos Mundos. E essa foto dele com o Truffaut é preciosa, em?

Júlio Pereira

Hugo disse...

É um filme marcante, diferente das obra atuais do gênero mais voltadas para ação.

A clássica trilha sonora foi usada pela extinta TV Manchete.

Abraço

Rodrigo Mendes disse...

RENATO: Apesar de envelhecido, o filme tem o toque mágico do jovem Spielberg. Abs.

AMANDA: Brasil Gás? rs Me conta! Interessante. Bjs!

ALAN: Olhe para o céu... rs assista!
Abs.

ANTONIO: Um ótimo natal para vc tb meu caro. Boas festas e um 2012 maravilhoso.
Abs.

REINALDO: Sim, Truffaut tinha um fascínio por Spielberg e Steven por ele. A troca foi mútua que resultou numa interessante colaboração.

"Contato" fez mesmo este realinhamento meu caro Reinaldo, mas hoje em dia até o próprio Spielberg questiona sua antiga filosofia (não que não exista vida no universo infinito).
Abs.

JÚLIO: Tb acho satisfatório este cinema moleque de Spielberg, mas tem obras dele na sua fase adulta que tb são magníficas (Schindler, Soldado Ryan e Munique.
É muito suspense não revelar os Et´s...e ele pisou na bola com "Guerra Dos Mundos".
Grande abs!

HUGO: Lembro pouco da TV Manchete. Legal saber desta informação. Usaram nas vinhetas?
Abs.

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