domingo, 9 de setembro de 2018

🎬 Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros 🎥 Colin Trevorrow

Bem vindos ao mundo dos dinossauros!

Um novo parque temático, construído no local original do Jurassic Park, cria um dinossauro híbrido geneticamente modificado, que escapa da contenção e vai em uma matança enlouquecida. 
parque dos dinossauros finalmente é uma realidade. O velho John Hammond que de capitalista viveu os últimos anos de vida como um naturalista depois dos primeiros eventos de 22 anos atrás não está mais de corpo físico para deter os novos capitalistas de plantão que almejam novas atrações todos os anos e, para tanto, mais dentes e mais selvageria! Afinal, quanto mais assustador for o dino, mais interessante será para os visitantes que vão ao Mundo dos Dinossauros como se estivessem em um dia comum num zoológico qualquer. A ideia de o parque funcionar de verdade já era um boa ideia (mesmo que numa cadeia de péssimas ideias que mais cedo ou mais tarde vão resultar mal) quando a franquia ainda era comandada pelo diretor STEVEN SPIELBERG. Agora, a nova atração, recebe um novo capitão, o cineasta COLIN TREVORROW. Mas, espera, quem é Colin Trevorrow? Uma coisa era entregar a franquia para alguém já gabaritado como JOE JOHNSTON (Jumanji, Rocketeer, Star Wars) e que já havia trabalhado com Spielberg no campo dos efeitos especiais de alguns filmes como, por exemplo,  "Os Caçadores da Arca Perdida". Lamentável foi o resultado de Jurassic Park III (2001). Aliás, bem abaixo do esperado resultando na quase morte da franquia. Spielberg  prefere esperar e depois de um hiato aposta todas as forças em um novato. Trevorrow havia realizado o ótimo Sem Segurança Nenhuma (Safety Not Guaranteed, 2012) e depois faria o bonitinho O Livro de Henry (The Book of Henry, 2017 - que assisti recentemente, mas que teve projeção tímida e pouco se falou da fita), mas, com pouco filme no currículo até aquele momento e por não ser ainda um diretor de renome, nada sabíamos sobre ele. O bom de tudo isso é que valeu as fichas que Spielberg depositou no cara. Esse primeiro Jurassic World de uma nova trilogia garante aquilo que o original sempre pretendeu. E o melhor de tudo é que sabiamente é um filme nostálgico. 

Mais do que apostar em um diretor desconhecido, mas é escalar um ator do momento. CHRIS PRATT com jeitão de galã  e com timing cômico natural,veio do recém sucesso de GUARDIÕES DA GALÁXIA do universo Marvel. Com  aquela aura de Indiana Jones ele é também um pouco do Muldoon. Lembram? Aquele caçador do primeiro filme que fora interpretado por BOB PECK.  Pratt, um ator rentável, foi a escolha perfeita para o protagonismo. E, para tanto, BRYCE DALLAS HOWARD, uma atriz que tinha ressalvas no início (ela ficou conhecida nas fitas de Shyamalan: A VILA e A DAMA NA ÁGUA), mas que aqui entrega um momento especial de sua carreira. Como esquecer dos famosos saltos altos da Claire? Na verdade, em meio a aventura e cenas incessantes de ação com dinossauros comendo,pisoteando e voando, o filme acerta em construir um típico romance cômico cheio de conflitos entre o casal central. Owen e Claire podem não ser o Jack e a Rose do Titanic, mas Pratt e Howard funcionam lindamente juntos. A química é bem vista na tela. E é aquilo que Hollywood sempre vendeu: casais românticos frente a um desastre iminente sempre dá lucro. 

Por muitos anos não esperava mais assistir a um novo JP. Inconscientemente sempre pensamos no ditado popular de que um é bom, dois é pouco e três é demais. E o terceiro provou ser demais, diga-se. O cinema americano sabe de tudo isso, mas eles são antes de tudo uma indústria lucrativa capitalista. Aquilo que Spielberg criticou na fita de 93. O público quer mais e mais e a voracidade financeira é algo matemático. Mas, sendo absolutamente franco, em minha opinião, não há culpados quanto a isso. Tanto estúdio e público querem se divertir. A problematização é quando o filme, de forma unânime,  não funciona. Com uma fila de reboots, Spin-offs, saindo todos os anos dos estúdios, como não explorar novamente um universo tão rico e interessante? Jurassic Park (1993) é uma obra-prima do cinema pipoca incontestável, O Mundo Perdido (1997) era um Spielberg comandando uma produção por telefone, mas que resultou em uma atração okay e, obviamente, o terceiro (2001) como já disse, indefensável. Errado e excessivo. Mas, tudo na vida é evolução, assim como a ciência que trouxe de volta os dinos. Trevorrow consegue recriar um  embate de tudo aquilo visto antes na série e recicla muito bem. A premissa  presente em Jurassic World é uma abstração muito bem vinda. É também um momento de grande destaque em um ano que Hollywood (aquele 2015 que o diga - também estreava o novo Star Wars) no que se diz respeito às continuações, refilmagens, reimaginações e derivativos de sagas cinematográficas(além de Star Wars, outros exemplos como Planeta dos Macacos, Mad Max e O Exterminador do Futuro, citando as principais) são recorrentes, por outro lado, Jurassic World se comprovou em ser mais sutilmente criativa. Acredito que Spielberg e Trevorrow trabalharam de maneira despretensiosa. E o sucesso chega mais fácil com a desafetação (não que os citados acima o sejam, bom, exceto mesmo o último Exterminador do Futuro, Gênesis). 

Logo de cara, o filme nos indica a que veio. Em sua primeira cena, Claire (Howard) parece uma boneca, aliás, proposital (inclusive o lance do salto alto!) e, no elevador treinando o seu poder oratório para a próxima reunião, seu penteado perfeito, roupas, enfim, uma Barbie presa na caixa de bonequinhas (Michelle Pfeiffer na primeira cena de Scarface, também!). Ansiosa e workaholic ela é a administradora do parque e relembra que lá se foram duas décadas desde o renascimento dos dinos e a quase extinção humana, diga-se de passagem, mas é algo que os empresários varrem para debaixo do tapete. Com total segurança, mas sem a mesma quanto a sua vida pessoal, Claire é uma capitalista/funcionária do sistema. Da lógica, dos números e da linha de fabricação (portanto, ela parecer uma boneca em grande parte do filme é meio que simbólico) afirma com exatidão que, nos últimos dez anos, a tecnologia evoluiu exponencialmente (e as novas técnicas cinematográficas também). É engraçado como tudo bate com a atual realidade. O renascimento de dinossauros criados pela genética não natural desde o primeiro filme e o crescimento da tecnologia com Jurassic World. É evidente que eles pensaram nesses números para utilizar na premissa. Em outras palavras, é como se o novo filme fosse o equivalente ao antigo (o longa de 93), só que com a vantagem de ter vinte e poucos anos de desenvolvimento muito bem vindo no campo dos efeitos especiais. 

Na verdade, o que mais me encantou no filme são as inúmeras referências à origem do Universo Jurassic Park. Muito bem: passado bastante tempo desde os eventos traumáticos do primeiro parque em 93, um outro parque, com um outro nome para não ter associação com a morte (risos), finalmente é aberto (ou reaberto - mas se é outro parque com novas atrações, creio que não tem lógica dizer que eles reabriram o primeiro que nunca chegou ao grande público). Sem a necessidade de explicar o início da atração temática, o parque já é uma realidade e conseguir um ingresso é mais difícil do que ir ao Hopi Hari ou a Disney. Há novas duas crianças. Quer dizer, como sempre um menino e um pré-adolescente. O garotinho, (TY SIMPKINS - ator mirim conhecido por ter participado de Homem de Ferro 3 e Sobrenatural) é um expert de dinossauros (lembra o Tim). Ele vai ao parque acompanhado do seu irmão mais velho (NICK ROBINSON - que agora todos o conhecem mais pelo excelente: Com Amor, Simon) o tipico adolescente que é um vulcão de hormônios em erupção. Ambos viajam nas férias para a ilha dos Dinos. Do momento em que o garoto corre até a sacada do quarto de hotel e deslumbra o parque com uma emocionante banda sonora assinada por MICHAEL GIACCHINO (Os Incríveis, Star Trek) as lembranças criadas por JOHN WILLIAMS e Spielberg dão aquele calafrio de emoção. Parece que estamos na cidade perdida de El Dorado. Além de brincar nas atrações, a ideia era rever a tia Claire, que não veem há muito tempo, mas, é claro, reside um drama familiar que caminha para o piegas, mas que mesmo assim não chega a atrapalhar o filme. No momento certo, Trevorrow brinca com a tia desnaturada que não é carinhosa com os sobrinhos. Na subtrama, o novo milionário e dono do parque é um investidor internacional. Bem humorado e com o espírito de John Hammond, não chega a ser o vilão e é interpretado  com muita diversão pelo ator indiano IRRFAN KHAN (As Aventuras de Pi, Quem Quer Ser um Milionário?), lá trabalha um de seus funcionários que mais se destaca, o destemido Owen (Pratt), que conseguiu significativos avanços na domesticação de Velociraptors. Eis que o filme traz algo totalmente diferente e bacana, Blue, o raptor principal chega a ser um animal de estimação de Owen e a primeira cena de Pratt treinando esses animais já é antológica. Como isso é possível? Por mais que a cena traga momentos de comicidade de Pratt existe a intenção de usufruir da ideia bem mais nos próximos filmes. Quanto a vilania? Desta vez não são advogados, mas militares que pretendem utilizar os raptors para fins de combate militar. VINCENT D ´ONOFRIO (Nascido Para Matar, MIB)encara o papel desagradável com folga. Um ator que já se provou no gênero. Mas, pela primeira vez, e certamente indo contra as antigas crenças de Spielberg, chega no Parque um novo dinossauro realmente malvado.  Cruel e selvagem. É importante frisar que no original, Spielberg lembrava a todos os técnicos e atores de que sua intenção era de levar ao público animais pré-históricos. Pura e simplesmente. Nada de monstros sádicos de Filmes B. Quebrando as regras e utilizando-se da ideia de"mais dentes",os humanos e os demais dinossauros da ilha irão se chocar quando a fêmea antissocial, Indominus Rex, uma hibridização genética, bola um plano (isso mesmo, ela raciocina com requintes de crueldade!)para escapar de sua área limitada a fim de explorar seus instintos. Ela é uma Dino que é equivalente ao T-REX, só que mais letal. O mote do filme é quando ela escapa e o caos reina. 

Pode parecer que a fita tenha excessos de personagens, conflitos e subtramas. Ledo engano. Em meio aos simbolismos típicos de Jurassic Park "a vida encontra um meio" "Homem Vs. Deus" (aliás, o autor do original, MICHAEL CRICHTON era um entusiasta de Mary Shelley) e toda a nostalgia evidente, nada é desnecessário. As coisas postas assim tem cunho narrativo de suma importância. Eu sei que o roteiro tem muitos truques, mas não é nada que atrapalhe o andar da carruagem. O ritmo é muito bom (não é especial comparado ao primeiro filme) e o CGI é muito bem feito. E, é claro, os carros esféricos são maravilhas da invetividade. 

É genuinamente um filme para todos os gostos e idades. Spielberg e Trevorrow reinventam um filme que é tanto para os espectadores de 1993 se deliciarem com a saudade quanto para um novo público. Reconheço que nele existe mais violência gráfica do que nos anteriores, mas Trevorrow sabe brincar com jogos de cenas e se apropria disso pelo fato de o novo Dino ter a capacidade de se camuflar. No trailer houve cenas que não entraram na edição final do filme, dos soldados se embrenhando na mata para matar a Indominus Rex e sendo devorados com impetuosidade e muito sangue. 

O resultado final acaba por ser, além de um filme do diretor de encomenda, uma realização de seu produtor executivo. Cego é aquele que não quer ver o tanto de Spielberg aqui, sobretudo, em todos os momentos do garotinho fascinado por dinossauros, ou seja, da aura infantil que o filme também carrega. E mais: ficou muito claro para mim outras observações; Claire é uma reinvenção de Dr. Alan Grant que não tem muitas relações afetivas com crianças e tem um namorado que é o oposto, embora as crianças não tenham a mesma projeção que as do original. Prático do humor, a série ganhou um protagonista diferente na figura nada impertinente de Pratt e talvez tão interessante quanto Jeff Goldblum como Ian Malcolm que também era excêntrico, engraçado e despojado. Fazendo aquilo que já manja, além de ser um ator físico para coreografias, Pratt segura bem o papel dramático que é demonstrado, sobretudo, em seu figurino à la Indiana Jones; jaqueta bege de explorador, etc. Faltou mesmo o chapéu, mas graças a Deus ignoraram a ideia, até porque lembraria muito Sam Neill

Um tributo. O retorno. O novo. Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros representa lindamente a cultura pop atual: lembra, recicla e tempera com o que temos de mais interessante tecnologicamente falando. Jurassic Park sempre foi uma mistura orgânica e tecnológica. A realização das fantasias de menino de dar vida aos majestosos animais de 65 milhões de anos. 



eUA

AVENTURA/ SCI-FI 

2H 4MIN.

★★★★☆





Universal pictures
e
amblin entertainment
apresentam
em parceria com legendary pictures
um filme de Colin trevorrow
Jurassic World
Chris pratt    bryce Dallas Howard
Vincent d onofrio   ty simpkins
Nick Robinson  Omar sy  b.d. wong
E irrfan Khan
Music by Michael giacchino
Tema musical de jurassic park John Williams
Montagem Kevin stitt ace
Cenografia Edward verreaux
Diretor de fotografia John schwartzman asc
Produtor executivo Steven Spielberg
Produzido por Frank Marshall  Patrick crowley
Baseado em personagens criados por Michael Crichton
Roteiro
Rick jaffa   Amanda silver 
Derek connolly  Colin trevorrow
Dirigido por Colin trevorrow

um filme universal ©2015

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