A
DAMA OCULTA
O
relacionamento matrimonial do mestre do suspense Alfred Hitchcock e sua esposa
Alma Reville durante o conturbado período em que Hitch rodava Psicose (1960) o
maior sucesso de sua carreira.
The Lady Vanishes é um filme britânico que Hitchcock (1899-1980) dirigiu em 1938
sobre uma viagem de trem na Europa Continental na qual uma riquinha percebe que
uma senhora desapareceu durante a viagem. Suspense. Tensão. Mistério. É
Hitchcock! Mais depois da sessão deste filme (acabei de assistir e já decidi
postar minha crítica o que é raro acontecer) fiquei imaginando, curiosamente,
como o título desta película estrelada por Margaret
Lockwood faz uma alusão a esposa do mestre, provavelmente o ventríloquo que
manipulava as cordas, mas ofuscada pela exposição do brilhantismo de Alfred
Hitchcock, sinônimo do suspense, showman
e provavelmente o diretor mais famoso de todos os tempos.
O
filme não é uma decepção como foi para a maioria. Não vou dizer que é uma
obra-prima, longe disso, mas Hitchcock (Idem, 2012) é um
divertimento até respeitável. Notável presença do grande (aqui literalmente)
ANTHONY HOPKINS numa interpretação notável já que genialmente não procura
imitar Hitch e deixa sua marca
registrada numa figura tão respeitada do cinema e que, apesar de algumas
caricaturas (e precisaria rever mais vezes o filme para notar nuance), ainda
consegue humanizá-lo. Nesta fita redondinha, bonitinha e agradável, Hitchcock
se torna um personagem, o herói de um filme sobre parte de sua vida. Não é o
homem errado, culpado erroneamente por um crime que não cometeu ou um psicopata
elegante ou mesmo uma loira frígida. Não. Ele é apenas o homem por trás da
cortina, assistindo, e que almeja mais do que tudo uma nova e fresca trama para
contar e encontra em um livro barato de terror a inspiração para um novo,
pequeno e audacioso projeto. É isso. Ele só quer realizar o seu filme. Não foi
fácil, até porque naquela época era um pé no saco convencer os moralistas
censores que não permitiam nem mesmo que um vaso sanitário aparecesse na tela,
o que diria um homossexual oprimido, assassino, eremita, que se veste de mulher
e vive com o cadáver da mãe, e que numa noite assustadora tem um surto/desejo e
esfaqueia brutalmente a mocinha que tomava banho despreocupadamente no meio do
filme. Um choque para a plateia que nunca esperaria por isso. Eis um resumo do
que Hitchcock contaria no seu próximo filme, a seminal obra-prima do cinema em
todos os tempos; Psicose (Psycho) baseada em livro de Robert Bloch (1917-1994).
Só
que alguém aqui acha que realmente foi fácil concluir um filme como este?
Obviamente que foi um dos maiores contratempos pessoais de Hitchcock (muito
embora o filme exagere e romanceie um pouco) e se fosse um tédio dirigi-lo,
como afirmava Hitch, que a parte criativa e divertida durante a feitura de um
filme esta na pré-produção, na qual se cria o roteiro, storyboard, etc e nas filmagens – e geralmente ele nem olhava para
o visor da câmera porque já sabia exatamente o resultado que iria obter – tudo
é mais tedioso (odiava filmar em locações porque dizia que tinha que se
preocupar com o som ao redor, portanto tinha carta branca nos estúdios para realizar
o que quisesse e sentia-se mais confortável) não estaríamos aqui discutindo
sobre o filme. Ou seja, parecia não acontecer uma história interessante para
contar nos bastidores de qualquer filme seu, exceto este, “Psicose”, a fita que
foi uma ruptura em sua carreira e afetou diretamente sua vida pessoal, uma
facada como na cena do chuveiro (recriado no filme de maneira convincente e até
espirituosa). Portanto, o que sugere o livro de STEPHEN REBELLO; Alfred
Hitchcock and the Making of Psycho (Alfred Hitchcock e os Bastidores de
Psicose) é um bom caldo para um filme, até bem adaptado por JOHN J.
McLAUGLIN (que também escreveu Cisne
Negro para Darren Aronofsky) e só não é mais genial e com afetações
previsíveis, porque é direção de estreia em longa-metragem do roteirista SACHA
GERVASI (escreveu O Terminal de Steven
Spielberg, aliás, grande script também assinado por Andrew Niccol e Jeff
Nathanson) que também é documentarista e como diretor estreou de fato no
documentário; Anvil: The Story of Anvil (produção canadense de 2009 com 80
minutos sobre uma banda de Heavy Metal. Ainda não assisti). Com isso, fica
complicado um cara como Gervasi assumir um projeto grandioso como este. Fica
óbvio para mim que ele, assim como Hitch, sofreu grande pressão para por em
prática o seu filme e certamente passa essa angústia numa fita que claramente
não é tão surpreendente assim, mas longe de ser esquisita demais e irregular.
Por
outro lado, o filme tem um prólogo e epílogo que apreciei muito. Apresentado e
narrado por Hopkins na pele de Hitch, igualzinho, como se estivéssemos
assistindo mais um episódio do Alfred Hitchcock Presents (aliás, foi a
televisão que o deixou mais rico e famoso!), só isso já vale o ingresso. Não
vou revelar nada para evitar spoilers.
O foco
é a relação entre o cineasta e sua esposa, “a dama oculta” ALMA REVILLE (1899-1982) o amor de sua vida e a mulher por trás do
corpulento mestre. A sensacional, assim como Hopkins já levou um Oscar, HELEN
MIRREN a interpreta e revela um lado que desconhecia, até sexy e despojado de
Alma. Aquela senhora que sempre vejo nas fotos ao lado do marido, discreta,
distinta, de óculos e com cara de Dona Amélia. Ainda não sei dizer se Mirren
exagerou, mas certamente igual ao parceiro de cena, deixa uma ou outra
caricatura, como uma mulher que tem o mesmo senso de humor dele (“Vamos vender
a casa toda ou apenas a piscina”?) e que vive frustrada por quebrar os galhos
do marido e nem sempre (ou quase sempre) não ser reconhecida por isso.
Hoje
em dia, sabe-se que ela era mais do que a esposa e colaborada. Mesmo sem
créditos, Alma sempre foi a força motriz da obra de Hicht, seja reescrevendo/
corrigindo os roteiros, ajudando na continuidade, figurinos, casting, enfim, dava palpites em tudo e
geralmente era eficaz em seu olhar profissional e apurado. Hitchcock, sem
sombra de dúvida, amava aquela mulher e seus casos extraconjugais com as louras
não passavam de fantasias. Era platônica sua predileção por Grace Kelly e seu
ódio e ressentimento por algumas delas como Vera Miles (JESSICA BIEL) duravam
pouco tempo. Foi perverso com Kim Novak
(de Vertigo, Um Corpo Que Cai – papel que
seria de Vera que desistiu perto das gravações porque engravidou) e
principalmente com Tippi Hedren (parte
desta história é contada no recente telefilme com Toby Jones e Sienna Miller;
The Girl da HBO) que sofreu horrores enquanto filmava Os Pássaros! De
qualquer forma, ele transformou ambas em estrelas da noite para o dia (embora
suas carreiras não tenham vingado nos últimos tempos).
O
ponto alto do filme são as digressões “esquizofrênicas” de Hitchcock que em
pesadelos, vira cúmplice do maníaco de Winsconsin,
Ed Gein (MICHAEL WINCOTT), inspiração para a criação do personagem Norman
Bates, papel imortal de Anthony Perkins (JAMES D´ARCY – ator do recente “A
Viagem – Cloud Atlas”). Hopkins acordando assustado, comendo sem parar e
totalmente hiperativo mostra um lado de Hitchcock que nunca havia sido
revelado, que sim, era estranho e por isso interessante. Todos sabem dos
traumas do diretor como lugares apertados, altura e principalmente da polícia,
mas o problema se agrava quando ele suspeita que sua amada Alma esta tendo um
caso com o escritor Whitfield Cook
(1909-2003) no filme até bem interpretado por DANNY HUSTON. Cook havia
adaptado Pacto Sinistro – Strangers on a Train , de Patricia Highsmith um dos mais celebrados filmes do diretor, em
1951 (também chegou a colaborar na fita
anterior do mestre: Stage Fright – Pavor Nos Bastidores estrelada por Marlene
Dietrich). Com isso, sua relação com o casal tornou-se íntima, no sentido
de que Cook era um visitante frequente na mansão onde residiam e grande amigo
de Alma. É até interessante a tensão de ciúmes que ele sente por ela e sua
falta de cavalheirismo assumindo um machismo hipócrita quando faz um desabafo
egoísta magoando-a que sai de cena lindamente com a última palavra: sendo sua
mulher, esteve sempre ao seu lado no fracasso e na vitória e sabiamente o filme
evita os clichês: "na saúde e na doença, riqueza e pobreza" como
sugere o discurso clássico matrimonial. Gostei disso, e além do mais, mostra
que Hitchcock era um ser humano imperfeito e que genialidade tem limite. Mais a
questão é: o que seria dele sem a “alma” de sua mulher?
O
filme percorre por esse drama sem deixar o clima de humor negro que tanto fez
parte de sua vida. Hopkins sabe fazer lindamente o seu caricatural Hitch (a
maquiagem é boa), sobretudo quando está parado em pé de perfil ou mesmo sentado
fazendo aquela expressão idêntica. Ele só é infeliz, algumas vezes e em certos
diálogos, quando imprimi demais o seu próprio sotaque que lhe é bastante
reconhecível. Mirren fica mais descolada como Alma que raramente aparecia em
entrevistas (confesso que nunca a ouvi falar).
Quem
esta perfeita, ao menos na caracterização, é SCARLETT JOHANSSON como Janet
Leigh. Ela consegue transmitir o profissionalismo da atriz (ao longo da
vida sempre elogiada por Hitchcock e Alma) e sua coragem e determinação ao se
envolver de corpo (quase nu) e alma na famosa cena do chuveiro. Gosto também do
papel de TONI COLLETTE como a secretária e assistente pessoal de Hitch, Peggy Robertson (1916-1998), que também fazia continuidade, supervisionava roteiro
na maioria de seus filmes e que assim como Alma, não levava todos os créditos.
Quem também me conquista é o ator MICHAEL STUHLBARG (de Um Homem Sério, A Serious Man, 2009) vivendo o agente e amigo
fiel de Hitch, Lew Wasserman (1913-2002), o homem que conseguia
passar pelos burocratas dos estúdios a favor do mestre, o representando. Era
também amigo de Ronald Reagan e Bette Davis e tinha um importante cargo na MCA.
Anteriormente, o canal A&E chegou a produzir uma
adaptação televisiva do livro de Rebello e que acabou sendo adotado como
longa-metragem de ficção para o cinema. Assim, o projeto da TV foi cancelado e
tudo começou a engrenar quando o cineasta e produtor IVAN REITMAN comprou os
direitos para filmagem o financiando através de sua produtora, A Montecito
Picture (também fundada por TOM POLLOCK que coproduz). A distribuidora original
era a Paramount, a mesma de Psicose, só que depois de quatro anos em
desenvolvimento e o projeto sendo arquivado, eles saíram da jogada e Reitman
conseguiu novos acordos, desta vez com a Fox Searchlight Pictures, subsidiária
da gigante Twentieth Century Fox.
Apesar
de aparecerem em pouquíssimas cenas, ainda no elenco, nota-se o ator de Karatê Kid, Daniel LaRusso, RALPH
MACCHIO, velho e irreconhecível, numa cena com Hopkins vivendo o roteirista Joseph Stefano (1922-2006), que em
entrevistas parecia ser um sujeito normal! Há uma pontinha do designer gráfico
e mestre das titulagens, Saul Bass (1920-1996) que é interpretado por WALLACE
LANGHAM. Outro que esta notável é RICHARD PORTNOW como a pedra no sapato de
Hitch, o lendário chefe da Paramount, Barney
Balaban (1887-1971) e ainda o ótimo KURTWOOD SMITH (de vários filmes e séries de TV: Robocop I e That 70´s Show)
interpretando o famoso censor Geoffrey
Shurlock (1884-1976) que no final é persuadido por Hitch.
A
trilha de DANNY ELFMAN é ótima e original e graças ao bom senso ele opta por
não regravar nada de Bernard Herrmann, como o fez estupidamente naquela
produção desnecessária em tentativa de homenageá-lo, a praga colorida que é
“Psicose de 98” dirigido sem personalidade por Gus Van Sant.
Sem
tantas surpresas, novidades, e por expectativas de minha parte que foram
diminuindo com o passar do tempo depois de ler algumas críticas negativas (e
assim fui banhado constantemente por água fria) e também devido a demora para a grande estreia do filme, adiado
algumas vezes (que acabou não acontecendo em grande circuito), “Hitchcock” é
espirituoso, bem intencionado, mas nada de tão memorável, genericamente
falando. A vantagem é que é estrelado e protagonizado por dois veteranos
brilhantes e sua reconstituição de época é bastante cuidadosa, mas a direção de
Gervasi é abaixo daquilo que se esperava de um projeto grandioso como este.
O
que motiva os fãs é o “Good afternoon ladies and gentlemen” de Hopkins e a
revelação de uma dama que também faz parte desta saga. Por trás de todo grande
homem existe uma grande mulher e não de perfil como estamos acostumados a notar
o diretor mais influente e amado da sétima arte. Obrigado Alma.
EUA
2012
DRAMA/BIOGRAFIA
COR
99 min.
FOX
★ ★ ★
FOX SEARCHLIGHT PICTURES Apresenta
Em Associação com COLD
SPRING PICTURES
Uma
Produção THE MONTECITO PICTURE COMPANY
ANTHONY HOPKINS HELEN MIRREN
SCARLETT JOHANSSON
DANNY
HUSTON TONI COLLETTE MICHAEL STUHLBARG
MICHAEL WINCOTT “Como Ed Gein” JESSICA BIEL “Como
Vera Miles”
JAMES
D´ARCY RICHARD PORTNOW
KURTWOOD
SMITH RALPH MACCHIO
Diretor de Fotografia JEFF CRONENWETH
Música de DANNY
ELFMAN
Tema de “Psicose” BERNARD
HERRMANN
Tema de “Alfred Hitchcock” Originalmente Por
CHARLES
GOUNOD “Funeral March of a Marionette”
Edição PAMELA MARTIN
Cenografia JUDY BECKER
Figurinos JULIE WEISS
Efeitos de Maquiagem por HOWARD BERGER & GREGORY NICOTERO
Efeitos de Maquiagem por HOWARD BERGER & GREGORY NICOTERO
Co-Produtor JOHN
SCHNEIDER
Produtores Executivos ALI BELL RICHARD MIDDLETON
Produzido por IVAN
REITMAN
ALAN
BARNETTE JOE MEDJUCK TOM POLLOCK TOM THAYER
Escrito por JOHN J.
McLAUGHLIN
Baseado no Livro de STEPHEN
REBELLO
Dirigido por SACHA
GERVASI
HITCHCOCK ©2012 The Montecito Picture Company/ Fox Searchlight Pictures


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8 comentários:
Bom Dia Rodrigo,
Tudo bem?
Li tanta crítica negativa que estava um pouco desanimada,rs.
Mas, ainda ansiosa para ver.
Única coisa que concordei quando vi o Making Off, foi sobre a o make up ficar caricato ao extremo deixando nosso IDOLATRADO Hopkins um tanto 'superficial', não em atuação.
Se tudo der certo conseguirei assistir.
Beijos queridão.
Hey Rodrigo!
Gostei do texto, meu caro, defendeu muito bem a sua percepção, mas eu odiei este filme de corpo e Alma (rs, q patético).
O que tu considerou como ponto alto, eu achei a coisa mais besta do filme, que são as intromissões de Eg Gein na história. Aff, desnecessário e gratuito. O prólogo e a cena final eu achei bem legais, bem criativas, mas o ciúmes infundado entre Hitch e Alma torna o projeto tão bobinho, tão blé. Tem pouco de cinema aí, e como eram os bastidores de "Psicose", achei que a produção do clássico apareceria mais, nem o D'Arcy aparece tanto! oO
Hopkins e Alma vestem bem as caricaturas, estão ok, mas o filme, pra mim, foi puro desgosto. No entanto, bacana fazerem uma comédia para retratar o Mestre do Suspense. Ideia genial.
(**) para este filme hehe.
Abs!
Não vi o filme, mas estou louco para ver. Li sua matéria e fiquei ainda mais afim de ver, enrolo demais para ver filmes, mas verei.
Achei legal a ideia de um filme contar uma parte da vida do Hitchcock, ainda mais sendo sobre um filme tão polêmico e que também que seja o melhor dele.
Abração Rodrido!
Patricia: Ainda bem que Hopkins procura não imitar o Hitch, já cai no caricato automaticamente. Eu percebe, pelo sotaque e outras coisitas mais que é o Hopkins. Só faltou ele fazer aquela expressão do Hannibal, rs De qualquer forma a maquiagem não faz tanto milagre, mas pelo menos deixa o ator com uma aparência cool.
Veja o filme e depois me diga o que achou. Bjs!
Elton: Discordamos mesmo e já explanamos nossas opiniões. No geral pode ter mais defeitos do que qualidade e verei isso nas revisões. É frustrante para um fã como eu. Entenda, por favor, rs!
Concordo contigo, por exemplo, nas poucas aparições do D'Arcy já que como Anthony Perkins mereceria mais destaque. Também o roteirista Stefano, Macchio subestimado. Nem comentei da ausência da filha do diretor, Patricia Hitchcock que faz a secretária que irrita Janet no escritório. É...um projeto como esses a gente espera sempre o melhor. Um diretor mais experiente, um Scorsese, mataria a pau! Provavelmente "Hitchcock" em anos será a minha guilty pleasure!
Abs.
Markos: Não perca mais tempo. Espero que não saia frustrado do cinema. Depois tb me diga...
Abs!
Oi, Rodrigo. Belo texto, repleto de informações interessantes e de paixão. Concordo com você, a direção do estreante Sacha Gervasi não se destacou, mas fiquei tão fascinado pela história que acabei não me importando muito com isso. O filme chama mais atenção para Hitch do que para o próprio filme. Abs.
É isso, eu gostei do filme. Não é uma obra-prima, está longe de ser uma cinebiografia, nem a obra que Hitckcock merece. Mas, é envolvente e divertido. E tem ótimas cenas.
Discordo, no entanto, da interpretação de Anthony Hopkins, adoro o ator, mas achei que ele exagera no tom diversas vezes chegando a ficar caricato. Do contrário, adoro a interpretação de Helen Mirren. Aliás, acho que as mulheres roubam a cena aqui. Toni Collette está ótima como a secretária e tanto Johansson quanto Biel conseguem passar verdade em suas personagens / atrizes...
Enfim, é um bom filme, apesar de não ser O filme que estávamos esperando.
bjs
Belo texto Rodrigo. Um complemento obrigatório à experiência de assistir esse filme. Assim como vc, não o vejo como a decepção propagada, mas diferentemente de vc não vejo Hopkins grande aqui. Mas entendo que sua atuação comprometida é mais demérito da direção insegura do que do ator mesmo. Agora, concordamos: o ponto alto são as digressões esquizofrênicas de Hitch se tornando cúmplice de Ed Gein... é onde o filme se permite ser mais imaginativo!
Abs
Fabio: Concordo plenamente: "O filme chama mais atenção para Hitch do que para o próprio filme." Esse é o feeling desta sessão!
Obrigado. Abração!
Amanda: De qualquer forma Nanda, "Hitchcock" é um filme em que a simpatia ofusca qualquer vestígio e tamanha decepção. Obviamente, como fã, esperava mais da direção e roteiro, achava que teria mais surpresas, embora o prólogo e epílogo, por exemplo, sejam divertidos. Acabou que ficando com a sensação de que eu já sabia disso!
Eu já acho que Hopkins se sobressaiu mesmo. Hitch foi um ser tão único que facilmente cai no caricato e Hopkins, na minha opinião, evita isso, faz de seu Hitch uma trademark ainda pessoal.
E sim, Mirren, Johansson (essa pegou o jeito de Janet mesmo!!!), Biel e Collete, arrasam. Collete é até um destaque inesperado como Peggy e Mirren uma surpresa mais audaciosa com relação a Alma e ela provou mesmo que não conhecíamos a "dama oculta".
Bjs.
Reinaldo: Ed e Hitch, rs pelo menos estamos de pleno acordo com essas rubricas do script, rs! E sim, o filme é obrigatório para fãs, não só do mestre, mas de cinema em geral, quem aprecia espiar como funciona (ou funcionava) as realizações de uma película em Hollywood. Numa coisa Gervasi acertou e faço um adendo aqui: "Hitchcock" evidencia toda a loucura e hipocrisia do sistema norte americano cinematográfico!
Abs.
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