OUTUBRO DAS
BRUXAS
☠
TERCEIRA TEMPORADA
CINE-DOC.
TERROR : Capítulo 8
Alienígenas, ET´s, ou
geralmente criaturas vindas de Marte – os marcianos – são figuras notórias no
cinema de terror, e para tanto, acabou surgindo o aclamado subgênero que mescla
horror e ficção – cientifica. A Sci-fi por si só gerou franquias de sucesso
como Star Trek (Jornada nas Estrelas), de Gene
Roddenberry e Star Wars (Guerra Nas Estrelas), de George Lucas. No entanto, o que o
penúltimo-oitavo capítulo do especial Cine-Doc. irá tratar aqui é justamente aqueles filmes
com aliens hostis e que tanto fizeram
(e fazem) sucesso na telona.
No começo, os inimigos
espaciais de nós terráqueos sempre foram os marcianos e nesses primeiros filmes
eles pareciam espertos. Exemplo: sempre almejavam invadir o planeta em
território norte-americano e, assim, controlar a maior potência bélica do mundo.
Será mesmo que eram assim tão espertos ou tolos? Afinal, lá estão os mais
imbatíveis defensores da humanidade (risos). Pelo menos essa é a ideia que as
dezenas de fitas sobre alienígenas produzidas por Hollywood tentam passar há
décadas. E foi nesse gênero – ficção-científica – que o cinema realizou, em
diferentes momentos, grandes filmes.
Um deles, e por acaso o
meu favorito, foi o vencedor do Oscar de efeitos especiais em 1953, A GUERRA DOS MUNDOS, adaptação magistral do livro de H. G. WELLS (1866-1946), um mestre nesse quesito, (autor do também
clássico livro A Máquina do Tempo),
que narra uma invasão da Terra por marcianos que aniquilam tudo sem piedade. O
cenário é típico de terror e sci-fi e também, de um filme de guerra. Dirigido
por BYRON HASKIN (1899-1984) e produzido por GEORGE PAL (1908-1980),
especialistas no assunto, tornou-se um dos maiores filmes de ficção-científica/terror
de todos os tempos. Aliás, o filme tem também ótimas cenas de ação. Em 2005, o
roteiro foi refilmado com a merecida grandiosidade de Steven Spielberg, mas o que parecia uma baita ideia ficou abaixo da
expectativa, pelo menos em minha opinião.
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| A sonhada visão-pesadelo de H. G. Wells. |
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| ANN ROBINSON, a mocinha de A GUERRA DOS MUNDOS, em sua antológica cena. |
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| O esquisito marciano de A GUERRA DOS MUNDOS. |
Evidente, que não posso
deixar de citar outro clássico. O monstro alienígena Klaatu, interpretado lindamente por MICHAEL RENNIE (1909-1971) que era capaz de parar todas as máquinas
da Terra em 24 horas, mas com propósitos pacifistas. Sua intenção é alertar os
líderes mundiais de que o planeta esta à beira da extinção. Essa é a premissa
do maravilhoso O DIA EM QUE A TERRA
PAROU (The Day the Earth stood still,
1951), do famoso diretor ROBERT WISE (1914-2005), e que
infelizmente, também teve remake:
pelo diretor Scott Derrickson, em 2008, com Keanu Reeves, Jennifer Connelly
e Kathy Bates. Um horror. ![]() |
| Rodado em 3D nos padrões da época, VEIO DO ESPAÇO (1953) foi um grande sucesso do diretor JACK ARNOLD. |
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| O longa-metragem O ROBÔ ALIENÍGENA (1953), também foi exibido em 3D, uma novidade que virou mania no mundo. Direção de: PHIL TUCKER. |
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| Monstros imaginários do espaço eram uma constante nas telas do cinema, como mostra o cartaz de A VINTE MILHÕES DE LÉGUAS DA TERRA (1957), de NATHAN JURAN. |
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| Um dos mais curiosos é o INVASION OF THE SAUCER-MEN (1957), com direção de EDWARD L. CAHN. Os Et´s tinham sempre cabeças desproporcionais, olhos gigantes e uma aparência de feto humano. |
Em 1979, foi a vez de um
monstro ainda mais terrível e assustador num filme que faria história e
renderia uma série: ALIEN, O OITAVO
PASSAGEIRO (Alien – leia AQUI um
especial que fiz sobre a série), de RIDLEY
SCOTT, futuro diretor de Blade Runner
(1982). A trama: sete tripulantes de um
rebocador espacial, Nostromo, atendem
a um pedido de socorro interceptado inesperadamente vindo de um planeta
alienígena e deserto, e descobrem na própria carne uma forma estranha de vida
mortífera, um parasita que se reproduz utilizando humanos como hospedeiros.
Este filme é o ápice do subgênero, além de apresentar um magnífico visual e
direção de arte do interior da nave (e fora dela) impressionante. Pegando
carona em 2001: Uma Odisseia no Espaço
e Star Wars em termos visuais, Scott
recria um estilo de filme espacial diferente (com os famosos caminhoneiros
espaciais) aderindo a um suspense digno de Hitchcock e terror digno de um
George Romero.
A Tradição continuaria
com efeitos especiais ainda mais exigentes e grandiloquentes Na década de
1980, por exemplo, foi a vez de outro filme se tornar clássico, PREDADOR (Predator, 1987), do diretor de Duro
de Matar, John McTiernan. Apesar
de não ser um cenário futurista e sim meio “Vietnã”, Arnold Schwarzenegger é o único sobrevivente de um jogo de gato e
rato com uma hostil criatura invisível e misteriosa.
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| PREDADOR é outro personagem famoso para a galeria de alienígenas maus. |
Nos anos 1990, pelo menos
mais duas produções se destacariam: TIM
BURTON trouxe de volta os discursivos marcianos numa comédia de humor negro
MARTE ATACA! (Mars Attacks! 1996) e o
alemão ROLAND EMMERICH consegue
fazer uma enorme bilheteria – que mesmo com todos os defeitos – é o seu melhor
filme, INDEPENDENCE DAY, do mesmo ano, mas evitando o horror optando
por fazer ação e aventura.
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| O fetiche de Emmerich pela Casa Branca começou no DIA DA INDEPENDÊNCIA! |
Em 2002, M. NIGHT SHYAMALAN, (de O
Sexto Sentido e Corpo Fechado)
cria uma bela trama e com ótima atmosfera – apesar de envelhecida em alguns
pontos – um suspense com Et´s malvados que desejam matar os humanos e tomar o
planeta com um elaborado plano de ataque no ótimo SINAIS (Signs),
estrelado por MEL GIBSON, um ex-
padre descrente que perdeu a esposa num grave acidente, JOAQUIN PHOENIX, um irmão devotado que passou a morar com a família
para ajudar nos momentos difíceis, ABIGAIL
BRESLIN, uma guria bonitinha em início de carreira que tinha um tique com
água (não gostava de beber no mesmo copo sujo e nunca terminava a quantidade
que punha nos copos) e o ótimo RORY CULKIN,
um menino sensível e com problemas respiratórios, sofria de asma. Juntos, eles
irão viver momentos de drama e terror quando aliens tentam invadir seu lar. Shyamalan estava em ótima forma
nessa época, aliás, todos se perguntam indignados que fim levou esse diretor? Faço
coro. Ele foi esperto em utilizar os famosos sinais demarcados em plantações,
fatos inexplicáveis para muita gente e que segundo fontes ufológicas, são
marcas deixadas por seres de outros mundos, sendo assim, um pano de fundo perfeito para narrar sua premissa. A real do
filme é outra com relação aos sinais, mais religioso, filosófico e profundo do
que se imagina (um daqueles finais bacanas que ele era capaz de desenvolver) e
Shyamalan, em meio a tudo isso, ainda consegue ótimos alívios cômicos. Os
bichos, além de feios e assustadores, são ótimas criações feitas por computador, convencem.
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| O momento mais assustador do filme é um vídeo brasileiro revelando um ser horroroso! |

Fascinantes. Folgados.
Misteriosos. Eles vêm aqui para atazanar ou ajudar (Klaatu, E.T., Starman)
terráqueos que muito tem a aprender. Imaginamos, aliás, sempre com otimismo,
que esses alienígenas estão sempre anos luz de nós, não apenas com relação à
distância, mas de conhecimento seja intelectual, tecnológico, e outros. Somos
mosquinhas nas sopas deles.
Cont....

























2 comentários:
Mais palmas! Não tem jeito. Esse especial é uma aula-magna de história do cinema!
Bravo!
Obrigado querido. Suas palavras me entusiasmam a continuar.
Abraço
;)
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