terça-feira, 10 de abril de 2012

QUENTIN TARANTINO | JACKIE BROWN

LONG TIME WOMAN

O MELHOR DE Q.T.  PARTE III


Comissária de bordo negra torna-se bode expiatório da polícia em uma trama ardilosa que envolve um perigoso traficante de armas. Assim sendo, ela passa a jogar nos dois times e com isso ganhar sua liberdade e lucrar uma boa quantia em dinheiro: meio milhão de dólares que ela transporta do México para os Estados Unidos. Baseado em livro de Elmore Leonard.

Uma caça a um tesouro milionário com uma quadrilha de anti-heróis dispostos a jogar com tudo e sem nada a perder! JACKIE BROWN é mais uma fita ótima do gênero policial adaptada e dirigida pelo vulcão de talento que surgiu nos anos 90: QUENTIN TARANTINO, que depois de seus aclamados filmes: CÃES DE ALUGUEL (1992) e PULP FICTION (1994) esteve de volta a boa forma entrando em erupção novamente depois de algum tempinho adormecido. E já era tempo de voltar a postar Q.T. no Cinema Rodrigo!


Pode-se dizer que Tarantino foi vítima de dois primeiros sucessos extremamente copiados e o mais engraçado é que ele próprio assume ter roubado ideias alheias e reciclado vários gêneros da sétima arte para criar suas histórias. Graças a “Cães” e principalmente “Pulp” que venceu o Oscar de Roteiro Original e foi aclamado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes, o gênero se tornou discursivo em Hollywood naquela década. Assim, muitas outras obras primas apareceram, como o excelente LOS ANGELES – CIDADE PROIBIDA (L.A. Confidential, também de 1997 dirigido por Curtis Hanson) citando apenas o principal. 

Tarantino, o próprio, passou a reciclar antigas ideias desenterrando, por exemplo, roteiros antigos como “Um Drink No Inferno” (1996) para o amigo Robert Rodriguez e projetos sem grande repercussão como “Grande Hotel” (1995 – um filme episódico). Graças ao projeto “Jackie”, baseado no livro RUM PUNCH (“Ponche de Rum”) do escritor ELMORE LEONARD (o mesmo autor de KILLSHOT – Tiro Certo, 2008, fita que Tarantino foi o patrocinador [Quentin Tarantino Apresenta – Produzida pelo sócio do diretor LAWRENCE BENDER] e o Western: ‘OS INDOMÁVEIS’, 2007 de James Mangold, que dirigiu o filme baseando-se em um pequeno conto do romancista) que o jovem cineasta, ex-balconista de Vídeo-locadora, voltou com tudo e trazendo de volta velhos ídolos do cinema!

Foi a primeira vez que Quentin pegou um material totalmente completo, já escrito, e desenvolveu em uma adaptação cinematográfica. Faria isso novamente, de certa forma, em sua obra-prima: BASTARDOS INGLÓRIOS (Inglorious Basterds, 2009). Título e enredo de um filme dirigido pelo italiano ENZO G. CASTELLARI em 1978 com Bo Svenson e Fred Williamson. Premissa quase igual, durante a Segunda Guerra Mundial contra os nazistas em 1944 e que recebeu este título pelos americanos e também no Brasil, mas na verdade chama-se: “O Expresso Blindado da S. S. Nazista” (Quel Maledetto Treno Blindato). Inclusive saiu pela CULT CLASSIC disponível para a venda. Recomendo!

...JACKIE BROWN ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim em 1998 (Melhor Ator: Samuel L. Jackson). Teve duas indicações ao Globo De Ouro (Ator: Samuel e Atriz – Pam Grier) e apenas uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Robert Forster.

A obra de Leonard é interessante e que com a explosão Tarantino fez com que cineastas como Barry Sonnenfeld (O NOME DO JOGO, Get Shorty, 1995) e Steven Soderberg (IRRESISTÍVEL PAIXÃO, Out of Sight, 1998), explorassem o máximo de seus talentos para adaptar para as telas as respectivas obras do autor. SCOTT FRANK (Minority Report, Marley e Eu, O Vigia), foi o roteirista responsável por ambos os filmes, mas ele não chegou a ter uma visão mais cool e cinéfila como Tarantino, que em minha opinião, foi mais feliz ao dirigir e escrever “Jackie”. Até porque o filme é mais interessante por várias razões, sobretudo a mais importante: por ressuscitar a carreira da atriz negra PAM GRIER a lendária sexy black woman que surgiu na década de 1970 no cinema blaxploitation, principalmente pela fita FOXY BROWN (1974) do diretor-roteirista JACK HILL  sobre uma mulher gostosa, negra, pele de pêssego, cabelo black power, que aceita um emprego como prostituta da alta sociedade, com o desejo de se vingar dos mafiosos que mataram o seu namorado. Com o seu charme ela conseguia o que almejava mesmo tendo que aguentar os cafetões nojentos exploradores. Pam tinha estilo, ousadia e marcou época com esta antológica personagem. É do gênero ação com aquele tom de filmes de exploração e que teve no elenco principal artistas afros americanos como Antonio Fargas e Terry Carter, além de trazer uma trilha sonora musical marcante como a de Willie Hutch (1944-2005) e outros artistas negros da época. É uma delícia apreciar sua arte.

Tarantino faz uma bela hibridização do estilo policial e violento de Leonard, com a fita de Hill em todos os sentidos. Começando pelo título JACKIE BROWN referindo-se a Pam como ‘Foxy Brown’ e até mesmo usando a mesma fonte da titulagem do filme de 74. Convida o ator do longa original, SID HAIG ( de KILL BILL Vol. 2) para fazer uma participação em uma ponta como o juiz que dá a sentença final a Jackie dizendo a quantia de sua fiança. Além de obviamente, usar na trilha musical, canções do universo black: The Delfonics (Didn´t I Blow Your Mind This T), Brothers Johnson, Randy Crawford comStreet Life e outras surpresas como Johnny Cash. E ainda: “Lether To The Firm” (da trilha de Foxy Brown), Bobby Womack (Across 110th Street – tema do filme) e a estonteante Pam cantando “Long Time Woman”, ou seja, Tarantino com sua apurada seleção musical consegue acertar o alvo fazendo de seu filme uma das mais adoráveis sessões policiais daquele ano. Simplesmente tenho grande predileção pela trilha sonora de “Jackie Brown” e acho que é de longe a mais bem selecionada por Tarantino em toda sua obra.

O filme conta a história de Jackie Brown, uma aeromoça negra de meia idade que fica contrabandeando dinheiro para o seu “patrão” quando volta de suas viagens comerciais na companhia aérea onde trabalha, a pior de todas, segundo o filme. Felizmente para ela, dois policiais estão dispostos a livrar sua cara (depois que foi pega em flagrante por transportar droga e dinheiro ilegal – a cocaína ela nem sabia que estava no envelope com a grana) e, se juntando a ela, ambos estão dispostos a prender o verdadeiro traficante de armas, um sujeito ameaçador e perigoso que mata sem piedade qualquer um que cruze o seu caminho, até mesmo os amigos. Quando ela é presa, sua fiança é paga e é quando ela conhece o fiador que acaba se apaixonando perdidamente por aquele mulherão e decide então ajudá-la nesta jogada. Mas têm mais dois sujeitos, amigos do bandido barra pesada, que também estão na trilha do meio milhão de dólares, uma garota surfista e um bocó mais velho que acabou de sair da prisão. Eis um filme ótimo e com um elenco de primeira. 

Além da bela PAM GRIER, entra em cena o grande SAMUEL L. JACKSON, um dos meus atores prediletos do universo Tarantino. Como Ordell Robbie, o traficante, ele esta esplêndido. Folgado, engraçado e completamente cruel. Outro ator que foi ressuscitado é ROBERT FORSTER, de clássicos como: A NOITE DA EMBOSCADA (The Stalking Moon, 1969) de Robert Mulligan. Ele é o agente de fianças Max Cherry, que fica caidinho por Jackie (aliás, é um dos poucos romances nos filmes do Tarantino. Voltou com o assunto em Kill Bill Vol. 2 de um jeito ou de outro era este o clima entre a Noiva e o Bill). Forster esta completamente relaxado neste grande papel e continua magnificamente com o seu jeito habitual. Outro excelente exemplo de “atores-fetiche de Taranta” que querem retornar ao cinema e são sucedidos. Ele e Pam são as cerejas deste bolo. E o resultado pode ser visto na avalanche de trabalhos que o casal passou a interpretar depois do filme. Mesmo que tenham feito filmes ruins, mas é válido estar nos holofotes novamente depois de um bom tempo no esquecimento. 

Outro que esta bem e que retorna (ou melhor, deseja retornar e é capaz de perder o galantismo) é MICHAEL KEATON, no papel do agente federal Ray Nicolette, que retorna no mesmo personagem em uma participação sem créditos no filme “Irresistível Paixão”. Outra figura interessante e quase decadente é a gatinha de praia BRIDGET FONDA vivendo a loira e drogada Melanie Ralston, uma moça que usa anéis nos dedos dos pés e pretende roubar Ordell ficando com a grana, ela que é uma das inúmeras vadias que o bandido sustenta. Mas nada neste elenco se compara ao grande ROBERT DE NIRO que resolveu pegar um papel invisível e que nada tem a ver com aquele tipo que ele construiu na carreira, principalmente nas fitas clássicas de Scorsese. De Niro é Louis Gara, um comparsa de Ordell que já foi perigoso, mas que depois de ter sido preso em um frustrado assalto a banco, acabou ficando esquisito e meio tapado. É realmente impressionante e de tirar um sarro de De Niro neste papel, um homem que já foi tão feroz em filmes da máfia, de repente sentando no sofá fumando maconha e sem qualquer ambição, com dificuldades de responder e atender ao telefone. Diria no mínimo genial. Grande De Niro! 


Ainda tem a aparição do engraçado CHRIS TUCKER (da série A Hora Do Rush) vivendo um bandido pé de chinelo que atrapalha Ordell: Beaumont Livingston. Sua participação é também muito engraçada e descontraída, adoro e dou altas risadas com o jeito falante de Tucker.

A parte técnica também é outro brinde. A fotografia é do mexicano GUILHERMO NAVARRO (das fitas de Del Toro) que consegue criar um ambiente noturno maravilhoso com todo aquele Néon no interior dos bares de Los Angeles. A eficiente montagem é da querida e saudosa SALLY MENKE (1953-2010) que sempre editou os filmes de Tarantino e que creio eu, fará muita falta em “Django”. Aqui ela segue uma direção mais linear sem repetir a mesma fúria de Kill Bill e a fórmula de Pulp Fiction, apesar de “Jackie” trazer momentos incríveis nos vários pontos de vista na última troca de sacolas no Shopping, ritmada por um excelente timing através também do ótimo roteiro, elenco e trilha musical.  O filme também intercala na edição complemento de falas e explicações do enredo durante outras situações numa única cena. Muito bom! 

Algumas curiosidades são notáveis no filme. A cena de abertura e entrada de Jackie mostra a comissária prestes a embarcar e a câmera vai acompanhando-a em uma esteira ou escada rolante. Parece-me uma referência a Dustin Hoffman em “A Primeira Noite de Um Homem” (The Graduate, 1967, Mike Nichols) ou uma besta coincidência. Só sei que a cena tem artifícios idênticos: o personagem principal filmado da cintura para cima em perfil, durante os créditos iniciais e uma música de complemento.

Quando Robert Forster sai de uma sala de cinema, em uma cena do filme, a música que pode ser ouvida da sala é a mesma para os créditos finais de “Jackie Brown”. Trata-se de “Monte Carlo Nights” de Tiki Gods e Elliot Easton, portanto é mais uma seleção alheia e não uma trilha original e foi assim mesmo que Tarantino criou um estilo ousado e particular, usando, por exemplo, outras obras como “Surf Rider” do grupo de rock The Lively Ones e músicas de Morricone para identificar seus filmes.

A atriz MIRA SORVINO que namorava Quentin na época pode ser vista em uma cena sem foco sentada no tribunal no momento em que Jackie recebe a sentença. Foi ideia do próprio Samuel L. Jackson usar cabelo comprido rabo de cavalo e cavanhaque trançado, dando um look mais asqueroso em seu personagem. Inicialmente Stalonne estava cotado para o papel que acabou com De Niro e JOHN TRAVOLTA era a primeira escolha para viver o detetive Ray e no papel de Max Cherry estavam na lista de Tarantino: Paul Newman, John Saxon (conhecido mais pela série “A Hora Do Pesadelo”) e o grande Gene Hackman

Aqui Tarantino não trabalha como ator, graças a Deus, mas faz uma participação sendo a voz da secretária eletrônica de Jackie. A sequência em vídeo de “Garotas Que Adoram Armas” é hilária, uma concepção de Tarantino que entra como se fosse uma metalinguagem no filme. Foi escrita e dirigida por outro, no caso aqui NORM HVAM e produzida por STEVE JOYNER. É como em “O Orgulho Da Nação”, aquele filmeco em preto e branco que aparece em “Bastardos”, dirigido por Eli Roth.

Diálogos rápidos, histéricos, cheio de gírias locais e brilhantemente concebido por Tarantino, que continua a fazer referência ao cinemão: “Todo negrão quer ser ‘O Matador’.” Refere-se ao (The Killer, 1989) de John Woo! Assim, JACKIE BROWN, com a voluptuosa PAM GRIER, que dá a volta por cima em todos os envolvidos, o sonho de muitos homens, esta fita continua brilhante e atual. 


EUA – 1997
POLICIAL
FULLSCREEN
154 min.
COR
18 ANOS
IMAGEM FILMES
✩✩✩✩ 

 MIRAMAX FILMES 
APRESENTA

A BAND APART

UM FILME DE 
QUENTIN TARANTINO

Pam Grier
Samuel L. Jackson     Robert Forster
Bridget Fonda   Michael Keaton    
& Robert De Niro
Co-estrelando:  Michael Bowen
   Lisa Gay Hamilton    
Tommy “Tiny” Lister Jr.
Hattie Winston    Sid Haig    
Aimee Grahan

& Chris Tucker as Beaumont Livingston”

Elenco por
JAKI BROWN. ROBYN M. MITCHELL
Figurinos MARY CLAIRE HANNAN 
Editora SALLY MENKE
Diretor de Arte DAVID WASCO
Co-produtor PAUL HELLERMAN
Diretor de Fotografia GUILHERMO NAVARRO
Baseado no livro “Rum Punch 
de ELMORE LEONARD
Produtores Executivos
BOB WEINSTEIN. HARVEY WEINSTEIN
RICHARD N. GLADSTEIN. ELMORE LEONARD
Produzido por
LAWRENCE BENDER

ADAPTADO PARA A TELA 
E DIRIGIDO 
POR
QUENTIN TARANTINO
Jackie Brown ©1997 Miramax Films/A Band Apart

8 comentários:

Júlio Pereira disse...

Rapaz, você gosta mesmo, em?! Acho um dos mais fracos co Tarantino, com ritmo mais lento, mais chatinho. Ainda sim, compensa por ótimos diálogos, uma resolução brilhante e um De Niro espetacular - que nos faz tanta falta hoje em dia. Dos anos 90, fico com Pulp Fiction.

Unknown disse...

Parabéns pelo resgate dessa obra excelente de Taranta. Jackie é um dos mais estimados por mim. Li um livro chamado "O CINEMA DE TARANTINO" e o escritor (brasileiro e reconhecido como um dos mais entendedores do cinema de Tarantino) afirma com todas as letras q Jackie Brown é o melhor filme de Quentim. Não posso dizer q concordo, mas ele aponta bons argumentos. Não sei se notou, mas apesar de se passar em L.A., toda a ação de Jackie Brown se passa de dia e em lugares pouco glamourizados, já q estamos falando de L.A. Parece q a intenção era amostrar o q acontece nos arredores daquela cidade. Se pensarmos bem, é até um filme mais redondo do que Pulp e Cães, não tem tantas digressões e nem cenas de cotidiano, a qual os 2 primeiros filmes tem tanto apreço. Tenho uma teoria q Tarantino demorou tanto a fazer Jackie pq estava em dúvida de que maneira iria abordar o material, até por ser uma adaptação, algo que seria novidade até então. Enfim,um dos melhores filmes daquele ano e dos anos 90. Trilha sonora fodastica tb! Tenho ela original! Alias, tenho todas do Tarantino originais. Um muito boa tb é a de Prova de Morte, tem umas canções sensacionais.

Viva Tarantino!

Abs!

renatocinema disse...

O trabalho de Tarantino com menos impacto, porém, isso não quer dizer que seja ruim. Ainda é acima da média.

Gosto do filme, da trilha, do roteiro. Mas, acho que está longe de ser um clássico como as outras obras do mestre da violência moderna.

Reinaldo Glioche disse...

Grande Rodrigo! Fazendo justiça ao filme mais subestimado de Tarantino. O elenco é show msm. E eu adoro De Niro nesse papel que vc tão bem contextualizou. E agora tá para rolar uma prequel de Jackie Brown. Pode anotar que a fita de Tarantino vai crescer de tamanho na revisão histórica.
Abs

Amanda Aouad disse...

É o filme mais subestimado mesmo. Mas, parece não ter atingido o brilho dos demais. Gosto muito de alguns momentos desse filme com a cena do revolver e a sequência em que ela sai do provador.

bjs

Alysson disse...

Não posso dizer muito porque nao vi o filme mas particularmente eu gosto muito do trabalho do Tarantino e a sua analise foi muito boa. parabéns pelo post!

ANTONIO NAHUD disse...

O pior Tarantino que vi...

O Falcão Maltês

Rodrigo Mendes disse...

Júlio: Gosto bastante mesmo cara! Já assistiu "Foxy Brown"? Recomendo.
Gosto muito de Jackie por mais que seja mais lento do que os outros do Tarantino.

Celo: Obrigado. Realmente Tarantino não se interessa por glamour quando decide retratar o submundo do crime. Ele foi mais elegante em Baatardos Inglórios, maduro e sofisticado.

Também adoro Jackie! Qual o nome deste autor?

Renato: Eu já considero um clássico!

Reinaldo: obrigado meu caro! Já estou salivando por esta prequel...

Amanda: Estes momentos da Pam Grier são demais e são somente dela! ADORO.

Alysson: Valeu meu caro cinéfilo em Jampa parceiro =)

Antonio: Não acho Antonio...

Bjs pra Nanda!
Abraços aos amigos!

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