sexta-feira, 17 de maio de 2013

APERTEM OS CINTOS...O PILOTO SUMIU!

GÁS DO RISO!

A tripulação de um avião fica doente depois da contaminação contida no peixe servido a bordo, sem piloto e co-piloto, a única esperança dos passageiros e tripulantes não envenenados é um ex-piloto de guerra alcoólatra que ficou com trauma de voar, um sujeito que além de tudo encontra-se fragilizado por ter vivido uma história de amor.


“Precisamos achar alguém que possa pilotar este avião e que não tenha comido peixe no jantar.” Este clássico da comédia, um tipo de humor inteligente que faz paródia de outros filmes que depois viria a exaurir o tema, continua insuperável. No quesito, AIRPLANE! (1980) é o melhor do subgênero. Não vou dizer que é a maior comédia da história do cinema porque competir com qualquer fita do Billy Wilder é covardia, no entanto, no estilo detalhista (tudo é motivo de piada do começo ao fim) lindamente bem humorado que se propôs, é sem dúvida o melhor dentre os inúmeros exemplares. Esta fala notória citada acima e dita no filme pelo saudoso LESLIE NIELSEN (1926-2010) como o médico a bordo que diagnosticou o problema por envenenamento no peixe servido, é extraído identicamente de um dos diálogos do filme que foi a inspiração do projeto, Entre A Vida E A Morte (Zero Hour!) de 1957, dirigido por Hall Bartlett, um suspense e drama estrelado por Sterling Hayden (de O Grande Golpe e Dr. Fantástico, ambos de Kubrick), Dana Andrews e Linda Darnell. Ou seja, premissa similar, porém, literalmente séria. Muito embora, os diretores tenham estruturado o roteiro passando por outras fitas sobre filmes catástrofe dos anos 70 – seja Inferno Na Torre (The Towering Inferno, 1974 de John Guillermin), Terremoto (Earthquake, 74 de Mark Robson) e é claro, Aeroporto (Airport, 1970) do famoso Best-seller de Arthur Hailey, dirigido por George Seaton. Geralmente todos rodeados por um elenco de astros e estrelas. Eles também não perdoam cenas antológicas de outros filmes que não tem uma ligação direta com o enredo, como: A Um Passo Da Eternidade (From Here To Eternity, 1953) de Fred Zinneman, como a cena do beijo na praia enquanto as ondas cobrem os românticos enamorados Burt Lancaster e Deborah Kerr, assim como a sequência da discoteca em Os Embalos de Sábado À Noite (Saturday Night Fever, 77 de John Badham) ao som dos Bee Gees e até mesmo o clássico de suspense dirigido por Spielberg, Tubarão (Jaws, 75) utilizando o tema original de John Williams logo na abertura, quando a aeronave faz gracinha como se víssemos uma barbatana passando entre as nuvens. Enfim, mas são inúmeros detalhes que parodiam algo, em tempo integral, o que acho genial e a grande sacada da obra, e também eles incluem diversas gracinhas sutis e outras muito evidentes, desfocadas em pano de fundo enquanto sucede algum diálogo entre dois ou mais personagens em cena, etc. Confesso aqui a minha predileção por “Apertem os Cintos...o piloto Sumiu”, morro de rir toda vez que revejo. Um show à parte. Um daqueles momentos no cinema em que tudo acaba saindo melhor que o esperado.


Outro ponto interessante é o filme ser dirigido não apenas por um ou dois, mas três malucos, e aqui três nunca é demais! Eles são: JIM ABRAHAMS, DAVID ZUCKER e JERRY ZUCKER e ou/ ZAZ, os mesmos criadores da ótima e curta série que daria origem a trilogia CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ (sempre estrelado por Lesnie Nielsen, o “funny face”), que adoro: POLICE SQUAD! (1982). É do mesmo trio mais exemplares engraçadíssimos; TOP SECRET! Super-Confidencial (1984 estrelado por um jovem Val Kilmer) e ainda o divertido POR FAVOR, MATEM A MINHA MULHER (Ruthless People, 1986), estrelado por Danny DeVito e a diva Bette Midler. Sozinhos, cada um continuaria a dirigir filmes do gênero e experimentando outras fórmulas e que depois do sucesso confirmado, de maneira até mesmo irregular e menos expressiva. Abrahams, por exemplo, dirigiu pelo menos outras três ótimas comédias: CUIDADO COM AS GÊMEAS (Big Business, 1988) novamente com Midler e estrelado também pela comediante Lily Tomlin; TOP GANG! – ASES MUITO LOUCOS (Hot Shots! 1991) e sua continuação TOP GANG 2! – A MISSÃO (Hot Shots! Part Deux, 1993) sucessos da sessão da tarde e que fazem o mesmo que Apertem Os Cintos... parodiando blockbusters de Hollywood, aqui neste caso Top Gun – Ases Indomáveis com Tom Cruise e Rambo 2 : A Missão, com Stallone, mostrando uma nova faceta do ator Charlie Sheen que prova saber fazer comédia nonsense lindamente. Aposentou-se do cinema e da televisão concluindo numa fitinha sem graça, MÁFIA! (Jane Austen´s Mafia! 1998). Já David Z. faria sem eles os dois primeiros filmes de Corra Que A Polícia Vem Aí, The Naked Gun: From The Files of Police Squad! o primeiro em 1988 e 2 ½ (The Smell of Fear) em 1991 sempre com Nielsen, a viúva de Elvis, Priscilla Presley, outra revelação e O. J. Simpson. Isso sem contar com o hilário George Kennedy. Infelizmente, passou a bola do último da trilogia para Peter Segal 33 1/3 – O Insulto Final, The Final Insult, 1994, que mesmo engraçado, destacando algumas cenas hilárias com a esquisita Anna Nicole Smith, poderia ser melhor. Depois, David assumiria a série Todo Mundo Em Pânico, um filhote genuíno dessas criações, mas sem o mesmo brilho, pegada, destes primeiros. 


Quanto ao Jerry Z.? Bom, ele só se deu bem mesmo com o sucesso mundial de Ghost– Do Outro Lado Da Vida (Ghost, 1990) e graças ao seu entendimento de comédias, ajudou a incrível Whoopi Goldberg roubar as cenas e ganhar um Oscar. Tentou ressuscitar o estilo numa comédia fracassada que faz graça com a idéia de “Corrida Do Ouro” em TÁ TODO MUNDO LOUCO! UMA CORRIDA DE MILHÕES (Rat Race, 2001) trazendo um grande elenco, incluindo a própria Whoopi, o inglês Rowan Atkinson, o Mr. Bean, o veterano John Cleese (do grupo Monty Python) e o oscarizado Cuba Gooding Jr. numa tristeza sem tamanha.

O elenco é dignamente acertado e cada um deles me faz rir. Alguns fazendo graça sendo levado a sério como o mestre Lesnie Nielsen, que dispensa mais comentários, por outro lado, não somente Nielsen que faz com que compreendemos sua representação como se estivesse no mais sério dos dramas, mas até mesmo o ótimo ROBERT HAYS (também conhecido pelo papel do Homem De Ferro numa adaptação para a TV em 1994, mas é neste filme que é mais lembrado), como o piloto que é a única esperança de pousar o avião com segurança. E, obviamente sua amada, interpretada por JULIE HAGERTY. Esse casal, aliás, com uma incrível química, são capazes de extrair riso do mais triste sujeito.

O filme ainda traz o ex-jogador de basquete que tentou a carreira de ator, KAREEM ABDUL-JABBAR e certamente os diretores se aproveitam disso para zoá-lo, no papel do co-piloto que acaba sendo substituído por um boneco inflável (Otto!) que é acionado pelo piloto automático! Morro de rir. Outras figuras como LLOYD BRIDGES (1913-1998) que continuou a trabalhar em muitos outros projetos com Abrahams, faz do filme muito mais motivo para riso. O velho é ultra-mega engraçado, tão bom e genial quanto Nielsen em alguns momentos. Entre os veteranos, está também o lendário Sr.Phelps da série televisiva Missão Impossível (Mission: Impossible, 1966-1973 de Bruce Geller) PETER GRAVES (1926-2010) hilário como o Capitão Oveur, o próprio piloto que descobre que também ingeriu peixe contaminado (+ risos) e obviamente ROBERT STACK (1919-2003), outro astro da TV, foi o policial Eliot Ness da série OS INTOCÁVEIS (The Untouchables, entre 1959-63), no papel de um veterano instrutor de vôo. Mas o único que está totalmente soberbo e por isso nem um pouco sério, eis um destaque, mesmo fazendo poucas aparições, é STEPHEN STUCKER (1947-1986) como o controlador do aeroporto, que fazia umas palhaçadas amalucadas, dava saltinhos, gritava, fazia caras e bocas, etc. Gosto também do trabalho de LORNA PATTERSON, a loira peituda comissária de bordo que tem momentos significativos como pegar o violão e cantar para uma menininha que estava doente viajando com a mãe e aparelhos respiratórios. Quem assistiu lembra demais desta cena e já começa a rir!


O filme é assim, sem medo de tecer críticas sociais, raciais ou qualquer coisa que o valha, abrindo várias vertentes do bom humor (há freiras, negros malandros com seu próprio e indecifrável vocabulário bem década de 70e outras coisas mais). O ponto alto é que a fita, pelo menos naquela época, evitava maiores vulgaridades – não que evitem algumas delas - e não tem tanto humor picante como nos derivativos posteriores criados, por exemplo, pelos irmãos Farrelly (criadores de Quem Vai Ficar Com Mary? e Débi & Lóide) e até mesmo os irmãos afro-americanos, Wayans (Keenen, Shawn, Marlon, idealizadores de Todo Mundo Em Pânico). De fato, Apertem Os Cintos... têm um limite para momentos mais grosseiros, certamente o mais leve neste conceito é a cena em que o boneco inflável murcha e Hagerty tem que enchê-lo com a boca em uma posição e movimento que simula um sexo oral. Quer dizer, não é nada disso, e tampouco explícito como faz, de fato, os Wayans com sexo e escatologia, mas é o que imagina as mentes sujas dos espectadores, ainda mais com a interrupção de Nielsen no cockpit.

O filme foi um sucesso arrebatador e inesperado para a Paramount, arrecadou nas bilheterias dos Estados Unidos e no mundo cerca de 83 milhões de dólares e teve seu legado lembrado na comédia cinematográfica americana, e acabou se tornando um dos maiores clássicos do gênero. Muito embora, a obra de Mel Brooks seja igualmente genial neste ponto, principalmente os primeiros filmes como BANZÉ NO OESTE (Blazing Saddles, 74) e O JOVEM FRANKENSTEIN (Young Frankenstein, 74), também merecem figurar entre os maiores neste perfil de humor, até porque foi até mais inaugural do que Airplane! De qualquer forma, ZAZ tiveram a honra de ver sua obra, segundo o American Film Institute, como o décimo filme mais engraçado de todos os tempos.

No Brasil, a fita não chegou a ser completamente dublada devido à censura especializada da ditadura militar, portanto, vários trechos foram cortados antes mesmo de serem exibidos na tela. Mesmo assim, estreou com grande rentabilidade no país. Na TV era sucesso garantido no Cinema em casa do SBT, concorrente direto da Sessão Da Tarde, mas também já foi muitas vezes exibido, com a dublagem clássica, nos Corujões das madrugadas. Hoje em dia é raro assisti-lo na televisão aberta.

Parodiando momentos assustadores, marcantes e discursivos nos filmes sem dó nem piedade, Apertem Os Cintos... continua a entreter e a ser um prato cheio.  O filme passa aquela sensação, em meio a tanto riso, cenas que gostaríamos de ver nos momentos antológicos do cinema. Hoje em dia, esse método já se esgotou facilmente com produções de fundo de quintal, sem a audácia e brilhantismo desses três diretores patetas, no bom sentido.


Teve uma continuação engraçadinha, mas sem a genialidade deste primeiro; APERTEM OS CINTOS, O PILOTO SUMIU 2ª PARTE (Airplane II: The Sequel, 1982), só que desta vez realizada por Ken Finkleman, com grande parte do elenco original e ainda adicionando figuras como William Shatner da série Star Trek. E nem preciso dizer que tipo de paródia foi daquela vez. Muito embora seja um apêndice, ainda assim é uma guilty pleasure.


EUA
1980
COMÉDIA
COR
88 min.
PARAMOUNT
        



PARAMOUNT PICTURES
APRESENTA
UMA PRODUÇÃO DE HOWARD W. KOCH
Estrelando ROBERT HAYS   JULIE HAGERTY
LLOYD BRIDGES   LESLIE NIELSEN
ROBERT STACK   PETER GRAVES   LORNA PATTERSON
STEPHEN STUCKER   KAREEM ABDUL-JABBAR
FRANK  ASHMORE   JONATHAN BANKS   CRAIG BERENSON
BARBARA BILLINGSLEY   ROSSIE HARRIS
& Apresentando 
OTTO como “Ele Mesmo”
Produtores Executivos
JIM ABRAHAMS
DAVID ZUCKER
JERRY ZUCKER
Música de  ELMER BERSTEIN
Direção de Fotografia  JOSEPH BIROC
Montagem  PATRICK KENNEDY
Direção de arte  WARD PRESTON   Figurinos  ROSANNA NORTON
Produzido por  JON DAVISON
ESCRITO PARA AS TELAS E DIRIGIDO POR
JIM ABRAHAMS 
              DAVID ZUCKER
                                                      JERRY ZUCKER

AIRPLANE!  ©1980 UM FILME PARAMOUNT

5 comentários:

Hugo disse...

Ótima postagem.

É um filme engraçadíssimo que praticamente criou o gênero da paródia escrachada.

Até aquele momento era Mel Brooks o cara das paródias, porém o trio ZAZ elevou o besteirol a última potência e acertou em cheio.

O elenco é sensacional, eles pegaram vários atores veteranos da tv (Leslie Nielsen, Robert Stack, Peter Graves, Lloyd Bridges)que estavam praticamente aposentados e ressuscitaram as carreiras dos sujeitos.

Abraço

Amanda Aouad disse...

Clássico, perdi as contas de quantas vezes vi. Ótimo resgate, Rodrigo. O filme tem momentos sensacionais mesmo. Deu até vontade de rever.

bjs

ANTONIO NAHUD disse...

vi faz tempo...cumprimentos cinéfilos.

O Falcão Maltês

Patt Baleeira disse...

Rô,

Bom Dia!
Que saudades dessa época, do Leslie e esses filmes que divertiam bastante.

Querido Amigo,
Parabéns, pelas postagens! Li Domésticas, Pele Que Habito, Cidadão Kane, Hitch...Que aula, ein?
Você escreve muito bem, seu blog é visualmente gostoso de passear, continue assim que a gente agradece,rs!

Besos

Rodrigo Mendes disse...

Hugo: Brooks e os ZAZ merecem aplausos por serem os únicos a criar um gênero cômico extremamente original. As piadas acontecem em tempo integral, algumas são mais escrachadas, mas outras são bem sutis. Leslie Nielsen, Robert Stack, Peter Graves, Lloyd Bridges simplesmente arrasam!
Obrigado

Amanda: Tb perdi as contas de quantas vezes eu á vi Nanda, hehehe principalmente no SBT! Bjs.

Antonio: Reveja. Abração!

Patricia: Sem palavras querida, assim você infla meu ego! rs
Valeu mesmo!
Besos!!!!

Abs.

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