FILMES IRREGULARES XI
DRÁCULA OS PERDOE? ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM!
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| A febre mundial não tem gosto de sangue! |
Na terceira parte de Crepúsculo, uma série de assassinatos começa a ocorrer em Seattle. Perto do perigo, Bella é protegida pelos rivais de seu amor, o vampiro pó de arroz Edward Cullen e o lobisomem sem camisa Jacob Black, para defender a mocinha das garras da malvada Victoria e de um novo transformado que a ajuda a criar um exército de recém vampiros. Direção de David Slade (30 Dias De Noite/Menina Má. Com).
O que eu não entendo (a febre e o sucesso da franquia já desisti de entender) é como pessoas de talento como o músico compositor Howard Shore, o fotógrafo espanhol Aguirresarobe e o próprio diretor Slade, de ótimas e consistentes fitas como: Menina Má. Com que lançou a miss Ellen Page e outro filme de vampiros, mais apropriado e de terror: 30 Dias de Noite (produzido por Sam Raimi), conseguem se vender a uma série de filmes tão abaixo do péssimo como Crepúsculo. Heim? É mesmo uma prostituição por partes destes artistas (Condon na direção das últimas partes que o diga) que resolvem apagar a criatividade, o cérebro e realizar às cegas (por dinheiro), seguindo a cartilha ridícula iniciada por Hardwicke naquela pérola-prima de 2008 baseada na obra de Meyer. Eu li até metade do livro LUA NOVA porque não tive mais paciência e muito menos curiosidade...de propósito virei um expectador leigo a partir da metade do segundo filme e totalmente sem saber o que rolou nos livros quando assisti esta terceira parte. O que mais posso dizer?
Bom, diferente de “Crepúsculo” e “Lua Nova”, esta fita não é péssima, ou o “Eclipse zero”, sem luz, abaixo do “zero redondo de lua Nova”, não! O terceiro filme da saga é apenas ruim. E isso é um elogio. As bobagens continuam gritantes: as péssimas atuações, sobretudo do casal central e a peça de decoração tesuda que é Lautner (que fará uma carreira melhor no futuro, acho). Cada vez que assisto novamente a Saga Crepúsculo (na segunda já é o suficiente, inclusive para resenhar o filme), tenho certeza que Stewart e Pattinson nem sequer tem química. Parece uma espécie de sacrilégio rodar as cenas de amor. Ambos parecem se cansar de tanto “comportamento”. As falas do texto são sempre muito fracas e a roteirista Rosenberg não escreve nenhum atrativo. Eu pergunto aos fãs: como é o terceiro livro? Ou seja, não adianta dizer que estão seguindo página por página dos capítulos literário, o fato é que uma adaptação tem que vestir sua própria roupa e fazer sua combinação imagética. Paciência se não funciona nestes filmes e paciência se o enredo é ruim.
O principal parece se perder e sai do controle de todos os diferentes diretores que passaram por Crepúsculo. Parecem deixar de propósito os atores (ainda mais a Stewart) com a mesma expressão de nada ou coisa alguma com jeito de que estão lendo alguma dália. É tão medíocre as explicações da premissa e mais vergonhoso são as narrações de dois personagens do clã dos Cullen que contam o seu passado em digressões no tempo que poderiam ser melhor trabalhadas, isto é, com tanta pobreza de detalhes tudo acaba ficando extremamente vago.
Só tem um fator curioso em Crepúsculo e que, aliás, deixa algo de interessante no ar. Refiro-me a castidade juvenil. Eles namoram telepaticamente, com beijinhos, se abraçam com excitação e se amam de verdade e neste capítulo é até possível de notar melhor
(sobretudo na já famosa cena em que eles estão namorando em meio às flores). É a questão sexual que acaba sendo um item a se refletir e que ainda estava muito colegial nos primeiros filmes. Bella, bem mais amadurecida e corajosa é paciente e vai esperar o momento certo para fazer amor e as previsões óbvias (até mesmo antes do lançamento do último livro), onde os pombinhos, ou melhor, a pombinha e o morceguinho diamante irão fazer sexo em sua noite de núpcias no Brasil que muitos dizem ser patética. Fato nupcial que me parece ter sido mais discursivo do que a do Príncipe William com a bela (de verdade) Kate Middleton.
O filme é o mais sombrio, o que ficou “da horinha”. Tem um vampiro novo no pedaço, Riley, feito por Xavier Samuel que gerou um grupo de vampiros “recém-criados”, prestando serviços à diabólica Victoria que usa o coitado como fantoche dentuço (na verdade mal se nota os dentes desta vampirada, um problema). A vilã não é mais interpretada por Rachelle Lefevre dos dois primeiros, substituída pela tão igualmente inexpressiva BRYCE DALLAS HOWARD (A Dama Na Água/ A Vila/ Homem-Aranha 3) que deseja o engodo entre Riley e Edward para se aproximar de Bella e matá-la. A premissa continua a não me atrair e o clichê da escolha quando a heroína sem graça que adora ser salva pelos machos (um até duvidoso) encontra-se cercada pelo perigo. Aquele motivo idiota que foi o clímax do primeiro filme, na qual Victoria decide continuar e executar em Seattle sua vingancinha besta, mordendo um rapaz e com ele espalhando o medo, assassinando e criando um exército de vampiros para destruir os Cullen e matar Bella. O filme todo só fica neste trololó irritante. Evidente que Jacob vai ter que ser macho e ajudar o patético Edward a fim de proteger Bella das ameaças. Assim sendo, a legião dos lobisomens une forças com os vampiros do bem para derrotar os vampirinhos do mal. A prova de que Jacob presta um imenso favor para Edward, é quando ele esquenta a moça e diz na famosa fala: “Eu sou mais quente que você.” Sacou Ed? Com dor de corno ele deixa...risos e piadas a granel, não resisto!
A Bella mais feia, anta como só ela, fica o filme inteiro matutando uma escolha que falsamente é dita e explicada no final, mas que certamente faz todo o sentido visto o perfil da personagem modelo de auto-estima feminino. Todos imaginam que ela pensa: “O amor pelo meu namorado e a relação com meu grande e apaixonado amigo lobinho sem camisa.” Oh Céus! Mon Dieu! Uma decisão que afeta a relação entre os vampiros e os lobisomens, atravessando os limites de uma fronteira (outra digressão estúpida que explica a rixa que existe entre as criaturas). O fato é que as mulheres têm o poder de gerar fortes emoções, batalhas épicas e decidir o destino de uma civilização. Videm o exemplo de Helena de Tróia, mas aqui estamos falando de uma garota que ainda nem começou a faculdade. Meyer certamente deposita essas questões femininas, até de sua vida pessoal quando garota, só pode ser diário de escritora pelo pseudônimo Bella, na personagem que é o pilar da história e o centro das atenções. O sonho de toda menina, que é de ser protegida por um herói e não o suficiente para autora, dois deles e galãs! E todas as merdas que acontecem é culpa mais da garota indefesa do que deste amor complicado. Ou do triângulo amoroso que nunca se resolve.
O restante do elenco continua andando na corda bamba e robóticos. Billy Burke que é o mais notável (de séries como 24 Horas, Lei e Ordem e Fringe) não pode fazer nada além de ser o pai compreensivo de Bella que mostra dificuldades de falar com a filha sobre sexo. Os efeitos especiais? Eu não diria que estão corretos, afinal particularmente acho cafonas e de muito mal gosto (a transformação dos meninos em lobos e a vampirada saltando para atacar). A batalha é muito tosca e abaixo do que se poderia desenvolver em uma sequência de ação neste tipo de filme-fantasia. Desculpem os fãs, mas não tem como não zoar com a Saga Crepúsculo e acho que o sarro já faz parte da mitologia de Meyer.
Respeito quem curte porque não ofendo os fãs e sim a série, da mesma forma que não posso me irritar com quem não gosta de fígado acebolado (eu odeio) ou dos filmes de ficção-científica baseados em Phillip K. Dick. Existem gostos de todos os sabores possíveis, inimagináveis. Vamos pensar o seguinte: Crepúsculo não passa de uma brincadeira naturalmente satírica, muito mais do que suas próprias sátiras. Além do mais não vejo graça nos filmes que satirizam Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse... é mais hilário os filmes originais. E se tem algo de bom, além da castidade de Bella e Edward, é o jeito fiel que a série tem de si mesma. Parece não se envergonhar de tanta idiotice que apresenta. É como uma pessoa que anda pela rua e não liga se estão rindo de seu corte de cabelo radical. Crepúsculo sofre todo tipo de Bullying e continua fazendo sucesso. Eu aponto o dedo e não escondo o fato de não gostar da série e tiro sarro dela sim!
Não foi uma escolha difícil avaliar ECLIPSE. Na verdade, acho super-divertido exibir Crepúsculo na série dos Filmes Irregulares, é sempre aquele prazer. O que mais me fez gostar um pouquinho mais desta fita é que finalmente a protagonista se revela tosca. Bella finalmente decide o que vai ser quando crescer já que a escolha dela não se tratava de Jacob ou Edward e sim de quem ela deveria ser e quem ela realmente é. Resumindo (desperdiço para as meninas desta idade que não são e nem devem se achar desinteressantes) uma guria que sempre se achou estranha, esquisita e anormal. Deslocada da sociedade e que finalmente encontra sua turma, os caras pálida, como a dela. Bella não quer ser “normal”, ela só quer se transformar para sempre em uma vampira.
EUA-2010
ROMANCE/FANTASIA
ROMANCE/FANTASIA
LETTERBOX
COR
124 min.
14 ANOS
PARIS FILMES
✩ RUIM
Summit
Entertainment Apresenta Uma produção Temple Hill
Em
sociedade com Maverick/Imprint e Sunswept Entertainment
KRISTEN
STEWART ROBERT PATTINSON TAYLOR LAUTNER
Também com:
BRYCE DALLAS HOWARD
BILLY
BURKE PETER FACINELLI ELIZABETH REASER
ASHLEY
GREENE JACKSON RATHBONE KELLAN LUTZ NIKKI REED
XAVIER
SAMUEL ANNA KENDRICK JUSTIN CHON e DAKOTA FANNING
Trilha
HOWARD SHORE
Supervisão
Musical ALEXANDRA PATSAVAS
Figurino
TISH MONAGHAN
Edição ART
JONES/NANCY RICHARDSON
Cenografia
PAUL DENHAM AUSTERBERRY
Fotografia
JAVIER AGUIRRESAROBE
Co-produção
BILL BANHERMAN
Produtores
Executivos
MARTY BOWEN
GREG MOORADIAN MARK MORGAN GUY OSEARY
Produzido
por
WYCK
GODFREY
KAREN ROSENFELT
Baseado no
livro de STEPHENIE MEYER Escrito por MELISSA ROSENBERG
Dirigido
por
DAVID SLADE
The Twilight Saga: Eclipse ©2010 Summit Entertainment
















10 comentários:
Pois é... alguns nomes não combinam com a película em si. Não consigo entender a febre que envolve esta saga... Mas, fazer o que se vende, né?!
Eu confesso que acabei não assistindo esta parte, nem curiosidade pintou.
;P
Ah... Voltei das férias!
De todos até agora da Saga, esse com certeza é o pior. Verdadeira encheção de linguiça e esquecível.
...
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Não consigo entender realmente como parte do público atual e principalmente os adolescentes tem ido aos cinemas e dado tanto crédito a um filme tão ruim como esse, e chamam de SAGA? Dizem que "isso" vem tendo grandes bilheterias, pois bem, foi-se o tempo em que se media a qualidade de um bom filme pelo sucesso adquirido nas bilheterias. Confesso que sou explicitamente um saudosista e lamento a extinção dos filmes bons mas me preocupa a quantidade de porcaria que vem surgindo e o pior, que o público tem aceitado, lamentável...
Assim como o Alan aí acima, acho "Eclipse" o pior de todos, e olha que isso não é coisa pouca, amigo, porque o primeiro também é um caso sério rs.
Adorei seu texto, cômico igual ao filme! =]
abs!
Perfeita conclusão e uma delícia de retorno das festas aqui no CineRodrigo.
Bem, a parte o seu desabafo buscando alguma compreensão do pq tantos talentos cedem à Crepúsculo, concordo plenamente com seu texto. Eclipse é mesmo o melhor filme da franquia.O que não o qualifica como um filme bom propriamente dito. Mas Slade investe no clima sombrio e no humor (essa cena na montanha entre Jacob e Edward é pura autoparódia).
Quanto ao desabafo, acho que o dinheiro é parte importante para trazer esses artistas sim. Mas há muita gente que pensa que consegue tornar algo melhor. Senão, como justificar gente como gus Vant Sant e Sofia Coppola interessados em dirigir filmes da franquia?
Aquele abraço!
Pois é, amigo, Shakespeare já dizia "Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia", kk. Essa é uma saga difícil de se explicar.
bjs
KARLA: Bem vinda! Férias só no ano que vem... ;)
Tb não entendo a febre em torno de Crepúsculo, a única coisa que é clara é o rendimento.
Bjs.
ALAN: Só não podemos esquecer da fala do Jacob para o Edward, rs!
Abs.
LINKS DA BOCA DO SAPO: Agradeço ao convite!
Abs.
JAFFERSON: Realmente é lamentável.
Abs.
ELTON: O primeiro é um brinde do pior em matéria de cinema. HA!
Obrigado amigo:)
Rir é o melhor remédio
Abs!
REINALDO: Obrigado pelo cumprimento. Voltamos! Rs
Ainda bem que Coppola e Van Sant ficaram de fora porque não acredito que o talento deles poderia fazer algo de bom com os livros. Enfim, opinião própria.
Eu não faria por dinheiro, ainda mais se eu tivesse algum nome como Bill Condon. Acharia desnecessário profissionalmente, mas vai de cada artista do ramo.
Abs.
AMANDA: Belo argumento Nanda, rs! Obrigado por trazer Shakespeare para a discussão!
Bjs!
Não considero este o menos pior, mas sim Lua Nova. Não contive as risadas quando os vampiros não morrem, sangram, eles QUEBRAM! O que? QUEBRAM? Não engoli isso. São de cristal, isopor? Enfim, é sempre cômico ver as reações estéricas das fãs, por isso é divertido ir nas estreias!
hahahaha Júlio! Eles são de crital mesmo. Saga muito irregular e patética. Eu prefiro ver em vídeo com as reações da minha tia fã. Não gasto o meu rico e suado dinheirinho com a série no cinema. Só fui assistir ao primeiro desavisado.
Abs.
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