quinta-feira, 21 de junho de 2012

JOEL SCHUMACHER | OS GAROTOS PERDIDOS

JUVENTUDE VAMPIRESCA TRANSVIADA

Dois irmãos recém-chegados em uma cidade litorânea estão convencidos de que a área está infestada por vampiros. O mais velho acaba se tornando um deles quando se apaixona por uma garota e o caçula, com a ajuda de dois atrapalhados nerds fanáticos por histórias em quadrinhos e que se dizem caçadores de vampiros, tenta impedir os monstros.


É preciso tentar entender primeiro a carreira do diretor JOEL SCHUMACHER antes de dissertar sobre este clássico da sessão da tarde. Schumacher certamente oscilou na carreira com filmes ótimos, redondinhos e irregulares. Tentou a maioria dos gêneros, apesar de se enveredar mais em projetos comerciais. Conseguiu chamar a atenção com dois filmes cults: O PRIMEIRO ANO DO RESTO DE NOSSAS VIDAS (St. Elmo´s Fire, 1985 que revelava futuras estrelas juvenis como Rob Lowe, Emilio Estevez e Demi Moore), uma versão Yuppie de REENCONTRO, de Lawrence Kasdan e com esta fita, OS GAROTOS PERDIDOS (The Lost Boys, 1987 – produzida por Richard Donner) sobre vampiros adolescentes. Poucos sabem que Schumacher começou uma carreira na moda e chegou a ser figurinista de alguns filmes, o que foi sua incursão no cinema, trabalhando com ninguém menos do que Woody Allen, criando as vestimentas de filmes como: DORMINHOCO e INTERIORES! Também escreveu roteiros, um para o saudoso SIDNEY LUMET no cult musical O MÁGICO INESQUECÍVEL e outro para Michael Schultz (Car Wash). Livrando-se das drogas e da vida agitada de Hollywood, Schumacher teve bons momentos na década de 80, se dedicando em alguns filmes bem sucedidos e se dando muito bem com a estrela Julia Roberts em duas fitas: LINHA MORTAL (1990) que acho ótimo e o romance TUDO POR AMOR (1991). Produzia com mais frequência e qualidade nesta época. Por fim, teve seu apogeu com uma indicação no Festival de Cannes com o filme UM DIA DE FÚRIA (1993) com Michael Douglas, outro filme que ficou no imaginário popular; sobre um homem com problemas psicológicos que fica estressado em um dia quente, aliás, ótima interpretação de Douglas. No entanto, começou a maré de azar na metade da década de 90, tentando ressuscitar a franquia do homem-morcego BATMAN em dois péssimos filmes carnavalescos (extremamente gays e estereotipados): Batman Eternamente (1995) e principalmente o framboesa do ano Batman & Robin (1997). Tentou renovar a carreira e fazer esquecer abominações como 8MM, aquela fita bizarra com Nicolas Cage. Com isso fez filmes menores como NINGUÉM É PERFEITO (Flawless, 1999 com Robert De Niro e Phillip Seymour Hoffman) um drama sobre uma Drag Queen, que dá aulas de canto para um policial doente e preconceituoso. Um filme subestimado que acabou não dando certo, assim sendo, lançou a carreira de Colin Farrell rodando filmes mais radicais como TIGERLAND – A CAMINHO DA GUERRA (1999 – rodado em 16 mm) e fazendo uma fita inteiramente passada numa cabine telefônica!

Bom, fez o musical do amigo Andrew Lloyd Webber – O FANTASMA DA ÓPERA – em 2004, um sucesso nos palcos que há muitos anos planejava fazer um filme. Eu gostei. Este é Schumacher, um diretor de filmes esquecíveis (como o recente: REFÉNS) e outros nem tanto... 

é o caso deste terror teen com gosto de leite condensado que a minha geração, sem a menor dúvida, curtiu nas tardes em casa depois da escola.

Meu primeiro contato com “Os Garotos Perdidos” foi com a trilha sonora musical, que trazia versões oitentistas de clássicos do rock como People Are Strange dos THE DOORS, cantada por Echo and the Bunnymen. Além é claro de; Cry Little Sister, o tema do filme, interpretado por Gerard McMann. Tendo ainda a banda animal INXS com Jimmy Barnes e ainda; Roger Daltrey e dentre outros. Nostalgia lembrar-se das horas que passava ouvindo no meu discman, pois ainda não sou do tempo do toca fitas! Ou seja, um colegial que já gostava de cinema, mas que estava conhecendo melhor as bandas de rock de gerações antepassadas. Quando fui conferir o filme em uma tarde na TV já estava bem íntimo deste universo, graças às canções fodásticas. O que posso dizer da fita? É um trabalho redondinho, entendo porque fez sucesso e se tornou tão cultuado já que a estética adotada por Schumacher é extremamente estilizada: na escuridão, na névoa, os voos dos rapazes são sugeridos pelo ponto de vista deles (a câmera) e apesar de um filme de estúdio (a Warner Brothers que chegou a ficar espantada com a bilheteria), tudo é realizado com o mínimo de grandiosidade, a sofisticação esta na qualidade de filmes de baixo orçamento.


A premissa não poderia ser mais simples e típica de um filme sobre adolescentes. Uma mãe e mulher divorciada (a sempre ótima DIANNE WIEST, conhecida por alguns filmes de Allen e pelo papel da ‘senhora Avon’ em Edward, Mãos de Tesoura de Tim Burton) esta de mudança e volta para a sua cidade natal para viver ao lado do pai (o veterano BERNARD HUGUES 1915-2006 no papel do Vovô) numa pacata cidade no litoral da Califórnia. Obviamente que mudanças do gênero é um problema para qualquer adolescente. Seu filho mais velho, Michael (JASON PATRIC - que não emplacou tanto na carreira de galã, mas era bonito) fica meio entediado com o lugar e não tem muito o que fazer, já que eles estão se adaptando justamente na época do típico verão americano, as férias escolares. O mais novo, Sam, um dos Coreys, COREY HAIM (1971-2010 - mais um ator mirim e adolescente que se envolveu com drogas) é mais tranquilo com relação à mudança e procura se acostumar logo com o lugar. 


Com o tempo ele fica amigo de dois meninos estranhos que trabalham em uma loja de revistas em quadrinhos: Edgar Frog, o sempre ótimo COREY FELDMAN e Alan Frog, o desconhecido em outros filmes, JAMISON NEWLANDER. Eles tentam convencer o novato a ler HQ´s de vampiros para sua própria proteção, mesmo o garoto admitindo não ser fã de quadrinhos de terror. 

Numa noite, Michael conversa com uma garota, Star (JAMI GERTZ) e acaba trombando com uma gangue de motoqueiros arruaceiros noturnos liderados por David (KIEFER SUTHERLAND, hoje mais lembrado como Jack Bauer do seriado 24 HORAS). 

Michael acaba cedendo as provocações dos marginais e bebe um sangue lá que... enfim, o transforma parcialmente em vampiro (mas precisa de um tempo para ser totalmente uma criatura das trevas).

É uma história bacana, sem muitos rodeios e que usa os arquétipos populares dos vampiros, o diferencial é que o filme pretende ser uma mistura de JUVENTUDE TRANSVIADA com DRÁCULA clássico. A violência também é estilizada já que o material atinge certo público, embora a apelação seja mais voltada para uma galera entre os 15, 16 até 18 anos que certamente irá curtir o filme e sabemos que nesta faixa de idade a inocência praticamente é nula com relação à sexualidade e violência. Quanto à sexualidade? Bom, tem uma cena boba entre o casal apaixonado transando (ou fazendo ‘amor’) que é naturalmente clichê, ainda mais ao som de Cry Little Sister. Porventura o filme é saborosamente concebido justamente para ser previsível e este gosto é de puro alho!


As cenas de ataques são poucas, provavelmente a mais explícita é quando a gangue mostra para o herói como eles se alimentam, atacando uma turminha que esta se divertido ao redor de uma fogueira no meio da noite. Momento pelo qual esperamos pacientemente para ver os clássicos dentes. A maquiagem é até assustadora. O roteiro tem de fato várias inverossimilhanças, só para exemplificar uma delas, é saber que foram cometidos tantos assassinatos e desaparecimentos misteriosos na região e nem sequer ninguém suspeita daqueles meninos que aprontam todas as noites em um parque de diversões local. Outra tolice é a facilidade que os heróis conseguem matando as bestas aladas (mas o filme não tem cena de transformação à la morcego na qual as criaturas se materializam no roedor com asas ou algo do tipo). 

EDWARD HERRMANN, por exemplo, faz o papel de um homem que pretende se casar com a mãe dos mocinhos. Revela-se o “vampiro mestre” e a descoberta nem é muito inteligente e o cara também nem é muito poderoso. Nada que isso seja um problema, é um tipo de sessão pipoca sem compromissos e divertiu muitos adolescentes da época e depois. A incumbência do filme é dar boas risadas, sentir medinho e zoar. Em outras palavras, tudo é apelativo (no bom sentido) já que a presença de ambos os Coreys ajuda na saliência e frescor desta produção teen (virou moda os dois Coreys estrelarem filmes adolescentes juntos. Este foi o primeiro). Feldman veio de sucessos como SEXTA-FEIRA 13 Partes IV e V, CONTA COMIGO (1986), OS GONNIES (1985) e GREMLIS (1984). Haim já era conhecido por outro clássico das tardes: A HORA DO LOBISOMEN ou BALA DE PRATA (1985- baseado em obra de Stephen King). Depois a dupla inseparável estrelaria outro cultuado filme: SEM LICENÇA PARA DIRIGIR (License to Drive, 1988) escrito especialmente para eles e com direção de Greg Beeman (diretor e produtor de episódios das famosas séries: Smalville, 2001-11 e Heroes, 2006-09).


O título do filme também faz referência a outro tipo de gênero, no caso é uma indicação clara aos amigos de Peter Pan que vivem na Terra do Nunca e que permanecem eternamente jovens. Originalmente os roteiristas JANICE FISCHER (1947-2011- que foi noiva do ator Robert Engund, o eterno Freddy Krueger) e JAMES JEREMIAS (que só escreveu este trabalho), tinham uma ideia totalmente diferente para o filme. Estupidamente seria uma adaptação vampiresca mais infantil com atores mirins ao estilo “Os Goonies”, mas o diretor Schumacher odiou a ideia e recomendou que ficaria muito mais ousado e sexy se o enredo fosse com adolescentes, o que foi sua última palavra. Ou era assim ou ele não faria o filme.


O filme também criou o seu próprio vocabulário como o termo “Vamp Out”, que seria utilizado em séries como BUFFY, A Caça-Vampiros.

Donner seria o diretor do projeto, mas a produção acontecia exatamente no período de gravação de uma pérola policial do cineasta: Máquina Mortífera (outra franquia de sucesso), o que o fez contratar Schumacher para o trabalho. O veterano ator KEENAN WYMAN (1916-1986) de filmes como Dr. Fantástico (1964), seria a escolha original para o papel do avô, mas ele morreu antes da produção começar as filmagens. Depois Donner queria JOHN CARRADINE (1906-1988) que pegou uma época de filmes B na terceira idade. Carradine não pode fazer porque estava extremamente doente. Cogitou-se até mesmo a ideia de escalar o sensacional CHRISTOPHER LEE, o Conde Drácula da Hammer para o papel do vampiro chefe!

Ganhou os prêmios SATURN AWARD que premia o cinema fantástico: Melhor Filme de Terror e Figurinos. Teve indicações para Maquiagem, Ator-Mirim (Haim) e Ator Coadjuvante (Hughes). Feldman ganhou o extinto prêmio Young Artist em 1988 e Haim foi indicado em uma categoria diferente.

Teve duas continuações (que eu nunca vi) lançadas diretamente em vídeo: Lost Boys: The Tribe (2008) e Lost Boys: The Thirst (2010), sempre estreladas por Feldman e imagino a canastrice do resultado, já que ele não é mais um teenager.

Farras. Noitadas. Dormir o dia inteiro. O filme sugere que deve ser divertido ser um vampiro.



EUA- 1987/TERROR/COMÉDIA
WIDESCREEN
97 min./COR
WARNER – edição especial
16 ANOS 
✩✩✩ BOM



WARNER BROS. Apresenta Uma Produção RICHARD DONNER Um filme de JOEL SCHUMACHER
COREY FELDMAN. JAMI GERTZ. COREY HAIM
EDWARD HERRMANN. BERNARD HUGHES. JASON PATRIC
KIEFER SUTHERLAND e DIANNE WIEST
Música de THOMAS NEWMAN Diretor De Fotografia MICHAEL CHAPMAN
Produtor Executivo RICHARD DONNER
Argumento JANICE FISCHER & JAMES JEREMIAS
Escrito por JANICE FISHER & JAMES JEREMIAS e JEFFREY BOAM
Produzido por HARVEY BERNHARD Dirigido por JOEL SCHUMACHER
The Lost Boys ©1987 Warner Bros. Pictures

Confiram a TRILHA SONORA!


8 comentários:

Luís disse...

Confesso que eu tenho muita vontade de assistir a esse filme, mas acho que ainda não o conferi, proque acho que ele me impressionaria mais se eu fosse criança ou mais adolescente. Tenho a impressão que esse filme é como um que se chama "As Cabeças Voadoras" (acho que é esse o nome), que me assustava antes, mas que hoje definitivamente só me faz achar bobinho...

as co certeza ainda irei vê-lo, não há dúvidas.

Alan Raspante disse...

Lembro beeeem vagamente deste filme. Preciso [re]vê-lo o quanto antes. Sei que é divertido, rs

Acho que vou fazer uma maratona com alguns filmes do Joel pra ver quais são bons, rs

abs.

Hugo disse...

Ótimo texto.

O filme é um clássico dos anos oitenta que eu assisti no cinema na época.

A história é interessante, o clima bem legal, a trilha sonora de primeira e o elenco escolhido com perfeição. Inclusive não sabia as possíveis escolhas do avô, John Carradine e Christopher Lee com certeza eram mais famosos que Barnard Hughes.

Sobre Schumacher, gosto do seu trabalho, mesmo com alguns exageros (os dois Batman), ele tem como ponto positivo variar os gêneros. Isso é interessante, mostra pelo menos que ele não tem medo de arriscar.

Abraço

J. BRUNO disse...

este é um daqueles filmes que o tempo se encarregou de tornar cult, faz bastante tempo que ei o vi, mas lembro bem do quanto ele era legal... e eu também fui atraído por causa da trilha sonora! Ótima postagem Rodrigo!!!

Bússola do Terror disse...

Já mencionei atores desse filme no meu blog: os 2 Coreys (Feldman e Haim).
Mas o filme propriamente dito eu ainda não vi.

Rodrigo Mendes disse...

Luís: Uma pena que você não assistiu este filme justamente na infância e ou/ adolescência. Eu recomendo, mas é claro que a primeira sessão deste filme para um adulto amadurecido é outra.

Alan: O Joel oscila, tem bombas, mas tem filme ótimos como este!

Hugo: obrigado meu caro!
Neste ponto do risco com relação ao Joel, concordo com você. Uma pena que nem sempre ele acerta, aliás, erra feio.

J. Bruno: Ele é cult mesmo e por excelência, ainda mais pelo prestígio da trilha sonora.
Obrigado.

Bússola do Terror: Os 2 Coreys eram moda na época, lamentável é saber que as drogas afetaram a carreira deles, sobretudo a do Haim.

Abraços a todos!

renatocinema disse...

O primeiro é genial....as continuações..........lamentáveis.

Unknown disse...

Lembro da primeira vez que vi este filme... Foi o dia em que me apaixonei pelo Sam (Corey Haim - http://nascidaemversos.blogspot.com/2010/06/atracao-cinematografica-movie-crush.html)!!! hhehehhe Mas, foi uma Baita Paixonite!

Adoro tudo neste filme, mas, principalmente, ser parte da minha fase sessão da tarde!

Achava uma graça do amigo do Sam!! hehehehe... É um ótimo filme de vampiros adolescentes. Bem que Crepúsculo podia aprender aqui!

;D

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