sábado, 20 de julho de 2013

OS BONS COMPANHEIROS

VIDA DE GÂNGSTER

SESSÃO SURPRESA

PARTE V
A ascensão e queda de três criminosos ítalo-americanos através da lente de MARTIN SCORSESE.

“Até onde eu consigo me lembrar eu sempre quis ser um gângster.” Com um diálogo desses logo de cara, eis um filme dos mais impressionantes do diretor MARTIN SCORSESE e provavelmente o meu filme predileto de toda a obra do cineasta mais badalado e querido em todo o mundo. Um épico do submundo do crime (faria novamente outra obra-prima semelhante com Cassino, Casino, 1995). É um baita retorno do cineasta com personagens durões, violentos, vigaristas e marginais que já estavam dando saudade desde que o diretor os lançou em 1973 – também através da Warner Brothers – com o excelente CAMINHOS PERIGOSOS (Mean Streets), praticamente a fita que o exibiu para o mundo, assim como o seu protegido e favorito ROBERT DE NIRO como grande astro. No entanto, em sua 6ª parceria com Scorsese, De Niro assume um papel coadjuvante e não menos importante como um ladrão friamente violento e que também almeja sua ascensão no crime.

Baseado no livro “O Homem da Máfia” (Wiseguy) escrito por NICHOLAS PILEGGI, também autor de Cassino e em ambos assume uma parceria com Scorsese na adaptação do scriptOS BONS COMPANHEIROS (Goodfellas,  1990) é um dos filmes mais prosaicos (nunca em um filme dele evidenciou-se tanto uma série de palavreado dos bons e diálogos naturais, a palavra “fuck”, por exemplo, é dita 246 vezes, além de toda uma constante gritaria, só me irrito com as risadas do Liotta!) e extremos de Marty e, sem frescura, mostra de forma brutal e explícita assassinatos em massa e todo o tipo de violência, mas não é só isso. Evidencia, também, principalmente, a camaradagem, já apreciada pelo cinema americano em algumas obras como MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA  (leia aqui) de Sam Peckinpah, por exemplo.


O filme poderia ter feito bonito no Oscar se a Academia por inveja, teimosia ou burrice, naquela época, não torcesse tanto o nariz para Scorsese. Felizmente, ganhou, ao menos, o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante para o sensacional JOE PESCI no maior papel de sua carreira. Sempre quando revejo a brilhante interpretação de Pesci nesse papel, lembro instantaneamente de James Cagney nos filmes de mafiosos, inclusive do mesmo estúdio, a Warner, dos anos 1930. Em exemplos notáveis como; ANJOS DE CARA SUJA (Angels With Dirty Faces, 1938) de Michael Curtiz, além do meu predileto, INIMIGO PÚBLICO (e provavelmente o mais famoso de Cagney, sob direção de William A. Wellman, The Public Enemy, 1931) e um dos últimos da fase de ouro do ator, FÚRIA SANGRENTA (White Heat, 1949) de Raoul Walsh

Não há como deixar de evitar a comparação, tanto Cagney como Pesci unem o útil ao agradável nessas figuras sombrias com bastante humor e maldade, lindamente combinados. Além disso, adoro a instabilidade de Pesci, um cara totalmente lunático, de longe, é o mais psicopata dos três, utilizando de facas e alternativas diferentes para matar já que a pistola é mainstream. No final das contas, é ele quem rouba todas as atenções e quando sai de cena, sinceramente, para mim é uma perda lastimável para o filme. Além da indicação de Pesci (e a única vitória do filme no Oscar) foi indicado também como Melhor Filme, mais uma parceria do diretor com o astuto produtor IRWIN WINKLER (TOURO INDOMÁVEL, Reging Bull, 1980), Diretor (a terceira de Scorsese para esta categoria e que só ganharia tardiamente no menor, porém fantástico, ‘Os Infiltrados’, 2006 – leia aqui), Roteiro, Atriz Coadjuvante, a ótima LORRAINE BRACCO, como uma mulher judia que diferente das mulheres italianas, é incapaz de lidar com a vida criminosa do marido e tem cenas ótimas, e por fim, Edição, a parceira de longa data do diretor THELMA SCHOONMAKER que mais uma vez entrega uma montagem memorável – principalmente ajudando na visão do diretor numa cena esplêndida que ele filma em continuidade – ou seja, tecnicamente, é também um filme perfeito! Ao menos deu a Marty o prêmio no Festival de Veneza, Leão de Ouro como melhor Diretor. No BAFTA obteve a vitória para Direção, Figurino, Edição, Roteiro e Filme. O Globo de Ouro, apesar das indicações principais, não levou nada! Já o círculo de críticos de Nova York tiveram o bom senso de o presentear com o  o prêmio do NYFCC.


Na minha percepção acredito que seja quase unânime para qualquer fã de Scorsese, ou até mesmo de cinema, escolher Goodfellas como o melhor feito do diretor. É intrigante a forma como a trama evolui numa série de situações criminais: roubos, sequestros,  assaltos, homicídios, todo o tipo de extorsão, lesões físicas, tráfico de drogas e finalmente, culminando em traição. Scorsese traça três décadas deste universo corrupto da violência urbana, em todas as suas fases, e é mostrada em todas as épocas e de como a América Ilegal permite que pessoas inescrupulosas e negregadas tomem conta das ruas e tudo isso é narrado de um jeito tão fascinante pelo protagonista que suportamos a trajetória de vida desses três facínoras por quase duas horas e meia. O mais curioso é saber que existe uma espécie de hierarquia neste tipo de negócio e de como cada um deles passam a obter poder, mas que é certo que a possibilidade de queda e traição é tão natural como dar um tiro em alguém. 

Neste departamento, Henry Hill, interpretado pelo estreante para o cargo de novo astro, RAY LIOTTA (o único filme de sua carreira que realmente prestou e ou/ memorável), para se safar, é capaz de esquecer o passado e trair os colegas do ramo para se dar bem, até porque tem uma esposa histérica (Bracco) que o deixa louco. Por outro lado, para com os amigos mais íntimos, Tommy DeVito (Pesci) e James “Jimmy” Conway (De Niro), Henry mantêm até a morte um relacionamento de irmandade, só que é o único que de certa forma demonstra sua redenção quando decide ajudar a lei sendo um importante informante do FBI, denunciando os poucos amigos ainda vivos e condenado a um resto de vida patética (terminou como traficante e passou a cheirar tanta cocaína que foi onde desabou feio, além de ter amante e trair a mulher sucessivamente) num limbo de neurose atingindo esposa e filhas numa vida de proteção à testemunha e com medo do que obviamente lhe acontecerá. 

O título do livro já foi utilizado numa série de TV e numa comédia dirigida por Brian De Palma em 1986 (Quem Tudo Quer, Tudo Perde, Wise Guys, com Harvey Keitel e Danny De Vito), então o jeito era mudar o título para Goodfellas que tem até mais impacto.

A mãe do diretor, CATHERINE SCORSESE (1912-1997)
numa participação especial como a mãe de DeVito
O filme é considerado uma relíquia e até mesmo tem um significado cultural e é preservado no National Film Registry desde então. Merecido. Em minha opinião, Scorsese tem, de fato, um impacto social em seus filmes e principalmente no que diz respeito a sua saga de fitas sobre mafiosos onde ele é perfeitamente capaz de traçar cinematograficamente de maneira tão autoral a vida nas ruas. Com uma trilha musical de músicas pop selecionadas magistralmente que vai de Eric Clapton, Paul Anka, Tony Bennett e ainda com o seu complemento cômico com a presença de Pesci, eis um dos trabalhos sobre fora-da-lei urbanos dos mais desbocados, jocosos e de atrocidades chocantes em sua violência gráfica. O melhor de tudo é que o filme consegue, em meio a tantos elementos viscerais, transmitir o drama de uma vida sem volta e longe dos moralismos, de que quando o indivíduo escolhe uma vida sem lei, fora de todas as leis possíveis até mesmo da moral, bom senso, bondade para com o próximo, etc isto é, noções que fazem de nós seres humanos dotados de uma consciência tranquila, sem dever nada a ninguém, bom, é impossível ter dali em diante uma vida sossegada. É até pior e mais humilhante do que quando o criminoso cumpre a sua pena e esta decidido a voltar como um bom homem, de cara limpa, e ser aceito pela sociedade que ele tanto feriu e matou. Apesar da redenção do anti-herói de Liotta, Scorsese é sincero quando decide terminar o seu filme sem um final feliz.


Os Bons Companheiros é uma obra-prima das mais significativas do gênero assim como o antológico O PODEROSO CHEFÃO, o primeiro da trilogia de Francis Ford Coppola, 1972, foi em sua época. Hilário e perverso é o auge da criatividade e conhecimento fílmico de um dos grandes mestres do cinema, da Hollywood, contemporânea. Em outras palavras, Marty mostra o banditismo como deve ser e também que não é  nada fácil essa vida de gângster.


EUA
1990
DRAMA/POLICIAL
COR
145 min.
WARNER
           



WARNER BROS. PICTURES APRESENTA
A MARTIN SCORSESE PICTURE
GoodFellas
     ROBERT DE NIRO   
                        RAY LIOTTA                                                JOE PESCI                        
 LORRAINE BRACCO    PAUL SORVINO
FRANK SILVERO    TONY DARROW
MIKE STARR   FRANK VINCENT   DEBI MAZAR
CATHERINE SCORSESE   CHARLES SCORSESE   SAMUEL J. JACKSON
Fotografado por MICHAEL BALLHAUS  Titulagens SAUL E ELAINE BASS
Edição THELMA SCHOONMAKER  JAMES KWEI
Elenco por ELLEN LEWIS   Direção de Arte KRISTI ZEA
Figurinos RICHARD BRUNO
Produtora Executiva BARBARA DE FINA
Produzido por IRWIN WINKLER
Escrito por NICHOLAS PILEGGI & MARTIN SCORSESE
Baseado no Livro “Wiseguy” de Pilleggi
Dirigido por MARTIN SCORSESE
GoodFellas ©1990 WARNER BROS. 

6 comentários:

Jefferson C. Vendrame disse...

Eai Rodrigo, Como vai?
Cara, adoro esse filme, assisti pela primeira vez, se eu não estiver enganado, no supercine da Tv Globo. No ano passado comprei o dvd e assisti novamente depois de anos. A direção de Scorsese realmente é digna de nota, o ritmo frenético do filme é o que mais me empolga...
E detalhe, eu nunca imaginei que eles pronunciaram a palavra fuck tantas vezes....
Parabéns pelo ótimo texto, principalmente pelo paragrafo que você relata as analogias de Goodfellas com os clássicos de gangster da Warner dos anos 30, eu concordo inteiramente com suas palavras.
Quanto ao OSCAR, cara, eu fico do lado da acadêmia afinal, DANÇA COM LOBOS naquele ano, foi realmente o grande merecedor dos prêmios que levou e que não levou....

Abraços

Anônimo disse...

Amigo Rodrigo:
Ótima resenha e como sempre, impecável!
Já assisti a esse filme algumas vezes e simplesmente adoro-o! A vida desse «gangster» Henry Hill, retratada no cinema por Martin Scorsese, nos proporciona momentos de êxtase com as interpretações soberbas de atores famosos como Ray Liotta, Robert de Niro, Joe Pesci, Paul Sorvino e Lorraine Bracco, no papel do grande amor de Hill.
A propósito, eu não conheço nenhum outro filme onde se pronuncia tantas e tantas vezes a palavra Fuck! Rs, rs, impressionante!
O que dizer mais sobre essa obra-prima? Rever, rever e rever! E sim, é uma relíquia e, portanto, deve ser 'materializada' em nossas mentes, para sempre! Não poderia deixar de mencionar 'também', o bom gosto das músicas selecionadas, do tipo: Eric Clapton, Paul Anka e Tony Bennett, "big stars" do Blues e do Jazz, que eu simplesmente AMO!
No mais., abraços!

Hugo disse...

Sensacional, ótimo sua comparação com "O Poderoso Chefão".

A direção de Scorsese e o trio principal estão impecáveis.

Com certeza são os melhores papéis das carreira de Joe Pesci e Ray Liotta.

Abraço

Reinaldo Glioche disse...

Fico aqui pensando se esse é meu Scorsese favorito. "Touro indomável" e "Os infiltrados" tem muito apelo comigo e revezam-se com esse clássico dos anos 90 na minha preferência. É um puta filme! E o termo "puta", acredite, se faz necessário. Uma injustiça o Oscar não ter se rendido a Marty já nesse momento.
Um complemento: um prazer delirantemente cinéfilo ler seus textos. Tua apresentação do grande Joe Pesci é uma eloquente demonstração disso.
Abs

Elton Telles disse...

Não tanto como o Reinaldo acima, eu estou bem ciente de que "Goodfellas" não é o meu Scorsese favorito, mas devo reconhecer que é onde a linguagem do diretor é exercitada com maior brilhantismo entre seus filmes. A direção deste filme é assombrosa!!!
Mas se não é o meu preferido, devo dizer que está no meu top 5, com toda a certeza.
Joe Pesci maravilhoso, puta que pariu! rs. Saudades desse ator no cinema... acho que ele faz muita falta!

Abs, meu caro! \o/

Rodrigo Mendes disse...

Jefferson: Obrigado meu caro.
Não acho que a fita de Kevin Costner tenha merecido tanto os prêmios principais no Oscar com um filme tão fodástico como 'Goodfellas', mas enfim, é meramente questão de gosto. A Academia tem um histórico por esnobar filmes polêmicos (salvo raras exceções como 'O Silêncio Dos Inocentes' que postei dias atrás ganhando de Melhor Filme, diretor, Roteiro e atores principais sendo o filme que é).
]
Cagney é o astro desses filmes que mencionei e certamente você os conhece melhor do que eu.
Abs.

Lu Janis: Sabia que você teria algo a dizer da trilha sonora musical. Tu que é fã assumida por jazz e rock. Realmente, é sensacional, Scorsese tem muito bom gosto, assim como Tarantino na escolha das músicas.
Beijos.

Hugo: E principalmente com os filmes de gangsters da era 30 da Warner quando comparei Cagney e Pesci.
Abraço.

Reinaldo: HAHAHAHA sim meu amigo, o termo "puta" se faz bastante necessário com relação aos Bons Companheiros, e sim, ultra mega injustiçado, assim como Taxi e Touro, os pontos mais altos e elevados na maestria de Scorsese.
Você sabe que 'Os Infiltrados' foi um reconhecimento aclamado tardio, já leu meu texto, gosto do filme, mas não é o meu predileto do Marty, apesar de ser soberbo.

Obrigado mesmo pelos elogios sinceros. Nem sei o que dizer.
Valeu! Abs.

Elton: Meu caro, primeiramente agradeço imensamente o carinho e desde já agradeço seus comentários nas sessões anteriores. Lisonjeado por sempre conseguir de uma forma ou de outra lhe trazer novas curiosidades de bastidores. Concordamos em tudo com relação ao filme "SE" e ao fantástico " The Silence of the Lambs" e sim, Demme merece todas as ovações possíveis por uma direção tão esplêndida e rompendo totalmente com que havia feito até então.

Bom, quanto a "Goodfellas", surpreso estou eu ao saber que não chega a ser o seu Martin Scorsese favorito, pelo menos entra no seu top 5 sossegado, rs!

Pesci deveria voltar em mais um filme dele, sei lá, pode ser um bonzinho, mas adoraria revê-lo como vilão. O cara arrasa em todos os sentidos, tb em 'Touro Indomável' e 'Casino'.
Abração!!!




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