sexta-feira, 18 de outubro de 2013

DRÁCULA – O MESTRE VAMPIRO E SEUS DESCENDENTES

OUTUBRO DAS BRUXAS 
TERCEIRA TEMPORADA
CINE-DOC. TERROR : Capítulo 1
A sessão documentário esta no ar! O Cinema Rodrigo começa agora uma nova série de artigos especiais que entrarão em cartaz no blog durante o especial OUTUBRO DAS BRUXAS. Trata-se de uma exibição documentada, mas como assim? É bem simples, não será resenha crítica cinematográfica de filme como único objeto, seja ele péssimo, ruim, regular, bom, ótimo ou excelente. Sem avaliações, “O CINE-DOC.” se encarregará de trazer informações de meu acervo literário particular, uma pequena biblioteca, assim como os próprios filmes e documentários em vídeo, TV e até mesmo do cinema e também anotações que adoro fazer, novidades históricas do mundo do entretenimento audiovisual que tanto me fascinam e me fazem descobrir curiosidades da sétima arte que amo incondicionalmente e que agora, irei compartilhar com você, caro blogueiro.

Quem é leitor do CineRodrigo sabe que tenho poucos posts relacionados a artigos. Surgiu uma vez uma trilogia especial, uma série de três postagens sobre o universo dos filmes de monstros, O CINE MONSTROS. Bom, já que fiquei devendo resenhas de mais filmes do especial do mês Outubro Das Bruxas (com apenas o maravilhoso ALMAS MORTAS de William Castle estrelado pela eterna diva Joan Crawford, o único exemplar dessa temporada) a série especial Cine-Doc. (documentário e ou/ Cinejornal) se iniciará com a mesma temática, TERROR e já vou confessar que dentre todos os gêneros, é o seguimento que mais tenho predileção. É também, muitas vezes, confessadamente a minha maior guilty pleasure, já que tenho noção que os filmes da série Sexta-Feira 13 estrelada por Jason, por exemplo, são tipicamente ruins, mesmo assim, me divirto. Portanto, numa espécie simbólica de ‘exibição documentada’, a primeira parte da saga irá revelar mistérios e curiosidades (com toques pessoais e de gosto preferencial do Rodrigo aqui) e as inúmeras facetas de um dos personagens mais fascinantes da equipe mostrenga do cinema: ele, o único, mestre vampiro, Conde Drácula.



Quem é ele? Quantas faces tem o Drácula? Certamente, se não fosse pelo autor BRAM STOKER (1847-1912) não estaria aqui escrevendo sobre. Também, devemos dar créditos a genialidade pioneira do cineasta F. W. MURNAU (1888-1931 que morreu no mesmo ano do lançamento do clássico da Universal) que dirigiu o clássico-dinossauro com toda a arte expressionista alemã, o magnífico NOSFERATU (1922), um divisor de águas e que só não é considerado oficialmente o primeiro Drácula (embora seja uma assumida adaptação da obra de Stoker) devido a um caso jurídico alegando que os produtores não obtiveram os direitos autorais para prosseguirem com o projeto, o que curiosamente acabou se tornando uma livre adaptação do sugador de sangue mais famoso da história. Murnau, na verdade, cria efeitos especiais espetaculares com a ajuda da montagem, óbvio, como, por exemplo, na cena final, quando o monstro (interpretado lindamente e assustadoramente por Max Schreck) se desintegra dramaticamente com o poder destrutivo da luz solar. Apenas exemplificando esse detalhe, a fita de Murnau, apesar dos contratempos da época, tornou-se o filme mais influente de todos os tempos. E sua fama sucedeu com o passar do século.

Max Schreck já me tirou muitas noites de sono

Menos “artístico” e mais comercial, entra em cena no ano de 1931 o primeiro monstro oficial de Hollywood. Em matéria popular foi o DRÁCULA (idem) dirigido por TOD BROWNING (1880-1962) e estrelada pelo galã húngaro BELA LUGOSI (1882-1956) dos estúdios de Carl Laemmle e produzido pessoalmente pelo filho, Carl Laemmle Jr, que apostou na fórmula e enriqueceu a empresa do pai tornando-se uma major: A UNIVERSAL PICTURES! Tudo bem, Nosferatu tem sua importância e ninguém tira o seu trono, mas pensando bem, o que seria dos trocentos filmes de vampiros que temos hoje em dia (incluindo uma saga irregular estrelada por personagens pó de arroz de uma autora chamada Stephenie Meyer...) sem o toque de Browning e a presença incontestável de Lugosi? A resposta é muito simples, a imagem do vampiro jamais ficaria tanto tempo marcada no imaginário popular sem o charme do ator e as decisões dos roteiristas, produtores, executivos e diretor de fazer daquele primeiro Drácula oficial uma obra tão completa, apesar dos precários efeitos especiais. Aliás, é graças ao toque da brilhante fotografia do alemão KARL FREUND (1890-1969), técnico da fase expressionista ao lado de grandes nomes como Fritz Lang e um sucesso numa carreira internacional (foi diretor de outro sucesso da Universal, A Múmia, com Karloff, falarei em outro capítulo). Freund e Browning trazem trucagens do cinema mudo e fazem deste Drácula um marco do cinema. Até porque, ambos estavam tentando se acostumar com a ideia do som! 

O modo de falar pausado de BELA LUGOSI 
tinha a ver com a sua falta de domínio do inglês.
O húngaro foi a última escolha como falta de opção,
pois os astros previamente selecionados não estavam
disponíveis. Reza a lenda que o filme salvou a Universal
da falência.
Em matéria de oportunidade e de um script razoável, a Universal só foi realmente feliz (no quesito artístico será sempre inferior a Nosferatu ) com esta primeira película, já que teve inúmeras sequências e Drácula dividindo a tela com os colegas do ramo (Múmia, Lobisomem e Frankenstein). Era uma linha de produto com o celo do estúdio e que na época  não teve concorrentes. Durante duas décadas (1930-1940), coube a Universal investir pesado em produções de terror, com criaturas de outro mundo, cadáveres, vampiros e lobisomens, que eram de praxe. O resultado? Se consagrou para as grandes massas os populares Filmes de Monstros. Três dezenas de clássicos e pelo menos uma linha de continuações para cada personagem, muito embora os desdobramentos fossem ridículos, sem cabimento, pé nem cabeça, até pior que as premissas da saga Sexta-Feira 13, Jogos Mortais,  A Hora do Pesadelo, Chucky e por aí vai. O fenômeno e interesse do público na época se deve ao fato de que as pessoas estavam vivenciando a famosa crise econômica de 1929 e com isso almejavam pegar um cineminha e esquecer dos problemas. Muito embora outros estúdios na época mostrassem mulheres lindas, homens viris e galãs, aventura e paisagens exóticas, às avessas, a Universal se interessava pelo sombrio, macabro e que acabou ganhando a alcunha de realizações TRASH. Enquanto a WARNER BROTHERS mostrava um lado cru e real de uma sociedade e filmes de gangster com James Cagney, as mulheres mal amadas de Bette Davis e alguns musicais de Busby Berkeley, a Universal se concentrava nas criaturas do além túmulo. Apesar de pouca grana inicial, o estúdio sempre teve um zelo e de levar tudo muito a sério, os atores deveriam acreditar naquilo que estavam fazendo ou então não funcionaria e o resultado acabava entrando em um padrão mínimo de qualidade.

O mestre vampiro foi importante nesse período e a Universal, sem perder tempo, deu espaço no mesmo ano para um artista e cineasta vindo do teatro chamado James Whale  fazer com elegância a saga de outro monstro, Frankenstein (adiante no próximo capítulo).

Mas é claro, vampiro não é só americano e como já citei o alemão vampiresco e grotesco personificado por Schreck, há outros. Em 1990, Gilberto Schroeder e Sérgio Martorelli listaram nada mais e nada menos que 132 fitas com vampiros sendo protagonistas com exceção do clássico de Georges Méliès, Le Manoir du Diable, curta-metragem de 1896. Ainda assim, os demais foram produções realizadas ao redor do mundo. No entanto, segundo um levantamento do Discovery Channel numa produção documentada para a TV (não marquei o nome do programa falha minha, mas que ao menos anotei no caderninho alguns dados e já tem alguns anos), de que os filmes de vampiros não ficam apenas na casa dos cento e poucos e sim numa estimativa que chega a quinhentas produções, tanto cinematográficas, para televisão e até desenhos animados. Destes, perto de 10% são tramas com o Conde Drácula.



Antigamente se imaginava o vampiro de um jeito único, ou seja, era sempre aquela criatura aterradora que entrava na surdina de noitinha e se aproveitava da fragilidade do sono da vítima (geralmente mulheres) para invadir seu espaço aparentemente seguro e sorrateiramente (os ratos também fazem o mesmo) atacam. Eram caçados como animais amaldiçoados e liquidados com estacas no coração, quase sempre dormiam em caixões e é claro, sempre durante o dia. Isto é, eram vítimas, como troco, da mesma investida sorrateira com que pegavam desprevenidos seus alvos. Essa é a estrutura clássica do sugador noturno e serve também para o Drácula!

Citando outros exemplos, além da fita de Murnau: M– O VAMPIRO DE DÜSSELDORF, também de 1931 mas dirigido na Alemanha por FRITZ LANG (1890-1976) e estrelada magistralmente por PETER LORRE (1904-1964), traz o elemento básico do personagem fictício para um mundo, digamos, real. A ideia surgiu quando o cineasta tomou conhecimento de um serial killer de crianças, Peter Kürten, que, por volta de 1925, matou cerca de dez pequenos inocentes na cidade de Düsseldorf e as práticas eram um tanto “Nosferatianas” (?) e com o diferencial que é aquele assobio infernal, uma constante melodia. Há também o magnífico vampiro do dinamarquês CARL T. DREYER (1889-1968) , THE VAMPYR (1932), filme de origem francesa, mudo e que tornou-se também mais uma obra-prima da história do cinema de modo geral.

De maneira original, o diretor E. ELIAS MERHIGE faz uma bela adaptação de Nosferatu no fascinante A SOMBRA DO VAMPIRO (2000) que narra os bastidores da filmagem do filme homônimo de Murnau e imagina-se (e que imaginação fértil e terrificante) que o ator principal, no caso Schreck, monstruosamente interpretado pelo americano WILLEM DAFOE, fosse de fato um vampiro. Com isso, inúmeras mortes no set passam a ocorrer e a equipe de produção vive noites horripilantes com o colega exigente e faminto. É um baita de um filme! Corajoso e original e que merece qualquer dia desses uma resenha escrita por mim. O elenco ainda conta com JOHN MALKOVICH como o próprio Murnau, UDO KIER como Albin Grau, produtor da fita, diretor de arte e figurinista e ainda CARY ELWES e CATHERINE McCORMACK como os atores coadjuvantes, respectivamente Fritz A. Wagner (que é fictício) e Greta Schröder.

Dafoe aterroriza em A SOMBRA DO VAMPIRO, pra mim, seu melhor papel.
Transformação é uma palavra chave. Ao passar dos anos, vampiros sofreram por mudanças necessárias pelas telas desde o século passado. E o motivo é simples: atender um público constantemente novo e moldando os filmes para ficarem mais interessantes. Nos anos 1970, por exemplo, diretores como o espanhol, JESS FRANCO (1930-2013), como é mais conhecido (seu nome é Jesús Franco) radicalizou o universo vampiresco no que antes poderia ser considerado insinuação no andrógino Nosferatu (mais até evidente na versão para o cinema de 1979 por WERNER HERZOG) uma sexualidade despirocada nos vampiros. A exemplo, Franco fez um filme com vampiras lésbicas o cult trash VAMPYROS LESBOS (1972) . Sem contar que o cara tem na filmografia filmes que trazem Frankenstein e Drácula frente a frente (Drácula Contra Frankenstein, 1972), filmes de zumbis, (La Tumba de los Muertos Vivientes, 1983) e por aí vai, o IMDB lista 200 produções suas como diretor. Assisti apenas o das vampiras que colam velcro (risos), estou caçando os demais e recomendo fazerem o mesmo por curiosidade.


A obra mais revisitada de Franco e as vampiras são um atrativo


Já nos anos 1980 o vampiro ficou cultuado em filmes como  HORA DO ESPANTO (de 1985 dirigido por Tom Holland, lei aqui) que apesar de todos os clichês feitos nos cinquenta anos de vampiro no cinema, ainda se mantêm em destaque como, também, uma ótima comédia, ou se preferirem mais um exemplar do terrir (popularizado por Sam Raimi). O filme, com uma atmosfera bacana e única acabou virando cult. Há doses de suspense e erotismo hibridizado com filme de terror-teen, além de uma ótima direção de Holland e cenários inesquecíveis e a mais ousadia de todas: um vampiro (com características de Conde) bissexual! Pois é. Um pintor que se mudou para uma cidade suburbana americana e aterroriza seu vizinho, Charlie, um rapaz que não tem apenas uma imaginação fértil e que banca o curioso em sua Janela Indiscreta.

 na refilmagem de 2011 dirigida por Craig Gillespie

E falando em sexo e mais sexo, a comédia do Cinema em Casa das tardes do SBT estrelada por JIM CARREY em início de carreira, PROCURA-SE RAPAZ VIRGEM – ONCE BITTEN (1985) dirigida por Howard Storm e co-estrelada pela sensual LAUREN HUTTON, não poderia ficar de fora. No entanto, levando o sexo mais a sério, FOME DE VIVER (THE HUNGER, 1983) outro clássico de seu tempo realizado por TONY SCOTT (1944-2012), aliás, seu melhor filme e que foi sua grande estréia, é um drama perverso sobre o envelhecimento desses seres que necessitam de sangue a qualquer custo. Estrelado por um trio de protagonistas pra lá se sensuais: SUSAN SURANDON, CATHERINE DENEUVE e o astro do rock DAVID BOWIE. Certamente foi a década dos vampiros à flor da pele, mas na primeira década do corrente século, uma série de franquias como BLADE estrelada por WESLEY SNIPES  e ANJOS DA NOITE – UNDERWORLD com KATE BECKINSALE tornaram-se rapidamente em sucessos blockbusters ao estilo filmes de ação ininterrupta. Pois é, mais uma vez os chupadores de pescoço tiveram que se adaptar aos novos tempos.

Nostálgicas tardes chupando leite condensado e rindo a beça com Jim Carrey
na pele do rapaz virgem


Deneuve e Bowie sensualizando no sucesso FOME DE VIVER!
Mutação genética no ótimo BLADE II - O CAÇADOR DE VAMPIROS (2002)
do diretor mexicano GUILHERMO DEL TORO
Pra Rir: JOHNNY DEPP como Barnabas Collins no divertido SOMBRAS DA NOITE (2012)
de TIM BURTON


E quanto ao CHRISTOPHER LEE? Bom, voltando um pouco no tempo, também coube ao famoso ator veterano britânico, um novo posto do mais famoso vampiro personificado no cinema em todos os tempos e novamente em filmes considerados B para a indústria e crítica. Então, Lee que nasceu no mesmo ano quando Nosferatu foi para as telas, 1922, e hoje com 91 anos, verdadeira lenda viva, fez uma quantidade de filmes consideráveis para a produtora inglesa HAMMER. Foram nada menos do que oito longas lançados entre 1958 e 1973 e média de um filme a cada dois anos. Aja roteiro e imaginação! Lee ficou até mais assustador que Lugosi, já que as fitas eram coloridas num technicolor gritante. Outro colega que o acompanhou, mas como adversário, foi o grande PETER CUSHING (1913-1994) e o filme O VAMPIRO DA NOITE nomeado originalmente de Drácula (de 1958) com direção de TERENCE FISHER  (1904-1980) é o meu predileto. Leia aqui.

Cartaz original de O VAMPIRO DA NOITE

Mais adiante, os fãs do vampiro morcego, único e original, teriam de esperar ansiosamente quando foi anunciado que o grande cineasta chefão FRANCIS FORD COPPOLA iria adaptar fielmente o romance de Stoker. E o fez. Em um sombrio ano de 1992 e graças ao mestre de obras como Apocalypse Now (1979), tudo esteve à altura da grandiosidade da criatura consagrada no texto de Stoker e muito bem vivido, agora, pelo magnífico ator  GARY OLDMAN que sabe fazer gloriosamente tanto o trágico romântico quanto o monstro demoníaco. Tudo no filme é perfeito. Figurinos, som, fotografia e principalmente a direção de arte (leia o post aqui). E ainda digo mais, Drácula do Coppola é mais do que um filme, uma produção de terror, afinal, ele deu um tratamento temático diferenciado nunca antes visto no universo do vampiro.

Fidelidade ao texto original obrigou Coppola a colocar o nome do autor
do romance no título de seu filme, que virou
DRÁCULA DE BRAM STOKER

É isso. Já mordi pescoços demais e creio que condensei tudo o que pretendia na primeira parte do especial. O CINE-DOC. vai ficando por aqui, luzes acendendo, hora de recolher a pipoca do chão e fiquem ligados! Vem aí nos próximos capítulos...

Ø  “O Mito de Frankenstein - O Monstro Incompreendido”;
Ø  - “Uivo aterrador:  a horda de lobisomens”;
Ø  “Zumbis mortos-vivos: a legião comedora de carne humana 
(cérebro se preferir);”
Ø  - “As múmias amaldiçoadas do cinema”;
Ø  - As mulheres monstros e o toque  feminino;
Ø  - Os monstros do mundo aquático,
Ø  - Os ataques alienígenas
Ø  - A boca do lixo do cinema de horror 
(os filmes de baixo orçamento e considerados ruins);
Ø  e ainda de quebra, uma lista dos meus diretores prediletos dos filmes de terror e ficção-científica , os realizadores do seguimento fantástico cada qual com seu estilo, cineastas que se dedicaram a fazer um cinema divertido e inspirador. 

Vampiros em dose tripla numa coleção que faz todo cinéfilo salivar!
Adendo:  o terceiro é um documentário curto
do francês JEAN PAINLEVÉ (1902-1989): "LE VAMPIRE", 1945
e estrelado por Max Schreck em imagens de arquivo

4 comentários:

David Favinha disse...

(Ainda) Não vi a maioria dos filmes da lista, mas adorei recordar A Sombra do Vampiro. Fiquei fascinado, quando o vi, há mais de uma década, parece que foi ontem! :)

David Favinha disse...

(Ainda) Não vi a maioria dos filmes da lista, mas adorei recordar A Sombra do Vampiro. Fiquei fascinado, quando o vi, há mais de uma década, parece que foi ontem! :)

Paulo Telles disse...

Brilhante matéria meu amigo, abordando os mais importantes filmes do Horror, abrindo com Chave de Ouro esta série de artigos sobre os mesmos.

Embora não seja um 100% aficionado pelo gênero, já assisti alguns destes que vc mencionou neste primeiro tópico, como NOSFERATU de 1922, e DRÁCULA, de 1931 com Bela Lugosi. Este tem uma trajetória interessante, como vc mesmo aqui pautou em seu artigo, não se cogitava sequer seu nome entre os escolhidos para o papel.

Mas muito embora reconheça o pioneirismo de Lugosi, meu preferido é o Christopher Lee, este ainda bem vivo gozando plenamente seus 90 anos de idade. Mas em questão de fidelidade ipisi literis do livro de Bram Stocker, claro que a versão estrelada por Gary Oldman ganha em disparada, nos fazendo até esquecer em alguns momentos as versões anteriores do Vampiro das Trevas.

Ótima matéria, Rodrigo! Vamos em frente! Grande abraço!

Rodrigo Mendes disse...

CINE 31: Ah, meu amigo. Eis um filme inesquecível. Original e aterrador. Adoro A Sombra do Vampiro. Atuações soberbas.
Abs.

Paulo: Fico feliz que tenha gostado. Obrigado nobre amigo blogueiro. O especial continuará, certamente, quentíssimo! rs

Adoro o Lugosi, mas o Lee é mais assustador, e sim, uma lenda viva! São tantos personagens inesquecíveis: 007 Contra O Homem Com A Pistola de Ouro, O Senhor dos Anéis, Star Wars, enfim. Um baita ator, um gentlemen de várias gerações. Os mais novos podem não saber da existência dos filmes do Drácula da Hammer, mas certamente eles sabem de quem se trata. Este senhor, quando morrer, ficará eternizado.

E sim, a produção do Coppola é caprichada. Se formos medir comparação com os mais antigos seria covardia.

Grande abraço.

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