domingo, 4 de março de 2012

MARTIN SCORSESE | A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

Rêves

Na Paris dos anos 30 um garoto órfão que vive escondido em uma estação de trem descobre um enigma e acaba resgatando a obra de um dos maiores pioneiros do cinema, Georges Méliès através de um autômato deixado como herança pelo seu falecido pai, um relojoeiro.


Memória cinéfila: "O Homem Mosca"(1923)
HUGO é realmente um belo filme. Uma película inspirada e dirigida por um cara que entende todo o macete do cinema MARTIN SCORSESE, um cinéfilo e gênio da sétima arte contemporânea, um saudosista do cinema e pioneiro em mostrar a deterioração, perda das películas e, sobretudo o problema da preservação da memória cinematográfica que nesta bela aventura conserta lindamente. Scorsese acha importante descobrir o futuro do cinema (empregando necessariamente o uso da Terceira Dimensão) buscando as suas origens lá no passado distante, numa França da década de 1930, que conta a história de um menino que fica órfão, Hugo Cabret (ASA BUTTERFIELD que já havia brilhado em “O Menino Do Pijama Listrado”) que vive como um ratinho, entre as paredes de uma estação de trem na velha Paris (a fita tem uma bela introdução, um tour que Scorsese faz na apresentação de seu filme). Ele sobrevive roubando coisas e evitando em ser escorraçado pela autoridade local. Observa bem, é esperto e entra em ação e sai correndo como um foguete (as memórias dos filmes de Chaplin me vieram à mente). Só que o mais importante é que ele esta consertando os relógios e assume a função de seu tio bêbado que o adotou (o ótimo RAY WINSTONE como o Tio Claude) que “cuida” do menino após a morte trágica do pai dele em um incêndio, participação simpática de JUDE LAW. Mas além de assumir o controle e consertar várias bugigangas como um exímio relojoeiro, Hugo esta decidido em restaurar um misterioso autômato (máquina com design de robô que imita os movimentos humanos), que simplesmente não funciona. Ele vai aos poucos, roubando peças sobressalentes de uma loja de brinquedos da estação, para reparar e ajustar este autômato (a única memória que ele tem de seu querido pai) e com isso vai observando os desenhos dele em um caderno. Mas a chave, literalmente, esta em forma de coração, formato incomum para abrir-se o que deseja. Essas peças só cruzarão com Hugo a partir do momento em que ele passar a conhecer outras figuras, um velho ranzinza, o dono da loja de brinquedos que ele furtava (o maravilhoso BEN KINGSLEY - Gandhi, A Lista de Schindler) e uma mocinha, afilhada deste senhor, Isabelle (CHLOË GRACE MORETZ – Kick Ass: Quebrando Tudo, Deixa Ela Entrar). Com ela, uma guria que adora ler, fala muito bem e é extremamente inteligente, aquele ar de escritora e sonhadora, Hugo irá viver fortes aventuras para buscar a verdade escondida neste autômato. O filme vai criando asas e começa a ficar fantástico quando as crianças descobrem o significado deixado pelo pai de Hugo. A memória e preservação do maior gênio do cinema, na qual sei pai era um fã, o primeiro grande diretor de toda a história da sétima arte, mágico ilusionista e o pai dos efeitos especiais imaginativos que adicionaram sintomaticamente a vida da película, o único e esquecido GEORGES MÉLIÈS (1861-1938 – Kingsley muito bem caracterizado).


De maneira suave, buscando cativar todos os públicos, a premissa é simples ao apresentar em uma didática, quem foi esta figura tão importante e que de maneira sinérgica, cruza com Hugo Cabret. Por isso JOHN LOGAN (que trabalhou com Marty em O AVIADOR) não busca complicar muito a premissa, baseada na obra do sobrinho neto de David O. Selznick (outra figura importante do cinema que fez um dos maiores filmes de Hollywood E O vento Levou) BRIAN SELZNICK, do livro homônimo que traduziu literalmente para o português (The Invention of Hugo Cabret). Portanto o trabalho de Logan e Scorsese é justamente descomplicar termos muito cinéfilos com uma linguagem a ponto de confundir todos os espectadores e até crianças (embora apareçam elementos e citações que somente conhecedores terão total entendimento) e fazem do filme (de A-Z) uma experiência leve, divertida, também emocionante e na qual os personagens principais vivem grandes aventuras. “Hugo” chega a ser uma hiper-realidade de histórias infantis como O Mágico de Oz e Peter Pan (Terra Do Nunca) passadas na realidade. A fita não banca “a intelectual”, a visão de um estudioso do cinema que faz uma viagem pelo próprio umbigo, muito pelo contrário, Scorsese esbanja toda uma paixão pela arte do cine e ensina (e compartilha) o seu conhecimento primordial da existência desta arte, já que graças a Deus Marty respira cinema! O filme neste quesito principal é encantador e até poético, ainda mais quando começa a contar sobre Méliès.


“Hugo” mostra o surgimento deste francês enigmático, vindo do Teatro fazendo números de mágica com sua fiel companheira, JEANNE D´ALCY (1865-1956) musa de seus filmes (o filme cita que 80 foram salvos, mas ela atua em 13 praticamente no que se tem em registro), interpretada por HELEN McCRORY de maneira discreta.

É magnífico acompanhar em um flashback o momento em que ele constrói em Montreuil, o primeiro estúdio de cinema, chamado em francês de “Atelier des Poses” onde ele utilizava as mais variadas trucagens cinematográficas (vibrei ao ver de perto o truque de montagem manual que ele usava para fazer sumir e aparecer), o diferencial de Méliès é que ele hibridizava a nova técnica do cinema (em andamento) com todos os recursos do teatro, seja pela maquiagem, atores, cenário, figurinos, isto é, tudo que ele fazia no palco ele adaptou para o cinema. Antes mesmo de Griffith, foi ele quem introduziu todos os tipos de gêneros, passeando e sonhando pelos contos de fadas em fitas como “Barbe Bleue” (1901) e principalmente com a adaptação de Júlio Verne naquele filme que se tornaria o ícone em sua obra “LE VOYAGE DANS LA LUNE” (Viagem à Lua, 1902) a capsula que atinge o olho da lua e mostra astrônomos em uma expedição lunar. Obra-prima!

Certamente foi Griffith quem acertou os ponteiros na narrativa cinematográfica (takes, claquete, etc), mas os truques são patente de Méliès e como ele só encenava as histórias pelo forte teor do décor (sobretudo quando seus filmes foram manualmente pintados em todas as cores), percebemos que ele experimentou, inventou, mas que depois decaiu, vítima até mesmo do próprio progresso da indústria que foi sem ele. O filme usa essa explicação dizendo que foi a guerra quem o impediu de continuar porque as pessoas, vivendo a realidade da destruição, estavam insatisfeitas com sua obra e assim ele foi obrigado a queimar tudo (inclusive as fitas que até viraram salto alto!) e desaparecer com todo o seu trabalho quando definitivamente chegou a falência. Na ficção, ao invés de vender doces, vira dono de loja de brinquedos e sendo finalmente reabilitado por Hugo Cabret, o rapazinho corajoso que ressuscitou o verdadeiro significado dos primórdios do cinema através de uma invenção.


Parecia incomum uma história destas nas mãos de um diretor conhecido por sua violência e censura, dos filmes sobre a máfia (policial, drogas, sexo) e que de repente realiza um filme jovial e com censura livre, o primeiro em anos.

O formato em 3D do filme é tão impressionante que o próprio James Cameron pagou um pau depois de uma triagem que assistiu. O diretor de Avatar chegou a afirmar que este era o primeiro filme da história a utilizar corretamente o efeito, o melhor que ele já havia visto (certamente vai superá-lo nas continuações de Avatar e já impressionar com o relançamento de Titanic). Eu me senti na própria Paris, no quarto de Méliès, na biblioteca do CHRISTOPHER LEE. Juro que nunca presenciei no cinema tamanha noção de profundidade, distanciamento, até mesmo quando SACHA BARON COHEN (o mais caricato no elenco, mas bem dirigido) encara o herói e se aproxima da câmera e até mesmo quando Kingsley da uma piscada ou quando o cachorro encara com aquele olhar de ataque. Todos os detalhes são um arraso e um primor na técnica, sinceramente só faltou sentir o cheiro da graxa, das flores da EMILY MORTIMER e dos croissants. O que só comprova toda esta sensação da maravilha do 3D e que finalmente se compreende que ele foi feito para a platéia entrar no filme e não presenciar truques inocentes de objetos que são arremessados em nossa direção, simplesmente. Pode até ter um pouco deste artifício e Scorsese utiliza (os papéis sendo jogados por todo o cômodo, a neve caindo, os fogos de artifício, o efeito bufante do dragão em uma das fitas de Georges e até mesmo o trem vindo em nossa direção – própria referência na qual reagimos grosseiramente ao primeiro filme da história, dos Irmãos Lumière: “A Chegada De Um Trem à Estação”, 1895, que provocou sustos), mas até nisso ele da a sensação de observar esses efeitos como se fosse de modo presencial. Assim sendo, a platéia não reage como nos filmes tolos que desejam provocar reações histéricas, as pessoas esquecem que estão vendo um 3D e embarcam literalmente no filme, ele se torna parte de uma projeção real, como se andássemos na plataforma passeando pelo microcosmo parisiense. 


Outras referências surgem na fita de Scorsese, no café da estação, por exemplo, uma música é tocada e ouvida ao fundo, trata-se da canção “Frou Frou” que o personagem de Jean Gabin ouve no clássico de Jean Renoir: A GRANDE ILUSÃO (La Grande Illusion, 1937). Também é notável a presença de figuras históricas como James Joyce, Winston Churchill e Django Reinhardt, durante a sequência inicial que apresenta a estação de trem. HAROLD LLOYD (1893-1971) do clássico-dinossauro “O Homem Mosca”, 1923, é outro brinde a parte e obviamente nosso herói pendurado no relógio faz esta referência.



Posso dizer que as minhas partes favoritas são quando Moretz recita o poema de Christina Rossetti para o inspetor e a aparição de Scorsese como um fotógrafo tirando feliz da vida uma fotografia de Méliès e D´alcy na entrada do estúdio (uma estufa para entrar a luz solar).


É apaixonante poder curtir esta orquestrada dimensão que traz consigo uma fábrica de sonhos por muito tempo esquecida e toda essa preservação me lembra a viagem que Scorsese fez à Itália naquele documentário fascinante (Mio Viaggio in Italia, 2001) um trabalho vigoroso sobre o cinema italiano. O filme emociona na mesma medida que Cinema Paradiso, por exemplo, que também tem este clima saudosista cinéfilo. É o engajado Scorsese para as causas cinematográficas. Pura curadoria.


Vencedor do Oscar nas categorias: Direção de Arte, Fotografia, o expert Robert Richardson, Edição de Som, Mixagem de Som e Efeitos Visuais. Teve indicações a Filme, Direção, Roteiro Adaptado, Trilha Musical (Howard Shore – linda composição, o mesmo autor da trilogia “O Senhor Dos Anéis” e “O Silêncio Dos Inocentes”, citando apenas alguns), Figurinos e Montagem, a veterana nos filmes de Marty: Thelma Schoonmaker e que já levou três prêmios da Academia (por: Touro Indomável, O Aviador e Os Infiltrados) e que faz um trabalho brilhante neste filme. O corte que ela faz de Kingsley para Méliès e no palco para película me deixou fascinado. Ganhou ainda o Globo de Ouro na categoria Melhor Diretor e foi indicado a Melhor Filme (Drama) e Trilha Musical.

“A Invenção de Hugo Cabret” tem muita coisa em comum com o seu concorrente do ano “O Artista”, ambos são filmes que procuram resgatar o passado em épocas próximas e que vincula uma arte morta: o cinema mudo. A diferença de sabor destas delícias de celulóides é que um utiliza um tratamento tecnológico de última geração para contar a história de um artista que praticamente a maioria das pessoas nem sequer sabiam da sua existência, fazendo-se assim um resgate oportuno dos primórdios do cinema, o outro é uma divertida fábula sobre a queda de um artista que não acompanha o processo (caso real do Méliès) da indústria que avança tecnologicamente. Assim, os filmes questionam os rumos do cinema de hoje em dia refletindo questões que ficaram no passado. A meu ver eles parecem querer reparar algo no cinema, moldar o astro e fazer dele o esquecido artista e ainda neste contexto, utilizar o que temos de disponível em todo este progresso tecnológico procurando preservar as origens e ter em teoria todo o conhecimento de onde surgiu para assim fazer desta ferramenta, que é o cinema, a projeção dos verdadeiros sonhos.


EUA – 2011
AVENTURA/DRAMA
EM EXIBIÇÃO NOS CINEMAS
126 min.
COR
LIVRE
PARAMOUNT
✩✩✩✩✩ EXCELENTE


PARAMOUNT PICTURES. GK FILMS Apresentam
Uma Produção GK FILMS e INFINITUM NIHIL
A MARTIN SCORSESE PICTURE
HUGO
BEN KINGSLEY. SACHA BARON COHEN. ASA BUTTERFIELD. CHLOË GRACE MORETZ
RAY WINSTONE. EMILY MORTIMER. CHRISTOPHER LEE. HELEN McCRORY
Co-estrelando:
MICHAEL STUHLBARG. FRANCES DE LA TOUR. RICHARD GRIFFITHS E COM: JUDE LAW
Montagem por THELMA SCHOONMACHER Casting ELLEN LEWIS
Música de HOWARD SHORE Direção de Arte DANTE FERRETTI
Diretor de Fotografia ROBERT RICHARDSON Figurinos de SANDY POWELL
Produtores Executivos
DAVID CROCKETT. BARBARA DE FINA. CHRISTI DEMBROWSKI
GEORGIA KACANDES. CHARLES NEWIRTH. EMMA TILLINGER
PRODUZIDO POR
GRAHAM KING , MARTIN SCORSESE
JOHNNY DEPP e TIM HEADINGTON
Escrito por JOHN LOGAN
Baseado no Livro: “The Invention of Hugo Cabret” de BRIAN SELZNICK
DIREÇÃO MARTIN SCORSESE
HUGO ©2011 A Paramount Picture
GK Films/ Infinitum Nihil

16 comentários:

Alysson Mello disse...

Gostaria de fazer parceria com seu blog? o que me dizes? aguardo contato.

Elton Telles disse...

Belo texto, Reinaldo! Eu confesso que queria ter saído da sessão de "Hugo Cabret" tão encantado como você, mas acho que tiveram pontos no filme que diminuíram meu apreço ao filme, sobretudo toda a a trama envolvendo o próprio Hugo. A homenagem de Scorsese ao cinema e as várias referências citadas por vc no texto são muito bacanas, uma carta de agradecimento à Sétima Arte, mas acho que a história do personagem-título, toda aquela solidão, a parte com o pai, aquele inspetor chato... rs, são partes do filme que, postas na balança, não equaliza com a ode feita por Scorsese, daí meu desapontamento.

O 3D é genial - o melhor? - e Scorsese arrebenta na direção, gosto mt, como tu diz, da forma acessível que ele reescreve sua paixao ao cinema. Queria ter gostado mais de "Hugo Cabret", mas pela parte q envolve Méliès e aquele flashback sublime, esse filme é mt válido.

abs!!

renatocinema disse...

Recebi uma cópia pirata desse filme essa semana...mas, me nego.
Esse quero ver no cinema em 3D.

Amanda Aouad disse...

Também achei um filme encantador, Rodrigo, que merecia até um destaque maior no Oscar, mas era mesmo o ano de O Artista.

bjs

Reinaldo Glioche disse...

Ops... o Elton nos confundiu. Deve ser o amor pelo cinema... rsrs
O impacto de "Hugo" é algo potencializado nessa exibição no CineRodrigo. Parabéns pelo texto cheio de afeto, didático quando necessário e oportuno na expansão que faz da homenagem perpetrada por Scorsese.
O grande porém do filme, na minha avaliação, é que ele rende maravilhas para os apaixonados pelo cinema, mas é apenas uma "aventura bonita" para o público que não compartilha dessa paixão. Uma barreira que "O artista", para aproveitar a comparação, supera.
Aquele abraço!

Júlio Pereira disse...

Engraçado como os dois citados, O Artista e Hugo, são homenagens ao cinema antigo. Mas também são filmes sobre adaptação no cinema. Ou você se adapta, ou torna-se obsoleto e ultrapassado - o primeiro principalmente. Já Hugo é mais sobre preservação da memória também, indo para o futuro que o cinema guarda para os cineastas. Enfim, gosto mais do filme do Scorsese, que, mesmo tendo uns defeitos, é mais mágico e bonito. Vi e revi no cinema. Grande contradição quem assiste Hugo em casa, principalmente com a mensagem dele...

Jefferson Clayton Vendrame disse...

Vou ver essa semana, com certeza, um filmão.
Ótimo Post Rodrigo, vc como sempre, realizando um ótimo Trabalho.

Abração

Elton Telles disse...

huahauahua, my bad, man! Confundi vc acima com o Reinaldo. Sorry, Rodrigo!

a partir de agora, vou sempre escrever "R." para ambos rsrs

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Muito bonito visualmente, mas falta emoção.

O Falcão Maltês

Alyson Santos disse...

Estéticamente realmente mostra a genialidade do diretor e a sensibilidade que trata com a história do cinema e o quanto homenageia dignamente. Mas, para mim, para por ai. Também não gosto do protagonista e passo a gostar menos ainda quando está com CHLOË GRACE MORETZ, pois não vejo química entre ambos, algo que talvez aconteça somente próximo ao final. Scorsese não esconde também uma certa dificuldade nos momentos cômicos. Porém, se trata de uma grande obra, de total compreensão para comentários enérgicos como o seu que merece todo o respeito, pois realmente argumenta o porque de ter gostado. Parabéns!

Abraço!

Rodrigo Mendes disse...

Alysson Mello: Parceria concluída. Bem vindo! Abraços.

Elton: Me chame de Mendes ou 'R' uahauhauahauahuah e ou/ RM, rs!

Confusões e brincadeiras a parte, eu discordo de você com relação a premissa sobre o personagem-título e o pai. Pra mim funcionou tudo. Particularmente a relação dele com o pai que me tocou bastante. Acho o personagem do SACHA BARON COHEN o mais caricato, mas senti segurança na direção do Scorsese com relação ao ator, achei que ele o driblou muito bem no filme.

E o 3D é genial em todos os sentidos. Marty utiliza de maneira muito inteligente esta técnica e a apresenta como forma de arte. É lindo e gostei muito mesmo!
Abs.

Renato: Jogue esta cópia pirata no lixo! veja no cinema, claro!
Abs.

Amanda: Pois é Nanda e não é que os americanos foram muito longe com O Artista? Eu apostava em Hugo. Bjs.

Reinaldo: É meu caro fiquei lisonjeado com a confusão do Elton, rs! Parece que agora ele vai tratar a gente com o nickname: "R" Rs!

Obrigado pelos elogios e expansão lá no twitter. Fico agradecido. E é verdade que Hugo rende maravilhas para com os cinéfilos apaixonados pela sétima arte.O filme não decepciona e até impressiona mais além na parte do Méliès. Não sei se "O Artista" supera Hugo com relação ao público leigo que não partilha religiosamente e entende os macetes e as teorias da sétima arte. O Artista é mais ousado por ser mudo para esta platéia e Hugo sai na frente justamente por ser uma aventura infanto-juvenil. Porém, ambos são filmes leves e familiares e no fundo tem um apelo genérico.
Abs.

Júlio: Exatamente meu caro. Obrigado pela ótima extensão do diálogo acerca do filme.
Abraço.

Jefferson: Aquele abraço meu caro e muito obrigado mais uma vez pela presença. Assista e não se arrependerá. Certeza que você irá apreciar o trabalho de Scorsese.

Antonio: Não achei que faltou emoção. Até na parte do Méliès e quando presenciamos a memória cinematográfica você acha isso?
Abs.

Alyson: Agradeço a presença e ponto de vista meu caro.

Acho um filme sincero, poético e emocionante mesmo. Também acho a Moretz digna de atenção aqui num papel muito adulto para uma menina.
Obrigado
Abs!

Karla Hack dos Santos disse...

Eu achei completamente adorável este filme... Muito charmoso... Gostoso de ver como o Scorscese brinca mesmo com os macetes do cinema... Encantador!

E olha que não vi em 3d!! hehehhe

;D

Lucas Reis disse...

Estava louco para assistir ao "Hugo" e poder ler o seu texto. Adorei os dois.

Você conseguiu expressar muito bem vários dos meus sentimentos pelo filme. A cada referência aos primeiros filmes, meus olhos se enchiam de lágrimas. O desenho feito pelo autômato me fez arrepiar até o último fio de cabelo.

E o 3D é maravilhoso. E achei interessante você citar a cena em que o Sacha Baron Cohen aparece bem perto do Hugo e eu tive a impressão de estar sentindo a respiração do ator. Isso sem falar nas sequencias dentro da estação.

Visito sempre o seu blog e vou continuar voltando.

Abraço

Lucas Reis

Jefferson Clayton Vendrame disse...

Rodrigo assisti ontem esse filme. Cara eu nunca imaginava que ia gostar tanto. Realmente o mestre Scorsese mais uma vez mostra que sabe fazer cinema. Assim como aconteceu com O AVIADOR, muitas pessoas vão no cinema sem saber do que se trata a história, quem não entende de cinema, ou quem realmente não conhece, fica boiando, sem saber quem é Mélies e tal. Cara filmão, ótimo em todos os sentidos.

Parabens pelo ótimo post,

Abração

Rodrigo Mendes disse...

Karla: Ainda não vi o filme em 3D e não deve tirar o encanto pelo visto. Que bom!
Um filme adorável. Bjs!

Lucas: Valeu meu caro. Muito obrigado mesmo e volte sempre!

Realmente esta cena do autômato desenhando a lua...nossa! Os meus pelinhos tb ficaram de pé!
Abraço.

Jefferson: De fato quem não conhece muito sobre cinema pode "boiar" em algumas partes de Hugo e tb O Aviador, mas Scorsese mantêm o clima acessível para todos.

Obrigado
Grande abraço!

Rubi disse...

Eu fiquei extremamente encantada com este filme (e com O Artista, claro). A homenagem a Méliès, e a tantos outros artistas que marcaram história no cinema, o autômato desenhando a cena clássica de Viagem à Lua... e tantos outros fatos, fazem deste filme uma verdadeira obra-prima.

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