segunda-feira, 6 de maio de 2013

CIDADÃO KANE

A VIDA É UM QUEBRA CABEÇA

Durante seu leito de morte, um político e magnata da imprensa diz uma palavra enigmática: Rosebud. Através de depoimentos contraditórios tenta-se reconstruir o mistério de sua vida.

Orson Welles (1915-1985) escreveu, produziu, dirigiu e estrelou este clássico discursivo e que por mais que tentamos contestar o resultado, não tem jeito, CIDADÃO KANE (Citizen Kane, 1941) é sempre um filme lendário e seminal. É uma fita cheia de maus e bons motivos e obrigatória para todo amante da sétima arte. Ame ou odeie, eu até gosto, mas em revisões percebo que não é também essa coca-cola toda. É superestimar demais Welles e que apesar da pouca idade na época, arriscou o seu pescoço e sua carreira nesta ousada estréia que hoje já é uma afirmação clara de que o filme confirma a teoria de que Welles fez assumidamente uma biografia disfarçada de William Randonph Hearst, assim como Kane, praticamente, literalmente, “o homem poderoso”, magnata da imprensa e que como o personagem do filme, flertou com o nazismo e tentou transformar sua amante em estrela de cinema.

Em 1999, o diretor Ridley Scott produziu para a HBO um longa metragem contando a saga dos bastidores do filme, RKO 281, dirigido por Benjamim Ross e interpretado pelo ótimo Liev Schreider no papel do jovem Orson Welles e ainda estrelando; Mellanie Griffith como Marion Davies (amante real de Hearst), James Cromwell como Hearst e John Malkovich como o roteirista Herman J. Mankiewicz (irmão do famoso diretor Joseph L. Mankiewicz e tio do também roteirista Tom Mankiewicz). No entanto, o filme que mais revela segredos de bastidores é um documentário televisivo, aliás, meu predileto e que esta presente em uma edição especial do filme (DVD DUPLO) pela Warner – um de meus filmes de cabeceira – chamado: A Batalha Por Cidadão Kane (The Battle Over Citizen Kane, 108 min, 1996) exibido pelo programa do The American Experience, onde aprendi inúmeras curiosidades preciosas. É um doc. completíssimo, escrito por Richard Ben Cramer e Thomas Lennon, este último que co-dirige com Michael Epstein numa excelente demonstração paralela da vida de Hearst e Welles, a meu ver, inimigos mortais.

Rosebud, literalmente, quer dizer botão-de-rosa, mas seria também a forma carinhosa como Hearst fazia referência ao sexo de sua amante. Na verdade, foi apenas uma inspiração de Welles porque no filme, lá para o final, explica-se que no final das contas, o que teria sido Rosebud. [SPOILER]: a palavra misteriosa era uma lembrança da infância de um homem que tinha tudo e acabou perdendo a coisa mais preciosa de sua vida, muito além do que o dinheiro poderia comprar, no caso, o trenó na qual lhe marcou profundamente e ele reconstitui a nostalgia mentalmente quando está debilitado e enfurecido no momento em que é abandonado pela esposa e olha para um globo de neve. É fácil sacar isso antes mesmo da explicação final, já que o filme, em sua remontagem, constrói uma sequência notável com a ótima AGNES MOOREHEAD como a mãe de Kane e o garotinho BUDDY SWAN como Kane aos oitos anos, brincando com o trenózinho na antológica cena em que é levado por um tutor do banco quando sua mãe enriquece por conta de uma mina de ouro herdada e num ato materno e difícil, resolve que o filho mereceria uma vida muito melhor vivendo no conforto e estudando nos melhores colégios.


O maior filme de todos os tempos? Pra mim, sinceramente, não existe um único filme que possa ser classificado como tal, mas certamente existe uma lista com várias obras-primas. Sem dúvida que é um filme idolatrado pelos críticos e muitos dos cineastas americanos e cada vez que há um encontro para eleger algum ranking, Kane de Orson Welles volta a ser reconhecido como o melhor filme de todos os tempos. Bom, há vários, um deles recentemente passou Kane, Um Corpo Que Cai, Vertigo de Alfred Hitchcock. Ainda assim, é muito esquisito colocar um único filme no topo nessas listas por toda a parte.

O fato é que esta obra é ao mesmo tempo um triunfo e maldição já que é o primeiro longa-metragem de Welles, considerado um rapaz prodígio, e que havia ganhado fama grandiloquente com algumas peças teatrais (na Mercury Theatre que dirigia) e narrações radiofônicas com sua reconhecida e bela voz. Num desses programas de rádio existiu a famosa transmissão como notícia de jornal do livro “ A Guerra Dos Mundos” de H. G. Wells que causou pânico e deixou o jovem Welles em maus lençóis com a justiça. Mesmo assim, cercado de polêmicas, o aspirante a diretor de cinema conseguiu fama o suficiente para ter carta branca num estúdio, aqui no caso com a RKO – Radio Pictures (produtora de obras como King Kong) que apostou cegamente no rapaz “gênio”. Se por um lado ele foi aclamado e considerado brilhante, por outro, eis sua maldição, isto é, vítima de um primeiro sucesso que foi impossível repetir. Nunca mais teve o mesmo apoio seguinte, embora tenha produzido e estrelado inúmeros filmes posteriores, dentre alguns os meus favoritos: A MARCA DA MALDADE (Touch Of Evil, 1958) e o documentário VERDADES E MENTIRAS (F For Fake, 1973) dentre mais algumas ótimas participações como ator e muitas vezes apenas como narrador.


A fama deste filme se explica também pelo fato de ter sido de certa maneira inovador em sua época, sobretudo nas técnicas narrativas numa premissa que usa profusamente artifícios do flash back para reconstruir a vida secreta de quem teria sido o tal Charles Foster Kane (até mesmo como um quebra cabeça e há uma cena demonstrando essa alusão), depoimentos que não chegam numa verdade absoluta e até mesmo cine jornais forjados (News on the March!). Realmente, o que eu mais gosto no filme é justamente sua trama entrecortada e vemos Kane apenas pelo ponto de vista e perspectivas diferentes de cada personagem e obviamente sem ordem cronológica já que a primeira cena, e a mais importante, é o fato de o filme começar com a morte do protagonista e num vai e volta os astutos repórteres de seu império jornalístico (Inquirer) tentando montar as peças.


A admiração se dá por outros fatores cinematográficos, como a utilização criativa do som, as sombras, os diversos efeitos de contraluz, os elementos simbólicos como por exemplo, as caixas com coleções e tudo mais que Kane guardava como num museu (o que o dinheiro podia comprar) que parecem edifícios, os famosos movimentos de câmera, travelling vertical que mostra os operários tendo que suportar a cantoria sem talento da Sra. Kane, os planos de filmagem, plongée e contra-plongée muito bem utilizados, enfim, geniais. Sem contar no quesito cenográfico na qual mostrava pela primeira vez o teto dos ambientes sem medo de parecer deselegante. Adoro, por exemplo, quando somos levados pela primeira vez, numa noite chuvosa, até a ex- Sra. Kane, completamente bêbada numa mesa de um Night Club dispensando furiosamente um jornalista. E por aí vai. Até mesmo o palácio do herói, Xanadu, filmado e fotografado das inúmeras maneiras criativas possíveis, um lugar aterrador que mais parece cenário de um filme de terror de monstro da Universal!

O Lar da Chefia!
Provavelmente a maior pressão do filme nem foi o fator Welles, jovem, inconsequente  megalomaníaco e obviamente maluquinho, mas a forte oposição, até considerável, foi mesmo de Hearst, pois ele julgava que a fita acabaria com sua imagem. O cara fez de tudo para impedir o sucesso do filme (que na época foi muito mal de bilheteria), com o seu poder e dinheiro, ele chegou ao cúmulo de propor comprar todos os negativos do filme para depois destruir. Mesmo assim, fracassou. Ironicamente e até mesmo surpreendentemente, o filme recebeu uma indicação ao Oscar para Melhor Filme e ganhou apenas o de Roteiro. Teve ainda indicações para Melhor Ator (Welles), Diretor, Direção de Arte (trabalho excepcional de: Perry Ferguson, Van Nest Polglase, A. Roland Fields, Darrell Silvera) além de: Montagem (o futuro diretor Robert Wise), Som (John Aalberg) e Fotografia, que em minha opinião merecia o prêmio, mas como fugia dos padrões de Hollywood, o injustiçado GREGG TOLAND (1904-1948 / - que antes havia fotografado o belíssimo Vinhas Da Ira de John Ford e só tem um Oscar por ter feito O Morro Dos Ventos Uivantes de William Wyler) não levou nada! Nada também para o elenco coadjuvante ruim, exceto Agnes, como a mãe e o ótimo JOSEPH COTTEN (1905-1994) – que depois atuaria naquele que sempre foi o filme predileto de Hitchcock, A SOMBRA DE UMA DÚVIDA, Shadow of A Doubt, 1943 – o ponto mais fraco é de fato o elenco, sobretudo a chatíssima, insossa (ironicamente o papel lhe caiu como uma luva), DOROTHY COMINGORE como Susan Alexander Kane (Aka: Sra. Kane/ Marion Davies). Sua voz dialogada é tão berrante e irritante quanto seu dom para desafinar. O fato, e não uma desculpa, e apesar de explicarem nas titulagens, todos eles eram novatos do cinema, vindos do próprio Teatro Mercúrio regido por Orson.

Kane e Leland (Joseph Cotten) na Inquerir
Só agora percebo algumas participações interessantes (nem por isso interpretações boas) que nem sequer havia notado. No elenco há o futuro produtor WILLIAM ALLAND (que faria o clássico O MONSTRO DA LAGOA NEGRA, a trilogia) no papel do jornalista que faz as entrevistas, Jerry Thompson. Até voltaria a atuar para Welles em MACBETH em 1948. Sem contar, além de tudo, com o grande ALAN LADD, astro do clássico faroeste “Os Brutos Também Amam”, Shane, 1953 de George Stevens, numa pontinha fazendo figuração não creditada como um dos repórteres!

A música menos genial, porém simpática, é de um jovem chamado BERNARD HERRMANN que ainda não havia chegado ao seu status em fitas como Psicose! Este aqui é o seu primeiro trabalho como compositor de cinema. Mas o que faz do filme de Welles o que é (com todos os elogios e tal) é a colaboração importante do roteirista Mankiwewicz que de certa forma foi ofuscado pela fama já que Orson acabou levando os maiores créditos de gênio. Há outros colaboradores não creditados: Mollie Kent, John Houseman e Roger Q. Denny, figuras importantes e que faço questão de apresentá-los na resenha já que continuístas e revisores de scripts, não são tão valorizados.

Cidadão Kane, custando o que deveria custar, é um mito. O filme foi capaz de discursar ainda mais assuntos pertinentes voltado ao jornalismo. Até mesmo documentários censurados como aquele que faz uma crítica fervorosa de Roberto Marinho e da sua Rede Globo, produzido pelo canal britânico, Channel 4 e dirigido por Simon Hartog, não por coincidência leva o nome de BEYOND CITIZEN KANE / MUITO ALÉM DE CIDADÃO KANE (1993). Considero uma das obras-primas do gênero.

Um drama e suspense dos mais influentes e perseguidos. Um clássico arrebatador por muitos “ângulos”. Ao final, o personagem de Alland, após a exaustiva investigação da vida de Kane e se vendo incapaz de descobrir o que seria Rosebud, conclui: Charles Foster Kane foi um homem que possuiu tudo o que quis, e depois perdeu tudo. Talvez Rosebud seja algo que ele nunca tenha possuído, ou algo que tenha perdido.” Ou seja, por mais que a fita revele o significado de Rosebud, a vida de Kane, assim como as nossas vidas, no final das contas, não passa de um mosaico e ou/ um quebra cabeça que certamente em algum futuro próximo será difícil de juntar as peças. Observo a minha vida pessoal e reflito como se tudo não passasse de uma trama cinematográfica, contada em pedaços. O que perdemos e o que não recuperamos mais. As lembranças, bom, essas nunca fazem parte de uma peça para concluir o que falta. Mais do que qualquer coisa, esta é a única sensação toda vez que revejo Orson Welles como este que é o seu único e irreconstituível personagem.



EUA
1941
DRAMA/SUSPENSE
PRETO E BRANCO
119 min.
WARNER
        




A MERCURY Production
by
Orson Welles
ESTRELANDO OS ATORES DE MERCÚRIO:
JOSEPH COTTEN  DOROTHY COMINGORE 
RAY COLLINS  GEORGE COULOURIS 
AGNES MOOREHEAD  RUTH WARRICK
ERSKINE SANFORD  EVERETT SLOANE
 WILLIAM ALLAND PAUL STEWART  
FORTUNIO BONANOVA
COM: HARRY SHANNON  SONNY BUPP  BUDDY SWAN  ORSON WELLES
SOM POR JOHN AALBERG   BAILEY FESHER  JAMES G. STEWART
MÚSICA COMPOSTA E CONDUZIDA POR BERNARD HERRMANN
FIGURINOS EDWARD STEVENSON 
DIREÇÃO DE ARTE VAN NEST POLGLASE
CASTING RUFUS LE MAIRE  ROBERT PALMER
MONTAGEM ROBERT WISE   
FOTOGRAFADO POR GREGG TOLAND, A.S.C.
PRODUTOR EXECUTIVO GEORGE SCHAEFER
ROTEIRO HERMAN J. MANKIEWICZ  ORSON WELLES
DIREÇÃO-PRODUÇÃO ORSON WELLES

CITIZEN KANE ©1941 An RKO RADIO PICTURES/ Mercury Productions

6 comentários:

Paulo Telles disse...

Saudações Nobre Rodrigo, tudo jóia?

Novamente me rendo a tão brilhante tópico, a homenagear um dos grandes clássicos da Sétima Arte que é uma verdadeira aula de como fazer cinema. Contudo, devo ser muito sincero com vc e com todos que aqui comentam, que não esta entre meus trabalhos prediletos de Orson Welles, apesar de reconhecer sua importância por vários fatores, sendo que uma delas é a de ser reconhecida como obra prima quase 20 anos depois de sua realização. Sim, demorou para isso, assim como aconteceu com RASTROS DE ÓDIO que também não foi bem recebido em sua época e só depois de alguns anos foi reconhecido como clássico absoluto de John Ford.

Particularmente, Rodrigo, só vim a conhecer esta obra em 1996, quando vi pela primeira vez numa sessão especial no Paço Imperial, Centro do RJ.

Welles não poupou esforços e nem a vida privada das pessoas, mexeu na ferida da sociedade e dos poderosos da época, e mexeu com William Randonph Hearst, cuja amante, a atriz Marion Davies, esta bem caracterizada na obra de Welles como uma cantora de ópera medíocre, como medíocre também era a atriz Davies, que não alavancou no cinema sonoro e morreu em 1961.

Hearst era pior do que perigoso e além de poderoso, e seja como for, Welles não teve medo dele, mesmo sabendo que ele tinha poder para acabar com sua carreira, como havia feito com o ator Johnny Mack Brown, mas este porque se envolveu com a “namoradinha” de Hearst, Marion Davies. Ator com futuro promissor, Brown foi diminuído em Hollywood e acabou se tornando cowboy de filmes B, mas isto é outra história!

OS PERSONAGENS são alegóricos, mas reais – cada um tem algo ou a revelar ou a esconder, e o filme narra a saga deste ser curioso chamado Charles Foster Kane, que ao contrário do verdadeiro Hearst, exercia profundo carisma, talvez porque fosse um político, chegado direto a povo, ao contrário de um dono de uma cadeia de jornais.

Mas a verdade, que o filme tem sua mensagem moral quando ao final, pois ao longo da fita vimos a trajetória de um homem que teve tudo, mas ele soube usufruir? Ou ele não teve tudo? Ou se já teve? E se ainda tivesse possuído o Rosebud, ele seria melhor como ser humano? São tantas as questões levantadas sobre o personagem central desta obra que mereceria uma análise técnica e aprofundada até mesmo pelos psiquiatras e filósofos.

Parabéns pelo seu brilhante texto e pela estética, seu blog é uma sala de cinema. Abraços nobres!

Paulo Telles (Néry) – FILMES ANTIGOS CLUB ARTIGOS

Rodrigo Mendes disse...

Obrigado meu nobre e inteligente amigo pelas palavras. É sempre bom receber seus comentários lindamente aprofundados de conhecimento em meu blog. Sem mais.

Abração!

* Também considero "Rastros do Ódio" um dos melhores do Ford, mas confesso ter predileção por No Tempo Das Diligências.

Reinaldo Glioche disse...

Fica até chato comentar depois do Paulo, mas vamos lá! rsrs

Parabéns pelo brilhante texto. Um dos mais inspirados que li por aqui e, digo mais, dos mais inspirados sobre "Cidadão Kane". Também não acho o filme essa "coca-cola toda", mas reconheço seu status seminal e seu valor cinematográfico. No enatnto, se não o reconheceçe, assim o faria a partir do momento em que terminei de ler seu texto. Bravo!

Rodrigo Mendes disse...

Meu caro Glioche, muito obrigado pelos elogios, mais uma vez. O Paulo é realmente um conhecedor da sétima arte, assim como você. Seus comentários só enriquecem meu blog.

Abração!

Jefferson C. Vendrame disse...

Rodrigo parabéns pelo post fantástico, muito bem escrito e elaborado. Concordo com suas palavras quando disse sobre um único filme ser considerado o melhor de todos. Cidadão Kane, de fato é um dos maiores, no entanto, sempre achei exagero o título de "o melhor". A cena que você citou, da ex- senhora Kane no bar, também é uma de minhas preferidas. Em suma, gosto muito do filme, no entanto, para mim ele não é aquele tipo que a gente topa rever a qualquer hora...

O Documentário que você citou, que é um dos extras da versão dupla do dvd lançado pela Warner, realmente é um dos mais completos documentos de making-off que eu já vi, sem ele, pelo menos para mim, CIDADÃO KANE seria bem menos interessante...

Grande abraço Rodrigo e mais uma vez, parabéns pelo ótimo post.
Grandioso em todos os sentidos!
:)

Rodrigo Mendes disse...

Jeff, adoro essa cena e tecnicamente é formidável. É isso, concordamos quanto a eleger o "Melhor Filme", balela, não é?

Este documentário é realmente precioso! Muito bem claro e produzido, conteúdo excelente.

Obrigado pelos comentários. Abraços.

🚪 Acervo de Películas

00's 007 10's 20's 30's 3D 40's 50's 60's 70's 80's 90's ALIEN ANG LEE ARNOLD SCHWARZENEGGER Adoro Cinema Akira Kurosawa Al Pacino Alec Guinness Alfonso Cuarón Almodóvar Angelina Jolie Animação Arthur P. Jacobs Audrey Hepburn Aventura Ação Batman Bela Lugosi Bernardo Bertolucci Bette Davis Billy Wilder Blake Edwards Blaxploitation Bob Fosse Boris Karloff Brian De Palma Bryan Singer Buster Keaton CINE TRASH CINEASTAS CINEMA PRETO & BRANCO CULTS Carl Laemmle Carol Reed Carrie Fisher Cary Grant Cecil B. DeMile Chaplin Charlton Heston Christopher Nolan Cine-Doc Cinebiografia Cinema Asiático Cinema Europeu Cinema LGBT Cinema MUDO Cinema Marginal Cinema Rodrigo Clark Gable Claude Rains Clint Eastwood Clássicos Colin Trevorrow Comédia Coppola Crepúsculo Curt Siodmak Curta-metragem Curtis Hanson DANNY BOYLE DAVID LYNCH DC Comics Daniel Craig Danny DeVito Dario Argento Darren Aronofsky David Bowie David Cronenberg David Fincher David Lean David O. Selznick Denzel Washington Disney Documentário Drama Drogas ESPECIAIS Eduardo Coutinho Eisenstein Elia Kazan Elvis Presley Erotismo Errol Flynn FERNANDO MEIRELLES FILMES IRREGULARES FOX FRANK CAPRA FRANÇOIS TRUFFAUT Fantasia Fatos Reais Fellini Filmes Natalinos Frank Darabont Frank Oz Fritz Lang GUEST SERIES Gangsters Gene Wilder George A. Romero George Cukor George Lucas George Miller George Stevens George Waggner Georges Méliès. Giallo Gillo Pontercorvo Grace Kelly Greta Garbo Guerra Guillermo del Toro Gus Van Sant Gérard Depardieu HARRY POTTER HQ Halloween Harold Lloyd Harrison Ford Henri-Georges Clouzot Henry Selick Hitchcock Home Video Homem-Aranha Howard Hawks Humphrey Bogart INDIANA JONES Infantil Ingmar Bergman Ingrid Bergman Irmãos COEN Isabelle Huppert Ivan Reitman J.J. Abrams JAMES WHALE JEAN-LUC GODARD JOHN HUGHES Jack Arnold Jack Nicholson Jacques Tourneur James Cameron James Ivory James Stewart Janet Leigh Japão Jason Jim Henson Joan Crawford Joel Schumacher John Carpenter John Ford John Huston John Landis John Waters Jonathan Demme Joon Ho Bong Joseph L. Mankiwicz José Mojica Marins Judy Garland KING KONG KRZYSZTOF KIESLOWSKI Kate Winslet Katharine Hepburn Kevin Spacey Kirk Douglas Lars Von Trier Lawrence Kasdan Leonardo DiCpario Liza Minnelli Lon Chaney Jr Luc Besson Luca Guadagnino Luis Buñuel M.Night Shyamalan MARVEL MONSTERS COLLECTION Marilyn Monroe Mark Hamill Marlene Dietrich Marlon Brando Martin Scorsese Matinê Mel Brooks Melhores do Ano Michael Curtiz Michael Douglas Michael Haneke Michael Jackson Michael Powell Michel Gondry Michelangelo Antonioni Milos Forman Monstros Musicais Mário Peixoto NOUVELLE VAGUE Nacional Noir O Senhor Dos Anéis Oliver Stone Olivia de Havilland Orson Welles Oscar Outubro Das Bruxas P.T. ANDERSON PERFIL PETER JACKSON PIXAR Pam Grier Paramount Park Chan-wook Paul Verhoeven Peter Bogdanovich Philip K. Dick Pier Paolo Pasolini Pierce Brosnan Piores do Ano Pipoca Planeta Dos Macacos Policial Pânico Quentin Tarantino RIDLEY SCOTT RKO Rian Johnson Richard Donner Road-Movie Robert De Niro Robert Rodriguez Robert Wise Robert Zemeckis Roger Moore Rogério Sganzerla Roman Polanski Romance SAM RAIMI SESSÃO TRAILER SEXTA-FEIRA 13 SUPER HERÓIS Sam Mendes Sam Peckinpah Sangue Scarlett Johansson Sci-Fic Sean Connery Sean Penn Sergio Leone Sessão DUPLEX Cinema MUDO Sessão Da Tarde Sessão Dinossauro Sessão Surpresa Sexo Sharon Stone Sidney Lumet Sigourney Weaver Sofia Coppola Spielberg Stan Lee Stanley Donen Stanley Kubrick Star Trek Star Wars Stephen King Suspense TOD BROWNING TV Terror Thriller Tim Burton Timothy Dalton Tom Cruise Tom Hanks Tom Tykwer Trash UNIVERSAL STUDIOS Uma Thurman Universo Jurassic Park Victor Fleming Violência Vivien Leigh Wachowski Walter Hugo Khouri Walter Salles Warner Wes Craven Western William Castle William Friedkin Wolfgang Petersen Wong Kar Wai Woody Allen Zé do Caixão Épico Época