sexta-feira, 9 de março de 2012

SOFIA COPPOLA | MARIA ANTONIETA

ELES NÃO COMERAM BRIOCHES E ELA NÃO DISSE PARA COMER

Mais uma versão para o cinema sobre a última rainha da França, Marie Antoinette. Sua saída do solo austríaco e sua chegada ao reinado francês. Seu noivado e casamento aos 14 anos com o Rei Luis (Louis) XVI, sua chegada ao trono aos 19 anos até o término da coroa para finalmente a queda de Versalhes na Revolução Francesa de 1789.


Toda vez que eu olho um brioche antes de devorá-lo eu me lembro da rainha Maria Antonieta, a austríaca que teve que se naturalizar francesa para selar a união de dois países: “A Amizade entre a Áustria e a França deve ser selada pelo casamento. Minha filha Maria Antonieta será a Rainha da França”. Esta é a frase da Imperatriz Maria Teresa (MARIANNE FAITHFULL), mãe de Antonieta e é deste modo, com o primeiro dentre muitos outros planos gerais que SOFIA COPPOLA impressiona os olhos curiosos da platéia com uma bela tomada do palácio austríaco. Seu filme é caprichado nos figurinos, direção de arte e fotografia, porém não chega a ser um grande trabalho de direção e roteiro. A proposta aqui não é fazer uma cinebiografia completa detalhada da vida e morte da Delfina, que acabou decapitada na guilhotina depois de ser massacrada pela mídia e a corte que inventavam absurdos do tipo “Que o povo coma brioche na falta de pão.”, segundo reza a lenda, mas é consenso entre historiadores que ela jamais disse isso.

Coppola esta interessada em mostrar o lado descontraído e teen de uma jovem rainha, presa em uma gaiola dourada numa corte fofoqueira e mesquinha. É de fato uma intimista premissa da vida desta monarca que levou a fama de malvada e louca. O roteiro não chega a ser impressionante como o célebre ENCONTROS E DESENCONTROS (Lost In Translation, 2003) filme que deu o Oscar de Melhor Roteiro Original para a filha do Poderoso Chefão, mas ao menos tem figurinos belíssimos da genial MILENA CANONERO, que já trabalhou com o mestre Stanley Kubrick (Laranja Mecânica, Barry Lyndon, O Iluminado) e que merecidamente ganhou mais um Oscar nesta categoria.


É bom fazer um resumo da personagem antes de prosseguir (o filme não tem esta intenção): ela foi arquiduquesa da Áustria que na época queria continuar firme sua aliança com a França, assim a moça teve que partir e lá cumprir o seu dever: noivar  (para rapidamente casar), reinar (quando o marido assumisse) e continuar a aliança política dos países através do casamento consumado. Rapidamente se tornou “consorte” (com sorte, será? - Risos) da França em 1774 depois da morte do Rei Louis XV,segundo historiadores. 

Ela viveu anos presa em um palácio luxuoso na bela Versalhes – o filme mostra o lado descontraído para se livrar do tédio, tema recorrente na obra de Coppola – sendo assim, a diretora usa e abusa de sua festa particular e o clima de Maria Antonieta parece mesmo o de uma festa moderna à fantasia. Jogatinas, paqueras e tudo isso ao som do rock.

Era verdade que a Delfina foi notável em seu reinado e sua realeza, por ordem dela, era povoada por pessoas jovens e elegantes e rapidamente ela dispensou a companhia dos velhos (as damas da corte). Ela procurava se divertir de todas as maneiras e o sossegado Rei Louis XVI fazia todas as suas vontades (estranho o seu hobby, sabia tudo sobre cadeados e chaves), deixando-a satisfeita com os prazeres da juventude. Ela organizava festas, corridas de cavalo (o filme não mostra esse detalhe), fazia passeios de carruagens, jogava cartas com as amigas, comia sem parar (os bolos de glacê é de dar água na boca), bebia, gastava absurdos com vestimentas, sapatos, chapéus, cabelo, maquiagem, etc, tudo que uma garota moderna faz com o cartão de crédito do papai no shopping. Com isso, se tornou “A Rainha do Débito”. Uma curiosidade; Antonieta era também tia-avó de Maria Leopoldina, a primeira imperatriz do Brasil.

Diferente de outras rainhas, ela adorava arte, literatura e freqüentava o Teatro assiduamente, a Ópera e principalmente adorava entrar disfarçada em bailes mascarados (pessoas da corte não poderiam freqüentar festas sem um convite formal), ali ela aproveitava para dar umas pegadinhas, se misturando com os nobres, eram noites parisienses baladeiras! Era grande amiga da princesa de Lamballe e da duquesa de Polignac, uma mulher super engraçada (no filme interpretado pela apática ROSE BYRNE). O período antes da revolução era assim: cultural e festeiro. Ela não só promovia festas como também as artes: filosofia, música, literatura, peças de teatro, mas também tinha uma forte ligação e interesse político (o filme também mostra o seu desinteresse pela religião, mas ela teve uma forte educação católica, romana e apostólica) e com o passar dos anos a rainha começou a abordar fortemente uma filosofia política, só que sempre para o lado mais romântico, o que não deveria ser interessante ao Louis. Diferente de ter uma frieza repugnante como muitos diziam, uma parte escrita da história afirma que ela era totalmente o oposto, não era frígida (os austríacos tinham essa reputação) e tampouco sem graça. Tinha muita vida, beleza e se comportava como toda garota de sua idade.

Sofia fez muito bem ao escalar KIRSTEN DUNST que tem todo o perfil simpático da personagem, se encaixa perfeitamente e a expressão dela para: “Que se dane, prefiro ignorá-los”, é notável. A atriz da série Homem-Aranha e do chocante e genial MELANCOLIA (que lhe rendeu um primeiro prêmio importante no Festival de Cannes como melhor atriz) já havia trabalhado com Coppola no ótimo AS VIRGENS SUICIDAS (The Virgin Suicides, 1999), mas aqui ela se encaixa melhor e fica claro que o roteiro foi escrito especialmente para ela. Sofia pega este lado juvenil de Antonieta, a fase mais cool de sua vida e molda perfeitamente para Dunst que tem um jeito natural de ser descontraída e moleca. Toda a parte do julgamento e morte  da rainha foi cortada (como sua cabeça), só vemos poucos trechos da invasão do povo em Versalhes e a resignação da alteza perante os súditos, assim como sua fuga, momento que a diretora resolve terminar o seu filme.

Se lhes forem interessante saber um pouco mais da mulher que desafiou a realeza e os plebeus, recomendo a versão de 1938 com NORMA SHEARER (1902-1983), também estralada por Tyrone Power (1914- 1958) como o amante da Delfina, Conde Fersen do exército aliado sueco (Coppola escala um bonitão, mas péssimo ator chamado Jamie Dornan) e o lendário JOHN BARRYMORE (1882-1942) como o Rei Louis XV.

As três Marias!
A Delfina à esquerda, Norma Shearer no centro e Dunst à Direita.
MARIA ANTONIETA de 2006 é apenas um filme de ritmo contemporâneo com uma trilha sonora pop para não ficar tão chato (já basta o tédio da rainha). Têm músicas de bandas como: The Cure, Strokes, New Order, Gang of Four, citando alguns, mas a fita também não deixou de tocar um Vivaldi para não quebrar o gelo demais.

O papel do Louis XV foi originalmente oferecido ao astro ALAIN DELON que gentilmente recusou o papel oferecendo um buquê de flores para Coppola em um jantar. Disse sinceramente para ela que seus fãs não iriam gostar de vê-lo em um papel como este e que ainda uma jovem diretora americana não poderia fazer justiça em um filme que conta um período tão delicado da França. Mas Delon não deve ter sacado que nunca foi intenção de Sofia realizar um filme sobre a Revolução Francesa. De qualquer forma ela acabou escalando o veterano e ator americano RIP TORN (da série Homens de Preto) que deu aquela ofensa tipicamente americana e sarcástica ao rei francês que adorava olhar o busto das jovens e diz isso de modo safado. Vingança de Sofia por Delon ter recusado o papel?

O filme foi inteiramente filmado na França, em Versalhes depois que o governo concebeu uma autorização especial para as filmagens, o que favoreceu demais o filme que tem um roteiro muito fraco e que não ficaria crível e mágico se fosse filmado em estúdio cenográfico ou mesmo em outra locação. O clima no ambiente real: os chafarizes, as escadarias, os bosques e a fazenda, dão um toque verossímil a fita que já tem em sua natureza uma proposta perigosa e muito impopular para o gênero. Sofia, assim como Antonieta desafiando os costumes?


O famoso salão de espelhos do palácio ficou em reforma até 2007, mas mesmo assim, Coppola conseguiu uma autorização para filmar a cena do casamento de Maria e Louis. Para conceber o roteiro do filme, ela teve que ver a melhor obra para se adaptar. Recusou-se ler a biografia de Stefan Zweig, por exemplo, segundo ela por ser um livro extremamente preciso e rigoroso (nunca esqueço de um diálogo do filme Carlota Joaquina – Princesa do Brazil da diretora Carla Camurati: “história, quanto mais a gente lê, menos a gente sabe”) portanto buscou na obra “Marie Antoinette: The Journey” escrito por ANTONIA FRASER o material ideal, já que Fraser aborda a rainha de um jeito mais humanizado e mostrava-a muito mais como uma jovem sem conexão com a realidade.


O papel de Madame Du Barry, a divertida cortesã e amante do Rei Louis XV, foi oferecido para Angelina Jolie que preferiu fazer O BOM PASTOR filme de Robert De Niro (The Good Shepard, 2006) e depois Catherine Zeta-Jones também foi escalada, mas o papel acabou ficando com ASIA ARGENTO, filha do diretor italiano de filmes de terror DARIO ARGENTO. Ironicamente, grande parte do elenco são parentes de figuras ilustres do cinema. O gay (é o que deu a entender) Louis XVI é feito pelo primo da diretora, JASON SCHWARTZMAN revelado nos filmes de Wes Anderson, até bom ator, sobrinho do poderoso chefão e filho da atriz Talia Shire. DANNY HUSTON que faz o papel do irmão da rainha é filho do grande John Huston, irmão de Angelica e neto do ator Walter Huston e a jovem Mary Nighy que faz a Lamballe (quase invisível no filme e nada impressionante como atriz e sua carreira nem vingou), é filha do ator inglês Bill Nighy de filmes como “O Jardineiro Fiel”, “Simplesmente Amor” e da série horrível “Anjos Da Noite”. O filme também traz o futuro galã TOM HARDY (A Origem, Batman: O Cavaleiro Das Trevas Ressurge) como Raumont, amigo do irmão do rei e freqüente na corte. A australiana JUDY DAVIS (de Celebridades, 1998 de Woody Allen) é a mais notável como a condessa de Noailles que cuida de toda a etiqueta e rotina diária da delfina, perante a corte que é regrada de tradições chatíssimas que começam pela manhã ao acordá-la até na hora de dormir (e apenas isso já que o delfim não deflorava a delfina). Adoro quando Davis é questionada e responde: "Isso Madame é Versalles!"


O filme gerou uma cena polêmica: o tênis all-star que aparece rapidamente (cerca de 1 segundo e meio) na cena em que Maria e as amigas estão provando sapatos. Isso só prova a limitação artística de Coppola onde suas idéias podem ser consideradas tolas, hoje revendo o filme. Seria um simbolismo na qual mostrava a intenção da fita, isto é, de retratá-la como uma típica adolescente. Apesar de se passar no século XVIII era a vida de uma garota moderna que passa horas em provadores e loja de calçados, tricotando com as amiguinhas e fazendo comentários sem importância. Enquanto isso lá fora, os súditos passam fome e nesta mesma linha de raciocínio passada anos no futuro, a crise financeira assola o país e o papai olha com desdém a fatura do cartão que foi abusado pela adolescente. Sofia não quer explorar a crise dos adultos, isso fica claro, ela prefere preservar o universo jovem durante toda a projeção. Por isso o filme perde pontos na segunda parte, pulando alguns fatos conturbados e importantes da jovem rainha e mãe e de fato acaba mostrando pouca coisa. Por exemplo, ela perdeu a filha, Sofia, que nasceu e morreu poucas semanas depois de seu primeiro aniversário. A menina nasceu com problemas genéticos e não se desenvolveu e isso foi o primeiro e chocante fato na vida de Antonieta que depois teve que sofrer uma segunda vez, pela perda de outro filho, o jovem Luis José que sofria de tuberculose e que faleceu em seus braços. Coppola até mostra o fato da menina quando troca de lugar um quadro que continha a imagem de um bebê que é literalmente retirado da pintura, artifício muito fraco e pouco convincente. Sabe-se também que ela sofreu um aborto terrível aos 28 anos!

Certamente o filme de Coppola tem o prisma de uma garota que se torna mulher, mas a parte mais madura é totalmente apagada da história (se não era intensão, vejo que nem havia a necessidade de continuar com o filme). Só evidencia a mulher, ex-menina, apaixonada e se comportando como uma colegial quando tem que se despedir do amante que vai lutar na guerra e talvez nunca mais volte para amá-la. Portanto fica complicado aceitar uma madura Maria Antonieta justamente quando a mesma sai correndo pelo palácio ao som de “What Ever Happened” dos Strokes e cai em sua cama com aquele sorriso contagiante de alguém que esta louca para se expressar em seu diário. Aliás, o único diferencial deste Maria Antonieta e de qualquer outra trama histórica, de época e ou/épica (nunca o filme de Sofia é um épico) é a trilha sonora.

Sem querer bancar o chato e pegar muito no pé de Sofia Coppola, (que deve ter sido tratada como princesa na vida, ainda mais sendo filha de um dos maiores cineastas em todos os tempos), eu até gosto de “Maria Antonieta” no entanto, acho esse trabalho o mais limitado artisticamente, salvo muito mais pelo trabalho incomparável da figurinista Canonero, e que perto de “Encontros”, “As Virgens” e até mesmo o subestimado UM LUGAR QUALQUER (Somewhere, 2010), fica devendo, mas pelo menos é um filme diferenciado, mas naquelas, não é? Salvo por ligações externas (Francis Ford Coppola contribuiu muito nesta produção). Por outro lado não deve ser nada fácil assinar Coppola e ter que provar talento e não ficar na suspeita de ter tido todo o apoio incondicional do pai. Ademais, eu gosto dos filmes dela.

Ganhou o Prêmio de Cinema do Sistema Nacional Francês de Educação no Festival de Cannes, em 2006. Depois me digam se a princesinha fez o dever de casa para merecer essa ovação.

Ah! Vocês querem saber de uma coisa? “I Want Candy!” Com sua licença...



EUA-FRANÇA-JAPÃO/ 2006
DRAMA HISTÓRICO
FULLSCREEN
122 min.
COR
14 ANOS
SONY
✩✩✩ BOM


Columbia Pictures Apresenta
Uma Produção American Zoetrope
Uma Associação: Pricel e Tohokushinsha
Kirsten Dunst
Jason Schwartzman. Judy Davis. Rip Torn. Rose Byrne
Asia Argento. Molly Shannon. Shirley Henderson. Danny Huston
Marianne Faithfull. Mary Nighy. Sebastian Armesto. Jamie Dornan
Aurore Clément. Guillaume Gallienne. James Lance
Al Weaver. Tom Hardy e Steve Coogan
Produtor Musical Brian Reitzell Figurinos Milena Canonero
Cenografia K.K. Barrett Edição Sarah Flack
Fotografado por Lance Acord Co-produtor Callum Greene
Baseado no livro:
“Marie Antoinette: The Journey” de Antonia Fraser
Produtores Executivos
Fred Roos. Paul Rassam. Francis Ford Coppola
Produtor de Linha Christine Raspillere
Produzido por
Ross Katz. Sofia Coppola
Escrito e Dirigido por Sofia Coppola
Marie Antoinette ©2006 I Want Candy, LLC
From American Zoetrope/Columbia Pictures Corp.

13 comentários:

Alan Raspante disse...

Gosto bastante deste filme, Rodrigo. Não vi muitos filmes da Coppola, mas por exemplo, odiei aquele "Somewhere", que filme chato!

Concordo que o grande salvador do filme acaba sendo este lado mais "pop" por conta do colorido e da ótima trilha sonora. Afinal, o filme acaba ficando por aí mesmo. A ideia de "desconstruir" Antonieta é bacana, mas era também necessário um roteiro melhor trabalhado...

Enfim, preciso dizer que adorei seu texto??!

ANTONIO NAHUD disse...

Geralmente acho os filmes de Sofia insuportáveis, chatos, mas gosto - e muito! - de AS VIRGENS SUICIDAS e acho esse MARIA ANTONIETA muito simpático.

O Falcão Maltês

Paulo Telles disse...

Jovem amigo, ainda não assisti a esta produção ainda, vc acredita? e olhe que me interesso por filmes épicos e históricos.Preciso assistir urgente e alugar na locadora mais próxima da minha casa.

No elenco, desponta um grande ator que as vezes fica se metendo em encrencas, mesmo depois de velho: Rip Torn. Um ator brilhante e veteraníssimo no cinema, ainda em atividade.

Ótimo post, Rodrigo.

Abraços e bom final de semana

Paulo Néry
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J. BRUNO disse...

Eu sou suspeito para falar, pois sou um grande admirador da filmografia da Sofia... eu considero este o mais franco dentre os longas dirigidos por ela, mas tenho um carinho todo especial por ele, pelo clima, pelo ritmo e principalmente por causa de sua trilha sonora que é fantástica!

Rafael W. disse...

Belissimo e injustiçado filme da Sofia Coppola.

http://cinelupinha.blogspot.com/

Alysson disse...

Eu gostei muito do filme a atuação da kirsten Dunst está ótima e o figurino então? estava perfeito, só não curti muito o final do filme achei meio vago.

Equipe UOPM disse...

Trata-se, sim, de um filme simpático e atrativo - se não nos seus aspectos históricos, pelo menos na fotografia e no encaixe das cenas, muito bem realizado. O roteiro também evidencia o cuidado de mostrá-la social, não burocrática, assim sua vida é um vagar dançante. Uma obra que vale a pena.

Júlio Pereira disse...

Opa, Maria Antonieta é o único da Sofia do Coppola que não vi. Apesar disso, tenho muito interesse. É extremamente polêmico, há quem diz ser uma bosta, outros consideram uma obra-prima. Só vendo pra saber, né?! Mas adoro até o subestimado Somwhere, que é narrativamente impecável, embora poucos queiram entender e aceitar isso. Não só isso, mas acho ela a melhor diretora em atividade, teria que levar o primeiro Oscar pra uma diretora mulher, por Encontros e Desencontros.

Uma coisa não entendi: por que o All Star é uma limitação artística? Pelo que me parece, é uma bela metáfora, somado à uma quebra de gênero.

Quanto à Jason, primo dela, o cara é um ator monstruoso. Exala melancolia dos olhos. Já viu a série Bored to Death? Ótimo!

Ademais, ótima sacada das letras rosas, achei bacanérrimo!

Rodrigo Mendes disse...

Alan: Obrigado querido. Poxa eu gosto de Somewhere!

Também concordo quanto ao roteiro, por mais que essa "desconstrução" tenha sido necessária para captar a essência da idéia pop de Coppola, algumas partes, sobretudo no ato final, o filme deixa um pouco a desejar porque sabemos que a diretora nao quer fugir tanto dos fatos principais (como a morte dos filhos e a tristeza de Maria) mas utiliza de artifícios fracos e o mesmo aconteceu no primeiro ato com a metáfora do All Star.

Abraço.


Ela fez poucos filmes, rs então você não gosta de "Encontros" e "Somewhere", mas no final os filmes dela são irmãos de sangue e tem muita coisa em comum. "Virgens" tem momentos ótimos de Dunst e Turner, por exemplo. Sim, é um ótimo debut!
Abs.

Paulo Nery: Obrigado mais uma evz pela presença meu caro, acho o Torn uma figura, rs e o que você acha do envolvimento do Delon no projeto? Quer dizer, de sua recusa? Me diga depois...
abs.

Bruno: A trilha é mesmo tudo de bom né cara? Rs Abs.

Rafael: De certa forma virou um cult entre os fãs. Por outro lado, até entendo a recusa de alguns críticos que queriam ver algo inovador nela, mas Sofia não é o tipo de cineasta que faz filmes para a crítica.
Abs.

Alysson: Entendo sua frustração para com o final, mas a idéia do filme era caminhar pelos pensamentos adolescentes da delfina,fazer um filme sem muita conexão com a realidade e sua vida em si que acho que peca quando pretende mostrar alguns fatos sérios em sua vida (era melhor não ter nem tentado. Vamos dizer assim: "Maria Antonieta é um road-movie em pensamento", a história de uma menina presa aos costumes impostos. Sofia quer destruir tudo isso com um filme de época pop. Na essência, gosto desta idéia, cercada por alguns artifícios limitados.
Se quiser saber mesmo da história desta personagem histórica é no filme da Norma Shearer que você não achará tão vago.
Abraço.

Equipe UOPM: Verdade que nesta parte, em evidenciar Maria socialmente simpática é um trunfo do script, mas mesmo assim em muitas passagens durante a projeção, acho o roteiro dela não muito impecável como dos trabalhos anteriores. A parte técnica é mesmo um primor. E o trabalho de Canonero é notável. Sem mais.
Abs.

Júlio: Acho Maria Antonieta apenas bom e acima da média e com pequenos momentos brilhantes. Há diálogos tão modernos ditos em um passado cheio de etiquetas que valem a pena, mas sim, ao mesmo tempo Sofia não capricha tanto no roteiro, por ventura usa e abusa da direção de arte, fotografia e toda a concepção técnica é de encher os olhos, ainda mais quando vemos a verdadeira Versalhes!

O lance do All Star, apesar de poucos segundos na tela, ao rever outras vezes, me incomoda. Acho que não precisava evidenciar tão metaforicamente a proposta da Coppola vendo um tênis do século XX na corte francesa do século XVIII me entende? Só pela soundtrack, postura de Dunst e cenas descontraídas, já se nota o que a diretora quer transmitir, ainda mais conhecendo a sua obra. Aliás, com uma trilha sonora tão bem acertada ela não precisaria nem explicar para os leigos. Mas fica um fato curioso, e certamente o All star virou um mito por ter sido tão discursivo, rs

Abraço

Reinaldo Glioche disse...

Este para mim é o filme mais fraco de Sofia. Acho que o grande barato, vamos chamar assim, da fita é mesmo a descolada trilha sonora- como vc bem pontuou. No mais, é um filme cheio de potencialidades nunca alcançadas. Não à toa foi vaiado em Cannes. Não deixou de ser uma decepção na sucessão de "Encontros e desencontros".
Abs

Rodrigo Mendes disse...

Reinaldo: Não sabia desta vaia em Cannes. Informação que me escapou, rs! De qualquer forma é um filme que tem "o grande barato" através da trilha. Eu gosto do filme não o repudio, mas é fato que não chega a ser como Lost In Translation.

Aquele abraço!

Gabriel Neves disse...

Eu adoro Encontros e Desencontros, gosto de Maria Antonieta e detesto Um Lugar Qualquer. Pra mim, o que a Sofia Coppola faz em todos os filmes dela é uma repetição do tédio tão entediante que não se vê mudança. O tédio profundo da rainha francesa é o mesmo dos estrangeiros americanos num país distante, que se equivale ao marasmo da vida do astro de cinema. Pra mim, além da trilha sonora, Kirsten Dunst salva o filme. A direção de arte é impecável, mas por aí para. Não vejo o dia em que Sofia Coppola vai fazer algo puxando para o lado do pai. Até se ela fizesse alguns trabalhos de ação como o primo faz, eu não acharia ruim.
Abraços!

Unknown disse...

Não consegui gostar de nada deste filme... quer dizer, do figurino eu gostei! hehhehe

;D

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