OUTUBRO DAS
BRUXAS
☠
TERCEIRA TEMPORADA
CINE-DOC. TERROR
: Capítulo 5
Malditas!
Amaldiçoadas! As múmias sempre foram um fascínio no
mundo. A obsessão humana em preservar o corpo, embalsamá-lo para apreciação
eterna, bom, sabemos que é berço cultural dos egípcios, no entanto, pelo menos
dois escritores famosos do século XIX escreveram sobre as múmias amaldiçoadas,
daquelas que voltam (diferente dos Zumbis) a vagar ameaçadoramente depois de
milhares de anos adormecidas. Não é um erro pensar que foram eles, MARY SHELLEY (Frankenstein) e BRAM STOKER (Drácula) os precursores. Alguns
filmes sobre múmias específicas, na qual é tema deste capítulo, foram
realizados nos primórdios do cinema: THE MUMMY OF KING RAMSES (1909), A MÚMIA
VIVA (1911), THE MUMMY (1912), MUMMY AND THE HUMMING BIRD (1915) e OS OLHOS DA
MÚMIA (1918 – filme alemão com Emil Jannings e Pola Negri do diretor ERNEST
LUBITSCH). E a lista de produções do monstro enfaixado é enorme e variante.
O primeiro grande estúdio a produzir
algo do gênero foi, de fato, a UNIVERSAL. Em 1932, o querido astro BORIS
KARLOFF ficou bem à vontade na pele de mais um monstro para o seu currículo.
Sua interpretação nesse papel também se tornou lendária, assim como em Frankenstein
de James Whale. Na premissa, a múmia
de Im-Ho-Tep é acidentalmente trazida de volta à vida depois de 3.700 anos. O
cara era um alto sacerdote egípcio que fora embalsamado por tentar reviver a
mulher que amava. Vivo novamente, ele sai em busca de seu amor. Ou seja,
pode-se dizer que é mais um monstro trágico vivido por Karloff.
A fita, obviamente com o título de A MÚMIA – leia minha crítica do filme
clicando aqui - (The Mummy, 1932), de KARL FREUND, diretor de fotografia de
grandes títulos do cinema expressionista alemão (Metrópolis) e filmes como Drácula
(de Tod Browning), tornou-se uma lenda da história do cinema. A trama
assustou e comoveu plateias de todas as gerações. Aliás, quando o filme foi
realizado, o mundo científico aguardava ansioso pelas freqüentes notícias de
escavações no Egito (exatamente, nos anos 30 o interesse e curiosidade eram
ainda maiores), onde estariam sepultadas centenas de múmias históricas, algumas
de faraós e seus familiares, cujas câmaras mortuárias abrigariam, também,
valiosos tesouros. Os registros de mortes de violadores de túmulos, vitimados
nesses locais por estranhas substâncias, alimentaram o mito da maldição da dita
cuja e obviamente a imaginação dos cineastas.
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| Titulagem de OS OLHOS DA MÚMIA de LUBITSCH |
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| O imortal KARLOFF! |
O filme de Freund foi
praticamente o responsável por originar o estilo que marcaria as futuras
continuações e obras similares desse subgênero. A fita, teve um script original (assim como aconteceria com O Lobisomem), assinado por Nina Wilcox Puttmam, Richard Schayer (que escreveu alguns
filmes para Buster Keaton) e John L.
Balderston. E graças a ideia desses roteiristas, eis uma avalanche de
filmes com múmias:
A MÃO DA MÚMIA (The Mummy´s Hand, 1940), O TÚMULO DA MÚMIA (The Mummy´s
tomb, 1944), O FANTASMA DA MÚMIA e ou/ A SOMBRA DA MÚMIA (The Mummy´s ghost,
44), A MALDIÇÃO DA MÚMIA (The Mummy´s
curse, 44).
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| Cena de A MÃO DA MÚMIA dirigido por Christy Cabanne |
Na década de 1950, a criatura foi
ressuscitada pela dupla britânica mais famosa: CHRISTOPHER LEE e PETER CUSHING,
especificamente no filme de 1959, A MÚMIA,
de Terence Fisher. Evidente que a
turma da Hammer
continuou nos anos seguintes. Portanto, outras versões de sucesso como A MORTALHA
DA MÚMIA e ou/ O SARCÓFAGO MALDITO (The Mummy´s shroud, 1967), dirigido por John Gilling ; e SANGUE NO SARCÓFAGO DA MÚMIA (Blood from the mummy´s tomb, 1971), de Michael Carreras, continuaram a
saborear os mais aficionados.
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| Peter Cushing e Christopher Lee como a Múmia! |
São tantos enredos que envolvem
múmias que é difícil não se perder. Diretores como Luc Besson, recentemente fez um filme interessante de aventura e comédia chamado AS MÚMIAS DO FARAÓ (Les Aventures Extraordinaires D´Adèle
Blanc-Sec, França, 2010), um filme matinê voltado para a família. Mas, sucesso inesperado é os dois primeiros filmes de uma franquia lucrativa, do diretor
e roteirista STEPHEN SOMMERS,
assumidamente inspirada e uma espécie de ‘Nova Versão’ do clássico de 32; A MÚMIA (1999) e O
RETORNO DA MÚMIA (2001), estrelados por BRENDAN FRASER como herói a la Indiana Jones, são filmes sofisticados, humorados,
repletos de ação, e como muitos gostam de afirmar: uma mistura de Os Caçadores da Arca Perdida de Steven
Spielberg e O Exterminador do Futuro
de James Cameron (pelas sucessivas armas e tiroteios), que a geração de hoje
tem mais conhecimento. Moderno, e apesar de serem filmes de época (em plena
exploração de tumbas no início do século XX), trouxeram, através da computação
gráfica muito bem utilizada, um impressionante realismo ao grotesco monstro.
Gosto mais do primeiro, premissa totalmente similar com a fita estrelada por
Karloff, claro, acrescendo outras coisas e detalhes apropriados a híbrida premissa. A irregular continuação
explorando a China, o péssimo A Múmia: Tumba Do Imperador Dragão
(2008 do diretor Rob Cohen) é melhor ignorarmos.
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| Os curiosos Rachel Weisz e Brendan Fraser despertam a fúria da múmia de Imhotep vivida por ARNOLD VOOSLO. |
Enroladas. Terrificantes.
Fascinantes. AS MÚMIAS são queridas, caso contrário seriam esqueletos sem a menor graça! Malditas
ou não, amo-as e acho um sacrilégio não amá-las.
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| A Múmia da famosa garota INCA, sacrificada aos 15 anos é um tesouro arqueológico! |
O Especial Continua ....















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