sábado, 15 de junho de 2013

TRÊS HOMENS EM CONFLITO | “O BOM, O MAU E O FEIO”

PARCEIROS E TRAPACEIROS

Em plena Guerra Civil Americana, três pistoleiros de personalidades distintas precisam um do outro para encontrar uma mina de ouro roubada enterrada num cemitério remoto.

Parecia que o público americano estava enjoado dos westerns no início dos anos 60 até que o diretor SERGIO LEONE (1929-1989)  reinventou o gênero e depois surgiu com aquele que se tornaria o maior faroeste italiano (Spaghetti – nome que ele sempre achou pejorativo) de todos os tempos, assim eleito pela crítica e pelo público. Trata-se da terceira e última parte de sua “Trilogia dos Dólares” sempre estrelada pelo “homem sem nome” (ou anti-herói) CLINT EASTWOOD, o gatilho mais rápido e famoso do oeste.  Iniciada nos igualmente marcantes POR UM PUNHADO DE DÓLARES (Per Um Pugno Di Dollari/A Fistful of Dollars, 1964) e POR UNS DÓLARES A MAIS (Per Qualche Dollaro In Piú/For A Fell Dollars More, 1965). Porém, IL BUONO, IL BRUTTO, IL CATTIVO (Três Homens Em Conflito, título brasileiro que eu nunca gostei!), lançado em 1966 e como deve ser chamado originalmente de O BOM, O MAU E O FEIO, é o mais influente e antológico dos três. Aquele tipo de filme inesquecível e louvado por diretores da atualidade como Quentin Tarantino, que sempre lhe faz referência no liquidificador ambulante que é toda a sua obra (principalmente em KILL BILL Vol.2, lançado em 2004 e que utiliza grande parte da obra musical do mestre ENNIO MORRICONE originalmente composta para este filme).

A premissa sucede em torno de três ágeis pistoleiros que competem e se “ajudam”, fazendo de tudo para botar as mãos numa fortuna roubada, ouro confederado, que se encontra enterrado misteriosamente num cemitério e apenas um deles sabe da localização precisa, isto é, do ‘nome’ escrito na lápide. Portanto, um mantém o outro vivo para não perder a valiosa informação, mas cada um deles tem uma personalidade, estilo, atitude e “caráter”. A trama se passa, como a maioria dos filmes de Leone, uma marca registrada, em meio ao caos do bang bang guerrilheiro, ou seja, em seus filmes, Leone procura deixar que algum pano de fundo histórico aconteça como background deixando a fantasia ainda mais envolvente. Aqui no caso é a Guerra Civil Americana que assolou o país no século XIX, campos de batalha, âmbito de prisioneiros, muito tiroteio e homens sendo julgados por seus crimes em inúmeras cenas de enforcamentos. Enfim, é o bom e Velho Oeste americano.


Então, os três, “Tuco”, interpretado pelo ótimo e ainda vivo ELI WALLACH, que rouba praticamente todas as cenas, o perverso “Angel Eyes”, o grande ator LEE VAN CLEEF (1925-1989) que fica perfeito como vilão (mas já fez um cara mais bonzinho em Por Uns Dólares A Mais) e finalmente o “Loirinho” / “Blondie” (Eastwood) citado irritantemente por Wallach durante toda a fita, diga-se de passagem, passarão por diversas situações e obstáculos a fim de conseguir desencavar a grana! Dois deles trabalhavam juntos como parceiros, Tuco e Blondie, já que Tuco era um homem procurado, vivo ou morto, pela justiça, ambos bolavam um plano muito bem arquitetado passando por vários condados e consistia em entregar Tuco para as autoridades locais, Blondie receberia a recompensa e depois salvaria Tuco lhe dando cobertura, todas às vezes (e o cara era sempre de confiança) do enforcamento. Sua mira é precisa e o cara acerta lindamente na corda que se rompe assustando os moradores locais, confundindo a polícia e fazendo com que Tuco escape rapidamente. Depois, era só dividir o dinheiro, mas a parceria durou pouco, a separação foi mais do que um tiro nas costas para Tuco que mesmo sendo poupado por Blondie, jurou se vingar. Angel Eyes já é o oposto e não vive em um relacionamento tumultuado entre facínoras e caçadores de recompensas, não, ele simplesmente trabalha sozinho, e friamente. Quando soube da fortuna escondida, se infiltrou em um exército liderando soldados, como um ótimo agente secreto, para, aos poucos, obter novidades, sem pressa, porque ele é calmo e ardiloso. Fica no encalço de Tuco e Blondie quando ambos se unem novamente para caçar o tesouro, e apenas os persegue pelo deserto, sem ter conhecimento de onde a fortuna se encontra, para quando descobrir, dar o seu bote. É um amontoado de reviravoltas emocionantes e cenas de encher os olhos numa premissa repleta de trapaças e tentativas de um suplantar o outro em seu intento.


Leone os apresenta de forma brilhante, mostrando a personalidade de cada um e congelando a imagem fazendo surgir os títulos que são artifícios que nomeiam a alcunha do trio. Eastwood representa de maneira mais elegante, discreta e até mesmo distante neste último filme de seu mestre, Leone. Ele é uma figura misteriosa, um pistoleiro que novamente não revela o nome como os demais personagens, e que é apenas apelidado de “Loirinho” pelo parceiro, mas o mesmo recebe o nickname de “O Bom” pelo fato de ser a figura mais ética dos três. Não que ele seja todo certinho e o típico super herói dos quadrinhos em prol da humanidade, aliás, o que é difícil ocorrer no verdadeiro Velho Oeste na qual os heróis agem por instinto de sobrevivência. Ele não passa de um anti-herói, não é vingativo e muito menos traiçoeiro dando sempre uma oportunidade para seu rival/colega, Tuco. No entanto, é fato de que ele é o menos sanguinário e aplica pequenos golpes sem ferir ninguém (apenas atira nos chapéus das autoridades – risos!). Só mata mesmo quando não há alternativa, como quando é necessário salvar sua própria pele. 

Wallach é certamente o mais canastrão, atrapalhado e azarado bandido daquelas bandas! Seu nome completo é Benedito Pacífico Juan Maria Ramírez e entrou na vida do crime devido às poucas alternativas na vida. Nasceu e foi criado na miséria e enquanto seu irmão decide virar Padre, também para sobreviver (já que o homem sem nobreza, segundo Tuco, tem que fazer apenas duas escolhas opostas), ele escolhe entrar para o crime. Adoro Wallach neste filme! Sem dúvida é o meu predileto, apesar de me irritar vendo-o irritando Eastwood, mesmo assim, ele é um ótimo palhaço. É chamado de “O Feio” pelo fato de ser rude e com aparência maltrapilha. Van Cleef, por outro lado, faz o papel do pistoleiro que não procura atalho e não poupa bala para sobrepujar sua maldade. Nem é preciso explicar muito porque ele é apelidado de “O Mau”. Também conhecido como Sentenza na versão em italiano, o cara é perverso em todos os sentidos. Mata sem piedade e com a explicação de que leva muito a sério o seu trabalho. Se lhe pagam para acabar com um sujeito ele não aceita nada em troca para mudar de atitude já que o anterior já havia lhe pagado muito bem para liquidar a sua próxima vítima. Van Cleef impressiona vivendo este mercenário sem nenhum senso ético, agente duplo, caçador de recompensa, mandante do crime, enfim, qualquer emprego cruel que lhe possa render algum dinheiro, custo para matar e não para poupar vidas! Leone não poderia ser mais genial (além do aspecto técnico planos magistrais, closes, enquadramentos), em criar personagens tão marcantes e completamente diferentes e com apenas uma característica em comum: homens excepcionalmente hábeis no manejo de uma pistola. A questão da ganância já é facilmente incluída nas respectivas personalidades de cada um. Blondie não pensa em ficar com tudo, Angel Eyes pretendia matá-los e ficar com toda a bolada e Tuco é idiota o suficiente para se enrolar entre os dois quando encontra o prêmio!


Ocorreu um fato curioso. No trailer exibido para o público americano, Angel Eyes foi chamado de ‘O Feio’ e Tuco de ‘O Mal’, que é na verdade o contrário de suas designações no filme. Aconteceu essa confusão porque o título italiano foi traduzido para o inglês como “O Bom, O Feio e o Mau” e não como “O Bom, O Mau e o Feio” literalmente, já que no trailer italiano “Il Cattivo/O Cativo” vem antes de “Il Brutto/ O Bruto”, respectivamente The Ugly e The Bad, nessa ordem. Na tradução para o inglês ambos os nomes não foram revertidos para coincidir com o título alterado, fazendo assim as designações de forma incorreta.

Wallach e Leone se comunicavam através do francês já que nenhum deles falava a língua natal do outro (italiano e inglês). Para o papel do ‘feio’, Leone pensou inicialmente no ator italiano Gian Maria Volonté (1933-1994) que estrelou papéis importantes nos dois primeiros filmes dos Dólares.

Nem preciso dizer que o trabalho musical de Morricone neste filme em particular é fenomenal em todos os sentidos. O meu favorito de tudo que já compôs, muito embora seu trabalho em parceira com Leone em todos os filmes seja maravilhoso (até em diversas outras fitas como Os Intocáveis de Brian De Palma, Cinema Paradiso de Tornatore ou mesmo Ata-me de Almodóvar, citando apenas alguns), mas é aqui que Morricone exerce sua função de gênio da música quando cria um ressonante tema musical, projetado para aparecer em vários momentos de clímax do filme (ah ah ah ah!) que imita, segundo o mestre, o choro de uma hiena!  É a maior trilha sonora do gênero em todos os tempos (que utiliza instrumentos eletrônicos, guitarras e que de um modo muito raro e bem conduzido faz uma hibridização com orquestração tradicional) e que ao menos deveria ter ganho o Oscar!

A cena no Sad Hill Cemetery é a mais famosa e discursiva de todas. Leone encerra o seu filme num desfecho arrepiante (ao som da trilha de Morricone, evidente) fazendo um close-up extremo no trio de duelistas. Quem não ama essa sequência? Coisa de mestre! Ainda continua convincente o fato de que era um set construído especialmente para o filme e não um cemitério real. Atualmente, o local é um ponto turístico de interesse popular, embora a enorme pedra central e parapeito tenham desaparecido.


Acredito que Leone, ao longo da vida, como cineasta, nunca teve maior interesse em construir um enredo perfeito (embora seu último filme Era Uma Vez Na América, 1984, seja uma exceção) o que ele faz lindamente neste filme, e que certamente o fez ganhar a reputação como um dos maiores diretores de cinema em todos os tempos, é compor perfeitamente inúmeros elementos puramente cinematográficos. Cada imagem é cuidadosa, bem dirigida. Parece, de fato, uma paisagem na qual o pintor vai desenvolvendo aos poucos até o quadro criar forma. Ajudado por uma montagem eficiente, além de uma fotografia brilhante de outro mestre TONINO DELLI COLLI (1922-2005. Seu último trabalho foi no Oscarizável A Vida É Bela de Benigni, 1997). As cenas de maior impacto no filme são de fato as que não precisam de tiroteio à moda da casa e cenas de ação na cavalaria ao estilo próprio do gênero. Na verdade, Leone conduz tudo isso como se estivéssemos assistindo ao pôr do sol. As mais importantes cenas são musicais, lentas e terminam de uma maneira abrupta esmagadora (sobretudo na morte de ‘O Mau’ na sequência do cemitério). Outro filme lindamente “pintado” como uma grande paisagem, em minha opinião, é a ficção-científica de Stanley Kubrick, 2001: Uma Odisséia No Espaço (1968). Pra mim, cineastas como Leone e Kubrick foram os mais eficientes, ao menos foram eles que me fizeram apreciar o todo de um quadro, do filme, e tal apreciação é inexplicável (diferentes de outro grande mestre, por exemplo, Hitchcock, que sempre foi genial em construir suspenses através de elementos artificiais geralmente realizados em estúdios, dando a sensação de claustrofobia. Seus filmes não eram emocionantes pela escala, mas sim pelo espaço e o ponto de vista subjetivo). No entanto, Leone é muito mais radical no quesito técnico, seus filmes tendem a serem muito mais frenéticos e ao mesmo tempo, vagarosos.


Apreciador do bom cinema asiático, como o sensacional (mestre também!) AKIRA KUROSAWA, Leone fez história ao inovar o gênero western criando um subgênero pop com todos os requintes da cultura italiana que se mistura com a americana. É um brinde e tornou-se rapidamente em sucesso de bilheteria e tem o seu público fiel que o considera cult e tudo isso graças a idéia inicial do diretor por querer fazer uma salada, uma versão do genial YOJIMBO  - O Guarda Costas (1961, dir.: por Kurosawa e escrito também por Ryûzô Kikushima) naquele primeiro filme (Por Um Punhado De Dólares) estrelado pelo relativamente desconhecido Eastwood que tornou-se rapidamente em super astro das telas.


Eis um dos mais emblemáticos faroestes de todos. “O Bom, O Mau e o Feio” continua impressionando o cinéfilo pela sua beleza extraída do melhor da sétima arte. E a visão magistral de Leone é o ponto fundamental.


ITÁLIA/ESPANHA
1966
FAROESTE
COR
161 min.
METRO/FOX
           




UNITED ARTISTS Apresenta
Um Filme Produzido Por ALBERTO GRIMALDI
CLINT
E A S T W O O D
em:
THE GOOD,
THE BAD
AND THE UGLY

(IL BUONO, IL BRUTTO, IL CATTIVO)

Também Estrelando: LEE VAN CLEEF
ALDO GIUFFRÉ   LUIGI PISTILLI
RADA RASSIMOV  ENZO PETITO
CLAUDIO SCARCHILLI  JOHN BANHA
LIVIO LORENZON  ANTONIO CASALE
SANDRO SCARCHILLI  BENITO STEFENELLI
ANGELO NOVI  ANTONIO CASAS
E no Papel de “Tuco”   ELI WALLACH
Produzido por ALBERTO GRIMALDI
Roteiro de
LUCIANO VINCENZONI    SERGIO LEONE
AGENORE INCROCCI    FURIO SCARPELLI
Versão Americana  MICKEY KNOX
Argumento  SERGIO LEONE & LUCIANO VINCENZONI
Montagem  EUGENIO ALABISO & NINO BORAGLI
Figurinos &  Direção de Arte Por CARLO SIMI
Maquiagem . . . . . Rino Carboni
Cabelos . . . . .Rino Todero
Gerente de Produção . . . . . Fernando Cinquini
Efeitos Especiais . . . . . Eros Bacciucchi
Titulagens . . . . .  LARDANI
DIRETOR DE FOTOGRAFIA TONINO DELLI COLLI
MÚSICA DE   ENNIO MORRICONE
 DIRIGIDO POR
SERGIO LEONE
IL BUONO, IL BRUTTO, IL CATTIVO Technicolor ©1966
Produzione Europee Associati (PEA)
Uma Co-Produção:
Arturo Conzález Producciones Cinematográficas, S.A
Constantin Film Produktion


6 comentários:

J. BRUNO disse...

Esta é de fato uma obra-prima absoluta Rodrigo e seu texto abordou muito cada aspecto dela. o Eli Wallach também é o meu favorito dentre os três, a dele é de longe a melhor atuação do filme.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

grande western!

O Falcão Maltês

Marcia Moreira disse...

Eu achei o título original meio infantil, mas não deixa de ser clássico. Amo a trilogia. Vou assistir novamente nesse final de semana. Elli Wallach, realmente, rouba o filme.

Paulo Telles disse...

Amigo Rodrigo, não sei como pude deixar passar este post, mas em sinceridade, creio que vc deu uma retrospectiva fascinante que fica difícil acrescentar mais coisas do que vc já abordou maravilhosamente.

Bom, o que ocorre é que os Westerns Spaghetti, embora produções na sua maioria italiana, eram filmados em Alméria, Espanha (que também produziu muitos deles), e realmente inaugurou este estilo que deu uma releitura mais realista do Homem do Oeste e do velho Oeste, antes, mitificado pelos westerns de John Ford, ou ainda, laureados aos moldes dos Roy Rogers, Gene Autry, ou Charles Starrett, que já é o estlo “mocinho” dos antigos faroestes. O Western italiano, a começar por Sergio Leone, resolveu mostrar ao mundo o verdadeiro Oeste Americano, sem os “mocinhos” barbeados e limpinhos dos westerns Classe A ou B, e mesmo sem heróis, que em realidade, praticamente não existe nos westerns europeus.

Vc me fez lembrar da minha última matéria no meu blog, onde de fato escrevo sobre a concepção dos mocinhos, heróis, anti-heróis, e vilões(http://articlesfilmesantigosclub.blogspot.com.br/2013/06/mocinhos-bandidos-concepcao-do-heroi-do.html), e somente existe a figura anti-heróica ou vilanesca dos personagens dos westerns à lá Leone. Cada um quer se beneficiar e dar golpe no outro, parece até o “Jeitinho Brasileiro”, não? Nenhum deles tem dignidade ou honra, e todos são mercenários e gananciosos.

Mas o personagem de Clint Eastwood tem seus momentos de altruísmo, quando durante uma afronta entre nortista e sulistas (olha que o filme acontece em plena Guerra Civil Americana), ele assiste um jovem confederado ferido que parece pedir um cigarro, e Clint cede, e este jovem acaba morrendo em seus braços.

TRES HOMENS EM CONFLITO se tornou uma referencia para outras obras ao estilo, até mesmo dentro do gênero faroeste italiano, onde foi muito copiado (ou baseado, depende do ponto de vista de cada um), algo que não desagrava por completo a Sergio Leone, que declarou: “eu sou considerado o pai dos Westerns Spaghetti e me sinto honrado com isso. Mas se eu soubesse que teria que criar tantos FDPS”. – Leone criticava os bang-bangs a italiana de orçamento mais baixo, como “Sartana” e “Espirito Santo” eos consderaa de péssima qualidade.

Quanto ao título, creio que tanto o original quanto dado aqui no Brasil merecem crédito (pelo menos, não é OS BRUTOS TAMBEM AMAM em relação a Shane), mas o título dado por Leone foi uma alusão aos antigos contos dos far-west americanos, pois foi o que de fato criou nesta trilogia – o conto do bom (que não é tão bom assim), o Mal (totalmente) e o feio (que não é bonzinho e nem tão mal, seja algumas vezes a cair no ridículo). Enfim, Sergio Leone escreveu uma nova página na história do cinema, que eternizou bem as nossas lembranças, criando assim um novo estilo para um gênero que sempre foi genuinamente americano.

Parabéns pela matéria! Um nobre abraço!



Jefferson C. Vendrame disse...

Tenho que confessar que não sou muito fã desse estilo de filme, os western-spaguetti. Prefiro mais o estilo studio-system e os clássicos de Ford, Mann etc... Porém como toda regra tem sua exceção, assisti um spaguetti - ERA UMA VEZ NO OESTE - e esse se tornou um de meus faroestes favoritos. Portanto, depois de ler seu texto, vou procurar ver esse filme pois ele tem tudo para também me satisfazer... e detalhe...meu irmão tem ele guardado, já o peguei na mão várias vezes mas sempre desisto de ver na hora H. KKKKK

Parabéns pelo Post Rodrigo,
Abração

Rodrigo Mendes disse...

J. Bruno: É o número 1 do Leone, de perto com Era Uma Vez... no Oeste e na América! Eli é super engraçado e um ator formidável, realmente acaba roubando as cenas!
Abs.

Antonio: Em todos os tempos!!!!

Marcia: Eu já AMO o título original e soa muito melhor que o traduzido aqui. Bom, de qualquer forma, a fita brilha por si só. É sempre bom rever e rever. Adoro ver uma mulher fã de western! Beijão!

Paulo Telles: O que mais posso dizer depois de um rico comentário? Adoro suas pontuações e novas curiosidades que sempre traz e enriquece meu blog, você é fera no assunto, adoro!

Realmente, Leone e os faroestes italianos trouxeram um 'q' de realismo ao gênero e levou a máfia para aquelas bandas áridas. Adoro os clássicos do Ford com John Wayne e tudo o mais, mas os Spaghetti são mais atraentes, divertidos e crus. Por isso tornaram-se facilmente pops e adentrou de vez no quesito cult.

SHANE com Alan Ladd é outro faroeste inesquecível e confesso a você que esta tradução, "Os Brutos Também Amam" nem chega a me incomodar, rs! Não sei se George Stevens aprovaria. haha!

Obrigado pela deferência!

Forte abraço!

Jefferson: Era Uma Vez No Oeste é uma obra-prima, impossível não apreciar, ainda mais você que aprecia os clássicos, mas, dê uma oportunidade a trilogia dos dólares, assista! Irá gostar. Toda a genialidade de Leone esta nessas fitas e vale muito apena! Comece pelo "Por Um Punhado de Dólares"!

Abraço.

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