ESPECIAL
OUTUBRO DAS BRUXAS
TERCEIRA TEMPORADA
☠
CABEÇAS VÃO ROLAR!
Após
ficar confinada em um asilo por vinte anos depois de um duplo homicídio, uma
mulher diagnosticada como louca retorna ao lar tentando se reaproximar da
filha, mas suspeitas sobre sua insanidade começam a acontecer depois de sucessivos
crimes relacionados ao seu passado.
Entra em cartaz o especial de terror no CINEMA RODRIGO. Infelizmente não tive tempo de rever a minha lista de acervos (nem sequer assistir ao lançamento elogioso de "Invocação do Mal" - The Conjuring, James Wan, 2013) para escrever durante 31 dias resenhas de filmes de terror no
especial anual do blog Outubro Das Bruxas como nos dois anos anteriores, mas o blog terá outro seguimento na temporada deste ano. Aguardem nas próximas sessões...
Bom, pelo menos um dos grandes clássicos do cinema de horror com a diva JOAN CRAWFORD (1906-1977) não poderia ficar de fora! Eis uma fita horripilante e uma das minhas prediletas da fase trash da grande estrela, camarada de BETTE DAVIS (igualmente sensacional nesse gênero) e com elegância e estilo, se aposenta com filmes falaciosos e cults como O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE? – What Ever Happened to Baby Jane, 1962 ao lado de Bette e com direção de Robert Aldrich (já resenhei aqui). O curioso é que no início da carreira, Joan já esteve em filmes B como no clássico (que também já postei no blog) O MONSTRO DO CIRCO (THE UNKNOWN, 1927 de Tod Browning) também estrelado pelo mestre da caracterização Lon Chaney (O Homem das Mil Faces).
Bom, pelo menos um dos grandes clássicos do cinema de horror com a diva JOAN CRAWFORD (1906-1977) não poderia ficar de fora! Eis uma fita horripilante e uma das minhas prediletas da fase trash da grande estrela, camarada de BETTE DAVIS (igualmente sensacional nesse gênero) e com elegância e estilo, se aposenta com filmes falaciosos e cults como O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE? – What Ever Happened to Baby Jane, 1962 ao lado de Bette e com direção de Robert Aldrich (já resenhei aqui). O curioso é que no início da carreira, Joan já esteve em filmes B como no clássico (que também já postei no blog) O MONSTRO DO CIRCO (THE UNKNOWN, 1927 de Tod Browning) também estrelado pelo mestre da caracterização Lon Chaney (O Homem das Mil Faces).
ALMAS
MORTAS (Strait-Jacket, 1964)
do diretor WILLIAM CASTLE (produtor de O Bebê de Rosemary e diretor de outros clássicos do gênero: Treze Fantasmas, A Casa
Dos Maus Espíritos, Força Diabólica, esses dois últimos
citados, sempre estrelado por Vicent Price) é um desses exemplos
marcantes da eterna diva, ela renegando ou não . Joan fez mais um filme com
Castle em 1965 chamado EU
VI QUE FOI VOCÊ (I SAW WHAT YOU DID) e também estrelado por John Ireland, mas nunca obtive acesso ao filme. Curioso para
conferir um dia. O cineasta sempre teve controle absoluto de sua obra, suas
criações, apesar de serem ignoradas como obras-primas do cinema, é um charme,
ainda mais para os aficionados por horror. Fez escola e influenciou gerações de
cineastas como Robert Zemeckis (que
ao lado dos produtores Joel Silver e Gilbert Adler abriu uma produtora em
sua homenagem, a Dark Castle
Entertainment uma divisão da Silver
Pictures que refez obras do gênero em filmes medianos como A
Casa de Cera, 13 Fantasmas e A Casa da Colina). É notável como ele conseguia algum apoio de
distribuição dos Majors studios, como
a Columbia Pictures. Enfim, são filmes que levam títulos de: O
Cadáver Ambulante, A Velha Casa Assombrada, A Máscara do Horror, Trama
Diabólica, A Moderna Mata Hari
e por ai vai. Deliciosos de se assistir (dos que consegui encontrar) apesar de
bizarros e pouco voltado para a família (embora seus filmes tivessem, pelo
menos alguns deles como 13 Fantasmas, apelo para matinê), no caso de Almas
Mortas, não.
Aliás, é bem slasher e até chocante
se pensarmos na época de seu lançamento e muito embora Hitchcock já tenha quebrado tabus com Psicose (um legítimo terror) quatro
anos antes.
Castle também cria muito
suspense em meio às cenas fortes de decapitação (e todo o marketing do filme
avisava de antemão para o espectador o que ele iria assistir). Muito bem, a
fita conta a premissa de uma mulher, mãe de uma menininha, que é traída em
plena noite de sábado. Lucy Harbin
(Crawford), estava viajando de trem, mas volta antes do planejado e pega no
flagra o seu marido, Frank Harbin
(uma participação de LEE MAJORS) com uma amante, em seu dormitório,
na cama. Ela fica DESCONTROLADA! Com isso, e num ímpeto maníaco e vingativo, a dona de casa pega
um machado que estava fincado em um tronco cortado no quintal, entra à surdina,
no escuro (e apenas a sua filhinha percebe sua presença e já tinha presenciado
o pai transando com a safada!) e sem hesitar, mata ambos com violentas
machadadas, golpes certeiros que decepam os amantes exaustos depois do sexo.
Bom, a cena é antológica. Inesquecível. Chocante até para os dias atuais. Joan
esta magnífica com seu olhar furioso, bom, esse é o prólogo antes dos créditos
iniciais, daí o filme começa, de fato. Ela não é considerada uma criminosa a
ponto de parar no presídio, mas o pior acaba acontecendo, é considerada
legalmente louca sendo trancafiada numa camisa de força (tradução literal do
título original) em um sanatório por terríveis 20 anos (pelos quais não
presenciamos). Após todo esse tempo, é hora de testá-la e fazê-la regressar à
sociedade, mas antes uma experiência familiar. Lucy volta para a casa do irmão,
Bill Cutler (LEIF ERICKSON) e da cunhada Emily
Cutler (ROCHELLE HUDSON), os
responsáveis legais de sua filha, Carol Harbin
(DIANE BAKER no mesmo ano em que
atuava para Hitchcock no ótimo Marnie, Confissões de Uma Ladra) que lhe deram educação
gerando bons frutos, afinal, Carol tornou-se uma artista conceituada.
Ela, aquela garotinha traumatizada se apresenta uma mulher madura e compreensiva e suas esculturas
são um sucesso. Noiva e prestes a casar, Carol só deseja reatar os laços com a
mãe, aqui uma Joan Crawford frágil e insegura. O noivo, Michael Fields (JOHN ANTHONY
HAYES) é um rapaz galante, rico e de boa família e o melhor de tudo, igualmente compreensivo e também disposto a ajudar a sogra. Tudo parece se encaminhar para
dias felizes quando misteriosos assassinatos por golpes de machado começam a ocorrer e as
vítimas decapitadas apontam para uma única mulher. Lucy continua instável e
precisa de medicamentos e calmaria de vez em quando, mas, será mesmo que ela
jogaria tudo para o alto e arruinaria de vez sua tumultuada relação com a filha? O filme mantém um ótimo clima de mistério e embora
óbvio, faz com que as revelações sejam no mínimo, gritantes.
Castle fazia filmes em preto e
branco e aqui cria cenas impressionantes - com a ajuda de uma trilha musical
sensacional composta por Van Alexander - como a reprodução de sombras na parede e o machado cortando cabeças numa suavidade
diabólica. O truque é muito bem feito mesmo!
O papel principal seria inicialmente
de Joan Blondell que após um
acidente deixou o projeto. Depois que Joan aceitou o papel fez exigências a
começar pelo roteiro que teve que ser reescrito pelo autor ROBERT BLOCH (o mesmo de Psicose) que teve que seguir à risca
as orientações da veterana estrela e além do mais, a fim de agradá-la, Castle teve que aceitar que ela aprovasse cada membro do elenco,
inclusive, Diane Baker que só conseguiu
interpretar sua filha depois da mesma exigir que Anne Helm (da série General Hospital e de filmes como “Em
Cada Sonho um Amor”
de Elvis Presley) fosse substituída.
MITCHELL COX que interpreta o
médico, Dr. Anderson, uma das
vítimas, não era ator, mas um dos executivos da Pepsi na época (fofocas diziam
que era amante de Joan), mas era fato de que Joan foi casada com um executivo
da empresa, Alfred Steele, e durante
muito tempo integrou o Conselho de Diretores da companhia de refrigerante.
O efeito sonoro das cabeças decapitadas foi realizado graças a um machado cortando uma melancia. Um detalhe engraçado e curioso é o final, durante a apresentação do logo da Columbia (a mulher que segura uma tocha de fogo) que aparece sem cabeça!
Listado entre os 100 maiores
filmes de péssimo gosto da história segundo o fundador da premiação oficial dos
Razzie (o famoso Framboesa), John Wilson, Almas Mortas, apesar de
tudo não chega a ser um espetáculo de sangue e acredito que seja um dos filmes
mais guilty pleasure de qualquer
cinéfilo. Só pelo fato de ser estrelado por Joan, já basta. Foi o antepenúltimo
filme da carreira dela, além de voltar com Castle em mais uma produção, faria
mais um filme gore; Berserk, 1967, do diretor Jim O´Connolly, certamente para pagar
as contas e se aposentaria em papéis notáveis na televisão, o meu predileto é
sua participação na série NIGHT
GALLERY (1969-1973)
sendo dirigida por um jovem chamado Steven
Spielberg.
Assistam e irão se divertir com
Joan, a Jack Nicholson de saias.
EUA
1964
TERROR/DRAMA/SUSPENSE
PRETO E BRANCO
93 min.
SONY/ Vintage Filmes
★ ★ ★ ★
STRAIT –JACKET
Estrelando:
JOAN CRAWFORD
Uma Produção de
WILLIAM CASTLE
Co-Estrelando: DIANE BAKER LEIF
ERICKSON
HOWARD ST. JOHN JOHN
ANTHONY HAYES
Com: ROCHELLE HUDSON
GEORGE KENNEDY
EDITH ATWATER
MITCHELL COX
Música VAN ALEXANDER
Diretor
de Fotografia ARTHUR ARLING, A.S.C.
Direção
de Arte BORIS LEVEN Edição EDWIN BRYANT,
A.C.E.
Decorador
de Set FRANK TUTTLE Assistente de Direção HERBERT GREENE
Maquiagens
por BEN LANE, S.M.A. Supervisão de Som
CHARLES J. RICE
Som LAMBERT DAY Efeitos Especiais RICHARD ALBAIN
Produção
Associada DONA HOLLOWAY
Escrito
por ROBERT BLOCH
Produzido
e Dirigido por WILLIAM CASTLE
STRAIT –JACKET ©1964 William Castle Productions – COLUMBIA PICTURES












5 comentários:
Com uma sinopse angustiante como essa e com uma grande atriz como protagonista fiquei tenso para assistir.
Sua introdução me fez um filme genial que amo sobre relacionamento chamado O Enigma de Kasper House.
Abraços e boa sessão de terror. kkk
Obrigado pela sugestão, foi uma sugestão né? Nunca assisti ao O Enigma de Kasper House.
Recomendo Almas Mortas. Não tenha medo! rs
Abs.
Adoro esse filme!! "Eu vi que foi você" se encontra no YouTube, legendado em PT, e também é delicioso, apesar de Joan fazer papel coadjuvante. Ps: aonde vc consegiu acesso à lista dos 100 filmes de péssimo gosto, do Framboesa?? Abraços :)
Henrique: Obrigado pela visita. Um amigo meu foi quem mencionou pra mim numa conversa dessa lista. Eu li essa informação no IMDB. Geralmente essas listas são pessoais e sem fundamento e que só servem para irritar os fãs, veja bem, uma vez, O Iluminado, do Kubrick, foi indicado ao Framboesa, sabia? rs
E vou procurar Eu Vi Que Foi Você no Youtube qualquer dia, obrigado.
Essa fase terror de Joan é sensacional, adoro.
Abs.
Sim, sabia da indicação de "O Iluminado". sem comentários.. E, por coincidência, passou "Almas Mortas" no especial de halloween da HBO nesta madrugada. Até acordei pra botar gravar.. rs .. Agora o melhor filme de suspense de Crawford é, sem dúvidas, "Precipícios d'alma", conhece?
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