sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ALFRED HITCHCOCK | FESTIM DIABÓLICO

COM A CORDA NO PESCOÇO

Dois rapazes estrangulam um colega da classe inferior com uma corda (Rope) e escondem o seu corpo em um baú. No mesmo dia convidam alguns amigos ricos para uma festa, servindo o jantar sob este baú, disfarçado de mesa, desafiando os perigos e querendo provar a perfeição de seu crime, mas tudo fica tenso quando um dos convidados, um professor universitário, começa a suspeitar do comportamento deles.

Em matéria de suspense e ousadia técnica, ROPE é um dos grandes filmes do mestre ALFRED HITCHCOCK que praticamente nos torna cúmplices de um assassinato logo no início da trama. Novamente, e com muita perversão e ousadia, Hitchcock brinca diabolicamente com os valores morais do ser humano em uma fita tensa, que dá nos nervos e nó na garganta. Baseado em uma peça teatral escrita por PATRICK HAMILTON (1904-1962) chamada “Rope´s End” e que porventura foi inspirada em um fato verídico em que dois jovens Leopold e Loeb, que em 1924 cometeram um crime similar: seqüestraram e mataram friamente um garoto de 14 anos na cidade de Chicago. Não demorou muito para que este crime macabro se tornasse um acontecimento midiático. O ator HUME CRONYN (1911-2003) que foi grande amigo de Hitch e atuou no filme predileto do diretor, A SOMBRA DE UMA DÚVIDA (1943) ajudou no projeto escrevendo uma ótima adaptação, porém o roteiro foi propriamente escrito por ARTHUR LAURENTS (1918-2011) que escreveu sucessos, como o livro WEST SIDE STORY que virou musical em 1961 com Natalie Wood. Laurents faz um exímio trabalho como roteirista e deixa um legado com este filme, certamente uma perfeita colaboração com Hitchcock. Laurents teve que usar a inteligência e evitar usar a palavra homossexualidade no filme (“aquilo”), muito embora a relação dos protagonistas e com o professor seja óbvia, mas aqui lindamente implícita.

O triângulo amoroso

Realmente este é um Hitchcock que me deixa bem nervoso, suando frio durante toda a projeção, basicamente uma narrativa contada em uma tomada na qual o filme já nasceu montado, o movimento-sequência da câmera (talvez o único filme em que Hitch teve que olhar para o visor o tempo inteiro) e com todo aquele profissionalismo do elenco dramaticamente no ponto e tecnicamente ensaiado, o que podemos chamar de um “balé da mise-em-scène” (os atores tinham que manter um espaço quando o cenário mudava de lugar para dar espaço à câmera). Teoricamente falando o filme é um teatro filmado à maneira do diretor (experiência retomada com ‘Disque M Para Matar’). O que me deixa mais impressionado é a frieza da história que mostra a idéia de que: “O crime é uma arte, logo o privilégio de cometê-lo deve ser reservado aos poucos que realmente são ‘seres superiores’.” Diálogo este do professor Rupert Cadell, estranhamente interpretado por “Jimmy” JAMES STEWART (1908-1997) em sua primeira parceria com o mestre: JANELA INDISCRETA (1954), O HOMEM QUE SABIA DEMAIS (1956) e UM CORPO QUE CAI (1958). Digo estranhamente porque vejo nas revisões que Jimmy esteve um tanto desfocado no filme, visto que, seu personagem também era um homossexual implícito, influenciando os rapazes com a filosofia Nietzsche, o que não combina para o tipo herói do astro de “A Felicidade Não Se Compra”. Este é sem dúvida um papel polêmico que até foi recusado por outro favorito do diretor, Cary Grant. Portanto, devido à masculinidade total de Stewart, o filme acaba não tendo o timbre sexual que deveria ter.


A fala de Rupert instiga dois rapazes a cometer um crime hediondo literalmente até o fim e para sentir na pele esta teoria, assim, completa Brandon Shaw, interpretado pelo ótimo JOHN DOLL (1918-1971 de filmes como “Mortalmente Perigosa”. Montgomery Cliff era a escolha inicial do diretor): “... e as vítimas são seres inferiores sem importância.” Com isso, seu namorado, amante, ou seja, lá o que for (nunca é explicado no filme), o também ótimo FARLEY GRANGER (1925-2011) homossexual declarado, no papel do frágil Phillip Morgan, evidencia as suspeitas de um crime através de sua fragilidade emotiva. Ele, apesar de ter cometido um erro grave, tenta de todas as formas desabafar expressamente e repudia os atos gélidos do parceiro, que deixa claro sua superioridade e maldade (gagueja quando esta fora de controle, uma ótima sacada do roteirista Laurents) deixando o espectador na ansiedade: “Ele vai ceder!”


Granger faz muito bem este tipo, o homem errado, seja nas circunstâncias erradas quando é conivente como aqui, ou acusado de algo que não cometeu, o que fez muito bem na fita PACTO SINISTRO (Strangers on a Train, 1951) outro clássico do mestre. Ou seja, Granger era um ator ideal para homens indefesos, mostrando lindamente os seus trejeitos gay. O curioso em “Festim Diabólico” é que Granger consegue ser ainda mais explícito na sua forma afeminada em uma fita marcada pela hipocrisia de uma época que censurava tudo que a Igreja Católica considerava pecado (jamais iriam permitir associações à homossexualidade). Mas o filme (nem a peça) poderia deixar de contar a premissa de dois jovens ricos que vivem em um apartamento em Nova York (uma bela cobertura, inclusive o cenário era muito glamoroso e de bom gosto) onde ambos têm a audácia de se considerarem intelectualmente superiores (justificando mais pela classe social, verdadeira tolice) e convidam um amigo “pobre” David Kentley, participação especial do ator DICK HOGAN (1917-1995) para um drinque, que termina em assassinato. Ele grita (a primeira coisa que ouvimos) e morre estrangulado com uma corda (a primeira coisa que vemos – depois dos créditos iniciais). Juntos, os moços cruéis colocam o corpo da vítima em um baú e decidem proceder dando uma festa particular, servindo o jantar em cima deste baú (por isso a tradução para o português: ‘Festa [festim] Diabólica’ que significa, entre outras coisas: banquete suntuoso, refeição de pompa), ainda de maneira mais cínica e perversa, eles chamam para a festa o pai do morto, Henry Kentley, o veterano SIR CEDRICK HARDWICKE (1893-1964 – que também participou de outro filme de Hitch: “Suspeita” [1941] e da série Alfred Hitchcock Presents) em agradável momento - como ator, não pela festa- e a noiva do mesmo, a bela JOAN CHANDLER (1923-1979) como Janet Walker



Além de alguns outros amigos do professor Rupert (Stewart), que, por engano, levou algumas idéias particulares sobre o crime perfeito aos ouvidos de um dos rapazes e que reza a lenda, teria um caso homossexual  com um deles, obviamente pelo personagem de Doll que orquestra tudo e convence o bobinho do Granger, que por amor ou atração, acaba cedendo ao parceiro e ajuda levar a cabo este estúpido assassinato. Com isso, esta armada uma das mais pervertidas antecipações que culmina em um final atordoante. Como será que eles vão se livrar do crime? A platéia acaba subvertendo seus valores e torcem pelos vilões, o que é típico no cinema de Hitchcock.

O filme foi produzido por SIDNEY BERNSTEIN, um grande admirador e amigo de Hitchcock, para a Warner Brothers. (o filme é distribuído aqui pela Universal e depois relançado pelo estúdio também nos EUA) que na época fez mais sucesso na Europa do que nos Estados Unidos, justamente pela temática homossexual que não era propriamente discursiva na América como era no continente europeu.

Um ponto divertido do filme é a presença cômica da irreverente Sra. Atwater, interpretada por CONSTANCE COLLIER (1878-1955) que está discutindo com Rupert e Janet sobre os seus favoritos astros de cinema e faz uma citação de Cary Grant em um filme que ela não recordava o nome (“O não sei que de não sei quê”), o filme era NOTORIUS – INTERLÚDIO (que o mestre dirigiu em 1946) com Grant e Ingrid Bergman que também é citada.

Há muito tempo Hitchcock desejava filmar uma peça de teatro e assim experimentar cinematograficamente as possibilidades, mas antes de aparecer esse projeto, ele não estava convencido de que seria um sucesso tal novidade técnica narrativa. Depois de se consagrar e ter um nome, Hitch só avança em projetos mais ousados quando funda a sua própria companhia, no caso aqui a Transatlantic Pictures, ao lado de Bernstein, que havia feito filmes com o mestre durante a guerra. De fato “Festim” foi o primeiro filme realizado como uma peça e a história é contada continuamente e os poucos cortes (oito ou nove, para trocar os rolos da câmera e carregar) são facilmente reveladas quando o foco se aproxima por trás do terno de Doll, por exemplo, ou qualquer outro artifício semelhante para esconder o truque. Na verdade Hitchcock estava muito mais interessado em manter a fluidez da trama e quanto a sua técnica ousada, sem cortes e ou/poucos cortes, era apenas um engodo, a meu ver. Granger já disse em entrevistas como Hitchcock planejou as filmagens e a maneira que iria ser feito era basicamente com um rolo de cada vez, mesmo com a tarefa de evitar uma montagem na fita, Granger afirma que era algo que ele não poderia evitar porque cada rolo tinha apenas 10 minutos de filme, logo ele tinha que filmar dez minutos de cada vez (de qualquer forma o filme foi montado numa pós-produção para corrigir alguns entraves). Ou seja, havia uma montagem contínua de se preparar novamente para o próximo rolo. A direção geral de Hitch para com os atores (“gado”) era não perder o foco e continuar aquecidos no ritmo que não podia parar. Apenas isso.

Provavelmente, este cenário em particular seja o mais incrível na obra de Hitchcock, que preferia mil vezes filmar em estúdio do que em uma locação (dizia que era irritante se preocupar com o barulho, o tempo, etc). Aqui, simplesmente houve um trabalho árduo, profissional e ligeiro da equipe que tinha que deslocar o set. As paredes tinham “rodinhas” e a mobília tinha que ser retirada o tempo inteiro. Segundo Granger eles apenas ensaiaram uma única vez, para filmar no dia seguinte. Apenas Hitchcock havia planejado com storyboard minuciosamente como ele iria gravar. Nada mais. Ele sempre dizia que o mais divertido era planejar um filme e que filmar era entediante porque todas as soluções criativas já estavam acertadas. Nem sequer olhava para o visor da câmera. Já duvido desta tradição neste filme, rara exceção. Jimmy Stewart afirma que a única coisa que Hitch ensaiava era a câmera, portanto era verdade que o elenco teve apenas pouco tempo de ensaio, aliás, um dia como já afirmou Granger.


A fita tem outras curiosidades, Granger, por exemplo, não sabia tocar piano. Quando ele aparece tocando é apenas uma simulação dedilhada. A música foi gravada.

O grande problema era trabalhar com as gigantescas câmeras. Tudo era a favor de deslocá-las porque era preciso tirar os móveis, afastá-los de cena, além dos atores. Agora, o mais atraente e fascinante no filme era ver a paisagem da metrópole e os prédios através da janela e a missão era escurecer o dia à medida que a festa avançava. Vale lembrar que foi o primeiro filme em Technicolor de Hitchcock!

Luz, câmera, não parem!

A famosa aparição do diretor neste filme era complicada. Como em “Lifeboat” (1944) e “Disque M Para Matar” (1954), em que as histórias eram em lugares apertados de apenas um único ambiente. Originalmente, em ‘Rope’, ele apareceria com o seu famoso perfil em desenho em neon em um cartaz luminoso no exterior da sala. Foi isso que ele fez, mas ficaria muito jovial e até irritante tal artifício, já que o filme só se passa naquele apartamento. O jeito foi aparecer no início dos créditos passando com uma mulher pela calçada do condomínio.


Eu não sei se foi um equívoco do filme em revelar o assassinato logo de cara. Laurents sempre foi contra porque o suspense seria: o que teria dentro daquele baú? Como a platéia já sabia, segundo Laurents, o filme perde um pouco a antecipação. Bom, as reações ao filme, ainda hoje, continuam claras porque “Festim” sabe ser muito bem um filme que causa uma excitação macabra. Até porque Hitchcock coloca no filme detalhes fantásticos, deixando a platéia aflita: a arrumação da empregada tirando a mesa e pronta para devolver os livros ao baú ou mesmo o chapéu que Jimmy confunde no final, dando uma reviravolta esplêndida antes do clímax que culmina na coreografia com a arma.


O trailer do filme era outra coisa incomum. Acompanhava Dick Hogan e Joan Chandler, respectivamente a vítima com a noiva, em uma tarde de primavera no Central Park. Assim, David vira para ela e diz: “Vejo você mais tarde.” Daí uma voz em off diz: “Mas ele não a viu mais tarde e ela não voltou a vê-lo.” Em seguida entra Jimmy Stewart fazendo de seu jeito habitual uma narração interessante. Uma fascinante peça publicitária.

Infelizmente o filme se tornou mais cult do que um sucesso de bilheteria e sendo ele uma das obras-primas de Hitchcock. O fato era que as pessoas negavam que a homossexualidade existia e ver Stewart em um papel destes, certamente causava recusas. Portanto por muitos anos as pessoas não falavam daquele filme de Hitchcock que falava ‘daquilo’. Claro que os anos ajudaram a celebrar esta festa diabólica e curiosa. 

É um filme notável para a comunidade cinéfila, fã do mestre. Uma fita que tem uma idéia, embora estranha, fantástica e que atraía Hitch era: festejar um assassinato com comida em cima de um caixão. O Hitchcock mais ousado, sapeca e cruel em todos os tempos. 


Ironicamente o ator Dick Hogan faz sua última aparição no cinema, com a corda no pescoço!


EUA- 1948
SUSPENSE
FULLSCREEN
80 min.
COR
14 ANOS
UNIVERSAL
✩✩✩✩✩EXCELENTE



Uma Produção TRANSATLANTIC PICTURES
ALFRED HITCHCOCK´S
R O P E
ESTRELANDO: JAMES STEWART
COM: JOHN DOLL e FARLEY GRANGER
CO-ESTRELANDO:
SIR CEDRIC HARDWICKE. CONSTANCE COLLIER
JOAN CHANDLER. DICK HOGAN
DOUGLAS DICK. EDITH EVANSON
Música Original por DAVID BUTTOLPH
Fotografado por WILLIAM V. SKALL e JOSEPH VALENTINE, A.S.C.
Direção de Arte PERRY FERGUSON
Montagem final WILLIAM H. ZIEGLER
Baseado na peça “Rope´s End” de PATRICK HAMILTON
Argumento de HUME CRONYN Roteiro de ARTHUR LAURENTS
Dirigido por
ALFRED HITCHCOCK
UM FILME UNIVERSAL Rope ©1948 by Warner Brothers/Transatlantic Pictures 

7 comentários:

Paulo Telles disse...

Rodrigo, um excelente post sobre um dos grandes momentos do "Mestre do Suspense". Foi uma experiência única de Hitch jamais tentada antes ou mesmo depois.

Uma narrativa praticamente desenvolvida em uma única tomada, com movimento contínuo de câmera, audácia formal realizada mediante extrema precisão e rigor na coreografia através da filmagem ininterrupta. Isto exigia perfeita concatenação de atores, décor e do Câmera-Man.

Ao ser exibida na Tv Brasileira pela primeira vez no início da década de 1990, foi apresentada SEM CORTES PARA COMERCIAIS, para que o espectador pudesse perceber tais detalhes desta experiência única no cinema(fui informado que durante anos os filmes de Hitchcok foram proibidos de serem exibidos nas Tvs mundiais por ordem da filha do cineasta, logo vieram pra cá em fim dos anos 80 clássicos como UM CORPO QUE CAI e O HOMEM QUE SABIA DEMAIS, inéditos na TV até 1988).

Para mim, é um dos meus prediletos do diretor, ao lado de VERTIGO, O HOMEM QUE SABIA DEMAIS, PSICOSE,e OS PÁSSAROS. Obra prima indiscutível!

Obrigado Rodrigo pela matéria aqui tão bem abordada. FESTIM DIABÓLICO é sensacional, pois não passa mesmo de um exercício se suspense e tensão para quem assiste, rs.

Um forte Abraço.

Paulo Néry
Filmes Antigos Club Artigos.

Elton Telles disse...

Vish, tantos pontos para enumerar. Hitchcock sempre dá muito pano pra manga haha, adoro falar dele e do seu cinema.

A sua sensação com ROPE não é muito difernete da minha, R. Inesquecível a primeira vez que vi esse filme, acho que nunca fiquei tão tenso na questão de descobrirem a identidade do crime e tal, e aí discordo muito de Laurentis de ter achado que nao era uma boa ideia mostrar o que havia no baú logo na sequência. É no medo da descoberta que reside a nossa apreensão hehe.

E Hitch orquestra tudo isso com muita elegância e fluidez. Cara, imagina a dificuldade de se fazer um filme assim. Além da atuação, a postura, a marcação dos atores... é bem complicado. Me lembra um pouco o recente "Carnage", mas guardada devidas proporçoes. Aqui, os cortes são muito mais reduzidos - 8? Nao me lembro...

Tu cita STRANGERS ON A TRAIN e INTERLÚDIO no texto. Meus Hitch's favoritos. De hoje. HAHAHAHA! Sempre digo q sao meus favoritos, mas tenho amor por muitos outros.

Curto muito Farley Granger, não. Acho ele bem ruinzinho, mas entendo a sua escalação no filme e ele cai mesmo bem para o estudante enrustido. Já em "STRANGERS...", ele é engolido em cena por Walker. Enfim.

Ótimo texto, como sempre, ainda mais de um filme tão virtuoso, ousado e excepcional como este.

Abração!

ANTONIO NAHUD disse...

Um filme brilhante, tenso... O mestre Hitchcock mais uma vez faz história.

O Falcão Maltês

Júlio Pereira disse...

Tenho o box do Hitchcock com 23 filmes dele e morro de orgulho. Sou apaixonado em toda sua filmografia, sendo que meu favorito dele é Janela Indiscreta - e Festim Diabólico já esteve no meu TOP 5.

Este aqui não é diferente. Não só uma aula de narrativa cinematográfica, mas de como criar tensão. O suspense não reside na morte, mas sim nas possíveis consequências que ela trará aos assassinos, e o descobrimento da mesma, claro. Confesso que da primeira vez que vi, senti tão envolvido pela trama, que não percebi esse teor homossexual - só me toquei depois de ler em alguns lugares!

Essa técnica empregada, dos planos sequências, é brilhante também. Você esqueceu de mencionar também que o filme dá a impressão que se passaram várias horas - pela mudança de dia pra noite também -, já que filmam sem parar. Percebeu isso? Acho uma das coisas mais geniais do filme!

Rodrigo Mendes disse...

Paulo: Muito obrigado pelo elogios e precisão em seus comentários, sempre.

Soube também que a Pat Hitchcock havia proibido e "preservado" a obra do mestre. Nunca vi esses filmes na TV e eles não passam com frequência. Lembro bastaste de ter visto Os Pássaros no corujão, rs!
Abs.

Elton: Grande Telles! Adoro Hitch e seus filmes também e "Rope" é o suspense dos mais tensos. Concordo com você e discordo do Laurents também, Hitch sabia o que queria.
Até simpatizo com Granger, e de fato, Robert Walker é um gigante em cena naquele filme tão sombrio, o clássico 'Pacto Sinistro'...que filme tb, não?! Uma pena que ele tenha morrido cedo.
Abs.

Antonio: Certamente :)

Júlio: Bela relíquia esta sua heim? Tb coleciono os filmes dele. 'Janela Indiscreta' é outro exemplo de maestria, já postei aqui.

Quanto as horas, eu mencionei sim, mas com outras palavras: "Agora, o mais atraente e fascinante no filme era ver a paisagem da metrópole e os prédios através da janela e a missão era escurecer o dia à medida que a festa avançava."

Realmente é um primor e isso é o ponto alto da direção de arte e mesmo do filme!

Abs.

Jefferson C. Vendrame disse...

Rodrigo, esse é um de meus filmes preferidos de Hitch, Cara é de uma perfeição sem tamanho. Me intriga muito a questão de tanta perfeição em uma pessoa só. Hitchcock é digno de uma capa de livro com os personagens da História que nunca deveriam ter morrido....aff...

Abração

Unknown disse...

Que post, hein?!
Sensacional... Mas, o filme pede isto.
Um dos trabalhos mais interessantes e intigantes de Hitchcock.... Obrigatório!

;D

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