sábado, 31 de março de 2012

ALFRED HITCHCOCK | LADRÃO DE CASACA

ACHADO NÃO É ROUBADO

Ex-ladrão de jóias é o principal suspeito de uma nova onda de roubos que imitam o seu estilo, assim ele deve desmascarar o verdadeiro ladrão, a fim de provar sua inocência. Seu plano é pegar o criminoso imitador fazendo com que ele roube as jóias de uma bela dama, mãe de uma herdeira mimada com quem acaba se apaixonando.

Sem roubar o ingresso da platéia com um filme infame e tolo, o mestre do suspense ALFRED HITCHCOCK dirige este magnífico achado. Em LADRÃO DE CASACA estamos prontos para conhecer a Riviera Francesa e nos divertir. Por mais que tenha o mistério habitual, este é um dos poucos filmes de Hitchcock que não envolvem assassinato em massa (apesar de aparecer em uma cena), o homicídio não é o plot desta premissa e sim um romance que se inicia depois de um beijo roubado.


Ganhou o Oscar de Melhor Fotografia para ROBERT BURKS (1909-1968) o parceiro de longa data do diretor (entre todos os filmes desta colaboração, o meu favorito é PACTO SINISTRO [1951 – primeira parceria com o mestre] e a fotografia é algo deslumbrante naquela fita) e foi indicado aos Oscars de: Direção de Arte e Figurinos. EDITH HEAD (1897-1981) faz um trabalho deslumbrante especialmente em “Ladrão De Casaca”. Nunca presenciei maior glamour em um filme... e olha que Hitch sempre adorou imprimir a alta sociedade em seus filmes. Além da bela composição estilística, o filme é de uma beleza fotográfica de encher os olhos turísticos. O sul da França é um dos lugares mais bonitos do mundo (raramente Hitchcock usava locações se não valessem a pena), além do mais, “Ladrão” foi inteiramente filmado em VISTAVISION, a resposta da Paramount ao CINEMASCOPE na qual a película era filmada na horizontal e o filme era totalmente apreciado. Trabalho reconhecido pela Academia. Hitchcock ainda foi indicado em 1955 ao prêmio Leão de Ouro no Festival de Veneza e o roteirista JOHN MICHAEL HAYES (1919-2008) que também escreveu JANELA INDISCRETA (1954), O TERCEIRO TIRO (1955) e O HOMEM QUE SABIA DEMAIS –U.S.(1956) ao prêmio WGA Award Screen do Writers Guild of America por este intrigante, perigoso e romântico trabalho, baseado no livro de DAVID DODGE (1910-1974). 

ALEC COPPEL (que escreveu UM CORPO QUE CAI, Vertigo, 1958) também chegou a colaborar no roteiro, mas não levou créditos.

Cercado por sua melhor equipe, Hitchcock realiza um filme delicioso e que representa o menos gótico e bizarro de toda sua obra. Temos aqui o par perfeito, o galã CARY GRANT (1904-1986) em sua terceira parceria com o diretor (estrelou em SUSPEITA, INTERLÚDIO e depois no ótimo INTRIGA INTERNACIONAL) no papel deste homem elegante e de bom gosto chamado John Robie que no passado havia sido preso (e depois lutou na guerra para se redimir) por roubar dinheiro, diamantes e jóias de solteironas e senhoras descuidadas. No filme ele chega a ser intitulado de “Robin Hood moderno”, e é forçado a fugir para descobrir a pessoa que esta por trás deste complô, que despista a polícia em uma nova série de roubos que imitam perfeitamente suas técnicas. Ele era tão silencioso e subia pelos telhados em sua fuga que era conhecido pelo nickname de “O Gato”. Mas ele é o homem errado (tema recorrente nos filmes de Hitch) e pretende fazer justiça e limpar o seu nome.

Com graça e estilo ele despista os investigadores e acaba nas garras de uma donzela riquinha, a princesa GRACE KELLY (1929-1982) como Francie Stevens, que depois de lhe roubar um beijo, passa a ajudá-lo na brincadeira. Dirigindo em alta velocidade o seu luxuoso Sunbeam –Talbot Sports  MK I nas estradas estreitas da França e fazendo um belo piquenique romântico no alto da beira da estrada (e que vista!), comendo frango frito e tomando cerveja, e é claro, recebendo mais beijos. Grace faz a típica garota sapeca que sabe se divertir. Assim sendo, em sua terceira e última parceria com o diretor (Disque M Para Matar, Janela Indiscreta), entrega uma das melhores personagens de sua carreira e lindamente vestida com o melhor da moda visionária da genial Edith Head, um deslumbre! 

Ainda o filme conta com ótimos coadjuvantes freqüentadores do universo Hitch. JESSIE ROYCE LANDIS (1896-1972) como a divertida mãe de Francie, Jessie Stevens e o ótimo JOHN WILLIAMS (1903-1983) como o responsável pelo seguro das jóias da madame, Sr. Hughson. No elenco ainda tem atores franceses (o filme é parcialmente falado em francês), BRIGITTE AUBER como a gatuna Danielle Foussard e o veterano ator CHARLES VANEL (1892-1989) no papel do dono do restaurante, Bertani, e como tinha dificuldade em aprender a falar inglês, mesmo foneticamente e com cartões, teve que ser inteiramente dublado.

O filme tem apenas um dado bizarro e triste. Trata-se do acidente automobilístico de Grace em 14 de Dezembro de 1982, em Mônaco, supostamente na mesma estrada em que foi filmada a cena de perseguição do filme e não muito longe do local do piquenique. Ela tinha apenas 52 anos quando perdeu o controle de seu carro. A causa da morte foi por um acidente vascular cerebral.

O roteiro indicava que o “Gato John Robie” tinha 35 anos e com todo o seu espírito jovial, disposição para a alegria e bom humor, Grant, com 50 anos na época, consegue enganar a todos vestindo aquela belíssima camisa listrada e se banhando na praia exibindo seu físico invejável.

O filme foi feito no verão de 1954, porém o seu lançamento acabou sendo adiado justamente porque os produtores acharam a diferença de idade entre Grant e Kelly gritante, assim pensaram que o romance não poderia ser verossímil. Por ironia do destino (ou mesmo pela genialidade de Hitch) quando o filme estreou em 1955, a fita acabou se tornando em um dos maiores sucessos de bilheteria do estúdio e de Hitchcock, que vivia em seus tempos gloriosos na Paramount Pictures. E foi mais além, “Ladrão de Casaca” foi estimado como um dos maiores filmes daquela década.

Mais uma vez em um filme, Hitchcock apresenta de forma engraçada a sua antipatia por ovos. Por exemplo, um ovo cru é atirado contra o vidro em uma cozinha de restaurante, logo no começo da trama, onde Cary Grant observa os funcionários que acreditam que ele é o culpado. Depois, Jessie Royce Landis, em outra cena, apaga um cigarro bem na gema de um ovo. Neste filme é fácil localizar Hitchcock, que aparece em um ônibus, sentado ao lado de Grant que olha levemente para o lado.


Provavelmente o filme mais redondinho e bonitinho do diretor, um deleite turístico e uma fita bem familiar, apesar do tema adulto, é perfeitamente cômodo assistir ao filme reunido com a família. São tantas as belezas reunidas em um só filme que Hitch tem o prazer de nos apresentar...

Grant se deu muito bem ao longo da carreira fazendo par romântico com diversas estrelas, entre elas a que teve mais química foi KATHARINE HEPBURN (1907-2003), principalmente nos clássicos: NÚPCIAS DE ESCÂNDALO (The Philadelphia Story, 1940 de George Cukor) e LEVADA DA BRECA (Bringing Up Baby, 1938 de Howard Hawks), mas ele e Grace esbanjam talento e ambos fazem ótimas improvisações que deram ótima sincronia ao filme, a exemplo na cena em que ela oferece ao herói coxa ou franco e os dois chegam cada vez mais perto para saborear um beijo bem mais conivente. Grant faria o próximo filme do diretor na qual seria uma trama de maior suspense (com espionagem e pitadas mais claras de sexo), a diferença em “Ladrão de Casaca” é que tudo é mais infantil no sentido de referenciar o romance e com uma montagem esperta de GEORGE TOMASINI (1909-1964) que a mando de Hitchcock e também com um olhar profissional de editor, dribla uma censura chata que não queria ver um homem e uma mulher namorando no escurinho sob um sofá. 

Na cena dos fogos de artifício ele simplesmente faz uma série de cortes paralelos que evidenciam os fogos, e todo aquele barulho, e o casal quase sexy (não vemos) encostados e aos beijos. A música é outro fator importante (sobretudo nesta cena que foi impedida de aparecer). Portanto, o compositor LYN MURRAY (1909-1989) que foi diretor musical do “The Ford Theather” (trabalhou em ‘THE ALFRED HITCHCOCK HOUR’, na TV, entre 1962-65 e que apresentaria para o mestre Bernard Herrmann) muda levemente o clima musical desta cena que de mais romântica passa a ficar mais festiva fazendo o link com os fogos! Aliás, de todos os filmes de Hitch, a música deste filme é a menos operística e mais discreta. Murray compõe um tema com pouco “crescendo” até mesmo nas cenas em que aparece o gato no telhado e na hora dos roubos, que ao contrário de uma cena de assassinato que culmina com aquele grito feminino, é transformado em um clima até meio pastelão logo na abertura da história que mostra as senhoras em uma beira de ataque de nervos ao descobrirem que foram roubadas. Aqui Hitchcock não tem a intenção de provocar calafrios como em seus outros filmes. Até acho que o filme nem sequer tem um excelente momento de antecipação, é apenas uma série de charadas engraçadinhas, o mote mesmo é o amor 24 horas- lua de mel que os protagonistas estão vivendo.

Imaginem freqüentar o melhor Hotel, ir degustar nos melhores restaurantes da cidade francesa mais linda, passear de carro, deslumbrar da paisagem e beijar a Grace Kelly? Apenas nos intervalos é que o herói se preocupa em pegar o verdadeiro ladrão, mas na maior parte do tempo está curtindo da boa companhia.

Hitch é que foi o homem de casaca neste filme, mudando de lado em seu estilo mais habitual, criando uma série de situações deliciosas que dominam mais do que o suspense em si. Mas o mestre não decepciona por isso, muito pelo contrário. Em toda a sua vida ele realizou filmes para o público e não para o estúdio e ou/ críticos. Hitch se importava com o preço da babá, do táxi e do cinema e queria que o público saboreasse o mais puro entretenimento. LADRÃO DE CASACA é exatamente isso. Um achado (não roubado) do mestre.

EUA- 1955
ROMANCE/SUSPENSE
WIDESCREEN
COR
106 min.
14 ANOS
PARAMOUNT
✩✩✩✩ ÓTIMO


CARY GRANT   GRACE KELLY
IN
ALFRED HITCHCOCK´S
“TO CATCH A THIEF”
Também Estrelando: JESSIE ROYCE LANDIS    JOHN WILLIAMS
CHARLES VANEL     BRIGITTE AUBER   JEAN MARTINELLI
Música Composta por LYN MURRAY
Fotografado por ROBERT BURKS
Montagem GEORGE TOMASINI Figurinos por EDITH HEAD
Direção de Arte {JOSEPH MacMILLAN JOHNSON. HAL PEREIRA
Decoração de Set {SAM COMER. ARTHUR KRAMS
Escrito por JOHN MICHAEL HAYES
Baseado no livro de DAVID DODGE
Dirigido por
ALFRED HITCHCOCK
UM FILME PARAMOUNT To Catch a Thief ©1955


10 comentários:

renatocinema disse...

HITCHCOCK é mestre, gênio. Com esses símbolos não se discute........se assina embaixo. kkk

Amanda Aouad disse...

Esse é um dos que me falta na filmografia do mestre. Ótimo texto.

bjs

Tullio Dias disse...

O Tio Hitch é um dos caras que a gente tem que ir apreciando lentamente. Filme demais e todos tem algo interessante. O último que vi foi DAMA OCULTA e achei muito bom.

Ainda não vi esse acima, mas gostei do lance do "Hollywood Moderno".

Valeu, abc

ANTONIO NAHUD disse...

Um belo filme... A dupla Cary-Grace é muito charmosa...

O Falcão Maltês

Luís disse...

Acho, honestamente, que o seu texto é bem melhor do que o filme. Para mim, se o filme é sobre um romance que surge a partir de um beijo roubado, decerto ele é vendido de modo errado, inclusive no seu plot, que dispersa para a questão do ladrão que copia os métodos do Gato. Honestamente, não gosto desse filme e a única coisa que o torna agradável para mim é a presença de Grace Kelly, belíssima como sempre, sempre um brilho a mais na história.

Jefferson C. Vendrame disse...

Grande Rodrigo, Como vai?
Cara que Post é esse?
Meus Parabéns, ótimo texto, grandes informações.Você como sempre se superando cada dia mais em suas publicações. Enfim, não canso de elogia-lo, quem sabe um dia terei um blog como o seu...

Ladrão de Casaca, filmão. Obra prima do mestre que sabia demais...
Despensa comentários,

Grande Abraço

Alan Raspante disse...

Não vi nenhum filme com a Grace Kelly (acredita?). Acho que vou começar por este!

Paulo Telles disse...

Nobre Rodrigo
Vi pouquíssima esta obra do Hitch, mas recentemente consegui em DVD e revi recentemente. Notei que havia atores tablados a serem astros hitchcookianos (é, inventei, acho, agora este termo).

Digo isso porque havia muita sintonia, afinidade, entendimento, e profissionalismo, entre o cineasta e astros como Cary Grant, James Stewart, Grace Kelly, Ingrid Bergman, Kim Novak, Tippi Hedren, e outros, que souberam além do que desempenhar bem seus papéis. Corresponderam e souberam lidar muito bem com a exigência do diretor, um dos mais perfeccionistas da Sétima Arte, excêntrico, com contagiante humor negro, que era sua marca registrada para com colegas e amigos.

LADRÃO DE CASACA é um verdadeiro must em sua histórica filmografia, e merece todos nossos aplausos e lembranças de nossa partr. Brilhante artigo, jovem! Grande abraço!

Paulo Néry

Rodrigo Mendes disse...

Renato: Ele é o meu cineasta predileto. Amo o gorducho:) rs

Amanda: Obrigado Nanda! Recomendo sempre! Bjs.

Tullio: Olá cara, obrigado pela presença, valeu! Já teve um especial do mestre no Podcast do Cinema em Cena? Seria demais...vou procurar pra ver se acho...

"A Dama Oculta" é ótimo também.
Abs.

Antonio: Adoro este casal Antonio. Uma bela química mesmo!

Luís: Poxa cara é um belo filme, eu gosto. O lance do "beijo roubado" foi mais uma gracinha minha, uma interpretação leve com relação ao filme mais descontraído de Hitch. Ladrão de Casaca é uma delícia de película em minha opinião. Obrigado por apreciar o texto.
Abração.

Jefferson: Obrigado mesmo brother. Sem mais palavras...
Abs!

Alan: Comece por este e depois por "Disque M Para Matar" seguido por "Janela Indiscreta"! Todos postados aqui :)

Paulo: Adorei o termo, rs!
Obrigado mais uma vez pela presença meu nobre amigo blogueiro!

"Ladrão..." é um must mesmo! Adoro! Um filme leve e dos mais descontraídos na obra do entretenimento do mestre. Sempre buscando formas de divertir o público e colocá-los no lugar deles: na ponta da poltrona!
A antecipação aqui é pouca, mas acontece...

De fato Hitch tem um grupo de atores favoritos, além dos famosos, temos que destacar, por exemplo, John Williams, o mais discreto e que sempre deixa uma presença notável.

Abs.

Alysson disse...

Quero ver mais uma vez uma otima analise.

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