são 120 minutos de pura chatice, e nunca pensei que um dia iria dizer isso de um filme do TIM BURTON que gosto muito (pô ele dirigiu EDWARD MÃOS DE TESOURA, BATMAN [1989], ED WOOD, MARTE ATACA! A LENDA DO CAVALEIRO SEM CABEÇA, OS FANTASMAS SE DIVERTEM e tantas outras maravilhas como O ESTRANHO MUNDO DE JACK [produziu e idealizou]). Claro, ele errou muito nesta ladainha de fazer refilmagens de clássicos absolutos como também: A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE e ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS (decepção mais horrorshow que planeta) com seu ator-fetiche JOHNNY DEPP. Mas na mesma época deu um alívio dirigindo obras primas com mais a sua patente (PEIXE GRANDE e SWEENEY TODD).
Agora quanto a esta fita de 2001, meu Deus! Pierre Boulle, autor da obra original, deve estar se revirando em seu túmulo, já que o mesmo nunca achava que sua história daria certo para o cinema. Bom, ele viu que deu certo em 1968 quando o produtor Arthur P. Jacobs realizou aquele filme intrigante com CHARLTON HESTON (que faz uma ponta aqui não creditada como o pai macaco do vilão Thade), mas quando Burton resolveu encher linguiça com um filme quando estava sem idéias, enfim, foi minha primeira grande (a segunda foi ALICE) decepção com relação a este mágico cineasta.

A trama é mais ridícula que as histórias soup opera da TV Globo ultimamente, é sobre uma estação bélica (espacial) chamada OBERON. O ano é 2029 e nesta estação são enviadas diversas missões de reconhecimento interestelar, e os chimpanzés são as cobaias. Ou seja, eles preferem mandar os bichinhos para a morte do que um piloto treinado. Se bem que o piloto não é bom, visto que ele é MARK WAHLBERG, que consegue destruir duas naves de milhões de dólares com aterrissagens medíocres (no começo e no final da fita). Em uma das missões espaciais o macaquinho se perde e o Mark Mark vai lá tentar resgatá-lo, mas ele acaba “viajando no tempo” (o Twister que leva a Dorothy de Kansas a Oz é mais dramático) e pronto, ele está em um planeta que lembra um pouco a Terra (mas não é. Que bosta!) e cai em um pântano (claro em um filme do Tim não poderia ter um deserto brilhante). Quando ele se dá conta esta no meio de uma caçada em que os humanos são capturados por macacos maus. Os bichos os prendem em jaulas, escravizam e usam esses humanos como objetos de porrada (nem mostra eles fazendo experiências científicas com as pessoas) e esse pessoal bonito e não peludo, diferente do filme original, falam um bocado! Pra quem não conhece o filme antigo, na trama os humanos eram os bichos do zoológico que não falavam e os macacos os dominantes e seres inteligentes, aqui não. Na ficção científica de Boulle esse planeta era um mundo invertido, um pouco "País Das Maravilhas", mas nem isso Burton imprimi aqui. E ainda consegue trazer um elenco apático.
Alguns atores ruins mesmo, mas outros ótimos como TIM ROTH (Pulp Fiction, Cães de Aluguel) que nada tem a fazer neste filme como o macaco vilão, Thade, um general do exército símio que deseja a todo custo exterminar toda a raça humana.
O filme também trás a primeira incursão de HELENA BONHAM CARTER em um filme de Tim, o seu futuro marido (Tim era casado com Lisa Marie que participou de quase todos filmes dele no passado, esse foi o último). Carter interpreta uma macaca boa, Ari, que sempre atende pelos humanos e que cai de desejos (weird) pelo Mark. Duas espécies diferentes com requintes sexuais. Que nojo Tim! Isso numa história do gênero é um erro. Por isso George Lucas nunca ficou confortável com o romance de Anakin com Natalie Portman e evitou as cenas em Star Wars. Existe um limite Han Solo e Princesa Léia em termos sexuais em uma fita de sci-fiction. "Fez-favôre".
O elenco continua estranho, o fortão MICHAEL CLARKE DUNCAN (perfeito em À ESPERA DE UM MILAGRE) como um gorila capanga, PAUL GIAMATTI como um orangotango fazendo gracinhas e os coadjuvantes humanos? Um pior que o outro: o velho KRIS KRISTOFFERSON, o menino LUKE EBERL e a moça sem graça e com lábios carnudos e cheios de batom, ESTELLA WARREN (gostava da Linda Harrison do original) que parece atriz pornô. É muito irritante ver esses humanos tagarelando, o que não tem nada a ver. Como eles são primatas e inferiores a esses macacos se sabem falar? 
O visual aqui é muito sombrio, evidente, e tudo é "sem brilho" (literalmente) ou capricho. A cidade medieval dos macacos tem casas muito feias e até mesmo o interior da estação bélica é mal desenhada. O desfecho é muito irregular e faz com que a platéia fique sem entender. Alguém entendeu? Por favor, me expliquem! Se o de 68 trazia aquele final esplêndido e aterrador, parecia mesmo um pesadelo, o do Burton parece não querer terminar e não coloca os pingos nos “is”. Não vou alongar a minha explicação, senão acabo soltando spoiler com relação ao filme clássico e original. E para quem ainda não assistiu eu sempre recomendo a fita de 68. Aliás, será a minha próxima sessão. Fujam deste aqui!
Agora quanto a esta fita de 2001, meu Deus! Pierre Boulle, autor da obra original, deve estar se revirando em seu túmulo, já que o mesmo nunca achava que sua história daria certo para o cinema. Bom, ele viu que deu certo em 1968 quando o produtor Arthur P. Jacobs realizou aquele filme intrigante com CHARLTON HESTON (que faz uma ponta aqui não creditada como o pai macaco do vilão Thade), mas quando Burton resolveu encher linguiça com um filme quando estava sem idéias, enfim, foi minha primeira grande (a segunda foi ALICE) decepção com relação a este mágico cineasta.
A trama é mais ridícula que as histórias soup opera da TV Globo ultimamente, é sobre uma estação bélica (espacial) chamada OBERON. O ano é 2029 e nesta estação são enviadas diversas missões de reconhecimento interestelar, e os chimpanzés são as cobaias. Ou seja, eles preferem mandar os bichinhos para a morte do que um piloto treinado. Se bem que o piloto não é bom, visto que ele é MARK WAHLBERG, que consegue destruir duas naves de milhões de dólares com aterrissagens medíocres (no começo e no final da fita). Em uma das missões espaciais o macaquinho se perde e o Mark Mark vai lá tentar resgatá-lo, mas ele acaba “viajando no tempo” (o Twister que leva a Dorothy de Kansas a Oz é mais dramático) e pronto, ele está em um planeta que lembra um pouco a Terra (mas não é. Que bosta!) e cai em um pântano (claro em um filme do Tim não poderia ter um deserto brilhante). Quando ele se dá conta esta no meio de uma caçada em que os humanos são capturados por macacos maus. Os bichos os prendem em jaulas, escravizam e usam esses humanos como objetos de porrada (nem mostra eles fazendo experiências científicas com as pessoas) e esse pessoal bonito e não peludo, diferente do filme original, falam um bocado! Pra quem não conhece o filme antigo, na trama os humanos eram os bichos do zoológico que não falavam e os macacos os dominantes e seres inteligentes, aqui não. Na ficção científica de Boulle esse planeta era um mundo invertido, um pouco "País Das Maravilhas", mas nem isso Burton imprimi aqui. E ainda consegue trazer um elenco apático.

Alguns atores ruins mesmo, mas outros ótimos como TIM ROTH (Pulp Fiction, Cães de Aluguel) que nada tem a fazer neste filme como o macaco vilão, Thade, um general do exército símio que deseja a todo custo exterminar toda a raça humana.
O filme também trás a primeira incursão de HELENA BONHAM CARTER em um filme de Tim, o seu futuro marido (Tim era casado com Lisa Marie que participou de quase todos filmes dele no passado, esse foi o último). Carter interpreta uma macaca boa, Ari, que sempre atende pelos humanos e que cai de desejos (weird) pelo Mark. Duas espécies diferentes com requintes sexuais. Que nojo Tim! Isso numa história do gênero é um erro. Por isso George Lucas nunca ficou confortável com o romance de Anakin com Natalie Portman e evitou as cenas em Star Wars. Existe um limite Han Solo e Princesa Léia em termos sexuais em uma fita de sci-fiction. "Fez-favôre".

O elenco continua estranho, o fortão MICHAEL CLARKE DUNCAN (perfeito em À ESPERA DE UM MILAGRE) como um gorila capanga, PAUL GIAMATTI como um orangotango fazendo gracinhas e os coadjuvantes humanos? Um pior que o outro: o velho KRIS KRISTOFFERSON, o menino LUKE EBERL e a moça sem graça e com lábios carnudos e cheios de batom, ESTELLA WARREN (gostava da Linda Harrison do original) que parece atriz pornô. É muito irritante ver esses humanos tagarelando, o que não tem nada a ver. Como eles são primatas e inferiores a esses macacos se sabem falar? 
O visual aqui é muito sombrio, evidente, e tudo é "sem brilho" (literalmente) ou capricho. A cidade medieval dos macacos tem casas muito feias e até mesmo o interior da estação bélica é mal desenhada. O desfecho é muito irregular e faz com que a platéia fique sem entender. Alguém entendeu? Por favor, me expliquem! Se o de 68 trazia aquele final esplêndido e aterrador, parecia mesmo um pesadelo, o do Burton parece não querer terminar e não coloca os pingos nos “is”. Não vou alongar a minha explicação, senão acabo soltando spoiler com relação ao filme clássico e original. E para quem ainda não assistiu eu sempre recomendo a fita de 68. Aliás, será a minha próxima sessão. Fujam deste aqui!TWENTIETH CENTURY FOX APRESENTA UMA PRODUÇÃO ZANUCK COMPANY
UM FILME DE Tim Burton
MARK WAHLBERG TIM ROTH HELENA BONHAM CARTER
Planet Of The Apes
MICHAEL CLARKE DUNCAN KRIS KRISTOFFERSON
ESTELLA WARREN
PAUL GIAMATTI CARY-HIROYUKI TAGAWA DAVID WARNER
Co-estrelando:
Lisa Marie Luke Eberl Erick Avari Evan Parke
Chris Ellis Deep Roy
Música de DANNY ELFMAN Figurinista COLLEEN ATWOOD
Editor CHRIS LEBENZON Cenografia RICK HEINRICHS
Diretor de Fotografia PHLIPPE ROUSSELOT
Produção Executiva RALPH WINTER Produzido por RICHARD D. ZANUCK
Escrito por
WILLIAM BROYLES, JR.
LAWRENCE KONNER e MARK ROSENTHAL
DA OBRA DE PIERRE BOULLE
Dirigido por
Tim Burton
Twentieth Century Fox Film Corp. © 2001



15 comentários:
Interessante querido.
Não gosto muito de macacos e este tipo de estória. rsrsrs
Bjs da titia!
Discordo de sua visão.
Óbvio que os filmes "originais" de Tim Burton são geniais.
Mas, acho que as reflmagens dele são boas e acima da média.
Prefiro a versão clássica de O Planeta dos Macacos. Mas, respeito a obra de Burton.
Questão de gosto.
Abraços
Entendo Renato e respeito sua opinião. Mas acho que o próprio roteiro deste Planeta tem muitos furos. O Tim foi sempre tão original. Veja, neste século ele fez Peixe Grande e Sweeney Todd (mesmo sendo uma adaptação), não entendo porque ele quis fazer outras versões de filmes tão queridos. Sou a favor de que refaçam os filmes ruins e não os bons!
Abraços
Rodrigo
FLOR: Tia, vc prefere uma comédia romântica anos 80 com Mickey Rourke eu sei! Rs!
Beijos
Penso exatamente como vc, Rodrigo. Burton decepcionou com O PLANETA..., ALICE... e A FANTÁSTICA FÁBRICA... Super chatos... e olha que sou fã do cara
O Falcão Maltês
Eu já sei o final, mas ainda não assisti o original. Pelo visto, Tim Burton não se dá bem com refilmagens, não é? Mesmo que "Alice" seja medíocre em relação a ótima filmografia de Burton, acho um filme aceitável e simpático, rs
Bem, ainda não vi essa versão de Burton para "O Planeta dos Macacos" e bem, nem tenho curiosidade, rs
[]s
É, esse foi uma bola fora mesmo, mas o original com Charlton Heston eu gosto muito, principalmente daquela cena final no mar.
bjs
Eu sei que esse filme marcou minha infância, mas não me lembro se foi o original ou a versão de Burton. Vou procurar os dois, por mais que tenha ficado um pouco indeciso sobre a refilmagem após seu texto.
Abraços
HUAHAUHAU, escrever sobre um filme ruim lava a nossa alma, não é Rodrigo? Ah, é obrigatório de vez em quando. Olha, já não sou o mais apreciador de Burton como cineasta - muita forma, pouco conteúdo, com exceções - e aqui ele dá uma bela escorregada na lama. O filme é bem ruim mesmo, elenco safadíssimo, um remake sem razão de existir apenas para Burton exercer sua estética repetitiva.
abs!
p.s. vc viu o filme que Estella Warren fez com o Alexandre Frota? HAUAHAUAUAHA
ANTONIO: Eu tbm sou fã do cara! Decepções horrorshow!
Abs.
ALAN: Parte para outros filmes. Rs! E reveja os clássicos de Burton. Aliás, em breve irei postar "Edward Mãos de Tesoura" no meu acervo de películas. E a versão de Burton para Batman na série dos heróis. Aguarde. Tem pouco Burton aqui no blog e não pode. HA!
Abs.
AMANDA: Sim Nanda o clássico de 68 é único, tanto é que até as continuações a partir do original foram na média.
Beijos.
GABRIEL: Pois é...ficou difícil pra mim agora descobrir qual das fitas marcou a sua infância, rs! De qualquer modo eu acho este Planeta ruim. Nem te recomendo, mas a curiosidade as vezes não mata o gato. Sei que vc tem bom senso e gosto e irá achar bobo a versão de Burton. Assista as duas versões e compare. Abraços.
ELTON: Eu tomei uma ducha à La Marion Crane. Rs!
Eu ainda gosto do Burton mas concordo com vc que ele anda repetindo demais, exceto no musical do barbeiro. E no filme Peixe Grande, mesmo sendo o "mesmo Tim Burton", emociona.
Disse tudo aqui: "O filme é bem ruim mesmo, elenco safadíssimo, um remake sem razão de existir apenas para Burton exercer sua estética repetitiva." [ELTON TELLES] Vou adotar e lhe creditar esta afirmação. Rs!
Caracas! É sério que a Estella trabalhou com o Frota? Eu sei que ela fazia uma daquelas gostosas que ficava limpando os carros de fórmula 1 em pit stop. Acho que era um filme com Stalonne, não lembro Rs!
Abs.
p.s. Ninguém entendeu mesmo o final do filme do Burton? Aquela macacada moderna em Washington??!!
Mesmo sendo inferior ao original, acaba sendo um filme competente.
O confuso final onde não se sabe para onde Mark Wahlberg foi enviado, talvez tenha sido o maior erro.
Preciso rever esta versão.
Abraço
HUGO: Poxa, queria entender aquele final. Sabemos que ele voltou para Terra...mas pq a estátua do general Thade em Washington? OI?Rs!
Abs.
Rodrigo
De acordo, Rodrigo. Concordo integralmente. Esse filme é a "treva". Muito, muito bizarrinho. Sério. Eu acho que tudo é ruim, é péssimo. Nem nada do elenco salva. Eu tive vergonha alheia ao ver, uma vez so bastou, rs. Sinceramente, reconheço o valor do clássico, mas nem esse eu gosto também.
Adoro o universo de Burton. Quase todos os filmes dele mexem comigo. Meu predileto é "Sweeney Todd", mas guardo "Edward" e "Peixe Grande" no meu coração também.
Por sinal, só eu acho que Depp merecia um Oscar pela personificação do Barbeiro Demoníaco? Ah, ele merecia, vai.
Abração!
Essa versão também não é o fim do mundo. Vem aí uma próxima. Será que é isso mesmo?
CRISTIANO: É verdade! O Depp, assim como o Leo DiCaprio, os atores de nossa geração, já mereciam um Oscar há anos. Foram tantos papéis.
Um dia ireo postar sobre Edward Mãos De Tesoura (e tb Sweeney Todd), sem dúvida, junto a Ed Wood, a melhor obra de Burton.
Abs.
M: Putz Magda, eu acho essa versão ruim mesmo. Rs! Não perdôo
o Tim!
Acho que o tema já foi exaurido e não boto mais fé. Acho que terei pena do James Franco neste Rise of the Planet of the Apes!
Beijos
Rodrigo
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