domingo, 4 de dezembro de 2011

SAM MENDES | BELEZA AMERICANA

OLHE BEM DE PERTO...

THE AMERICAN WAY OF LIFE



A vida suburbana da América (Estados Unidos) contada pelo diretor Sam Mendes (FOI APENAS UM SONHO) e o roteirista ALAN BALL (True Blood/A Sete Palmos) que mostram a vida de um depressivo pai de família Norte-Americano Lester Burnham (KEVIN SPACEY) que também narra sua crise de meia-idade e quando decide mudar do tédio para uma vida agitada depois que se excita ao conhecer a melhor amiga da filha.





Um filme inesquecível que nos permite ser voyeur e olhar bem de perto as crises dramáticas do estilo de vida americano. Antes de tudo é preciso confirmar que BELEZA AMERICANA é o melhor filme, talvez o único e o mais sincero, nu e cru exemplar do American Way Of Life. É um drama muito bem elaborado, escrito pelo ótimo autor-roteirista Alan Ball de séries de sucesso como A Sete Palmos e True Blood que apesar da idade já avançada só tem até agora “Beleza” como roteiro de cinema junto com outra fita interessante na qual produziu e também dirigiu (Nothing Is Private, 2007). SAM MENDES, um diretor de talento vindo do teatro, assina seu primeiro trabalho como diretor de cena no cinema em um projeto que foi abençoado por Spielberg na Dreamworks e que teve total apoio sem reservas dos produtores Bruce Cohen e Dan Jinks (os mesmos de Peixe Grande e Milk – A Voz Da Igualdade).

Mendes acabou assinando o seu "Cidadão Kane" logo na estréia
O filme é além de tudo uma dramédia. Sabe muito bem emocionar, criar uma atmosfera tensa e ao mesmo tempo oscilar para o senso de humor. Essas mudanças de tom é também o ponto alto de uma premissa que já começa com o monólogo de um homem que se masturba no chuveiro toda manhã antes do trabalho e diz: “é o ponto alto do meu dia”! Com todas essas diferentes características de humor, a fita de Mendes e Ball consegue mostrar lindamente este estilo de vida dos americanos nas suas “vidinhas” nos subúrbios luxuosos. Parece coisa de cinema, ou não? Certamente a história evidencia essa expressão referente ao suposto “estilo de vida” praticado pelos habitantes dos Estados Unidos da América. É de tamanha maldade em todas as vertentes que culminam no drama que assistimos. O exemplo de uma modalidade comportamental que foi desenvolvida no século XVIII naquele país e que é praticada até hoje. É mesmo um ritual. Não que nós brasileiros (paulistas ou cariocas da gema) não tenhamos algum estilo de vida mesquinho, ou mesmo um ritual supérfluo. Muito mais que este ethos americano nacionalista que sempre se propôs em aderir aos princípios da vida, a liberdade e a procura da felicidade...o “American Dream”, não, não! O filme mostra e critica em plena era Governo Clinton, do consumo informal de drogas, homossexuais no exército, sexo entre adolescentes, a obsessão pós-Columbina, e com tudo isso (num cenário conservador de um país como EUA), justamente o oposto destes princípios da vida dos gringos e suas felicidades alcançadas que nem sequer chegam perto do sucesso tão sonhado. Todos os personagens são frustrados e eventualmente se frustram.


Temos aqui um casal americano de meia-idade Lester e Carolyn Burnham que representam com hipocrisia o casal perfeito, que mora na rua ideal, numa bela casa e no bairro dos sonhos. Os excelentes; Kevin Spacey (que já tinha um Oscar pelo excelente papel na fita de Bryan Singer OS SUSPEITOS, 1995) e a subestimada (sempre) ANNETE BENING com uma coleção de indicações ao Oscar (merecia por este) conseguem ter uma química de casal em crise que é simplesmente fantástica. Ambos se devoram em cena.

Bening interpreta aquela mulher frígida e fútil, que deseja alcançar o sucesso, mas fracassa. Sempre perdida e vulnerável sabe invejar a vida dos outros. Sua qualidade é saber lidar com suas belas roseiras que ficam lindas em seu jardim e é isso que o marido admira nela. Essa admiração interna é representada nas fantasias de Lester quando conhece a melhor amiga de sua filha, Jane (THORA BIRCH), a chatinha, porém gostosa, Angela (MENA SUVARI). Sempre quando ele pensa na garota tem sonhos eróticos e imagina ela no meio das rosas de sua mulher. A cena mais icônica é quando ele a vê sob o seu teto, nua em meio às rosas... “espetacular!” Mas o sonho mais significativo é quando ele, quase dormindo, imagina a moça pelada em sua banheira, obviamente cheia de mais rosas. Ou seja, é quando resolve partir para cima com coragem contra a esposa que o flagra se masturbando.


A partir daí o cara passa a tomar atitudes radicais na vida e começa, de fato, a viver os últimos dias que lhe restam. Provavelmente Lester é um dos personagens mais simpáticos que já vi no cinema. Um homem que gostaria de ter como vizinho para uma partidinha de dominó sabe? Spacey projeta perfeitamente o personagem que tem o final mais triste desta trama. E indo mais além... Da história do cinema.


O núcleo juvenil também acerta. Thora é a guria que trabalha desde criança em vários filmes da sessão da tarde e tem aqui seu papel mais conhecido. Mena, apesar de não ser a “Beleza Americana” que muitos imaginam, representa extraordinariamente uma garota mimada e mentirosa e que usa de tais métodos para se sentir importante e popular. Certamente deste grupo o rapaz Ricky Fitts (WES BENTLEY) é o mais interessante e consequentemente o mais importante da premissa. É ele que explica para o espectador o que é a beleza retratada no filme.


Enquanto Ball e Mendes atuam como críticos quando mostram o primeiro nome do filme “American”, na verdade querem mostrar que a beleza esta em um saco de plástico dançante. Aliás, todas as cenas capitadas de forma amadora pela câmera de Ricky são o que o filme tem de mais precioso. Creio que todos da plateia se identificam com ele, afinal assim como o garoto problemático e perturbado pelo pai, também espiamos a vida destas pessoas de personalidades tão diferentes sufocadas em um mundo artificial e espetacular no sentido mais manipulador possível.


São muitas amarguras e infelicidades por trás da máscara deste estilo de vida dos sonhos. E por falar nisso, o ótimo CHRIS COOPER (que ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por ADAPTAÇÃO de Spike Jonze, 2002 e voltaria a trabalhar com Mendes no ótimo drama de guerra SOLDADO ANÔNIMO [2005]) tem em mãos o personagem mais trágico neste sentido, armado de mentiras quando interpreta o pai autoritário de Ricky, um aposentado coronel do exército. Gay, Frank Fitts se mostra o mais farsante dos homens alimentando uma mentira se dizendo sargento e machão, com desprezo pelos vizinhos homossexuais (SCOTT BAKULA e SAM ROBARDS nos respectivos papéis) e que trata o filho com uma disciplina cruel que apenas serviu para indiscipliná-lo e criar um rancor profundo no garoto, por mais que ele não saiba por medo do pai. 


Este Big Brother dentro das casas e das vidas destas pessoas, personagens reais dos bairros nobres, é maravilhosamente no ponto e tudo isso graças ao controle de Mendes na direção de atores com sua experiência de palco e por um cast que acerta em cheio. Até mesmo a ALLISON JANNEY (The West Wing, Juno) como a mãe de Ricky, Barbara Fitts, deixa uma linda impressão da mulher dona de casa, dominada pelo marido e que enlouqueceu depois que o filho fica internado. Sua atuação quase muda é de emocionar qualquer um.

As cenas mais engraçadas são as de Lester dando um jeito na sua vida tornando-a mais divertida se demitindo e mandando o chefe se foder nas entrelinhas e exigindo um ano de salário mais benefício depois de ter sido, como ele diz: “Uma puta para esta empresa...” e fala abertamente isso na típica cena do jantar onde ele queria apenas que lhe passassem o aspargo. Este tom é também hilariantemente mostrado nas cenas entre Bening e o galã PETER GALLAGHER. Para se vingar do marido e procurando nunca mais ser uma mulher fria na cama, resolve se “amigar” com o inimigo, sendo comida pela vossa majestade, o homem que faz ela se sentir um total fracasso, e num exemplo falacioso do machismo é o rei dos imóveis que a faz gemer e gritar em um quarto chinfrim de motel. Pois é, querendo impressionar um ao outro com a imagem do sucesso, o casal de amantes não assume seus ímpetos de atração um pelo outro. Ambos têm casamentos destruídos por esse materialismo e na utopia em que vivem. Eles até se merecem.


Por mais que os adultos são um problema, de uma má educação e formação do estilo de vida americano que precisa urgente ser revisto pela sociedade de lá, os que mais sofrem são os filhos. Não chegamos a conhecer os pais de Angela, a garota mitomaníaca com a péssima tendência para a mentira dita em fantasias desenfreadas, mas evidente que é um caso patológico.


Sam Mendes disse que leu o script pela primeira vez enquanto estava sentado em um avião, num voo entre Los Angeles e Nova York. Segundo o diretor ele nunca havia lido um roteiro tantas vezes e já certo de que queria muito fazer o filme. Mesmo sendo novato no cinema, Mendes conseguiu surpreender a todos com o resultado que lhe valeu um Oscar de estreia. Entre os outros quatro que o filme abocanhou. Melhor Filme do ano, Ator (Spacey – merecido e o seu segundo), Roteiro Original (Ball) e Melhor Fotografia, o veterano CONRAD L. HALL (1926-2003).

O papel de Angela foi oferecido a Kirsten Dunst (gostaria de vê-la aqui e fico imaginando ela entre o rosário...), mas a atriz recusou o papel estupidamente dando uma chance a novata Mena (já tinha feito a comédia teen do ano American Pie simultaneamente e alguns outros filminhos, mas era sempre a garota da multidão até ficar famosa com este filme). 

Jeff Daniels também chegou a ler o roteiro para o papel de Lester e o diretor Terry Gilliam, inicialmente procurado por Ball se recusou a dirigir o filme. LOLITA de Nabokov é uma referência dorsal para a espinha do filme.  O famoso e engraçado grito de Annette que se estapeia e chora por não ter conseguido vender a casa – minha cena predileta dela – foi realizada em apenas um take. “Olhe bem de perto” (Look Closer) é visto na mesa de trabalho de Lester e foi ideia de Mendes usar esta frase – simplesmente um objeto de decoração de cena – para o slogan do filme. Além de funcionar muito bem, nos convida a olhar com mais curiosidade o filme, nos deixando cúmplices em nossa Janela Indiscreta. Um resultado feliz para a recepção da fita.

Sem dúvida BELEZA AMERICANA foi o filme mais comentado do ano. Embora ele pareça ter envelhecido posso dizer que é uma boba impressão. Por mais que o Governo e muita coisa depois dos atentados de 11 de setembro tenham modificado drasticamente os Estados Unidos, a crítica ao seu estilo de vida ainda é bastante válido. Em um filme hipnótico e surreal, numa obra-prima indiscutível. É a soma de aquilo que tudo da certo em um filme. 


Se até os americanos gostaram de “Beleza” e lhe deram um Oscar (e acredito que eles entenderam bem a mensagem do filme) porque haveria de um brasileiro cinéfilo não apreciá-lo? É mais interessante e prazeroso ver esta sociedade triste retratada na tela de cinema do que presenciar pessoalmente. Além do mais, seria um tanto complicado saber como esses americanos vivem, só mesmo entrando com tudo em seus cômodos vazios e olhando bem de perto uma beleza invisível. Não esta nas rosas, e sim em um saco plástico que voa lindamente quando bate uma brisa. Uma beleza que nenhum de nós tem a chance de alcançar.


EUA -1999
DRAMA
WIDESCREEN
117 min.
COR
DREAMWORKS
18 ANOS
✩✩✩✩✩ EXCELENTE



DREAMWORKS PICTURES APRESENTA
UMA PRODUÇÃO JINKS/COHEN COMPANY
KEVIN SPACEY   ANNETTE BENING
AMERICAN BEAUTY
THORA BIRCH  ALLISON JANNEY  PETER GALLAGHER
MENA SUVARI  WES BENTLEY e CHRIS COOPER
SCOTT BAKULA   SAM ROBARDS
Elenco por DEBRA ZANE   Música de THOMAS NEWMAN
Figurinos de JULIE WEISS Direção de Arte NAOMI SHOHAN
Direção de Fotografia CONRAD L. HALL, A.S.C
Co- produtores STAN WLODKOWSKI. ALAN BALL
Montagem TARIQ ANWAR. CHRISTOPHER GREENBURY
Produzido por BRUCE COHEN e DAN JINKS
Escrito por ALAN BALL Dirigido por SAM MENDES
American Beauty ©1999 Dreamworks LLC.

20 comentários:

Luís disse...

Adorei a sua resenha minuciosa e eu concordo com praticamente todos os pontos levantados no seu texto. Adoro principalmente quando você comenta sobre a convergência de vários gêneros no decorrer desse filme, havendo o drama em si, o humor da comédia advinda de um cotidiano perturbado por insignificâncias, o thriller de uma relação perturbada de desejo pelo que nãos e pode ter. Gosto como você enfatiza os problemas dessas personagens que, como bem dito, "são frustrados e eventualmente se frustram". Eles conseguem representar toda a decadência da sociedade e de si próprios - são verdadeiras máquinas de hipocrisia, sempre alimentados pelo desejo de mostrar que tudo vai bem.

Essa obra de Sam Mendes é mesmo fascinante, para mim é um dos melhores filmes das últimas duas décadas e decerto "Beleza Americana" fechou a década de 1990 com muito precisão - nada como uma boa crítica ferrenha para abrir os olhos dos conservadores estagnados.

renatocinema disse...

Um belo filme que pegou muita gente, inclusive eu, de calça curta.

Assisti no cinema e sempre revejo em dvd.

ANTONIO NAHUD disse...

Grande filme... uma sensacional atuação de Benning.

O Falcão Maltês

Alan Raspante disse...

Com certeza é o melhor que questiona o moralismo americano. Sam Mendes começou muito bem. Adoro o filme e me lembrei agora que estou com ele em casa para rever, Hehehehe

Abs =)

Reinaldo Glioche disse...

Excelente texto Rodrigo. Tá aí uma filmaço. Apenas um dado. O Alan Ball já tem mais roteiros para cinema sim. inclusive, debutou na direção com um eficiente drama sobre pedofilia chamado "Tabu" que eu já resenhei lá em Claquete.

Aquele abraço!

Hugo disse...

Um grande filme, com uma crítica perfeita ao modo de vida americano, valorizado pelo ótimo elenco e o roteiro de Alan Ball.

Abraço

Rodrigo Mendes disse...

LUÍS: Obrigado por ter gostado da minha crítica. Sem palavras. Tb acho um dos melhores filmes das últimas duas décadas - nada mal ir mais longe - e que fechou com maestria os anos 90. Por coincidência o mundo deu uma mudada radical depois deste filme. Acontecimentos históricos viraram os EUA de ponta cabeça. Mas parece que ainda nada mudou e esses dramas devem existir nos subúrbios de lá. Abs!

RENATO: Um filme que deixa marcas e faz a platéia refletir. É sempre bom rever várias vezes.
Abs.

ALAN: Esse moralismo não poderia ser melhor criticado do que em "Beleza" a começar pelo título.
Abs.

REINALDO: Obrigado meu caro.

Então, estamos falando do mesmo filme. Perdão eu esqueci de mencionar o título em português, mas este filme leva dois títulos em inglês: "Towelhead" e "Nothing Is Private". Abs.

HUGO: Tb acho Hugo. Neste filme todos acertam. Roteirista-diretor e elenco!
Abs.

Gabriel Neves disse...

Ótimo texto, ótimo mesmo. Tão bom quanto Beleza Americana, filme ótimo que mereceu o Oscar de 1999. Crítica incrível, criação de esteriótipos da American Life, ironia com o American Dream, personagens cativantes e um Kevin Spacey e uma Anette Bening surpreendentes. O roteiro é um primor!
Abração.

Anônimo disse...

Um dos melhores dramas já feito, gostei muito desse filme.

Obrigado pela visita no meu Blog "Filmmaker And's" aceito sua parceria, estou seguindo e já o linkei , Parabéns, seu Blog é muito bom =)

Abraço e sucesso!

Gilberto Carlos disse...

Um filme imperdível. Tenho dúvidas sobre qual cena mais gosto. Acho que gosto de todas...

Jefferson C. Vendrame disse...

Rodrigo, Valeu Por sua visita e por suas palavras, abração....

Amanda Aouad disse...

Um grande filme, de fato, e você soube descrevê-lo bem. Ele tem um pouco de tudo e cenas memoráveis.

bjs

BRENNO BEZERRA disse...

Autêntica obra-prima contemporânea.

Elton Telles disse...

teste.

Película Criativa disse...

Sam Mendes ainda não conseguiu superar a qualidade de Beleza Americana.

É o melhor filme da sua carreira.

Unknown disse...

Eu tenho um carinho muito grande por este filme... Achei ele tão lindo em tantos aspectos que fica complicado comentar... Lindo naquela beleza falha, surtada, depois do superficial...
Uma excelente pedida mesmo!

;D

Rodrigo Mendes disse...

GABRIEL: Obrigado. Obrigado mesmo vc ter curtido o post! Abs.

ANDERSON: Obrigado pela presença. O Filmmaker And's tem sido uma grata surpresa. Valeu bro :)
Abs! Sucessos pra ti tb.

GILBERTO: Beleza é muito bem feito!
Abs.

JEFFERSON: Disponha meu caro. ABS!

AMANDA: Obrigado Nanda. Eis um filme que a gente não esquece e o tempo será sempre gracioso com ele. Uma beleza! Bjs =)

Concordo BRENNO! Abs.

Meu caro ELTON, o teste foi um sucesso, rs! Esperando seus comentários. Abs!

PELÍCULA: Eu acho que seus filmes seguintes - principalmente Foi Apenas Um Sonho - conseguem superar um pouco, claro que com uma estréia tão fenomenal como esta é complicado, mas achava que ele depois de Beleza e com um Oscar, iria receber a maldição de Orson Welles. Isso não aconteceu.
Sua carreira continua ótima e o próximo filme de James Bond irá confirmar essa coisa de "artesão" que Mendes tb tem, além de ser um diretor de atores como poucos.
Abs.

KARLA: Você disse tudo aqui: "Lindo naquela beleza falha, surtada, depois do superficial..."
É sempre uma pedida maravilhosa Beleza Americana. Um filme bastante reflexivo, além de ser divertido e emocionante.
Bjs!

Elton Telles disse...

Aeeee, o teste deu certo rs.

Rodrigo, vc foi muito egoísta em sua crítica e nao deixou NADA pra gente acrescentar, cara hauiahuaua. Vou falar do que discordo, pois então. Sério que tu daria o Oscar para Annette em vez de Swank? Também acho a atriz bem subestimada, até em filmes menores, ela arrasa - tu já viu "Correndo com Tesouras"? Mas acho q esse Oscar só pertencia à Swank por "Boys Dont Cry", cravo uma das melhores incorporações do cinema. Sërio...

e ainda falando d Annette, adoro a megera que ela interpreta rs. Na verdade, sinto pena, muita pena dela! E ela está tão linda nesse filme, tão brilhante e luminosa, que eu me derreto com Bening aí. A cena q ela tá cantando no carro rs. Mas não curto ela muito no final... abrançando as roupas e toda arrependida lá... ela chorou pq ela q queria matá-lo, oi?

E se vc cruzar com um Lester aí, me chame para a tal partida de dominó. Também quero! HAHAHAHA!


ABS!

Rodrigo Mendes disse...

ELTON: AHAHA valeu pelo comentário. Swank estava ótima em Meninos Não Choram, mas mesmo assim, naquele ano acho que o prêmio pertencia a Annete...e por todos os motivos que vc falou, rs! Swank mereceu mais em "Menina de Ouro". Bening esta perfeita neste papel e a frustração de seu personagem é o ponto alto de sua interpretação. Magnífica!

Aquele choro final esplêndido foi de fracasso. Lembra? Ela não chorava como uma bebezona quando não conseguia alcançar o sucesso. Um final ótimo para Carolyn. Merecia o Oscar sim!

Abs.

Lumi 7 disse...

Belíssimo texto! Eu sou apaixonado incondicionalmente pelo filme, me dá uma sensação arrepiante, uma experiência extremamente intensa. A ironia ácida é excelente! Uma pena que todos os filmes do Sam Mendes façam questão de comparar com este, o que acho desnecessário - a não ser o Foi Apenas um Sonho, que há MUITAS semelhanças com este!

Júlio Pereira

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