A saga de Moisés, hebreu de
nascimento e príncipe do Egito por adoção, e sua descoberta ao se comunicar com
Deus numa missão perigosa para libertar seu povo da escravidão. Direção de Cecil
B. De Mille
Pode
parecer absurdo e vulgar ou como também eram definidos os filmes do famoso
diretor de cinema CECIL B. DeMILLE (1881-1959): de espetáculos pseudo-religiosos e kitsch. Este Showman
fazia de suas fitas eventos épicos. De qualquer forma, mesmo sendo o que são
seus filmes foram sempre mais divertidos, sobretudo quando criança, e aprender
religião com eles, obras colossais, era mais eficiente do que ouvir sermão do
padre e da professora de catequese. É dele outras obras do gênero, sempre
interessantes e com espírito de matinês; SANSÃO
E DALILA (Samson
and Delilah, 1949, com Hedy
Lamarr e Victor Mature), CLEÓPATRA (Idem, 1934 estrelada por
CLAUDETTE COLBERT anos luz a frente da versão com Elizabeth Taylor produzida na Fox por Mankiewicz), VENDAVAL DE PAIXÕES (Reep the Wild Wind, 42,
com John Wayne e Ray Milland), O ÚLTIMO ESPETÁCULO DA TERRA (The
Greatest Show on Earth,
1952, este que é o seu penúltimo filme e também estrelado por Charlton Heston e também participação
de James Stewart), enfim, entre os
80 títulos como diretor e mais alguns apenas como produtor, De Mille é o meu
Spielberg das obras bíblicas!
Somente
ele para guiar, como Moisés, uma legião de extras, equipe de filmagem, elenco,
etc, numa jornada que foi filmada nos lugares sagrados do Sinai e Egito num dos
maiores sets já realizados para uma
rodagem cinematográfica. Pode não ser uma obra-prima propriamente dita como
qualquer filme de Hitchcock, Truffaut, Kubrick ou Murnau, mas é impressionante
passar algumas longas horas diante à TV apreciando cada detalhe desta
devastadora e gigantesca obra do entretenimento, as cores, figurinos, direção
de arte, tudo me entorpece.
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| De Mille comandando seu último e mais ousado filme |
Ganhou
apenas um prêmio da Academia, Melhores
Efeitos Especiais para o técnico JOHN
P. FULTON (1902-1966) e ainda é impressionante a cena do mar vermelho
filmada em um tanque e com a magia da montagem (de Anne Bauchens) retroceder a película para parecer que a água esta
abrindo passagem para a fuga dos hebreus! Uma imagem que não sai da cabeça, um
daqueles momentos icônicos do cinema. Também teve o mérito (provavelmente em
respeito à De Mille por sua contribuição a indústria e ser um dos primeiros
chefões da Paramount Pictures) de
ser nomeado para Melhor Filme, mas
pelo menos nas categorias técnicas, merecia ser vitorioso: Fotografia (Loyal Griggs),
Figurinos, mais um impressionante
trabalho chefiado pela lendária EDITH
HEAD (1897-1981 costume designer
que já ganhou 8 Oscars e era fiel
colaboradora do estúdio, no caso a Paramount e também tinha ótimas relações com
Hitchcock tendo feito a maioria de seus filmes), Edição, Som (Loren L. Ryder) e obviamente Direção de Arte. Tanto capricho e
trabalho árduo (De Mille, inclusive, estava muito doente durante as gravações e
teve que se ausentar um período, mas continuaram a rodar o filme sem ele) para
contar a famosa história bíblica mixada com fantasia e toda a moralidade
importante do Antigo Testamento numa
narrativa romanceada - escrita por diversos roteiristas - da vida de Moisés
desde o momento que foi encontrado no Rio Nilo no cesto que leva o seu nome até
a chamada Terra Prometida, vivendo como um príncipe até descobrir sua
verdadeira identidade e abraçar a causa de seu povo hebreu, escravizados
durante décadas pelo governo egípcio e do tirano Faraó (o ótimo SIR. CEDRIC HARDWICKE) que o criou como
filho, passando por sua expulsão do reino, seu encontro com o divino, a fuga
pelo Egito e o clímax que se sucede nas águas do mar vermelho e muito, muito
mais, De Mille constrói uma obra enorme e detalhada que ainda mostra o que
acontecera depois que Moisés foi testemunha da escrita sagrada divina nas
pedras que continham os próprios Dez Mandamentos. É muita coisa, com um elenco
de astros e estrelas, a sessão parece não ter fim, ainda assim, é um agrado
inexplicável, mesmo para aqueles, como eu, que não é fã de contos e histórias
com essa temática. No entanto, assistir qualquer fita do De Mille me faz ser
aquele cinéfilo adepto a blockbuster
clássicos e descobrir cada vez mais sobre a magia do cinema, o único meio
midiático que nos transporta no tempo. Eu gosto.
Em
outras palavras, é um triunfo pessoal do diretor que já havia feito outra
versão, muda, em 1923 (33 anos antes), na Paramount, o
maior épico lançado naquela época, produzido por Jesse L. Lasky e Adolph
Zukor com script assinado por Jeanne MacPherson e estrelado por Theodore Roberts (1861-1928) vivendo
Moisés. Acredito que era quase que uma obsessão do cineasta que nutria paixão
pela premissa e se fosse vivo hoje, faria mais uma terceira versão com tudo que
a tecnologia oferece hoje em dia. Imaginem
Dez Mandamentos por De Mille em 3D?
Esta
dedicação aconteceu logo após a conclusão de “O Maior Espetáculo da Terra” e estava claro que este seria o mais
ousado e grandioso filme já feito e não haveria nem sequer alguma comparação
com sua versão anterior. Até porque, cada filme é um reflexo de sua época e os
limites técnicos são evidentes para suprir as suntuosidades e extravagâncias
desde o projeto, pré-produção, filmagem e pós- produção. Conseguem imaginar o storyboard utilizado? Segundo fontes,
mais de 1.200 quadrinhos foram meticulosamente desenhados, o que seria algo
inédito para a época (o que me leva a compará-lo com Steven Spielberg) e até
porque, além do elenco principal de personalidades famosas, havia cerca de mais
de 70 personagens, todos com diálogos diferentes. Sim, ele dava importância até
mesmo para a figuração!
O filme acabou sendo um marco na carreira de CHARLTON HESTON saudoso astro de Ben-Hur e Planeta dos Macacos que dispensa mais comentários... Sou fã, e foi o primeiro papel bíblico dele no cinema e não tem como negar, ele é o Moisés perfeito. Dizem que foi graças ao filme que Heston foi a primeira e última escolha do diretor William Wyler para viver Judah Ben- Hur (um dos meus filmes de cabeceira!). Acabou sendo este o último filme dirigido por De Mille! Infelizmente, ele havia sofrido um ataque do coração durante as filmagens, certamente devido às condições complicadas, digamos, ensolaradas, de estar no Oriente Médio, mas depois de ficar afastado, ele retornou ao trabalho, ainda debilitado, contrariando ordens médicas.
O
roteiro não é uma adaptação fiel (eu nunca li a Bíblia, mas é o que afirmam,
inclusive De Mille em entrevistas) Baseia-se principalmente em Eusébio de Cesareia e Flávio Josefo, contando, mesmo que ao
modo do diretor, ou seja, extravagante e motivo pelo qual foi severamente
criticado por religiosos devotos, mesmo o filme sendo “leve” e “familiar”,
apesar das tiradas até mesmo sexuais de Anne
Baxter.
O
filme também faz dos trinta anos da vida de Moisés nada idêntico como se lê na
bíblia. Na verdade, é difícil saber com precisão a vida daquelas pessoas e quem
me garante que tudo que está escrito na bíblia é verdade? Deus ou o arrogante
homem? Enfim, fazendo do berrante, atrevido, clichê, uma bela mistura, fórmula
que aprecio em seu cinema, De Mille entrega um filme que não é convencional com
as escritas do sagrado. É de mal gosto e
barato para muita gente, mas não consigo ser duro com o filme, que como havia
dito e volto a afirmar exemplificando, é
muito mais legal do que uma “Paixão de Cristo” de Mel Gibson! E vendo pelo
ponto de vista lógico, seria impossível De Mille, em uma obra tão extensa como
esta, não deturpar alguns fatos, até porque não seria possível encaixar
romance, luxúria e vingança, na trama.
Seria
William Boyd a escolha inicial para
interpretar Moisés. O ator já havia feito figuração para De Mille no início da
carreira, naquela fita com Gloria
Swanson; Why Change Your Wife? (de 1920 – provavelmente
desconhecido do grande público). Mas o papel estava realmente destinado à
Heston, que inclusive teve uma relação muito mais forte com a produção, seu
primeiro filho, recém-nascido, interpretou o Moisés bebê!
Para criar alguns efeitos especiais desafiadores, além do mar vermelho, a tempestade de areia, De Mille pediu gentilmente a Força Aérea Egípcia uma máquina especial – como se fosse um ventilador gigante – para criar as ventanias. Era tudo na raça e com imaginação, para então pular obstáculos num tempo que não existia tecnologia digital e computação gráfica. Até mesmo na cena da bola de fogo, tudo realizado sem computador e a reação as tais proezas ainda funciona e é muito mais eficiente e real do que qualquer manipulação falsa de produções atuais.
Neste
filme tem tanta gente trabalhando que só depois fui conferir curiosidades como
a ponta da filha de Hitchcock, Patricia,
fazendo uma lady na corte do Faraó ou mesmo a presença notável (e demorei para
perceber) do ator H. B. Warner, de
filmes como A Felicidade Não Se Compra, de
Capra, um velho amigo e colaborador de
De Mille que tem neste filme seu último papel. Nem havia percebido que ele
fazia aquele senhor que pede para morrer durante a tensa sequência do êxodo dos
hebreus pelo deserto. Originalmente seria VICTOR YOUNG que ganhou um Oscar pela trilha musical de A Volta Ao Mundo em 80 Dias (Around The World in Eighty Days, 1956 de Michael Anderson, aliás, ganhou cinco prêmios incluindo o de Filme para o produtor Michael Todd) que faria a música. Young já era parceiro do diretor desde 1940, mas não aceitou o projeto devido a complicações de saúde, o que fez De Mille depositar as esperanças no então jovem ELMER BERNSTEIN (1922-2004) de fitas interessantes como, o premiado Thoroughly Modern Millie, 1967, de George Roy Hill e também autor de vários outros clássicos como Os Caça-Fantasmas (84 de Ivan Reitman), Sete Homens e um Destino (1960 de Sturges), O Sol É Para Todos (1962 de Robert Mulligan), Meu Pé Esquerdo (1989 de Jim Sheridan) e A Época Da Inocência (1993 de Scorsese) dentre outros. Bernstein era um mestre no que fazia e tão notável como Williams, Herrmann ou Goldsmith. A música-tema de Os Dez Mandamentos é um perfeito exemplo de sonoridade tão mítica quanto o próprio filme. O mais curioso é que a música é até sutil, mas consegue descrever os fatos apresentados (De Mille faz um ótimo prólogo como apresentador e depois narra todo o filme).
O legado de De Mille é evidente ainda mais quando produções referentes ao assunto se inspiraram em seu estilo e arte. Vide, por exemplo, o desenho da DreamWorks, o bonitinho O Príncipe do Egito (The Prince of Egypt, 1998) com direção de Brenda Chapman, Steve Hickner e Simon Wells, que fazem um filme tão familiar e acessível como qualquer produção Disney, isto é, bem desenhada, escrita e com canções chiclete. Já assisti muito na época e confesso também ter predileção.
Nem falei de todo o elenco... Além de Heston (um galã dos deuses e o meu predileto dos filmes épicos), tem o grande YUL BRYNNER (1920-1985) como o vilão e irmão adotivo de Moisés, Ramsés, invejoso e impiedoso. Certamente é a melhor personificação deste lendário ator no cinema. No entanto, quem esbanja presença é a sensual e má (sempre foi ela A Malvada e nunca a Bette Davis!) ANNE BAXTER (1923-1985) como a obcecada por Moisés, louca e ambiciosa, Nefretiri, uma cobra criada no palácio. Ela rouba todas as atenções do filme em praticamente todas as suas cenas. De fato, Baxter era linda de morrer, fora uma grande estrela e o Oscar apenas como melhor atriz coadjuvante em O Fio Da Navalha (The Razor´s Edge, 1946 de Edmund Goulding, diretor do regular Grande Hotel) foi muito pouco! Demorei algum tempo até apreciá-la, sua entrega ao papel de Eve em “A Malvada” foi tão envolvente que fiquei com sentimento de rancor por ela (risos), mas depois de vê-la em A Tortura do Silêncio (I, Confess, 1953, de Hitchcock, fui-me afeiçoando).
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| BRYNNER e BAXTER malvados! Sensacionais! |
Tem ainda o
sensacional EDWARD G. ROBINSON um
homem inescrupuloso que faz política com a vossa majestade em troca de favores,
o mais odiável de todo o filme, Dathan,
que no final passa para o lado de Moisés para depois ficar contra o herói
chagando a irritação. E ainda tem VINCENT PRICE interpretando um papel totalmente diferente do que faria posteriormente, como outro vigarista da corte, Baka, e ainda as belezas femininas de YVONNE DE CARLO, DEBRA PAGET e NINA FOCH!
Megalomaníaco, eis um cineasta de mão cheia. DE MILLE realiza o maior feito em toda sua carreira. Digam o que quiserem, mas Os Dez Mandamentos é uma aventura história bíblica dramática e familiar das mais tradicionais e clássicas. Em todos os tempos é um filme seminal. Pode não ter sido feito exatamente do jeitinho que estava escrito, mas na bíblia de De Mille não tem como negar a frase: “Assim está escrito... e assim será feito!” E o fez. Amém.
E só para lembrá-los:
1º - Amar a Deus sobre todas as coisas.
2º - Não
usar o Santo Nome de Deus em vão.
3º -
Lembra-te do dia de Domingo para santificá-lo.
4º - Honrar
pai e mãe.
5º - Não
matarás.
6º - Guardar
castidade nas palavras e nas obras.
7º - Não
roubar.
8º - Não
levantar falsos testemunhos.
9º - Guardar
castidade nos pensamentos e nos desejos.
10º- Não
cobiçar as coisas do próximo
1956
AVENTURA/DRAMA/BÍBLICO
COR
220
min.
PARAMOUNT
★ ★ ★ ★
PARAMOUNT PICTURES APRESENTA
UMA PRODUÇÃO CECIL
B. DEMILLE
THE TEN COMMANDMENTS
THE TEN COMMANDMENTS
ESTRELANDO:
CHARLTON HESTON. YUL BRYNNER. ANNE
BAXTER
EDWARD G. ROBINSON. YVONNE DE CARLO. DEBRA
PAGET. JOHN
DEREK
SIR. CEDRIC HARDWICKE. NINA FOCH. MARTHA SCOTT
JUDITH ANDERSON. VINCENT PRICE. JOHN
CARRADINE
Roteiro para a Tela AENEAS
MACKENZIE. JESSE L. LASKY, JR.
JACK
GARISS. FREDRIC M.
FRANK
Baseado nas
SAGRADAS ESCRITURAS e outros escritos antigos e modernos
Baseado também em: “Prince
Of Egypt” de DOROTHY CLARKE WILSON
“Pillar
of Fire” de J. H. INGRAHAM & “On Eagle´s Wing” de A.E.
SOUTHON
Música de ELMER BERNSTEIN
Produtor Associado HENRY WILCOXON
Fotografado por LOYAL GRIGGS
Montagem por ANNE BAUCHENS
Direção de Arte por ALBERT
NOZAKI. HAL PEREIRA. WALTER TYLER
Produzido por MOTION PICTURE
ASSOCIATES, INC.
DIREÇÃO
CECIL
B. DEMILLE
















6 comentários:
Gosto destes clássicos grandiosos, com longa duração e um enorme elenco.
Realmente "Os Dez Mandamentos" é um filmaço, graças ao maluco Cecil B. DeMille.
Abraço
O filme é muito longo e intenso. Uma de minhas cenas preferidas é a passagem do Mar Vermelho! Eu tenho esse clássico em minha DVDteca! Excelente texto!
Belo resgate, Rodrigo. Daqueles clássicos de antigamente, hehe. Pomposo, épico e com ótimos momentos. Vi várias vezes com minha mãe que sempre adorou esse tipo de filme.
bjs
Grande Post, muito bem escrito e organizado! Parabéns Rodrigo!
Esse épico bíblico, ao meu ver, é o maior de todos entre seu gênero. Cecil B.De Mille encerrou com chave de ouro sua participação na história do cinema. As interpretações de Heston, Brynner e Baxter são dignas de Oscar e a trilha sonora inesquecível. A última versão do dvd, como você já deve ter visto,lançada pela Paramount, é uma preciosidade, repleto de extras (incluindo a primeira versão do filme de 1921), desde sua embalagem, até sua remasterização, é show! Um filme obrigatório em qualquer coleção.
Abração
Hugo: Faço coro: De Mille era maluco. Rs Graças a Deus. Meu primo também é fascinando por obras épicas clássicas, com multidões de gente e tudo mais...
Abs.
M: A cena mais antológica e a mais funcional dentre todas as versões de Moisés (mesmo o desenho "O Príncipe do Egito" ter sido fofo e emocionante). É um filme de cabeceira mesmo. É pra ser!
Bjs. e obrigado querida.
Amanda: Minha Avó é fã tb. Vi com elas algumas vezes. De Mille fazia filmes pomposos, realmente.
Bjs.
Jefferson: Compartilhamos da mesma opinião e a mesma edição deste DVD. Tb tenho e adoro. A versão muda é uma raridade e naquele tempo já era grandiloquente.
Obrigado Jeff, mesmo!
Abração!
Olá Rodrigo, estive revisitando seu espaço nobre quando me deparei com este artigo sobre OS DEZ MANDAMENTOS, pois sei que andei afastado tanto de escrever em meu espaço quanto de visitar os espaços amigos.
DeMille na minha concepção pode ser enquadrado de "maluco" hoje em dia, mas não creio que fosse, pois maluquice e excentricidade são duas coisas bem diferentes. Difícil mesmo nos dias de hoje que haja um cineasta, gaste o quanto gaste e seja o melhor em seu ramo, que saiba coordenar tão bem cenas de multidão, mesmo tendo o apoio de diretores de segunda unidade.
OS DEZ MANDAMENTOS foi uma obra reprisada ao longo dos anos em muitos cinemas brasileiros desde seu lançamento aqui em 1957, principalmente em passagens de Natal e Semana Santa, mas imaginem aos mais jovens que não havíamos nem vídeo cassete ou vídeo-locadoras, o que explica tal obra (e entre outras, como E O VENTO LEVOU, BEN-HUR, QUO VADIS...) reprisar constantemente em muitas de nossas salas nos períodos entre os anos de 1960 e 1970.
Bela matéria Rodrigo!
Nobre abraço!
PAULO TELLES
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