FILMES IRREGULARES XII
NÃO SIGA O COELHO BRANCO
ALICE KINGSLEY volta ao País Das Maravilhas com 19 anos, onde ela reúne seus velhos amigos maluquinhos descobrindo o seu destino que é acabar com o reinado de terror da temível e chata Rainha Vermelha. Baseado nos livros ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS e ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO de Lewis Carroll.
Apesar de ser considerada “Alice No País Das Maravilhas”, esta decepcionante fita de TIM BURTON é muito mais baseada no segundo livro da aventura da menina Alice, agora adolescente, criada por Charles Lutwidge Dogson, conhecido pelo pseudônimo Lewis Carroll (1832-1898), do livro “Alice Através do Espelho e o que ela encontrou por lá” que foi publicado em 1871, do que da célebre fábula infantil de 1865 e que gerou inúmeras versões (incluindo o maravilhoso desenho da Disney dos anos 50). Na primeira história, Alice, uma garotinha curiosa e levada seguia o coelho branco e caia no universo de ponta cabeça, O País Das Maravilhas, que parecia mais uma alucinação dentro de um sonho, lá ela conhecia os mais variados e estranhos personagens. Na continuação que Burton prefere enfatizar, Alice tem que ultrapassar vários obstáculos, agora como uma moça e não mais uma garotinha inocente. Há uma sequência no livro que incluí um jogo de xadrez, onde ela teria que jogar para se tornar rainha. Assim, à medida que ela avança no tabuleiro das regras mais malucas, surgem outras tantas criaturas enigmáticas. O que Carroll exalta em seu livro (até mesmo no primeiro) é a inteligência, Alice sempre esperta e questionadora, na qual os adultos e a sociedade convencional tomam por insolência, ainda mais se estamos falando da época Vitoriana do século XIX. Por sua façanha e sabedoria, Alice consegue ultrapassar muito mais através do espelho naquele país regido por uma rainha chata e tirana que adora cortar cabeças. O interessante nesta parte da história é o mundo do outro lado do espelho, algo que Tim Burton evitou em explicar fazendo uma mistura medíocre dos dois livros (mesmo seu filme baseando-se muito mais no segundo). Carroll mostrava, afinal, o universo paralelo que completa a jornada de Alice que faz amizade com seres estranhos que vivem aprisionados em paradoxos. A paixão do autor por crianças (até acusada de pedofilia devido a sua estranheza), faz dele um cativante elaborador de histórias infanto-juvenis, fazendo dos seus dois livros, um interessante contraponto da fantasia e que ridicularizava, sua crítica, a compostura exigida às premissas literárias sempre moralistas no pior dos sentidos, lidos até para os pequenos súditos da Inglaterra vitoriana. Na verdade Carroll era o oposto da atração pela leitura.
Não é complicado notar a crítica da sociedade que Carroll fazia notavelmente com uma personagem chata dizendo: “Só fale quando falarem com você.” Porventura, Alice observa e critica a rainha dizendo: “Se essa regra fosse seguida por todos a conversa, minha senhora, deixaria de existir.” E por aí vai, recomendo o livro, acharão muitas passagens deliciosas, engraçadas e inteligentes.
Se tratando do filme de Burton com o seu ator-fetiche (já era hora dessa relação dar um tempinho) JOHNNY DEPP (Edward, Mãos De Tesoura, Ed Wood, A Lenda Do Cavaleiro Sem Cabeça, A Fantástica Fábrica de Chocolates, A Noiva Cadáver, Sweeney Todd, Dark Shadows [esse último veremos se Será bom]), o filme esta muito longe de ser uma obra-prima. Muitos falam mal do filme e o chamam de “Chatice No País Das Maravilhas” e faço coro a este xingamento. Muito embora fosse um dos filmes mais aguardados de 2010, transformando em um recorde de bilheteria em toda carreira de Burton, eis aqui uma decepção genérica. Atuações caricatas e elevadas ao exagero (sobretudo Depp que nem parece o Chapeleiro Louco, sei lá o que ele parece, bizarro), direção de arte medíocre, feia, até mesmo para um padrão Tim Burton e os efeitos especiais mais enfadonhos que já vi (Alice caindo na toca, ficando gigante, pequenininha, os monstros que habitam o mundo encantado e sobretudo as tropas carta de baralho que no desenho da Disney tinha graça). O problema é que Burton é conhecido por uma marca registrada cenográfica, patente, e que nem sempre funciona em obras alheias que deixam de ser pessoal para transformar em algo inverossímil. Foi assim com Planeta dos Macacos (2001), A Fantástica Fábrica de Chocolates (2005) e agora em Alice! Diferente de outras abordagens, que também foram adaptações Peixe Grande (2003) e o musical Sweeney Todd (2007), ele não perde a direção e equilíbrio no bom gosto, até porque os roteiros destes filmes tinham bom senso. Até mesmo quando recriou o Batman (89-1992), Burton soube ser mais imaginativo e autoral.
Particularmente prefiro aqueles filmes na qual ele é o verdadeiro contador da história, narrando assim com mais folga e dançando na neve: Edward, O Estranho Mundo de Jack, exemplos claros e um dos meus preferidos: seu curta-metragem VINCENT (1982 com Vincent Price). Outra criação sua, o curta FRANKENWEENIE (1984) em breve um longa metragem de animação, é o melhor que se pode esperar do cineasta gótico, fazendo uma sátira versão de Frankenstein na qual um garoto dá vida ao seu cão de estimação chamado Sparky. Agora eu pergunto o que faz Burton querer ressuscitar uma premissa das antigas? Falta de idéias?
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| Mia é desorientada por Burton. |
ALICE foi o cúmulo da decepção, um filme mal intencionado, piegas que cai de cabeça na toca do coelho. Morte e desgraça! O elenco tem caracterizações vergonhosas a começar pelo Depp, não é protagonista da história e só porque é famoso e querido na obra do diretor fica em destaque e se sujeita a vestir uma roupa mais drag-queen do que foi Willy Wonka e soltando umas piadinhas malucas sem graça querendo repetir a fórmula Jack Sparrow (que não vai demorar e perder a graça). MIA WASIKOWSKA, um talento que se confirmou em filmes posteriores: MINHAS MÃES E MEU PAI (2010), JANE EYRE (2011) e INQUIETOS (2011) acaba ficando marcada como esta ridícula Alice. Ela é mais uma representação pálida dos personagens de Burton, fria e calculada, seguindo um coelho branco (cena que pensava que seria marcante) e aprendendo uma moral estranha e que não serve para um diretor que só fez maluquices bem intencionadas no passado e que aqui o pé sem cabeça fica distante distraindo o pouco de atenção que a platéia tem pelo filme antes mesmo de Alice cair na toca. Apesar de os atores serem bons, como a ótima HELENA BONHAM CARTER, como esposa, é a nova cereja do bolo do marido em seus filmes, apresenta uma Rainha Vermelha... (aí tudo neste filme é sem graça desculpe a redundância), cabeçuda e irritante que só sabe gritar: “Cortem as cabeças!” Tudo bem que a personagem é deste jeito, mas aqui vai exagerando cada vez mais em um tom que facilmente chega a irritação, além do que, tiveram a idéia de esticar digitalmente apenas a cabeça de Helena em um corpinho, assusta não só as crianças, mas os adultos também. E o que dizer da simpática ANNE HATHAWAY? Pelo amor de Deus! Como eu tive vergonha alheia por ela, a doce nova estrela, por sinal ótima atriz em filmes como: Amor e Outras Drogas (2010), O Casamento de Rachel (2008), e O Diabo Veste Prada (2006), nada tem a fazer como a Rainha Branca, a não ser passar-se por sonsa o filme inteiro se expressando forçadamente com os braços e mãos. GRISPIN GLOVER (De Volta Para O Futuro) também esta bizarro como o capacho da rainha, Stayne. Ao menos alguns atores como MATT LUCAS de Missão Madrinha de Casamento (2011) não precisa de muita fantasia, maquiagem e efeito especial para se transformar num personagem do País Das Maravilhas, perfeito como os gêmeos baixinhos e gorduchinhos fofinhos que no desenho contavam a história das ostras, Tweedledde/Tweedledum, mais aqui eu tenho medo deles! Até mesmo o Chucky não beira a uma aparência de crianças em fotos post mortem.
Os demais artistas do elenco como ALAN RICKMAN (Harry Potter – Snape), ao menos emprestam suas vozes. Rickman como a lagarta azul que fuma sem parar. Novamente a moral do mais velho para uma criança.
A dificuldade do filme, além da parte técnica e artística, é por que se baseia em um roteiro desastroso. O trabalho de LINDA WOOLVERTON, roteirista de belos exemplares da casa: O REI LEÃO, (1994), MULAN (1998) e A BELA E A FERA (1991), não estabelece muito bem o casamento dos dois livros. O mais legal é Alice No País Das Maravilhas (poderiam até fazer direito as duas partes em cada filme) e que na fita de Burton aparece em pequenos flashbacks (artifício preguiçoso) e por uma introdução fraca. Os piores diálogos que ela poderia escrever acabam bagunçando o universo de Carroll, que além do que é acompanhado por uma trilha musical repetitiva de DANNY ELFMAN. Também, por ser obra de Burton, e como todos já sabem aquela nostalgia das sombras e da neve, achava que iria encontrar neste âmbito, não acontece, onde eles realizam a risca os ambientes coloridos no mais patético erro gritante (os livros eram descritos com alegria, só que eles pecam nessa alegria). Com isso, percebo o quanto Tim Burton se limita e já sei, por exemplo, até onde ele pode se aventurar. Mostrar um bosque vivo e cheio de cor para depois fazer a pequena Alice atravessar uma ponte de cabeças cortadas, onde ela tropeça e enfia o pezinho numa boca por onde sai uma gosma. Cuma? As maluquices de Burton têm prazo de validade.
O projeto trás Burton de volta aos estúdios Disney depois de um longo hiato (ele começou sua carreira como animador no estúdio). Mia venceu outras candidatas ao papel de Alice, entre elas AMANDA SEYFRIED e LINDSAY LOHAN, papel que também foi oferecido para Hathaway. Estupidamente Burton afirmou que teve o desejo de filmar Alice porque não sentia emoção nos outros diversos filmes baseados nos livros. Ele procurou estabelecer uma conexão emotiva em sua narrativa e não de uma guria que corre de um lado para o outro em um mundo maluco. Sem comentários. Não é o filme dele que mostra aquela coreografia tão simpática do Chapeleiro? Não é o filme dele que mostra uma adolescente insatisfeita com sua vida, com pessoas insossas da aristocracia e depois caminha de encontro com figuras (incluindo o Chapeleiro) que só fazem diminuir o interesse pela história?
Foi o último filme do ator inglês MICHAEL GOUGH (1916-2011), o Alfred dos quatro filmes do Batman que Tim Burton criou e depois Joel Schumacher destruiu. Gough foi grande colaborador nos filmes de Burton e aqui empresta sua voz para o pássaro Dodo. O filme também serviu para marcar a estréia da primeira fita do diretor na qual não aparecem as famosas titulagens no início, abertura. O Jabberwocky, a criatura que Alice tem que matar para livrar o povo das ordens da Rainha é mal executada nesta banana-split mal batida do roteiro. Apesar de ser uma interessante criação da Sony Pictures ImageWorks (forte concorrente da IL&M de George Lucas), o clímax com o monstro é péssimo o que chega a limitar ainda mais as possibilidades de uma boa ou apenas redondinha adaptação do livro. A criatura só aparece na segunda parte das aventuras de Alice. Portanto fica evidente que o filme poderia chamar-se ‘Alice Através do Espelho’ e não No País Das Maravilhas já que o principal teor narrativo se concentra nas soluções do segundo livro e não do primeiro que a maioria conhece melhor. Estratégica burra de marketing foi evitar uma excelente oportunidade de fazer dois projetos mais coesos. E não vem me dizer que a loucura não tem fundamento ou explicação. Não apenas a Disney, mas Burton deixou passar a chance de fazer do mundo de Alice um lugar melhor dentro da sua visão (que precisa ser dosada para dar certo). A ironia foi o sucesso de bilheteria, que de um modo chato deixou as pessoas cabisbaixas.
Outra coisa que incomoda é o fato da sexualidade aflorada, que aqui é subliminar, em Alice. Carroll era conhecido por sua estranheza e a sua relação com as garotinhas eram questionáveis, até porque ele criou a Alice se baseando numa menina chamada Alice Liddell (1852-1934) na época com 10 anos de idade, além de estar com mais duas crianças, as irmãs de Liddell. Maldade ou não, ele teve este estalo criativo quando passeava com as meninas em um barco pelo rio Tâmisa. Depois de contar a história básica de uma menina chamada Alice que sai perseguindo um coelho branco atrasado e cai numa toca, fez com que a Alice de verdade convencesse Carroll em escrever a história. Provocador, Carroll polemizava ao dizer que preferia as crianças, exceto os meninos, e que tinha um desejo de desenhar garotinhas nuas. Ele teve oportunidades assim e só fazia com a permissão da mãe, estranho ou não, ele dizia estar próximo de ver a inocência moral em uma criança (do sexo feminino), como era o ser mais lindo do mundo. Mas apenas reza a lenda de uma provável pedofilia. O fato é que existem muitas coisas subliminares nos livros de Alice que precisam de uma interpretação mais profunda e acho que somente Carroll poderia explicá-las, já que ele é conhecido por seus poemas nonsense. Burton nem sequer caminha para o lado certo com esta possibilidade, se gostaria de dar mais veracidade e menos infantilidade nesta Alice, a cena em que Crispin Glover atava Mia no corredor é 100% ridícula. Ou mesmo a cena em que Alice assiste o cunhado traindo a irmã num momento dantesco de beijo. Creio que se deva limitar a fazer bem uma proposta, ou é filme familiar ou adulto ou infanto-juvenil. “Alice” se perde drasticamente na alameda que indica vários caminhos entre as árvores. Carroll dizia que “Tudo tem uma moral: é só encontrá-la.” Não sei que espécie de moral Tim Burton encontrou seguindo este coelho branco. A irregularidade de seu filme é a maior prova de desrespeito a um clássico da literatura que fez parte do imaginário popular durante séculos e que foi um dos precursores da vanguarda poética.
O IMDB (Internet Movie Database) registra outras nove versões de Alice e algumas outras obras inspiradas, as que eu assisti foram: ALICE NOS PAIS DAS MARAVILHAS (1951) da própria Disney, direção de CLYDE GERONIMI, WILFRED JACKSON e HAMILTON LUSKE, um clássico adorável que fez parte da infância de meus pais e da minha geração e que na voz de KATHRYN BEAUMONT marcou demais. Também pude conferir um telefilme de 1985 (de mesmo nome) com direção de Harry Harris, com Sheila Allen (atriz de filmes clássicos de desastre dos anos 70 como O Destino do Poseidon e Inferno Na Torre), fazendo o papel da mãe de Alice, também não esqueço. A mais interessante é mais uma Alice feita para TV, em 1999, que já assisti várias vezes em VHS. A direção é de Nick Willing e tem um elenco conhecido incluindo a ótima WHOOPI GOLDBERG como o Gato Risonho, MIRANDA RICHARDSON como a Rainha, ROBBIE COLTRANE como um dos Tweedledum, MARTIN SHORT como o Chapeleiro, BEN KINGSLEY como a Lagarta, e CHRISTOPHER LLOYD como um dos soldados. Além de participações especiais como as de GENE WILDER e PETER USTINOV em papéis que não foram aproveitados na fita de Burton. A Alice aqui era interpretada por TINA MAJORINO, mais conhecida pelo filme sessão da tarde “André – Um Foca Em Minha Casa” (1994). Embora esta versão tenha cara de especial de final de ano para televisão, é muito bem feita. Este aqui é um caso notável de demência criativa.
EUA -2010
AVENTURA
WIDESCREEN
109 min.
COR
DISNEY
10 ANOS
✩ RUIM
WALT DISNEY PICTURES Apresenta
Uma produçãoROTH FILMS/ZANUCK COMPANY/TEAM TODD
UM FILME DE TIM BURTONJOHNNY DEPP
Alice No País Das Maravilhas
“Alice in Wonderland”
ANNE HATHAWAY. HELENA BONHAM CARTER. CRISPIN GLOVER
MATT LUCAS E MIA WASIKOWSKA
Com as Vozes de
ALAN RICKMAN. STEPHEN FRY. MICHAEL SHEEN.
TOMOTHY SPALL. MICHAEL GOUGH. CHRISTOPHER LEE
Música de DANNY ELFMAN Efeitos Especiais KEN RALSTON
Figurinos de COLLEEN ATWOOD Montagem de CHRIS LEBENZON
Cenografia ROBERT STROMBERG Fotografia de DARIUSZ WOLSKI
Co-produção KATTERLI FRAUENFELDER
Produção Executiva CHRIS LEBENZON
Baseado nos livros de LEWIS CARROLL
Roteiro de LINDA WOOLVERTON
Produzido por
RICHARD D. ZANUCK. JOE ROTH. SUZANNE TODD e JENNIFER TODD
Dirigido
por
TIM BURTON
Efeitos Especiais e animações criados na SONY PICTURES IMAGEWORKS INC.















18 comentários:
Não concordo com toda crítica que você fez a esse filme, porém, assino embaixo em alguns pontos.
Das partes que discordo a principal é a questão da parceria Burton e Depp......acho uma boa união, ainda são.
Sobre as partes que concordo cito o roteiro e a questão do diretor ser mais profundo quando usa história originais e ele é o contador da própria história.
Abraços
Entendo você Renato, um fã assumido de Burton, também sou, mas não tem como negar as falhas dele nos últimos tempos.
Acho que a relação Depp e Burton se desgastou como Scorsese e De Niro, ainda salvo pelo Sweeney Todd, mas são muitos filmes e os melhores estão no passado.
O roteiro é muito fraco perto das obras. Escolhas infelizes na hora da criação. Poderia ser MUITO melhor!
Abs.
É, nesse filme Tim Burton e Johnny Depp erraram feito, mas assim como Renato ainda os acho uma boa dupla. O roteiro é uma tristeza mesmo.
bjs
Erraram mesmo Amanda! Por isso gostaria que a dupla desse um tempo na relação, medo que errem cada vez mais. Bateu um enjoo de Tim Burton + Johnny Depp, sabe? E Bonham Carter também! Acho que em Sweeney Todd o trio foi esplêndido.
Bjs.
Ah, esse filme é tudo de bom! Parabéns!
Eu indiquei seu blog para receber o selo LIEBSTER (post que será publicado amanhã). Este selo é para os blogs que possuem menos de 200 seguidores. Eu o ganhei de Danielle Carvalho, Gilberto Carlos e Marcelo Bonavides e então resolvi presentear o seu maravilhoso espaço web. Eles me pediram para que indicasse cinco outros blogs para receber o mesmo selo. Abraço e bom fim de semana!
Eu amo a parceria Burton e Depp, mas ainda bem que ela não aconteceu em Peixe Grande (mais uma chance pra Ewan rs). Enfim, sobre Alice, na época eu tinha até um certo receio de falar que não tinha gostado e parece que não sou a única, eu achei o enredo do filme um tanto tedioso e faz parecer um filme longo demais. Eu adoro Bonham, Depp, Burton e Hathaway, mas infelizmente o filme não superou minhas expectativas. Gostei da sua crítica sobre o filme. Abraços.
Não consegui me entreter totalmente com esse filme. Houve coisas de que gostei, mas, de um modo geral, achei-o cansativo, estendendo-se preguiçoso, o que me aborreceu. Acho que está bem longe de ser um bom filme do Tim Burton, que com cetreza já trouxe muitos outros filmes mais interessantes ao cinema.
Salve Rodrigo, tudo em paz?
Gosto dos trabalhos de Burton. Quanto a esta obra em postagem no seu presente artigo, confesso que ainda não tive oportunidade de ver. Estou ciente que Burton não tem acertado muito bem ultimamente, pois depois de seu “Planeta dos macacos”, em 2001, parece que muitos deram um passo para traz, muito embora não tenha achado este filme 100% ruim, como a crítica julgou, mas reconheço evidentemente suas falhas. Burton teve um ponto comigo quando chamou o veterano Charlton Heston para o papel de um dos macacos, já que este ícone da Sétima Arte foi o protagonista da primeira versão cinematográfica.
Sobre a parceria com Johnny Depp, diria que foi um das mais bem sucedidas em toda a história, bem como John Wayne & John Ford, ou Martin Scorcese & Robert De Niro.
Entretanto, mesmo as parcerias mais bem sucedidas, podem também desgastar com a medida do tempo. No entanto não significa que devemos subestimar estas reuniões de mentes, que como todo mortal que se preze em elaborar o melhor de sua criatividade, tem seus limites de inspiração.
O importante também que tal parceria entre Depp & Burton já faz parte da História da Sétima Arte, e certamente haverá mais e mais a contar sobre estas duas celebridades ao longo de biografias futuras.
Forte Abraço, Rodrigo, e uma ótima semana.
Paulo Néry
Que decepção! O Burtom precisa dar a volta por cima urgentemente...
O Falcão Maltês
M: Não achei o filme tudo de bom, rs!
Obrigado pelo selo Magda!
Beijão!
MIRELLA: Obrigado pelo seu comentário moça. É verdade, há filmes que o Tim e o Johnny deram um tempo e Peixe Grande, pelo bom senso foi um ótimo exemplo, até mesmo Planeta Dos Macacos (apesar de tb ser ruim). Gosto da parceria, mas tudo tem um limite. Hoje a impressão que tenho é de sufocamento: Mais um filme de Burton estrelado por Depp, entende? Esse mesmo sufocamento fez com que Scorsese desse um tempo com De Niro e logo fará o mesmo com DiCaprio.
Também gosto da Helena nesta parceria, mas faço coro ao mesmo exemplo de Depp.
Alice foi decepcionante, infelizmente, pelo menos 100% pra mim.
Bjs.
LUÍS: Sem dúvidas cara! Também fiquei aborrecido e entendiado, além de chocado com tantos excessos.
Abs.
PAULO: Obrigado pelo comentário, você sempre pontual e argumentativo no debate.
Fiz um post do 'Planeta Dos Macacos', pelo menos a participação do Heston como pai do vilão foi notável, mas mesmo assim não teve jeito, não consegui embarcar no filme ainda mais sabendo do impacto que foi ao assistir o filme original pela primeira vez.
Também acho que a parceria deles é acertada, também gosto mas como eu disse, não seria nada mal dar um tempo na relação. Há filmes sem Johnny Depp na qual Burton também foi sucedido como apontou a Mirella dando o exemplo do "Peixe Grande". Ewan McGregor ficou muito bem no papel principal.
Bom, assista ao "Alice" preparado para a decepção.
Abraço e ótima semana para ti também!
ANTONIO: Veremos o "Dark Shadows". Ainda tenho fé.
Abs.
A parceria entre Burton e Depp já deveria ter acabado há tempos, pois já está prejudicando a carreira de ambos, simplesmente porquê já está saturada. Considero o Depp um excelente ator e é uma pena que ele esteja estigmatizado pelos personagens excêntricos e caricatos, característicos dos filmes de Burton. A Helena Bonhan Carter também precisa separar relação de trabalho (rsrsrs) e ivestir em sua carreira em filmes mais sérios, ela também tem sido prejudicada. E Burton precisa se reinventar para assim sair do mais do mesmo...
http://sublimeirrealidade.blogspot.com/2012/02/precisamos-falar-sobre-o-kevin.html
Mesmo sendo irregular e ficando um pouco longe das melhores obras de Burton, eu gostei do filme.
Considero o ponto mais fraco a atriz Mia Wasikowska, que lembra no rosto Gwyneth Paltrow, mas é bem fraquinha.
Abraço
Também não concordo com todo o seu texto, mas Alice foi uma experiência frustrante. Salvam os efeitos e ambientação, além de algumas atuações que eu até achei boas. De resto, não salva nada e o roteiro é horrível.
Olá, lembra de mim? Sou a Fabiane do blog DVD, Sofá e Pipoca.
Vim te convidar para participar da blogagem coletiva do bolão do Oscar. As regras e o selo da brincadeira podem ser encontrados neste post.
Esperamos sua participação e boa sorte!
Logo que saiu a notícia do projeto, imaginei os exageros, mas, não da forma como foi... As milhares de cores e movimentações na tela já me desagradaram... Tudo pareceu sem qupimica, sem emoção, sem a ironia assustadora de Alice...
Decepcionate mesmo..
Quanto a parceria de Depp e Tim, até gosto; Só acho que estão acostumados DEMAIS... acomodaram-se!
;P
BRUNO: Disse tudo! Concordo. Se pararmos para pensar qual foi o grande filme de Depp e Helena fizeram depois de um tempo trabalhando constantemente com Burton? E mesmo o diretor, que sim, poderia fazer outras coisas sem os dois, novos projetos, e até acho que ele deveria investir mais na animação.
Veremos "Frankenweenie" (uma antiga idéia que ele teve que ressuscitar) e a adaptação de Dark Shadows.
Abs.
HUGO: Não acho Mia tão parecida com Paltrow não...e vou longe...acho o talento da jovem estrela superior da superestimada Gwyneth!
O problema nem é a Mia e sim a ALICE desorientada por Burton nesta adaptação. Eu acho.
Abs.
GABRIEL: Exatamente isso que vc comentou é o principal motivo de minha frustração com o filme somado a tantas outras observações que indago. Seria a relação Depp-Burton que apontei na qual você discorda?
Além de eu achar os efeitos, a ambientação e algumas atuações, medíocres o que seria o resto?
O que mais falta a dizer que Alice foi irregular?
Realmente o roteiro é ruim.
Abs.
FABIANE: Oi querida lembro sim!
Vou postar em breve. Deixei um recadinho lá.
Bj.
KARLA: Também acho Karla. Os dois acham que estão fazendo só aquilo que acham que podem fazer, estão se limitando já. Pra mim, sinceramente, "Sweeney Todd" foi o tão longe lugar em que eles poderiam trabalhar em algo mais ousado e diferente, um musical.
ALICE repete a fórmula de "A Fantástica Fábrica de Chocolate" e os tantos outros filmes de Burton com Depp que no passado tinham mais graça (medo de olhar para essas fitas e achar que elas estão velhas e prejudicadas devido a constante parceria). Até mesmo o desenho "A Noiva Cadáver" achei distante e meio aborrecido. Faltando química mesmo e a fórmula esta esgotada.
Bjs.
Eu também achava que o filme cairia como uma luva nas mãos de Burton, mas o filme é todo equivocado. CHATICE no País das Maravilhas seria um título mais adequado hahaha!
abs!
Interessante ver como o Burton vai desagradando o público como um todo, com trabalhos irregulares. Ele vem, cada vez mais, afundando sua carreira artística. E Edward é primoroso, além do citado Ed Wood (só pra constar, Jack não tem direção dele!). Alice é um chatice, que se aproxima da qualidade do filme da Disney - pois é, acho este uma das piores animações do estúdio. A dança final do Johnny Depp é pura vergonha alheia. Só não se perde muito pelo 3D interessante e a direção de arte belíssima, que levou o Oscar até!
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