quarta-feira, 25 de abril de 2012

GEORGE LUCAS | AMERICAN GRAFFITI – LOUCURAS DE VERÃO

GERAÇÃO GUARANÁ COM ROLHA

Adolescentes graduados do High School vivem grandes aventuras numa viagem de verão, à noite, em 1962 antes de decidirem o que farão de suas vidas. Dirigido por George Lucas algum tempo antes de Star Wars.


American Graffiti é um clássico bacana e mesmo provando posteriormente não entender muito de direção, o criador de Guerra Nas Estrelas, GEORGE LUCAS consegue surpreender com tamanha genialidade (sem compará-lo e nenhum grande mestre do cinema) e graça nesta ágil, "intensa" e divertida fita autobiográfica (as experiências de Lucas com carros na adolescência. Queria também ser piloto de corridas, mas depois de um grave acidente mudou os rumos de sua vida). O filme foi um sucesso inesperado de bilheteria e gerou inúmeras imitações. Revelou grandes nomes do cinema americano e ainda é nostálgico para aquela geração que tomava guaraná e abria com cuidado por causa da pressão (fico imaginando como era abrir um refrigerante com rolha como uma champagne e ser feliz saboreando o refri. Por mais que minha Avó explique como era não consigo obter uma imagem concreta).

Welcome to 1962....e a nostalgia dos anos 50!

Foi indicado ao Oscar: Melhor Filme, Diretor, Roteiro, atriz coadjuvante (CANDY CLARK) e Montagem (a veterana VERNA FIELDS e a esposa de Lucas na época, Marcia).  A fita foi produzida e fortemente ajudada por FRANCIS FORD COPPOLA (na época Lucas era conhecido como o seu protegido – foi diretor assistente de algumas fitas de Coppola e produzia Making –of de suas produções). Além de ser co-autor do roteiro original, também escrito pelo casal WILLARD HUYCK e GLORIA KATZ (os mesmos de INDIANA JONES e o Templo Da Perdição e HOWARD: O Super Herói).

É basicamente um rito de passagem, a típica história de jovens formandos que resolvem passar algum tempo juntos antes de ir para a faculdade num tempo ainda careta. Evidente que neste tipo de premissa a comédia teen é a força motriz e Lucas consegue extrair isso do elenco de maneira interessante. A virtuosidade técnica é outro ponto alto e neste gênero Lucas foi praticamente precursor no tipo de humor juvenil que viria a seguir. Só que o charme e diferencial de “Loucuras de Verão” (como é chamado aqui no Brasil) são justamente o desfile de carros clássicos e de uma charmosa trilha sonora que não para. A música é tocada como em uma rádio durante toda a projeção. Fica em BG até mesmo durante os diálogos e nos momentos de maior excitação, aventura e ação (sobretudo nas corridas, os chamados rachas) o volume é acrescido. Lucas sem querer querendo, injetou um estilo que seria utilizado nas comédias de costumes da televisão americana (ex.: Dias Felizes - Happy Days) dirigida por Gary Marshall entre 1974-84 e estrelada por RON HOWARD, que também atua em “American”, é um dos mocinhos e na sua época de ator mirim era conhecido como Ronny. Ou seja, tanto o filme como este estilo de seriado retratava os jovens como sonhadores, inocentes e ao mesmo tempo rapazes e moças explodindo hormônios e totalmente despreocupados com os problemas do mundo, ainda mais em um país como os Estados Unidos que sempre recrutou jovens para a disciplina e mesmo para o universo da Guerra (na época que se passam essas histórias ainda estava para explodir a Guerra do Vietnã, por exemplo).


Os atores impressionam bastante, sobretudo o mais velho RICHARD DREYFUSS como Curt, mas o queridinho Ronny (Ron Howard) faz bem o típico rapaz de boa família que não avança o sinal com a namorada, a ótima CINDY WILLIAMS (que fez teste para ser a Princesa Léia). A figura do sumido ator PAUL Le MATT é interessante, já que à primeira vista o seu personagem possa parecer o vilão-teen, aquele encrenqueiro transviado com o seu jeito bad boy cheio de brilhantina, mas ele se revela um sujeito doce com os amigos e esta pronto para ajudar sempre, do seu jeito, dando porrada nos marginais que mexem com seu amigo nerd, o também futuro diretor CHARLES “Charlie” MARTIN SMITH como Terry (ator conhecido pelo papel em OS INTOCÁVEIS de Brian De Palma).


A indicada Candy Clark também esbanja simpatia como Debbie, com o estilo clássico de garçonete de Drive-In. As participações especiais também fazem do segundo filme de Lucas (o primeiro foi a ficção-científica cold THX:1138 [1971], baseado em um curta metragem estudantil) um ótimo aglomerado de personalidades carismáticas como o DJ de rock ´n´roll, WOLFMAN JACK (1938-1995), uma lenda da rádio e das discotecas da época, e até mesmo em papéis menores, porém em destaque, estrelas como JOE SPANO (de Apollo 13 e As Duas Faces de Um Crime) e a loira SUZANNE SOMERS que aparece no T-Bird e enlouquece o pobre Rich Dreyfuss, são notáveis. KATHLEEN QUINLAN (creditada como Kathy Quinlan – conhecida em alguns filmes de Ron Howard diretor e de outros papéis como em The Doors de Oliver Stone) faz seu primeiro e pequeno debut no cinema. 


Mas ninguém poderia imaginar que um garoto de chapéu de vaqueiro chamado HARRISON FORD, ex-carpinteiro na vida real antes de ingressar ao estrelato, como Bob Falfa, um corredor de rachas que arranja confusão, com um jeito nada promissor, acabar se tornando  em um futuro astro. De todo o cast foi o que mais deu certo. 

As produções de Lucas foram uma benção na carreira do futuro Han Solo e Indiana Jones.

Portanto, esta mistura boa de uma juventude ávida pela vida e esbanjando talento no momento certo, trouxe a energia que o filme desejava alcançar, uma comédia com discernimento já que teve um olhar veterano do cinematógrafo HASKELL WEXLER, o primeiro mentor de Lucas em sua jornada cinematográfica. Wexler supervisionou o trabalho dos jovens neste filme como consultor visual.


Foi filmado nas cidades de Modesto (onde Lucas nasceu) e San Rafael, na Califórnia e era verdade que existia a tradição que é mostrada no filme, de atravessar pela rua principal e fazer as estripulias da juventude como sair gritando asneiras com a cara para fora da janela do carro e até mesmo fazer gracinhas do tipo: colocar o traseiro nu e diversos outros gestos obscenos, mas também eram comuns as paqueras, o consumo de bebidas alcoólicas às escondidas e borrifar espuma nos carros dos colegas baderneiros.


A trilha sonora era inicialmente composta por cerca de 80 clássicos do Rock das décadas de 1950-60, mas o orçamento impediu que Coppola pagasse o suficiente para obter todas as licenças, assim o filme foi reduzido a 45 músicas (lembrem-se disso: a trilha rola durante o filme inteiro). As canções do rei Elvis Presley, por exemplo, acabaram ficando de fora. O maior sucesso da fita ficou com o clássico hit “Rock Around The Block” que o chefe de estúdio da Universal na época, NED TANEN sugeriu a Lucas que mudasse o nome do filme para o mesmo da música de abertura. Outro nome foi cogitado como: “Another Slow Night In Modesto”. E por falar em Tanen, este cara foi um obstáculo chato durante a prévia exibição do filme. Primeiro acontecimento na vida profissional de Lucas que o fez pensar sabiamente em largar qualquer sindicato e se tornar independente do sistema de Hollywood. O filme chegou a ser inspecionado diante uma platéia jovem numa pré-estréia (geralmente conhecido como exibição-teste), depois da projeção, Tanen surpreendeu o produtor Coppola com uma reação negativa ao filme (apesar de a platéia ter apreciado a fita) em um conversa que se tornou lendária e disse ao Francis que eles não deveriam JAMAIS exibir o filme nos cinemas. Irritado com a posição de Tanen, Coppola ofereceu comprar o filme da Universal caso se realmente o estúdio não quisesse distribuí-lo (e já estava com os cheques em mãos). Coppola afirma que Lucas não se envolveu na discussão e ficou observando em um canto chocado. O acordo entre Coppola e Tanen foi que o filme só seria lançado se eles deixassem que o estúdio interferisse em alguns pontos, modificando-o, fato que deixou Lucas infeliz, mas que graças a Coppola e sua força de expressão, sim, salvou a carreira de um aspirante a cineasta por mais que ele não tenha gostado (o engraçado é que é o filme na qual Lucas nunca mexeu posteriormente). 


Depois de tanta confusão dentro e fora da tela, AMERICAN GRAFFITI se tornou em um filme lucrativo. Pois é, o filme de um ainda desconhecido e apadrinhado garoto o protegido do Poderoso Chefãoevidente que me refiro a Coppola Co. - George Lucas, acabou calando a boca dos chefões de estúdio tornando-se um dos acontecimentos mais lucrativos naquele momento (o terceiro filme mais popular em 1973) e até hoje é discursivo e um fato isolado na filmografia do diretor. Teve os melhores elogios da crítica e as indicações aos prêmios da Academia comprovam isso. Tal acontecimento que permitiu Lucas prosseguir com um sonho ainda mais ousado, em um fenômeno galáctico que se chamaria Star Wars.


Teve uma continuação: AMERICAN GRAFFITI – E A FESTA ACABOU (More American Graffiti, 1979) dirigido por Bill L. Norton fazendo uma reunion da turma, mas sem Harrison Ford! É um daqueles filmes produzidos em um período péssimo de George Lucas (as Executive Producer) e Ron Howard bem mais velho atuando! A Universal laçou um Pack com ambos os filmes: Coleção American Graffiti.

Pode até parecer um filme bastante antiquado para a turma de hoje em dia, no entanto, “Loucuras de Verão” é a inocência de uma época, de uma modesta cidade americana e é um filme que consegue ecoar romanticamente o mundo dos jovens. 



EUA – 1973
AVENTURA-ROMANCE-COMÉDIA
WIDESCREEN
112 min.
COR
14 ANOS
Coleção American Graffiti
UNIVERSAL
✩✩✩ BOM




UNIVERSAL APRESENTA
Uma Produção
LUCAS FILM LTD./COPPOLA CO.
American Graffiti
Estrelando:
RICHARD DREYFUSS   RONNY HOWARD
PAUL LE MAT   CHARLIE MARTIN SMITH
CANDY CLARK   MACKENZIE PHILLIPS   CINDY WILLIAMS
E WOLFMAN JACK
Co-estrelando:
BO HOPKINS   HARRISON FORD   MANUEL PADILLA JR.
E FLASH CADILLAC & THE CONTINENTAL KIDS
Consultor Visual HASKELL WEXLER Colorido por TECHNICOLOR®
Diretores de Fotografia
JAN D´ALQUEN. RON EVERSLAGE
Montagem VERNA FIELDS. MARCIA LUCAS
Edição de Som WALTER MURCH
Elenco por FRED ROOS e MIKE FENTON
Assistente de produção BEVERLY WALKER
Consultor de Design AL LOCATELLI
Direção De Arte DENNIS CLARK
Figurinos AGGIE GUERARD RODGERS
Produzido por 
FRANCIS FORD COPPOLA
Co-produtor GARY KURTZ
Escrito por
GEORGE LUCAS
GLORIA KATZ & WILLARD HUYCK
Dirigido por
GEORGE LUCAS

American Graffiti ©1973 Lucas Film Ltd. / Coppola Co. Production 
UM FILME UNIVERSAL An MCA Company

15 comentários:

Cleidson Lourenço disse...

Tenho simpatia pelo gênero, sendo um trabalho de George Lucas, acho que vou dar uma conferida, com certeza! Belo texto, me fez ficar com vontade de dar uma espiadinha, rsrsrs.

Thiago Silva disse...

Boa, Rodrigo. Lucas é um caso curioso como diretor. Esse ainda não vi, mas concordo quando você diz que ele não entendia tanta coisa assim dessa função, ainda que tenha sido capaz de criar obras que marcaram a sétima arte. Parabéns pelo objeto de estudo!

renatocinema disse...

Único filme do mestre que ainda não assisti.

Jefferson C. Vendrame disse...

Grande Rodrigo, como esta?
Passada minhas tempestuosas semanas de prova, estou de volta...

Cara confesso que já peguei esse filme na mão umas 22145812144 vezes quando vou as lojas americanas e sempre acabo não o levando porque acho outro mais bem posicionado em minhas preferencias. Gosto muito de filmes que se passam nos anos 30,40 e 50, geralmente a trilha sonora é impecável, inclusive a trilha de American eu tenho em casa e realmente só confirma minha tese.
Vou procurar compra-lo logo para guarda-lo lado a lado com outro mais ou menos dentro do mesmo contexto - A última Sessão de Cinema, que já possuo e é ótimo...

Grande abraçooo

Jefferson C. Vendrame disse...

HITCHCOCK VIRO UM FILME? Com Anthony Hopkins? Também quero ver...

Hugo disse...

É uma ótima reconstituição da América nos anos 50, com personagens interessantes e uma clara nostalgia do diretor.

Abraço

Unknown disse...

Talvez um dos filmes que mais assisti na infância. Tinha um primo qua era alucinado pelos carros desse filme. Como Hugo bem disse, um filme que representa o espirito dos anos 50, dos quais Lucas tem muito apreço. Otimo texto. Grande Abraço.

Gilberto Carlos disse...

Grande lembrança a de American Graffiti. Na época em que George Lucas não era tão famoso e Harrison Ford era um quase figurante.

ANTONIO NAHUD disse...

Um filme super divertido. Revi um dia desses e gostei ainda mais.

O Falcão Maltês

J. BRUNO disse...

Ainda não assisti, fiquei curioso pois gosto deste clima nostálgico e da "inocência" deste tipo de produção... fiquei imaginando a trilha sonora, pelos seus comentários, mesclada às cenas em que as máquinas, que estão nas fotos que você postou, desfilam nos rachas, deve ser fantástico!

Alan Raspante disse...

Não sabia que o filme tinha feito tanto sucesso e que muito menos contava com o Ford, rs

Fiquei com vontade de ver!

Alysson disse...

Adorei a analisee o filme me parece ser muito interessante vou procurar pra assistir e muito bom os filmes do george lucas

Paulo Telles disse...

Nobre Rodrigo, parabéns pela postagem com análise bem acurada sobre esta obra inicial de Lucas. Embora não seja um de meus favoritos, tenho que reconhecer que é uma obra prima.

Forte abraço amigo

Paulo

Rodrigo Mendes disse...

Cleidson: Obrigado pela presença e parceria! Acredito que irá apreciar o filme. Confira!

Thiago: Lucas é um ótimo objeto de estudo e análise, rs! O cara como empresário é bem mais eficiente do que como produtor, roteirista e diretor, ainda assim realizou este, depois Star Wars e Indiana Jones!

Renato: Assista brother!

Jefferson: "A Última Sessão De Cinema" é bem diferente de American Graffiti, mas ambos são de uma época onde os jovens consumiam refrigerantes com rolha...se é que me entende, simbolicamente falando. A fita de Lucas é um clássico moderno. Dê uma chance, assista mesmo!

E, sim, o mestre esta virando filme. Os fãs salivam...

Hugo: De fato, se passa em 62, mas a nostalgia de Lucas se volta na sua infância e adolescência em Modesto nos anos 50. O filme também mostra o início dos anos 60, mas a geração é mais típica da década anterior.

Celo: Obrigado. Seu primo tinha um ótimo gosto. Valorizo os carros desta época, acho demais. Relíquias!

Gilberto: Este filme ajudou a carreira de ambos...de Harrison então nem se fala, o cara só colheu frutos com Lucas!

Antonio ;)

Bruno: Gostaria de ler uma postagem sua sobre este filme. Vai gostar;)

Alan: ASSISTA! Ford faz uma ponta, mas é impossível não notá-lo neste filme.

Alysson: Obrigado dude!

Paulo: Obrigado meu nobre amigo blogueiro. Este filme acabou se tornando um ícone e Richard Dreyfuss teve que morder a língua por criticar este trabalho, rs!

Obrigado
Abraços pessoal!

Unknown disse...

Hora da confissão.... Acredita que nunca vi?!

;P

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