segunda-feira, 16 de abril de 2012

STEPHEN FREARS | A RAINHA

DIANA ROUBA A CENA, MAS NÃO O TRONO


O filme dirigido por Stephen Frears (Herói Por Acidente/Alta Fidelidade/Ligações Perigosas) começa com a vitória do Primeiro Ministro Tony Blair e a trágica morte da Princesa Diana, com isso, ficamos conhecendo a rotina semanal infernal da Rainha Elizabeth II que tem que expor para a mídia e aos súditos seu apoio e tristeza à morte da “princesa do povo”, antes que seu reinado sofra mais uma tragédia. Escrito por Peter Morgan (O Último Rei Da Escócia).

A RAINHA é um filme interessante, porém estranho. Não chega a ser baseado em obra literária ou nada do tipo e o roteirista Morgan, de outros sucessos como “Frost/Nixon” (2008 de Ron Howard) e “Além Da Vida” (2010 de Clint Eastwood) baseia-se em um ótimo trecho que serviu de premissa para o filme que ocorreu na vida desta mulher, a mais velha chefe de Estado que esta no poder desde sua coroação em 1953 (somente em seu reinado tiveram doze primeiros- ministros). Ela é a primeira e até agora a única Rainha mais midiática e atual que existe. Quando iremos nos referir a esta mulher no passado? Numa interpretação brilhante, HELEN MIRREN merece a coroa e ovações. É estranho porque vemos a figura mais fria e aparentemente distante, com uma vida regrada de tradições e educação de berço dourado, vestida como uma senhora distinta e poderosa (em 2009 a Revista Forbes a considerou a 23ª mulher mais poderosa do planeta) se comportando quase, nas entrelinhas, como uma figura um tanto pop. Mirren é evidentemente mais jovem que a verdadeira rainha e tem até uma tatuagem! Portanto é curioso e bizarro assistir um filme que não chega a ser tanto sobre ela, mas que a protagonista é a própria, se portando de maneira tão moderna e chamativa, explicação fantástica que o diretor Frears mostra no final de seu filme quando Tony Blair e Elizabeth II estão reunidos para tratar de negócios.


Mirren é uma estrela interessante e atriz de longa data. Teve sua primeira indicação ao Oscar por outra fita, também sobre palácios e reis, o lunático filme “The Madness of King George” (1994) a cinebiografia que mostra as loucuras do Rei George III, com Nigel Hawthorne e Ian Holm. Depois teve outra indicação de coadjuvante na fita do saudoso Robert Altman, “Assassinato em Gosford Park” (2001), por sinal um ótimo filme, mas subestimado (pelo menos ganhou o prêmio de Melhor Roteiro Original). Mas estava certo de que ela venceria por este filme já que é realmente impressionante sua interpretação, um papel perigoso e cheio de dúvidas. Mirren faz da Rainha Elizabeth II uma mulher mais humana, mesmo que ainda concentrada no dever, e faz dela uma pessoa que pode chorar e até dirigir um carro (fiquei realmente surpreso ao vê-la no controle literalmente) e apresentar um comportamento diferenciado (mesmo o filme sabendo equilibrar isso com todo o cuidado) de uma figura suspeita. Alguns acreditam que Elizabeth II seja uma espécie de falsa humanitária e que realmente seja uma pessoa malévola, bruxa e até responsável pela morte de Diana. Certamente o acidente foi queima de arquivo, mas isso já é outra história. Contudo, Mirren consegue extrair o máximo de boas reações com sua personagem, mas ainda assim eu sinto uma estranheza inexplicável toda vez que revejo o filme.


Ganhador do Globo de Ouro de Melhor Roteiro e Atriz (também foi indicado a Melhor Filme – Drama e Diretor). Ganhou o Oscar de Melhor atriz para Helen Mirren e teve seis indicações: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original, Trilha Musical (Alexandre Desplat em sua primeira indicação, depois faria o superestimado filme do pai da Rainha em “O Discurso Do Rei”) e Figurinos para Consolata Boyle, que faz um trabalho notável. Não foi indicado na fotografia, que é do brasileiro Affonso Beato. Além de vários outros prêmios internacionais em Festivais importantes entre nomeações e vitórias, na maioria foi Mirren quem se destacou. 

Frears é um diretor muito bom e praticamente, em minha opinião, nunca realizou um filme que ficou incompleto, desinteressante ou irregular. É um sujeito respeitado no meio cinematográfico (até quando dirige projetos menores sem interesse geral), apesar de seu nome não ser reconhecido entre o público. No entanto, esta admiração que nutriu ao longo da carreira com ótimos filmes (nunca apenas ok) fez dele o próprio Presidente Do Júri em Cannes desde 2007. São tantos filmes, além dos já citados, adoro o ótimo “Coisas Belas E Sujas” (2002 com Audrey Tautou) até mesmo a adaptação de “O Médico e o Monstro” com Julia Roberts, John Malkovich e Glenn Close no atraente O SEGREDO DE MARY REILLY (1996) e o recente “Chéri” (2009) com a ainda bela Michelle Pfeiffer, tudo isso faz dele um excepcional diretor de cinema. Tem muitos filmes em sua filmografia que não são conhecidos como, por exemplo, o recomendado “Minha Adorável Lavanderia” de 1985. Sem dúvidas que o inteligente HERÓI POR ACIDENTE (1992) e ALTA FIDELIDADE (2000), foram fitas que deixou ele no topo, mesmo que a fama tenha sido com o irresistível LIGAÇÕES PERIGOSAS (1988) seu melhor filme. Mas “A Rainha” é mais um grande feito porque é extremamente curioso saber o que “aconteceu” no Palácio Real após a trágica morte da Princesa Diana, a mulher mais querida, perseguida e discutida do século. O bom do filme é que ele consegue contar uma história que coube lindamente em um longa metragem, ou seja, um drama que se passa entre a decisão da soberana inglesa em fazer um funeral simples da princesa até ser convencida em prestar um evento fúnebre global que acabou com a presença de celebridades e até do cantor Elton John apresentando sua canção homenagem (somente é citado).

Frears resgata ótimas imagens de arquivos (o mais polêmico é uma entrevista de Diana desabafando) com reproduções muito bem feitas (Mirren como a Rainha olhando chateada os dizeres e a manifestação de dor do público nos milhares de cartazes entre as flores em memória da Princesa, por exemplo, é o ponto alto do filme). Fica uma junção realidade-dramatização muito bem conduzida. As intervenções de Blair que trabalha duro para ligar novamente a rainha com seus súditos é outro momento de grande realização do roteiro, direção e na perfeita personificação de MICHAEL SHEEN como o Primeiro-Ministro Tony Blair (ele já fez o mesmo papel em dois telefilmes: “The Deal” também de Frears e Morgan em 2003 e no chato “The Special Relationship”, em 2010) lidando com um assunto delicado em sua estréia no cargo eleito pelo povo. Sheen e até mesmo Mirren esbanjam simpatia na medida certa, o que deixa o filme mais acessível. Seria insuportável uma trama sem emoção parecendo com os noticiários que assistimos na TV mostrando a Família Real em imagens distorcidas e enganosas, isso caberia mais em um documentário, mas como é um filme a coisa muda de figura (foi mesmo um projeto de riscos). A fita tem uma série de audácias, uma delas é capaz de fazer um close em Helen Mirren nos momentos difíceis, emocionada, irritada ou mesmo chateada entorpecendo e manipulando a platéia, artifícios que só o cinema pode criar (ainda mais com um monstro em cena como a fantástica Mirren). Por mais que a pergunta não seja respondida: quem realmente é Elizabeth II? O filme trafega com sutileza neste (um dos, escolheram o melhor) acontecimento pessoal e público da mulher que não pretende deixar de ser rainha tão cedo.

Eu sou passional e confesso que fiquei tocado pela interpretação de Mirren, mas não sou o único a explanar esta admiração. No Festival de Veneza, por exemplo, no lançamento do filme, ela recebeu ovações de pé por cinco minutos. Se gostam ou não de Elizabeth II também é outra história...eu gosto é da Mirren!


Ainda no elenco da Royal Family estão; o veterano JAMES CROMWELL como o marido da Rainha, o Duque de Edimburgo, Philip, e o velho mantêm seu título de príncipe, ALEX JENNINGS, apesar de ser um ator desconhecido deixa uma interpretação admirável como o Príncipe Charles (ex de Diana) e a ótima SYLVIA SYMS (papel que foi oferecido para Joan Plowright), velinha, no papel da Rainha Mãe que faleceu anos depois, em 2002 aos 101 anos! Este título é dado as mães rainhas viúvas e como a Elizabeth, sendo sua filha e a monarca reinante e com a morte do Rei George VI, ficou assim conhecida até no dia de sua morte. Na verdade seu nome era Elizabeth Bowes-Lyon. Helena Bonhan Carter faz o papel dela jovem em ‘O Discurso do Rei’. Porém aqui ela é retratada totalmente diferente em seus (não se sabia quando) últimos dias de vida pela estonteante Syms. Engraçado é notar Bonhan Carter totalmente quadrada em um filme aborrecido e aqui a mesma figura retratada de maneira oposta. Mirren afirma que a transformação na rainha surgiu naturalmente na medida em que ia conhecendo o figurino, colocando a peruca e demais adereços. Ainda assim, e o que foi mais digno em sua atuação, é mesmo essa mudança que a atriz ocasionou representando uma rainha descolada e livre de muitas regrinhas de etiqueta. Eu pelo menos nunca havia imaginado ela assim quando a via na televisão,  aquela senhora (evidentemente bem mais velha que Mirren) parecendo uma “coisa” meio zumbi ou vilã de contos de fada, aparecendo nos lugares estratégicos em eventos sociais e que na maioria envolvia coroações ou funerais. Diferente da Princesa Diana que estava mais perto dos plebeus e ao mesmo tempo da mídia que não a deixava em paz fica óbvio quem era a mocinha e a sogra má.

Quanto a Diana (e acho que já merecia um filme de peso só dela) chegou um ponto em que ela tornou público sua vida particular e sei divórcio com o Príncipe Charles, fato que mexeu diretamente com a Família Real, era muita intimidade da vida daquelas pessoas exposta abertamente. Todos sabem do ódio que Elizabeth tinha de Diana, mesmo assim Mirren não demonstra isso no filme, mostrando uma senhora discreta neste ponto que apenas almeja zelar pelos netos e filho, mas que também não sabe demonstrar afeto direto com um simples abraço ou beijo de boa noite. Guarda para si, o que a destrói por dentro, mas sem nunca cair do pedestal e a prova que temos de que ela queria se livrar desta maldição (uma moça que foi criada e “desenvolvida” em tempos de Guerra e que de repente se vê reinando numa dinastia tendo uma vida sem escolhas seguindo o dever e as tradições do sangue real), é quando esta mesma mulher amargurada tem compaixão por um simples bichinho, um cervo. Esta relação forte com o animal e que somente ela poderia explicar - no filme - na verdade é o fato que culmina em sua decisão de prestar a homenagem a Diana. Ela passa por cima daquele pensamento que desde muitos anos é falso, com relação ao próprio poder (todo mundo sabe que a figura da monarquia hoje é apenas um fator cultural de um país que não é presidido pela realeza e sim pelos chefes de estado por trás de uma rainha, o símbolo de uma nação há anos) e compreende que o sentimento teria que se tornar público, não pelas pressões de Blair ou muito menos pelo povo britânico (afinal a decisão é somente dela), chocado e incrédulo com a posição de sua majestade sobre a princesa. O filme deixa claro que ela decidiu "a ordem" muito mais como ser humano do que como rainha.

A verdadeira rainha declarou que nunca, jamais pretende assistir ao filme, já que ela não deseja reviver aquela que foi “uma das piores semanas de sua vida” e a reprodução dramática que o filme faz desta semana, é algo espantoso e compreensível de que como tal acontecimento ainda deve doer e ecoar nos pensamentos de Elizabeth II.

Ser rainha não é fácil e o rei Henrique IV já disse uma vez, aliás, o filme tem uma célebre frase na abertura durante as titulagens que cita um diálogo deste personagem histórico vivido na Primeira Parte da peça do famoso dramaturgo William Shakespeare de que; a fronte da cabeça carrega o peso da coroa. Significado que encontro para terminar o meu texto e citação fantástica que Stephen Frears determina para iniciar um dos melhores filmes do ano.



INGLATERRA/FRANÇA/ITÁLIA – 2006
DRAMA
FULLSCREEN
103 min.
COR
EUROPA
LIVRE
✩✩✩✩ ÓTIMO




MIRAMAX FILMES, PATHÉ PICTURES E GRANADA SCREEN Apresentam
Em associação com PATHÉ RENN PRODUCTION, BIM DISTRIBUZIONE
Uma produção GRANADA
UM FILME DE STEPHEN FREARS
HELEN MIRREN
THE QUEEN
MICHAEL SHEEN JAMES CROWWELL HELEN McCRORY
ALEX JENNINGS ROGER ALLAM e SYLVIA SYMS
Cabelo e Maquiagem por DANIEL PHILLIPS
Figurinos CONSOLATA BOYLE Música ALEXANDRE DESPLAT
Direção De Arte ALAN MacDONALD Edição LUCIA ZUCCHETTI
Direção de Fotografia AFFONSO BEATO
Produção Executiva
FRANÇOIS IVERNEL. CAMERON McCRACKEN. SCOTT RUDIN
Produzido por 
ANDY HARRIES. CHRISTINE LANGAN. TRACEY SEAWARD
Escrito por 
PETER MORGAN
Dirigido por 
STEPHEN FREARS
THE QUEEN ©2006 Pathé- France 3 Cinema - Canal +/ Miramax Films

13 comentários:

renatocinema disse...

Como fã da história e da realeza inglesa preciso assistir esse filme.

Adorei A Dama de Ferro e esse me parece um filme semelhante no sentido histórico e biográfico.

Alan Raspante disse...

Acho o filme bastante interessante. O modo de apenas focar na semana pós o acidente da Lady Di é a melhor coisa do filme... Acho que Frears acertou em cheio. Mirren, claro, mereceu o Oscar!

p.s.: Andei lendo que vão fazer o filme da Lady D. até o ano que vem. Pelo visto a escolhida foi a Jessica Chastain...

Rodrigo Mendes disse...

Não é bem por aí Renato...
o filme narra uma das piores semanas da vida de Elizabeth II em 1997 quando Blair assume e Diana morre. Apenas isso.

Abs.

Rodrigo Mendes disse...

É mesmo Alan? Não sabia! Jessica Chastain!? Espero que o projeto decole. Quem são os envolvidos? Me passe mais infos.

Abs!

Reinaldo Glioche disse...

Grande Rodrigo! Mais um belo e completo texto sobre um filme que, para mim, melhora com o tempo. "A rainha" é um primor de narrativa e uma reflexão valorosa sobre a organização política britânica e o peso de suas instituições na modernidade.
Enfim, apenas a título de curiosidade. Jessica Chastain já se desligou desse projeto sobre a vida de Lady Di.
Abs

Rodrigo Mendes disse...

Reinaldo: Obrigado meu caro. Também acho que o filme com o tempo vai ficando bom, irretocável a interpretação de Mirren e faz termos simpatia pela Rainha.

Jessica Chastain seria uma ótima Di. Pena.

Abs.

ANTONIO NAHUD disse...

grande atuação de helen mirren.

O Falcão Maltês

Luís disse...

Confesso não ter ainda assistido ao filme, mas não o deixarei de fazê-lo depois desse texto. Vou vê-lo hoje, senão amanhã, mas não passa desse final de semana.

Rodrigo Mendes disse...

Antonio: Maravilhosa!

Luís: Isso mesmo! Assista e não deixe passar.

Abraço.

Júlio Pereira disse...

Adoro esse filme, tenho ele em Blu-Ray. Não acho-o estranho, no entanto, de forma alguma. Pelo contrário, amo a fotografia fria, que remete à Inglaterra e a situação, tal qual a personalidade da rainha. Interessante como ele trabalha um embate entre o velho e o novo (a princesa e a rainha; a rainha e blair), assim como o progresso sem desrespeitar os costumes já estabelecidos - e que podem, às vezes, soar um tanto quanto antiquados. Além disso, é um estudo maravilhoso de personagem, desnudando e desmistificando a Rainha, retratando seu cotidiano e o dilema - incrivelmente traçado no filme - que ela vive. E a discussão da invasão da mídia e do seu poder é ótima e extremamente atual. Ademais, Helen Mirren dá mesmo um show a parte, merecendo, sem dúvidas, o Oscar (embora adore a Penélope no lindo Volver, hei de admitir: Helen está melhor!).

Obs.: Rodrigo, cuidado, o modo que você colocou a frase "isso caberia mais em um documentário, mas como é um filme a coisa muda de figura" dá a entender que documentário não é filme - acho que a palavra correta seria ficção -, o que é, obviamente, um absurdo. ;)

Rodrigo Mendes disse...

Júlio: Olá meu caro, creio que foi você que me interpretou errado pegando apenas um trecho do parágrafo. Quando disse que caberia mais em um documentário (que também é filme, evidente) estava me referindo que a história poderia ser desinteressante se este fatídico episódio somente fosse narrado como documentário para TV (ou mesmo cinema), sem mostrar de maneira "clean" os acontecimentos no Palácio Real com o tratamento da narrativa clássica cinematográfica.De certa forma é ficção e não vejo que seja um absurdo colocar desta maneira, até porque tem momentos da Rainha que são inventados. Mas, como todos foram corajosos e ousados em trabalhar com um roteiro original parcialmente de ficção, e digo no texto que há uma convergência óbvia, inspirado em fatos verídicos, "a coisa muda de figura" quando o interesse pela história é maior pelo fato da opção longa metragem ser rapidamente aceita e o resultado é a simpatia e compreensão que sentimos por Elizabeth II ao vermos o seu lado (incoerente ou não, não importa)de uma mulher sofredora, distante e de pouco contato com o povo e sobretudo família (pelo menos em comparação com Diana). Mirren faz esta manipulação lindamente e aprendemos a gostar dela com aquele sentimento de pena.

Com isso, a fita de Frears é ótima e o melhor filme de 2006, entre os melhores, digamos(adoro Cruz e Volver, mas...)

Gosto muito de documentários, mas como o gênero tende a ser jornalístico, ainda mais tratando de um assunto como este, sem dúvida seria um material que teria excessos. Em outras palavras, seria nada despojado, já que ali não poderiam tratar de forma dramática ou mesmo romântica. Por isso repito: "...isso caberia mais em um documentário, mas como é um filme a coisa muda de figura."

E graças ao bom senso a coisa realmente mudou de figura. Rs!

Abs.

Alysson disse...

Assisti na epoca que estreou e particularmente gostei muito a historia em si nao e o melhor do filme mas sim a interpretacao da helen mirren que arrasa na atuacao desse filme adorei a forma como vc analisou o filme vc escreve muito bem abraco

Unknown disse...

Helen é o filme!
Gostei do contexto da história, e como minhas lembranças puderam participar, mas, não me marcou tanto quanto a atuação de Mirren!

;D

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